23 de jan de 2017

Brasil e os compassos de espera.

 photo ossilva2_zpstpcisqqx.jpg • O STF está dividido em diversas correntes. Há uma corrente que quer salvar o PT, há outra corrente que quer salvar o PMDB, há uma terceira corrente que quer salvar o PSDB e há uma quarta corrente que quer salvar todos eles; A imprensa, assim como o STF, também está dividida em correntes. Uma corrente aproveita a morte de Teori Zavascki para bater em Sergio Moro, a outra corrente idem. 
• Ministros divergem sobre o critério de escolha do relator da Lava Jato no STF. Integrantes da Corte têm avaliações diferentes sobre como deve ser feita a redistribuição dos processos. 
Novo relator terá muito poder, diz presidente de associação de juízes. Com a morte de Teori, Roberto Veloso, da Ajufe, teme que substituto possa segurar investigações. 
• Lava Jato investiga nome do PSDB antecessor de Paulo Roberto Costa na Petrobrás. Rogério Manso, citado por delatores, foi diretor de Abastecimento petrolífera de 2001 a 2004. 
• Desemprego ampliado no Brasil é de 21,2%, quase o dobro da taxa oficial. Pesquisa soma aos desempregados as pessoas que desistiram de procurar trabalho ou vivem de bicos. 
• Falta formação específica a docente do ensino médio. No total, 46,3% dão aulas de disciplinas nas quais não são especialistas. 
• Novas vagas pagam 21% menos do que as antigas. Somente 1/5 das ocupações teve saldo positivo de vagas no ano passado. 
• 89% dos municípios brasileiros devem, em conjunto, R$ 99,6 bilhões ao INSS. Com o nome sujo municípios perdem parte do Fundo de Participação dos Municípios. 
• A dura missão de lidar com a burocracia para recuperar a Eletrobrás. Acostumado à agilidade da iniciativa privada, Ferreira Júnior reestruturar a empresa. 

Conjuntura intima Cármen Lúcia a ser corajosa.
A pretexto de homenagear Teori Zavascki, Sergio Moro enviou uma coroa de flores metafórica aos colegas do ministro morto. Fez isso ao dizer que, sem Teori, esse verdadeiro heroi, a Lava Jato não teria existido. Tomado ao pé da letra, Moro parece considerar que, excetuando-se o morto, ninguém mais se salva no Supremo Tribunal Federal. Os outros dez ministros da Suprema Corte seriam vivos tão pouco militantes que merecem receber na cara a última pá de cal. O Supremo, a começar por sua presidente, Cármen Lúcia, está como que intimado pela conjuntura a desdizer Moro.
Nos próximos oito dias, a definição do novo ritmo da Lava Jato passará pela mesa de Cármen Lúcia. Ela responde pelo plantão do Supremo durante as férias. Até 31 de janeiro, decide sozinha as pendências urgentes. Soube pelos juízes que trabalham no gabinete de Teori que o relator da Lava Jato havia se equipado para homologar no início de fevereiro os acordos de colaboração dos 77 delatores da Odebrecht. Só faltava ouvi-los, para saber se delataram espontaneamente. Se quiser, Cármen Lúcia pode reverenciar a memória de Teori consumando as homologações.
A essa altura, supõe-se que o procurador-geral da República Rodrigo Janot já está redigindo o ofício que a lógica lhe pede que entregue a Cármen Lúcia. No texto, Janot há de explicar que o conteúdo das confissões, por essencial, precisa ser homologado imediatamente. Há amparo no regimento do Supremo para que a ministra trate essa matéria como urgente, deliberando monocraticamente sobre ela antes mesmo da definição do nome do novo relator da Lava Jato.
No ano passado, Cármen Lúcia fez considerações notáveis na sessão em que o plenário do Supremo referendou a ordem de prisão que Teori Zavascki expedira contra o então senador petista Delcídio Amaral. Vale a pena relembrar as palavras da presidente da Suprema Corte.
Na história recente da nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós, brasileiros, acreditou no mote segundo o qual uma esperança tinha vencido o medo, disse Cármen Lúcia. Depois, nos deparamos com a Ação Penal 470 [do mensalão]. E descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo.
A ministra prosseguiu: O crime não vencerá a Justiça. Aviso aos navegantes dessas águas turvas de corrupção e das iniquidades: criminosos não passarão a navalha da desfaçatez e da confusão entre imunidade, impunidade e corrupção. Não passarão sobre os juízes e as juízas do Brasil. Não passarão sobre novas esperanças do povo brasileiro, porque a decepção não pode estancar a vontade de acertar no espaço público. Não passarão sobre a Constituição do Brasil.
A conjuntura oferece a Cármen Lúcia a oportunidade de transformar palavras em ações. A ministra está intimada pelos fatos a provar que ainda há mesmo juízes em Brasília. Do contrário, pode reforçar a impressão insinuada nos comentários de Sergio Moro de que o Supremo, sem Teori, começou a morrer e não sabe. (Josias de Souza) 

Vão deixar Trump cumprir o prometido?
Corre até hoje que 48 horas antes de implodir Hiroshima, os Estados Unidos derramaram centenas de milhares de cartazes alertando a população japonesa da iminência da deflagração da bomba. Era um apelo para que ninguém permanecesse na região, dispondo-se todos à rendição. Não houve quem atendesse ao aviso e a cidade virou pó, repetindo-se a situação dias depois, em Nagazaki. Rendeu-se o Japão.
Nenhum museu, nenhum arquivo americano ou japonês, mostra um só exemplar do alerta feito naqueles idos, duvidando-se até se foi verdadeiro.
Eis que o novo presidente americano, Donald Trump, anunciou em seu discurso de posse que vai extirpar o Estado Islâmico da face da terra. A televisão substituiu os impressos, com mais eficiência, mas que outra forma de extirpar uma nação existe, além da bomba?
Terá o milionário coragem para tanto? Haverá força humana capaz de impedi-lo, e a que custo? Por mais que pareçam animais, os integrantes do Estado Islâmico merecem ser incinerados? Suas famílias serão culpadas por seus desatinos? Sobreviveria o Oriente Médio? E o restante da humanidade?
Desenvolve-se o primeiro teste relativo à sanidade do presidente americano. Levar adiante a promessa feita no dia de sua posse, o mínimo será afastá-lo. Mas não faltarão ao seu redor vozes para incentivá-lo. Como em todos os Estados Unidos, multidões para tentar interrompê-lo. Está a um passo de iniciar a extinção da vida na terra, se cumprir o que anunciou. Vão deixar? (Carlos Chagas)

A conta do sofrimento masculino com a emancipação feminina chegou.
O que será o homem do século 21? Refiro-me a gênero, e não à espécie. Mais especificamente ao homem heterossexual. Aquele que as mulheres procuram, mas não acham mais à mão. O homem heterossexual é capaz de vida inteligente? Ou só pensa em comer a mulherada?
Minha hipótese é que, à medida que ele ficar mais inteligente, menos ele se interessará em comer a mulherada. Mais ele ficará interessado em si mesmo. Mesmo porque a mulherada está bem fácil de comer. Mais ele se perguntará, de fato: O que eu quero pra minha vida?. Isso em vários momentos da vida.
Essa pergunta masculina terá um efeito tão violento na cultura quanto a emancipação feminina. Casamentos acabarão. Filhos desaparecerão. O mercado de trabalho sofrerá com decisões masculinas que afastarão os homens de carreiras corporativas e os aproximarão de trabalhos com mais sentido e menos estresse.
A opressão sobre o homem heterossexual vai acabar e, quando isso acontecer, as meninas ficarão bem perdidas em suas certezas desde os anos 1960 do século 20.
Essa pergunta masculina acerca do que ele de fato quer na vida empurrará as meninas para a experimentação lésbica por puro desespero. A conta afetiva do sofrimento masculino com a emancipação feminina finalmente chegou. E será cara. Quem continuar a encher o saco achando que tudo é culpa do patriarcalismo será identificada em locais públicos como responsável pelo fracasso da reprodução da espécie.
Eu sei que existe aquela piada sobre como é impossível satisfazer uma mulher e como é simples satisfazer um homem. Basta trazer uma cerveja e vir pelada. Lamento dizer, mas isso nunca foi verdade. Melhor se ela vier vestida de executiva de sucesso com saia justa. Ou vier vestida de enfermeira ou comissária de bordo. Ou, no mínimo, de calcinha e salto alto. Um batom vermelho na boca para ser borrado.
Sim, vai ficar difícil entender nós outros. Difícil também porque o feminismo histérico (aquele que entra embaixo dos lençóis) fez da histeria laço social. E muitos psicanalistas tontos olham e não sabem mais reconhecer a histeria quando a ela diz bom dia, estou aqui na sua cara!.
A emancipação feminina e a histeria (que não são necessariamente a mesma coisa) como laço social obrigaram ao homem a se mexer. Ele agora é obrigado a assumir vocabulários subjetivos (em homenagem a moçada que curte o Richard Rorty), antes privilégio (ou maldição) do mundo feminino. O homem evoluiu (sim, sou darwinista) num ambiente mais objetivo de caça, mais violento, com menos possibilidade de conversa.
Daí ele ser, na maioria dos casos, mais silencioso e travado.
As meninas terão que se esforçar um pouco mais para conseguir um espécime que ache que elas valem algum investimento. Afora aqueles que simplesmente ficarão meio frouxinhos, sem saber se aderem ou não à moda trans, querendo ser mais feministas do que a pior das feministas (não tem coisa mais chata do que homem feminista...), incapazes de tomar alguma atitude, inseguros, que tremem diante da possibilidade de que alguém os chame de machistas, tem também os babacas de sempre que ainda não entenderam que as meninas estão mais bravas hoje em dia.
Na ponta das meninas, o fato é que elas estão meio fálicas. E não existe coisa mais chata do que uma mina fálica. A espécie seguramente acabará pelas mãos de um casal em que ele será um feminista e ela uma fálica. Deus dirá: De fato devo sair do mercado criativo, deu errado meu projeto, talvez investir de novo nos dinossauros?.
Existe também a possibilidade (e muitos têm feito isso no Ocidente) de buscar opções mais ao leste da Europa. Uma mina de minas mais doces, carinhosas (além de maravilhosamente lindas), afetivas e atenciosas, ainda não estragadas pelo capitalismo e sua histeria fálica.
A mulher do século 21 que quiser um homem inteligente para ela terá que reaprender a relaxá-lo, ao invés de simplesmente acusá-lo de ser opressor. Menos histeria e mais generosidade. Menos cobrança e mais cuidado. A mulher livre exige respeito, o homem livre exigirá doçura. (Luiz Felipe Pondé) 
Peça o que deseja, mas esteja disposto a receber o que Deus lhe dá. Poderá ser melhor do que aquilo que você pediu. (Normam V. Peale)

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