19 de dez de 2016

A luta do Brasil continua.

 photo fuga..._zpsmhltlzl0.jpg • O secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, ativará, até o fim de janeiro, um grupo integrado de inteligência entre as polícias Federal, Civil, Militar.
• Com a chegada do final de ano é comum os consumidores receberem cobrança de impostos, além das contas de consumo. Por isso, deve redobrar a atenção para não cair no golpe do boleto falso como aconteceu em SP.
• Crise de crédito tirou R$ 1 trilhão da economia e aprofunda a recessão.
• Combatentes da ditadura repudiam mascarados. Quem lutou contra ditadura de cara limpa repudia mascarados.
Grisalhão e Encostado continuam incógnitos em planilha da Odebrecht. Outro apelido que ainda é um mistério, no MPF, é grisalhão.
• Os 800 depoimentos da Odebrecht serão entregues hoje a Teori Zavascki. A homologação do acordo só ocorrerá depois da volta do recesso judiciário, em fevereiro. O Globo informa, porém, já em janeiro Teori Zavascki deverá ouvir os delatores e advogados sobre se foram ou não coagidos a delatar. O ministro faz bem em sacrificar suas férias. O Brasil está com pressa; Cármen Lúcia determinou a criação de uma força-tarefa para ajudar Teori Zavascki na análise dos depoimentos da Odebrecht. O ministro terá um reforço de pessoal e de espaço físico para trabalhar. Somente o relator e seus juízes auxiliares terão acesso ao material e a uma sala-cofre onde ficarão armazenados arquivos, pen drives e CDs. Se espera que, depois de homologados, os depoimentos sejam divulgados pelo STF. É preciso rapidez nos julgamentos. E é preciso, sobretudo, transparência.
• Tribunal de 2ª instância ratifica ou sobe pena de 71% dos julgados por Moro. Dos 28 casos em 1ª instância que chegaram ao TRF, 20 têm penas aumentadas ou mantidas.
É preciso gesto maior de antecipar as eleições, afirma Ronaldo Caiado. Senador do DEM-GO acredita que a antecipação das eleições é a saída para o Brasil voltar a crescer.
• O Estadão publicou que a campanha de Dilma Rousseff, em 2014, recebeu 30 milhões de reais em caixa dois da Odebrecht. A Lava Jato já provou que o dinheiro repassado ao PT, sobretudo por meio de João Santana, não era caixa dois, e sim propina.
• O Estadão noticia que o rei Renan Calheiros deverá assumir a liderança do PMDB no Senado em 2017, quando o alagoano largará a presidência da Casa. Até lá, alguns de seus aliados ainda tentarão convencê-lo a ficar com o comando da CCJ.
• Vendedor do duplex de Lula pode ter elo com Adir Assad. O Antagonista descobriu que a S.M. Terraplanagem, uma das empresas usadas por Adir Assad para lavar dinheiro do petrolão, teve como sócio Luis Roberto Satriani, vendedor da cobertura onde Lula vive em São Bernardo do Campo há 20 anos. Alvo de investigação no passado, o imóvel oficial do ex-presidente foi adquirido com ajuda de Roberto Teixeira. O advogado e compadre de Lula foi denunciado há poucos dias por participar da aquisição da cobertura vizinha, no mesmo edifício Green Hill, e do terreno onde seria erguido o Instituto Lula - tudo propina da Odebrecht, segundo o MPF. No caso do duplex oficial, suspeitou-se na época de que a incorporadora Dalmiro Lorenzoni Construções, que fez o prédio, teria sido beneficiada por uma decisão da prefeitura de São Bernardo do Campo, sob comando do PT. Lula comprou o apartamento de Satriani, que prestava serviços de terraplanagem para Dalmiro, que tinha Teixeira como advogado. A investigação, iniciada pelo MP em 1998, foi arquivada em 2003 pelo STF a pedido da PGR. Satriani entrou no quadro societário da S.M. Terraplanagem em 2007 e saiu de lá dois anos depois.
• UTC repassou R$ 54 milhões a SM Terraplenagem. Uma tabela de pagamentos da UCT à SM Terraplenagem, obtida com exclusividade por o Antagonista, revela repasses mensais à empresa supostamente controlada por Adir Assad num total de R$ 54 milhões. Em sua delação, Ricardo Pessoa disse que pagou propina, dos contratos da UCT com a Petrobras, ao PT em parcelas fixas e mensais. Pessoa confirmou que celebrou contratos fictícios de prestação de serviços com a SM Terraplanagem para justificar os repasses e gerar recursos em espécie. Do total de R$ 54 milhões recebidos pela SM Terraplenagem, mais de R$ 24 milhões foram pagos entre 2007 e 2009 - período em que Luis Roberto Satriani era sócio da empresa. O primeiro repasse ocorreu em 17/09/2007, um mês depois dele entrar formalmente no quadro societário da SM. Como revelou O Antagonista, Satriani foi quem vendeu a cobertura duplex onde mora Lula em São Bernardo do Campo - outro negócio imobiliário do ex-presidente cercado de mistério.
• Lindbergh promete recorrer contra decisão que suspendeu seus direitos políticos.
• Oito milhões de passageiros aéreos voltam a viajar de ônibus.
• Eleição para presidente do TJ do Rio será com cédulas de papel; nada de urna eletrônica.
• Fechado por duas décadas, maior hotel projetado por Niemeyer é reaberto no Rio de Janeiro.
• Crescimento chinês acaba e Nordeste passa por crise aguda. Inflação, desemprego e retração da economia superam média do país.
• Prefeitos apelam a Congresso por dinheiro para hospitais. Parlamentares usam verba federal para pagar despesas de saúde do dia a dia.
• Dezoitômetro: presidenciáveis são citados na Lava Jato. Principais nomes para 2018 aparecem em delações de Odebrecht e OAS.
• Crise de crédito tirou R$ 1 trilhão da economia. Volume de recursos que gira na economia é hoje equivalente aos níveis de 2012.
• Empréstimo com penhor de bens cresce 12% no ano. Alternativa é uma opção de crédito para quitar dívidas com juros mais baixos; na Caixa, taxa está em 2,1% ao mês.
• Com desemprego em alta no País, Uber vira refúgio para brasileiros. Serviço pensado para complementar renda se tornou espécie de tábua de salvação.
• Mudanças em cartões de crédito são vistas com ceticismo por analistas. Governo quer reduzir prazo do repasse de recursos a lojistas, mas há dúvida se isso terá efeito nos juros.
O Planalto não tem dúvidas de que Herman Benjamin votará no TSE pela cassação da chapa Dilma-Temer, diz a Folha de S. Paulo. O Antagonista foi informado de que o Planalto está certo. Herman Benjamin defenderá a cassação da chapa e, consequentemente, do mandato de Michel Temer.
• A Odebrecht denunciou o pagamento de 30 milhões de reais em propinas para eleger Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014. Os relatos, segundo o Estadão, documentados por escrito e gravados em vídeo, foram feitos na semana passada durante os depoimentos de executivos ao Ministério Público Federal.
• Setor de serviços cai 7,6% em out. de 2016 ante out. de 2015. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi a maior queda do volume de serviços prestados, nesta comparação, desde o início da série histórica, iniciada em 2012.
• Brasil bate a Itália em Manaus e leva torneio no adeus de Formiga. Aos 38 anos, atleta se emociona em última partida pela seleção, depois de 22 anos servindo ao time.
• Invasão russa: A ação dos hackers serve de alerta para essa nova modalidade de interferência no processo democrático.
• Estatais o freiam investimento no esporte olímpico. Empresas chegam a cortar até 75% de repasse para Jogos de Tóquio.
• Homem acertou de forma brutal a jovem de 23 anos depois de bater na própria mulher, segundo a Polícia Militar. Uma terceira vítima teve dois dentes quebrados pelo mesmo agressor. Um vídeo que viralizou nas redes sociais está causando muita indignação e revolta na população de Três Corações, no Sul de Minas. As imagens divulgadas no perfil do Facebook de uma vigilante de 23 anos mostram um homem identificado como Luiz Felipe Neder Silva, de 34 anos, desferindo um tapa e um chute no rosto da jovem, após uma discussão em que Luiz Felipe aparece bastante exaltado. A gravação já foi compartilhada mais de 2 mil vezes pelo Facebook e motivou várias ofensas no perfil do autor. Segundo testemunhas, o agressor, que é casado com uma delegada de polícia, estava discutindo e chegou a agredir a própria mulher dentro de um carro, com socos, tapas e até a arrastando pelos cabelos. A situação motivou a intervenção da vigilante, que não concordou com a situação e tentou evitar que Luiz Felipe continuasse agredindo a própria mulher.
 photo jpessoa_zps6ogowgx8.jpg Agradecimento à Corja...
Final de ano, balanços, agradecimentos, loas à vida, festas...
esse clima, não podemos deixar de agradecer aos Gestores de nosso País, aos Políticos, ao Poder Judiciário, às nossas Instituições, à tanta gente que fez tanta coisa por nós, cidadãos brasileiros...
Nada melhor e mais apropriado que o Poema abaixo do poeta português.
Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro, Portugal em 1948.
Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa. Seu primeiro livro foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram-lhe atribuídos os prêmios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prêmio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada. Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um renovador nesta área. O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David Mourão Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente capazes de comunicar-se com um vasto público.
Principais Obras: O Pássaro no Espelho, A Morte Absoluta, Poemas de Perfil, Amor Combate, Canções de Ex cravo e Malviver, Português Suave, Os Olhos de Isa, Os Dias da Serpente, O Livro da Noite, O Amor Infinito, Fly, Sonetos Perversos, Os Herdeiros do Vento, Caderno de Exorcismos, Peixe Náufrago, Mas., Por Outras Palavras, À Mesa do Amor, Vou me Embora de Mim. (Márcio Dayrell Batitucci) 

Poema de agradecimento à corja.
Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade de vivermos felizes e em paz.
Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer, o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente quem temos de rejeitar. (Joaquim Pessoa)

• Colégio Eleitoral dos EUA ratifica hoje vitória de Trump. Campanha pede para que resultado seja evisto; chance de vitória é mínima. 
• Na Venezuela, 300 são presos após saques. Maduro diz que detidos em protestos incluem membros da oposição. 
• Evacuação de Aleppo possibilita retirada de mais 1200 pessoas. Um comboio de 21 ônibus transportando moradores do leste de Aleppo chegou nesta segunda-feira (19) de manhã a Al Rachidine, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. Outros dez veículos, com civis, deixaram as localidades xiitas de Al Foua e de Kefräia, sitiadas pelos rebeldes, de acordo com a organização. 
• ONGs preparam operação para retirada dos civis em Alepo.

Bancos sob pressão.
Bancos públicos podem sair na frente, forçando a queda dos juros.
Há consenso na área econômica do governo Michel Temer de que a crise de crédito que vive hoje a economia brasileira é a principal fonte de problema a ser atacada com força para garantir a retomada do crescimento em 2017. O funcionamento muito lento do canal do crédito preocupa o governo porque esse tem sido um grande empecilho a retardar a reanimação da atividade econômica, que agora - na melhor das hipóteses - só é esperada para o segundo trimestre do ano que vem.
O Banco Central começou a reduzir os juros básicos da economia, a taxa Selic, mas esse recuo não tem sido repassado pelos bancos para empresas e pessoas físicas. Um problema que vai ganhar a partir de agora mais pressão, não só do governo como também dos empresários.
Não passou despercebida a cutucada que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deu nas instituições financeiras esta semana ao cobrar a redução dos juros bancários. Ele escolheu justamente o almoço de fim de ano dos banqueiros, organizado pela Febraban, para dar o seu alerta.
Ex-executivo do setor financeiro nacional e internacional e com experiência de anos no comando do Bank Boston, o ministro não chegou a fazer um estardalhaço em defesa de uma cruzada pela redução dos spreads bancários - ação que marcou a época da gestão Guido Mantega na Fazenda. Meirelles foi discreto na cobrança, mas cirúrgico no seu diagnóstico ao ilustrar com números o momento do mercado de crédito atual.
Enquanto o endividamento das famílias atingiu pico de 46,5% em setembro de 2015 e já caiu para 42,8%, o comprometimento da renda das famílias com o pagamento das suas dívida não mudou. Permaneceu em 22%.
A explicação dada pelo próprio ministro para esse quadro foi a de que a queda da taxa básica de juros foi contrabalançada pelo aumento do spread cobrado pelas instituições nas suas operações de crédito. Ou seja, os bancos usaram a margem do spread para lucrar mais. O spread é a diferença entre o custo de captação e a taxa de juro cobrada pelas instituições financeiras.
A desculpa dos bancos para o movimento de retranca é a mesma: o medo da inadimplência. É até compreensível que os bancos queiram se proteger de prejuízos, mas os exageros estão cada vez mais visíveis, principalmente por conta da depressão econômica do País que sufoca as empresas e os trabalhadores.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil, José Carlos Martins, elevou o tom essa semana ao chamar de agiotagem a postura dos bancos na hora de renegociar as dívidas das companhias que estão com dificuldades de honrá-las e precisam de capital para tocar o negócio.
Volta e meia a sociedade dá sinais de resistência e intensifica a pressão contra essa situação. Quadro semelhante ocorreu após a crise internacional de 2008, quando empresas brasileiras passaram por um período de crise de crédito. Em 2012, Mantega promoveu uma verdadeira guerra contra o spread bancário e, para isso, forçou os bancos públicos a iniciarem o movimento de baixa, que depois foi acompanhado pelos bancos privados.
Uma nova queda de braço com bancos está se formando e deve dominar o debate da agenda econômica em 2017, já a partir de janeiro. O governo não pretende tomar medidas heterodoxas e intervencionistas, mas tenta reagir.
Medidas regulatórias estão sendo preparadas pelo Banco Central para reduzir o custo dos bancos e aumentar a competitividade dos bancos médios. O presidente do BC, Ilan Goldfajn, já antecipou que vai simplificar os depósitos compulsórios para reduzir os custos das instituições.
Na prática, a briga já começou com as administradoras de cartão de crédito. O governo quer que elas reduzam os juros cobrados dos clientes, um dos mais altos do mercado. Se elas não toparem, o governo vai editar Medida Provisória reduzindo o prazo para que elas paguem aos lojistas as compras feitas com cartão de crédito.
Bancos Públicos. Como no passado, os bancos públicos podem sair na frente, forçando a queda dos juros, sem que sejam utilizados os instrumentos antigos. Entre os cinco maiores bancos do País, três são do governo: BB, Caixa e BNDES. Os privados que se cuidem. A verdade é que só com pressão é que as instituições privadas se mexem. (Adriana Fernandes) 
A força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável. (Gandhi)

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