18 de dez de 2016

A Justiça não para. Povo quer resultados já.

• Aposentadoria de militares no Brasil é mais generosa. Para 30 anos de trabalho, brasileiros recebem o benefício integral, enquanto os Estados Unidos pagam 60% e o Reino Unido, 43%. 
• Escândalos pré-Lava Jato não tiraram Odebrecht do poder. Investigada, empreiteira manteve relação próxima com mundo político. 
• Ministro do STF, Luís Roberto Barroso, quebra sigilo bancário do DEM em inquérito contra Agripino Maia. 
• Perdas da Petrobras com o Comperj já ultrapassam os R$ 28 bilhões. 
• Se condenado, Lula pode pegar até 124 anos. Penas de operações e juízes diferentes podem superar um século. 
• Partidos nos tomaram R$738 milhões este ano. É quanto o Fundo Partidário deu este ano. 2017 serão R$1 bilhão. 
• Ministro Teori Zavaski, relator da Lava Jato, recebe segunda-feira todos as 800 delações da Odebrechet. Foram concluídas as delações de 77 ex-executivos da Odebrecht. 
• O ex-zelador do Condomínio Solaris, no Guarujá (SP), José Afonso Pinheiro, afirmou nesta sexta-feira, 16, que todos sabiam lá que o apartamento pertencia a Lula, diz ex-zelador do tríplex. Ex-zelador confirma que Lula e Marisa agiam como donos. 
• Governo exonera diretor do DNPM investigado pela PF por desvio em royalties. Marco Moreira e a mulher foram alvo de prisão preventiva. 
• Prova contra chapa Dilma-Temer será usada em outras ações. Documentação colhida em processo contra a campanha que elegeu Dilma pode desencadear investigações contra outros partidos, diz ministro do TSE. 
• MPs citadas deram R$ 140 bi em benefícios fiscais. Valor é o resultado da soma das renúncias de quatro medidas delatadas.
• Maduro prorroga vigência de nota de 100 bolívares. Retirada de circulação da cédula de maior valor levou caos à Venezuela. 
• EUA aumentam para US$ 25 milhões a recompensa pelo líder do Estado Islâmico. A última aparição de Al Baghdadi foi em Mosul; recompensa era de US$ 10 milhões desde 2011, mas agora é equivalente à do líder da Al-Qaeda. 
• Países se unem para monitorar situação na Venezuela. Grupo informal que inclui membros da OEA, entre eles o Brasil, critica Maduro. 
• Mauricio Macri completa 1º ano mal na economia. Apesar da crise, presidente argentino ainda tem aprovação de 55%. 
• Evo Morales vai tentar o 4º mandato mesmo com derrota em referendo na Bolívia. 
• Uma semana após receber o Nobel da Paz em Oslo, o presidente colombiano Juan Manuel Santos foi premiado neste sábado em Assis. 
• Turquia: Carro-bomba explode e deixa ao menos 13 mortos e 56 feridos. 
• Número de mortos em atentado suicida no Iêmen sobe para 40. Este foi o 3º ataque em menos de quatro meses em Aden. 

Em viagens a Angola investigadas pela Lava Jato, Lula tinha avião à disposição.
Alvos de uma das ações penais contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as viagens do petista a Angola a convite da empreiteira Odebrecht tiveram prerrogativas como um avião colocado à disposição do governo local, visitas a obras de interesses da construtora e uma discussão sobre financiamento do BNDES a projetos locais.
Mesmo anos após deixar a Presidência, o tratamento protocolar oferecido a ele era de chefe de Estado.
Os relatos constam em documentos sigilosos do Itamaraty, obtidos pela Folha, feitos por diplomatas que acompanharam as duas visitas.
Lula esteve no país em 2011 e 2014, a convite da empreiteira -em ambas com Emílio Odebrecht, patriarca do grupo e prestes a se tornar delator da Operação Lava Jato.
Na ação penal, que corre no Distrito Federal, o Ministério Público Federal acusa Lula de servir como garoto-propaganda da empreiteira nas viagens, pelas quais recebeu o equivalente a R$ 800 mil.
Para a acusação, os pagamentos por palestras na África eram cortina de fumaça para encobrir a intenção da Odebrecht de usar Lula como fiador de empréstimos a serem liberados pelo BNDES para obras no país.
Os relatórios do Itamaraty mostram que as palestras de fato aconteceram e foram calorosamente aplaudidas por uma plateia de autoridades e empresários locais. Os eventos tiveram ampla cobertura da mídia local.
Na primeira delas, foi precedida de uma extensa programação preparada pelo governo do presidente angolano José Eduardo dos Santos, com quem Lula se reuniu na ocasião por 40 minutos.
O roteiro incluiu uma ida a um megaconjunto habitacional erguido por investidores chineses, também com o apoio da Odebrecht, perto da capital, Luanda.
Na ocasião, segundo uma pessoa que participou da viagem disse à Folha, Lula até deu palpites sobre o perfil de construção dos banheiros das casas. Sua assessora Clara Ant, arquiteta de formação, notou que os chuveiros haviam sido instalados do lado de fora das residências. Lula pediu explicações ao engenheiro da Odebrecht responsável pela obra, que disse que essa configuração era uma tradição local.
O ex-presidente não se convenceu e pediu à empreiteira para que reformasse as casas colocando chuveiros no interior de cada imóvel.
A viagem de 2011 teve ainda uma romaria de representantes de empreiteiras a um encontro promovido na Embaixada do Brasil, segundo o documento do Itamaraty.
Além da Odebrecht, compareceram funcionários da Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e OAS, todas envolvidas na Lava Jato.
Aeronave à disposição
Na segunda visita de Lula, em maio de 2014, o governo local, conforme destacou o relatório da embaixada, colocou à disposição um avião para que a comitiva fosse visitar no interior do país uma usina produtora de açúcar e etanol. A unidade era uma parceria da Odebrecht e a estatal petrolífera Sonangol.
Na visita ao país, Lula novamente se reuniu com o presidente angolano e discutiu a linha do BNDES para a construção da hidrelétrica de Laúca, pela Odebrecht, segundo os despachos. O Ministério Público Federal ressaltou em denúncia que o financiamento, de R$ 2 bilhões, só saiu graças a Lula.
O próprio relatório da embaixada destacava o interesse das empreiteiras brasileiras pelas obras no país africano. As empresas, que obviamente competem entre si, mas têm presente que podem beneficiar-se da possibilidade de linha de financiamento do BNDES, diz o documento.
Um dos investimentos potenciais eram programas no estilo do Luz para Todos, uma das bandeiras de governo.
Em depoimento ao Ministério Público no DF, o petista negou ter tratado do financiamento com o presidente.
Na palestra, Lula abordou programas sociais. O colóquio atraiu audiência superior a 1.200 pessoas e já foi qualificado como o maior evento internacional sobre o combate à fome já realizado, diz o relatório da diplomacia.
A diplomata finaliza o documento dizendo que a viagem de Lula foi muito importante para evitar que o Brasil perdesse espaço para outros países em suas relações com Angola.
O ex-presidente vem negando todas as acusações feitas pelos procuradores. (Wálter Nunes e Felipe Bächtold) 

Não é só a imprensa pig....
Pelo visto a esculhambação não escolhe porta...
A queridinha dos defensores do PT-sindical apóstata - a Revista Carta Capital - parece que está no mesmo saco de ilicitudes que as demais publicações brasileiras, tão criticadas por essa esquerda de mentirinha.
Segundo a última delação vazada, os anjinhos da Carta Capital receberam recursos duvidosos da mesma fonte que abasteceu Políticos e Autoridades do então Sistema de Poder vigente, na era Lulla/DIImáh! 
Adiantamento de publicidade, explicam os senhores da Carta Capital!...
Ué! Se era isso, por que então foi necessária a pressão/intermediação do então Ministro PTista, Guido Mantega?
Estranho, não???? (Márcio Dayrell Batitucci) 
ooo0ooo
Odebrecht emprestou R$ 3,5 milhões a Carta Capital, diz delator. A Odebrecht fez dois empréstimos no total de R$ 3,5 milhões à Editora Confiança, que publica a revista Carta Capital, segundo o executivo Paulo Cesena, um dos 77 que assinaram acordo de delação com a Lava Jato. 
As informações foram publicadas pelo jornal O Globo, que teve acesso à colaboração do ex-presidente da Odebrecht Transport. 
Segundo Cesena, o dinheiro saiu da Construtora Norberto Odebrecht em duas parcelas, em 2007 e 2009. O financiamento atenderia a pedido do então ministro da Fazenda Guido Mantega. 
O jornal afirma que a operação foi feita a mando de Marcelo Odebrecht. O delator entendeu que o aporte seria de interesse do PT. 
Outro lado 
Publisher da revista, Manuela Carta disse que a Odebrecht fez um adiantamento de publicidade, operação normal no mercado, e que Mantega não participou do negócio. Segundo ela, o valor foi pago na forma de anúncios e patrocínios de eventos.
A defesa de Mantega afirmou que desconhece o assunto. A Odebrecht não se manifestou sobre o tema. 

Nenhum tucano conseguiu voar.
Causou confusão no ninho a prorrogação, até maio de 2018, do mandato de Aécio Neves na presidência do PSDB. O governador Geraldo Alckmin estrilou e até ameaça trocar de partido, certo de que continuando a dirigir os tucanos, o senador mineiro será beneficiado como candidato presidencial daqui a dois anos. Os partidários de Aécio contraditam, indagando se Alckmin estaria disposto a renunciar ao governo de São Paulo como compensação a um malogrado afastamento dele da presidência da legenda.
Assim, deflagra-se mais um capítulo da disputa que também envolve José Serra, que os dois candidatos pretendem seduzir oferecendo-lhe a candidatura ao governo paulista. O problema é que o atual ministro das Relações Exteriores também trabalha pelo palácio do Planalto.
Por enquanto são frágeis as estruturas das pontes da trinca no rumo do poder, até porque parecem pinguelas, diante das pretensões de Fernando Henrique. O ex-presidente não abre mão de candidatar-se, apesar dos 85 anos de idade, mas raciocina com um mandato-tampão, caso o Tribunal Superior Eleitoral decida afastar Michel Temer e ensejar a imediata ascensão do sociólogo.
Planos de voo - Fica assim conturbado o ambiente no aeroporto da esquadrilha tucana, com quatro planos de voo conflitantes, mas nenhum motor realmente funcionando. Até porque, as pesquisas não indicam perspectivas favoráveis para nenhum dos quatro. Ainda mais porque as delações da Odebrecht estão voando baixo e poderão bombardear qualquer um deles.
Apesar de os conciliadores apostarem que só 2018 será o ano das definições, tudo indica que de 2017 não passará. Três precisarão refugiar-se no hangar e apenas um disporá de condições para ganhar o céu.
O novo ano começará com outros aparelhos tentando taxiar na pista, de Lula a Ciro Gomes, Marina Silva, Ronaldo Caiado, Jair Bolsonaro, Álvaro Dias, Henrique Meirelles, Joaquim Barbosa e mesmo Sérgio Moro. Difícil saber qual deles pilotará um Boeing ou um teco-teco. Ou quantos serão abatidos ainda na cabeceira da pista. (Carlos Chagas) 

Brasil, caso de polícia.
Há poucas semanas, li sobre achados do INSS através do pente-fino que vem passando nos auxílios-doença que paga. Há falecidos que todo mês removem suas lápides para comparecer ao caixa. Há licenças de 15 dias que se prolongam por anos. Há gravidez de risco que persiste quando o nascituro já está alfabetizado. Mas esses são casos extravagantes. Contemplando todo o cenário, já recaem suspeitas sobre 80% dos benefícios de auxílio-doença previdenciário e auxílio-doença acidentário que vêm sendo pagos!
É mais ou menos dessa época, também, a notícia de que o MPF, cruzando dados de diversas fontes oficiais mediante ferramentas de inteligência, encontrou perfis suspeitos de irregularidades em mais de 870 mil beneficiários do Bolsa Família que teriam recebido indevidamente um valor total estimado de R$ 3,3 bilhões.
Nem o ambiente acadêmico, onde os recursos da mente sobressaem os reclamos do corpo, escapa às tentações da corrupção se o risco for baixo, a pena incerta e o processo criminal ardilosamente longo. Recentemente, a Operação PHD da Polícia Federal prendeu professores universitários e servidores ligados a um programa de pós-graduação em Saúde Coletiva na UFRGS.
Além de quantos se dedicam ao crime organizado nas suas expressões mais profissionalizadas - tráfico de drogas, roubo de automóveis e de cargas, contrabando, descaminho, abigeato, entre outras - existem na vida social milhões de pessoas dedicadas a ganhar o pão, o bolo e, melhor ainda, a charlotte française, com o suor do rosto alheio. A vitrine das corrupções possíveis atende as mais variadas expectativas. Do Bolsa Família supérfluo, ao pixuleco milionário. São operações relativamente fáceis porque o governo é meticuloso na receita e negligente no gasto.
As melhores notícias destes anos de cofres saqueados e raspados nos vêm de Curitiba, onde uma força-tarefa que opera junto à 13ª Vara da Justiça Federal, sem padrinhos e sem compadres, mostra denodo incomum no combate à corrupção dos hierarcas da República.
Falta-nos, agora, uma força-tarefa para, com igual vigor, agir contra as fraudes praticadas por multidões. Ali estão os eleitores que, por serem dados a desonestidades de pouca monta, não se importam de eleger e reeleger corruptos notórios e notáveis. Pessoas condenadas por tais práticas deveriam ter direitos políticos suspensos, tanto quanto é determinado em lei para políticos sentenciados. Quanto menor o número de eleitores corruptos, menor será, por certo, o número de criminosos eleitos. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor) 
A bondade infinita tem braços tão grandes que envolvem qualquer coisa que se volte para ela. (Dante Alighieri)

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