25 de nov de 2016

Mais impeachment.

• Grampos telefônicos chegam aos milhões no País. Só a Vivo recebe mais de 2 milhões de ordens judiciais por ano. 
• Pais fechou 751,7 mil vagas com carteira assinada no ano. 
• Presidentes da CBF movimentaram R$ 270 milhões antes da Copa. Romário pede indiciamento de cartolas por estelionato e lavagem de dinheiro pré-mundial. 
• Cerveró cita Geddel e Renan em depoimento ao juiz Sérgio Moro. Ex-diretor da Petrobras é testemunha de acusação contra Lula. 
• Os ministros do TSE decidiram, por seis votos a um, que a prisão domiciliar deverá ser substituída por penas alternativas. Garotinho terá que pagar fiança no valor de R$ 80 mil. 
• Cerca de 46 mil servidores do Rio não receberam 100% do salário de outubro. 
• Geddel entrega carta de demissão a Michel Temer. Ministro da Secretaria de Governo deixa posto no Palácio do Planalto; Acusação de Calero sobre pressão de Temer coloca governo do PMDB na corda bamba; Após polêmica com Calero, Geddel deixa carta de demissão pronta; Padilha admite conversa e diz que sugeriu que Calero buscasse a AGU; Juíza manda parar obras do prédio de Geddel. A Justiça Federal determinou a imediata paralisação das obras e a suspensão da comercialização das unidades habitacionais do edifício La Vue, em Salvador, sob pena de incidência de multa no valor de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento. A decisão da juíza substituta da 4ª Vara Federal, Roberta Dias do Nascimento Gaudenzi, ratifica a determinação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que havia embargado a obra na quinta-feira passada (17). A ação é de autoria do Instituto dos Arquitetos da Bahia. 
• O ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, colocou Michel Temer no centro da crise que envolve Geddel Vieira Lima. O presidente teria pedido, em nome de Geddel, pela liberação da construção de prédio de luxo, em Salvador. Em março de 2009, quando ocupou o ministério da Integração Nacional, Geddel recebeu doações de campanha da Odebrecht. Ele também ganhou um relógio suíço avaliado em R$ 85 mil. O presente foi entregue depois que o então ministro liberou R$ 35 milhões para um projeto de irrigação no Nordeste. No fim dos anos de 1980, Geddel também foi envolvido no escândalo conhecido como Anões do Orçamento, um caso de desvio de verbas da União. Parentes de Geddel Vieira Lima são representantes do empreendimento imobiliário em Salvador, onde o ministro tem um apartamento. A obra polêmica é apontada como motivo da demissão do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero. Com a notícia, a pressão contra um dos homens fortes do governo Temer aumenta a cada dia. 
• O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero gravou sua audiência com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, que interpretou como intervenção em favor dos interesses do ministro Geddel Vieira Lima (Governo) para liberar uma obra em Salvador. O porta-voz do Palácio do Planalto informou que Temer tentou apenas tentar apaziguar os ânimos entre os ministros que divergiam; O próprio Calero tem espalhado que gravou suas conversas com o presidente, e também com Geddel e o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) com um gravador amador. A PF informou que a qualidade está péssima, mas a perícia tenta identificar as vozes.
• 2 senadores petistas se aboletaram no plenário do Senado pela manhã a pedir o Impeachment de Temer. 
• Dia Nacional de Lutas: Porto Alegre tem trens depredados, queima de pneus e bombas de gás. Protestos contra reformas bloqueiam avenidas no Recife. 
• Governo eleva limite para financiamento de imóvel. Teto para crédito habitacional de imóveis enquadrados no SFH e situados em SP, RJ e MG, além do DF, passa de R$ 750 mil para R$ 950 mil; no resto do País, limite vai de R$ 650 mil para R$ 800 mil. 
• Rio tem 26 mil pessoas na fila para consulta com oftalmologista ou cirurgia nos olhos.
• Aviso prévio dos 140 funcionários das Bibliotecas Parque na Rocinha. 
• Graças a manobras de Romero Jucá, líder do governo Michel Temer, os senadores aprovaram uma proposta que abre brecha para que parentes de políticos participem da segunda fase do Bolsa-Repatriação. Algo que fora vetado na primeira fase do programa. 
• Casos de chikungunya devem aumentar em 2017, prevê governo. De acordo com o Ministério da Saúde, casos confirmados da arbovirose já aumentaram 15 vezes de 2015 para 2016, passando de 8.528 para 134.910. 
• Mesmo com aval do TCU, devolução dos R$ 100 bilhões do BNDES encontra resistência. 
• Mensagens eletrônicas obtidas pela Polícia Federal comprovam que o então assessor do gabinete pessoal do então presidente Lula, Rogério Aurélio Pimentel, coordenou as obras da reforma do sítio em Atibaia. Lula responde a inquérito por ter recebido benesses de empreiteiros que reformaram o imóvel, registrado em nome dos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios do filho de Lula. Os e-mails fazem parte de um relatório da Operação Lava-Jato. São mensagens trocadas pelo engenheiro Igenes Irigaray Neto, que cuidou pessoalmente da reforma do sítio. Nelas, Igenes troca informações com o assessor do gabinete pessoal de Lula sobre detalhes da reforma do que classifica como residência Atibaia
• Eduardo Cunha recorre ao STJ para tentar sair da prisão. Ex-presidente da Câmara é acusado de ter recebido propina em contrato da Petrobras; peemedebista está preso em Curitiba desde o dia 19 de outubro. 

•  Foi ironia: líder supremacista branco explica saudação de Hail, Trump. Richard Spencer, criador do grupo radical de direita alt-right, fala sobre suas ideias polêmicas e a criação de um Estado só para brancos. 
• Sem consulta pública, governo da Colômbia e Farc assinam novo acordo de paz. Pelo novo tratado, membros da guerrilha terão cinco cadeiras garantidas no Senado e na Câmara dos Deputados nos próximos dois ciclos legislativos. 
• Presidente da Turquia, Erdogan, critica UE e ameaça abrir fronteiras a refugiados. 
• Será que Donald Trump destruirá o acordo com o Irã? Indaga The New York Times. 
• México teme queda de remessas durante governo Trump. Envio de dinheiro de mexicanos nos EUA somou US$ 24,8 bi em 2015. 

A hora dos vazamentos.
A lista do fim do mundo não se limita apenas aos 78 ex-executivos da Odbrecht que traficaram propinas com deputados, senadores e ministros de recentes governos do PT e demais partidos. Os sacripantas da empreiteira responderão pela corrupção que promoveram, ainda que venham a ser beneficiados pelas delações em vias de concretizar-se. Punições bem mais consistentes serão exigidas para os políticos envolvidos na trama, ou seja, para quantos receberam dinheiro sujo da Odbrecht para facilitar as atividades da empresa.
Traduzindo: cada executivo apresentará não apenas um criminoso, mas muitos. Daí a previsão de que perto de 200 políticos serão chamados a defender-se por haver-se enrolado no recebimento de propinas. 
Tanto os que detém mandatos eletivos quanto os já postos fora da atividade parlamentar receberão sentenças pelo mau comportamento. Precisarão responder e devolver o que receberam. Os que vierem a ser julgados no Supremo Tribunal Federal por prerrogativa de função e os que foram lançados na vala comum conduzida pelo juiz Sérgio Moro.
A dúvida é calcular o tempo, pois meses passarão até que cada um desses prováveis 200 processos cheguem à sua conclusão. Alguns conseguirão provar inocência, mas a maioria, não.
Como tanta gente parece envolvida, tem-se a impressão de vazamentos ganharem rapidamente os meios de comunicação. Bem feito para todos…
Um trio atacante excepcional
Renan, Geddel e Jucá formam um trio atacante digno dos louvores de qualquer locutor esportivo. Pena que pertençam a um clube único, no caso o PMDB. São os nomes mais referidos na bolsa de especulação da Odbrecht. Pode até haver injustiça na escalação, mas é o que transita pelos corredores do Congresso. Bem que o técnico fará tudo para livrá-los, até por ser farta a lista dos convocados. O time poderá ser composto com facilidade. Resta saber o potencial do adversário, com Moro podendo escalar muto mais do que onze craques. (Carlos Chagas) 

O que fazer quando políticos seguem práticas não republicanas?
Deputados da base do governo entregaram manifesto de apoio ao ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Geddel Vieira, que teve a sua conduta contestada pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, o qual revelou ter sido pressionado para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) liberasse um empreendimento imobiliário de alto luxo, na orla central de Salvador, onde Geddel adquiriu apartamento.
Os parlamentares que subscreveram apoio a Geddel Vieira - lideres dos partidos Solidariedade, PSDB, PTB, PR, PP, PHS, PV, PMDB, PROS e PSD - estão completamente desconectados do clamor das ruas, que não aceita mais condescendência com políticos corruptos ou com práticas não republicanas.
Com efeito, o brasileiro está cada vez mais enojado dos políticos nacionais. Sobre poucos não pairam acusações de comportamento indecoroso. Vejam, por exemplo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), com doze processos no STF: quer limitar as ações do Ministério Público e do Judiciário.
É inadmissível e imoral que um governo mantenha em ministérios e correlatos indivíduos sobre os quais respingam fortes acusações de maus comportamentos na vida pública e privada. Parece até que estamos assistindo ao mesmo filme protagonizado pelo governo anterior.
Fica muito difícil dar credibilidade a um governo que não processa com rapidez a degola de elementos envolvidos em negócios nebulosos, como Geddel Vieira, o que só contribui para dar combustível ao PT de continuar a reprochar Michel Temer. (Júlio César Cardoso) 
A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada. (Rui Barbosa)

Nenhum comentário: