17 de nov de 2016

A caçada continua.

 photo exagero_zpsifz4v9xu.jpg • Vereadores do Rio cedem à pressão de taxistas e aprovam proibição do Uber.
• Governo vai cortar previsão para PIB de 2017. Segundo Meirelles, número deve ser anunciado na semana que vem e mostrar alta menor do que 1,6%.
• Polícia impede invasão da Alerj por manifestantes. Ativistas derrubaram grades, mas foram contidos pela força, com bombas de gás e spray de pimenta; Em frente à Alerj, manifestante enfrenta policiais militares durante protesto de servidores; Protesto contra arrocho no RJ acaba em confronto. Governador desiste de taxar funcionalismo, mas pressiona por mais royalties. Protesto na Assembleia do Rio tem confronto entre servidores e PMs. Manifestantes derrubaram barreira na Assembleia e policiais reagiram com bombas e spray. Sem controle sobre contas e servidores, Pezão fica sitiado. PMs que abandonaram tropa durante protesto na Alerj estão presos.
• Deputados tentam anistiar caixa 2 e adiam votação do pacote anticorrupção. Parlamentares também querem voltar a incluir no parecer a punição a juízes; votação será nesta quinta-feira.
• Em segunda negativa Superior Tribunal de Justiça recusa habeas corpus e Palocci continua preso.
• Anthony Garotinho é preso em operação da PF. Ex-governador do Rio é suspeito de comprar votos para eleger aliados. Garotinho é o prefeito de fato de Campos, diz juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro que decretou prisão. Ex-governador do Rio, detido em sua residência no Flamengo, é suspeito de liderar esquema de compra de votos. Para juiz, Garotinho acredita que está acima da lei. Ex-governador do Rio foi preso por suspeita de usar programa social para compra de votos em Campos (RJ). Ministra Luciana Lóssio, do TSE, nega habeas corpus a Garotinho.
• Grupos pró-impeachment terão atos Fora Renan em 9 capitais, domingo. Canalheiros será inflado diante de prédio de Renan em Maceió.
Campanha é feita em conjunto, diz Gilmar sobre caso Dilma-Temer. Presidente do TSE diz que doação via diretório de candidato a vice é natural; Corte investiga repasse.
• Defesa de Lula diz ter certeza da condenação do ex-presidente na Lava Jato. Advogados vão incluir, na reclamação na ONU, novas evidências de violações contra o petista.
• Urgente: o plano para derrubar o parecer de Onyx. O Antagonista traz em primeira mão o plano que está em curso para derrubar o relatório de Onyx Lorenzoni e enterrar de vez as Dez Medidas Contra a Corrupção. São dois atos principais: a troca dos titulares da comissão por integrantes contrários ao parecer e a apresentação de um voto em separado. Dessa maneira, eles rejeitam o relatório de Onyx e aprovam um alternativo, elaborado sob medida para garantir a impunidade geral.
• Cartel na usina de Belo Monte pode render multas bilionárias a empreiteiras. Por ter delatado o esquema, porém, Andrade Gutierrez pode se livrar de ter de pagar penalidade.
• Sérgio Cabral está sendo preso pela PF porque seu esquema desviou 224 milhões de reais em contratos com empreiteiras. O Globo diz que, além de Cabral, são alvos da operação o ex-secretário de Governo Wilson Carlos, o ex-secretário estadual de Obras Hudson Braga, e o ex-assessor do governador Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, o Carlinhos, ex-marido de uma prima de Cabral. Cabral é acusado dos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Foram expedidos dois mandados de prisão preventiva contra ele: um do juiz Marcelo Bretas e outro do juiz Sergio Moro; Além de Sérgio Cabral, a PF está prendendo outras sete pessoas. A operação se baseia em delações premiadas da Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia. Sérgio Cabral foi acusado de embolsar 5% em propinas no Maracanã. A operação para prender Sérgio Cabral foi batizada de Calicute. A PF informa que se trata da região da Índia onde o descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral, teve uma de suas maiores tormentas.
• Mulher de Cabral teria usado escritório para lavar dinheiro. Alvo da Operação Calicute, deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal, Adriana Ancelmo é suspeita de usar seu escritório de advocacia para lavar dinheiro de corrupção recebido pelo marido, o ex-governador Sérgio Cabral. Ela foi alvo de mandado de condução coercitiva. A investigação é tocada em conjunto pela Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público. Em depoimento de delação premiada, o empresário Fernando Cavendish contou que deu de presente um anel para ela de R$ 800 mil em julho de 2009, durante uma viagem a Mônaco, da joalheria Van Cleef & Arpels. De ouro branco e brilhantes, o anel foi pago no cartão de crédito do empresário. O esquema de corrupção aponta pagamento de propina de 5% a 6% para a execução de obrar no Rio de Janeiro, incluindo a reforma do Maracana, no período do governo de Cabral. O prejuízo estimado é superior a R$ 220 milhões. (Andreza Matais) 
• Contribuição de Youssef para devastar PT foi substanciosa, à altura de pacto.
• Manifestantes pró-ditadura invadem plenário da Câmara. Apreensivo, governo federal teme que protestos se espalhem pelo país; Inaceitável, diz Temer sobre invasão da Câmara. Presidente condena manifestação de grupo que ocupou o plenário e defendeu a intervenção militar no País. Andrade Gutierrez detalha cartel em Belo Monte. Empresa dá ao Cade provas de esquema com Odebrecht e Camargo Corrêa.
• Infraero pode perder R$1 bi com Galeão. Ministro diz que abandonar sociedade no aeroporto é uma das hipóteses. Consórcio negociou propina em caso da cratera do metrô paulista. Empreiteiras ofereceram dinheiro a um suposto intermediário de promotor.

• Trump nega crise na transição de governo. Presidente eleito rejeita relatos e diz que processo segue muito organizado
• Putin se nega a ratificar estatuto de adesão ao TPI. Rússia rejeita investigação de corte sobre Crimeia e guerra na Geórgia. 
• Obama diz que medo alimentou o populismo e favoreceu Trump. 
• Enquanto o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, renunciou ao salário de US$400 mil, o primeiro-ministro de Singapura ganha US$1,7 bilhão. 
• União Europeia quer autorização prévia para entrada de turistas. A proposta é inspirada no sistema vigente nos Estados Unidos e deverá ser aprovada pelo Conselho da UE, que representa os 28 países do bloco, assim como pelo Parlamento Europeu.

O Brasil seria outro.
O marechal Castelo Branco havia fechado os velhos partidos políticos, num momento em que perdera a maioria no Congresso. Do maior deles, o PSD, à UDN, o PTB e outros, foram proibidos de funcionar. A ditadura autorizou só dois: o partido do sim e o partido do sim, senhor. Formaram-se a Arena e o MDB. Para a Aliança Nacional Libertadora correram os salvados do regime militar montes de parlamentares ávidos de aderir aos donos do poder. Sobraram os deputados e senadores impossibilitados de ficar com o governo e dispostos a agir como oposição consentida, que fundaram o Movimento Democrático Brasileiro.
Foram escolhidos os respectivos presidentes. Não sem motivos, o MDB optou por um desconhecido general, senador pelo Acre, Oscar Passos, herói da campanha da FEB, na Itália.
Logo vieram as eleições parlamentares e o general não se reelegeu. Assumiu o vice-presidente, Ulysses Guimarães, de São Paulo. Graças a ele, desapareceu a proposta de autodissolução do MDB, como reação à truculência da ditadura. Pelo contrário, ele organizou a resistência e enfrentou as forças do governo. Diante das eleições indiretas para presidente da República, foi lançado anti-candidato. Mesmo sabendo da eleição do general Ernesto Geisel, percorreu o país em memorável campanha. São de sua inspiração as páginas mais lindas da literatura política brasileira, na convenção que o indicou: A caravela vai partir. As velas estão pandas de sonho e aladas de esperança. Posto no alto da gávea pelo povo brasileiro, espero um dia poder anunciar: alvíssaras meu capitão! Terra à vista! À vista a terra ansiada da liberdade!
O tempo passou, a ditadura também. Custou muito pois as eleições continuaram indiretas. Nos estertores do regime militar, Ulysses liderou a campanha pelas diretas já. Perdeu. Seria o presidente ase o povo pudesse votar. Com as indiretas, elegeu-se Tancredo Neves.
Pouco depois, Ulysses sucumbiu à tragédia da vida, num desastre aéreo. Tivesse sido eleito, o Brasil seria outro. (Carlos Chagas) 

Onde estão os verdadeiros hereges...
Nem a Igreja Católica escapou da conturbação generalizada que tomou conta de nosso mundo moderno, onde as verdades, os princípios imutáveis, as crenças cristalizadas, os paradigmas, tudo que já foi de um modo, está aparecendo com novas roupagens e novas abordagens.
A ascensão de Francisco ao posto máximo da Igreja Católica, causou uma verdadeira hecatombe na hipocrisia da Cúria Romana e naqueles prelados mundo afora, que vivem da ostentação, dos negócios ilícitos comandados pelo dinheiro e do acobertamento de crimes e mais crimes sexuais cometidos contra incapazes e menores...
Esses juízes de toga e de batina que, em sua imensa maioria, não observam a castidade e até, se transformam em verdadeiros criminosos, abusando de crianças e de incapazes e, mesmo assim, continuam a exercer seus rituais e seus sacramentos, não se conformaram com a tolerância e a compreensão do Papa Francisco, principalmente expostos em sua última encíclica Amoris Laetitia (Alegria do Amor), um documento que é uma tentativa de abrir novas portas para católicos divorciados e tornar a Igreja mais tolerante com questões relacionadas à família.
O Papa Francisco trouxe de volta à Igreja Católica a humildade, a simplicidade, a valorização da vida comum sem privilégios e ostentação, o perdão e a tolerância...Vive como sempre viveu quando era bispo na Argentina, abriu mão das riquezas do Vaticano, escolheu a companhia de padres e freiras comuns em uma casa de oração...
Estendeu a tolerância e a compreensão para excluídos, para minorias, para homossexuais, para católicos divorciados que voltam a se unir com alguém, pelo amor...
Age como agia o Cristo: e esse é seu pecado, essa é sua heresia...
De qualquer modo, está aí, sob risco e sob questionamento, um dos mais sólidos e inquestionáveis templos da verdade absoluta...
São os sinais do nosso tempo!... (Márcio Dayrell Batitucci) 
ooo0ooo 
Quem são os cardeais rebeldes que acusam o papa Francisco de heresia.
Uma rebelião anunciada. Um grupo de cardeais manifestou publicamente preocupação com os ensinamentos do papa Francisco, acusando o pontífice de causar confusão em relação a assuntos-chave para a doutrina católica.
Em carta divulgada nesta semana, os sacerdotes questionam o papa por encorajar a Amoris Laetitia (Alegria do Amor).
A rigor, a carta não é nova: os cardeais a enviaram ao papa em setembro, com cinco perguntas específicas que exigem apenas um sim ou um não como resposta. Eles querem esclarecer o que consideram dúvidas ou imprecisões, no que diz respeito à integridade da fé católica.
A novidade é que agora eles decidiram tornar seu questionamento público.
Os religiosos, representantes de setores mais conservadores do catolicismo, sugerem que o papa criou uma grave desorientação e confusão entre os fiéis. E pedem a ele uma resposta para as interpretações contraditórias decorrentes de seu tratado sobre o amor.
Pano de fundo
Assinada por quatro cardeais, a carta representa um sinal claro de dissidência, que reflete o descontentamento dos setores mais conservadores da Igreja.
Dos signatários, três são cardeais aposentados: os alemães Walter Brandmüller e Joachim Meisner e o italiano Carlo Caffarra. O americano Raymond Leo Burke, único que ainda está na ativa, é crítico frequente do papa Francisco.
Eles afirmam que decidiram tornar a carta pública após esperar dois meses por uma resposta do pontífice que nunca chegou.
Mas, por trás da carta, o que se observa é uma rivalidade latente entre setores da Igreja, que já tinha sido esboçada em abril deste ano, quando a Laetitia Amoris foi publicada.
Com 260 páginas, o tratado é um guia para a vida em família e propõe que a Igreja aceite algumas realidades da sociedade contemporânea.
Ao invés de fazer críticas, o documento convida os sacerdotes a tratarem com compaixão, por exemplo, os católicos divorciados que voltam a casar, dizendo que ninguém pode ser condenado para sempre.
Trata-se de uma das tentativas mais contundentes do papa Francisco em tornar a Igreja Católica mais aberta e inclusiva para seu 1,3 bilhão de fiéis no mundo.
Alguns religiosos afirmam, no entanto, que a Laetitia Amoris está cheia de imprecisões que dão origem a interpretações contraditórias da doutrina católica.
De acordo com especialistas, os cardeais não escolheram tornar a carta pública agora por acaso. A divulgação aconteceu logo após o vazamento de uma correspondência do papa com os bispos de Buenos Aires, sua terra natal, em que o pontífice sugere uma interpretação do seu tratado, considerado uma heresia por um dos cardeais signatários.
Em particular, o polêmico capítulo oito de Amoris laetitia, que fala da possibilidade dos divorciados que voltam a se casar em cerimônias civis, sem conseguir a anulação da união religiosa, receberem a comunhão.
A Igreja proíbe a comunhão de divorciados há séculos, por considerar como irregular ou ato de adultério toda tentativa de se constituir um casal após uma separação, a menos que se abstenha de relações sexuais e a convivência seja como irmão e irmã.
A Amoris laetitia não altera a doutrina, mas abre brechas para que os bispos de cada país a interpretem de acordo com a cultura local e avaliem cada caso.
Para o papa Francisco, há fatores que limitam a responsabilidade e culpa do divorciado, então a Amoris laetitia abre a possibilidade de acesso aos sacramentos da reconciliação e da Eucaristia.
Não há outra interpretação, informou o pontífice, em sua carta aos bispos argentinos.
Aos olhos do público
A carta dos cardeais dissidentes, divulgada na segunda-feira, questiona o papa especificamente sobre esta questão.
Eles o fazem por meio de dilemas, questões teológicas que exigem uma resposta positiva ou negativa, e que são um mecanismo para tirar dúvidas sobre temas relacionados aos sacramentos ou padrões morais.
O primeiro dilema questiona se, ao contrário do que foi estabelecido por papas anteriores, agora é possível perdoar ou dar a comunhão a uma pessoa que, embora unida por um casamento, vive com outra como marido e mulher, o que contradiz expressamente a encíclica do papa João Paulo II de 1981.
De acordo com os cardeais, a falta de resposta do pontífice a essa e outras quatro questões levou à decisão de tornar a carta pública, diante da sua consciência de responsabilidade pastoral.
Os sacerdotes negam, no entanto, que se trate de um ataque conservador contra setores progressistas da Igreja, ou uma tentativa de fazer política ou de se rebelar contra o papa.
As entrelinhas políticas
Para os teólogos mais conservadores, os ensinamentos modernos do papa sobre as famílias e divorciados católicos são, em parte, sacrilégio e podem justificadamente ser considerados hereges, como sinalizou Steve Skojec, cofundador e diretor da publicação católica One Peter Five.
Eles veem o tratado como um movimento do pontífice para afrouxar as normas morais que regem os fundamentos da Igreja.
Outros religiosos acreditam, no entanto, que a Amoris laetitia não tem peso suficiente para alimentar uma revolta entre os cardeais, muito menos o vazamento da correspondência do papa com os bispos portenhos.
A verdade é que a carta dos cardeais não é a primeira interpelação ao líder do catolicismo. Em julho, 45 teólogos e sacerdotes assinaram outro documento, dirigido ao Colégio dos Cardeais, exigindo esclarecimentos do papa Francisco.
Questões relacionadas ao divórcio - assim como à homossexualidade, à educação sexual, à desigualdade econômica, à responsabilidade no combate às mudanças climáticas e outros temas sensíveis para a hierarquia católica - vêm expondo a cisão entre o papa e os setores mais conservadores da Igreja.
O papa não mudou a doutrina, mas abriu as portas para uma maior conexão com os católicos em questões como o divórcio, para que sejam analisados casos individuais, afirma a jornalista Caroline Wyatt, responsável há muitos anos pela cobertura de temas religiosos na BBC.
Os conservadores dizem, por sua vez, que o papa abre caminho para um futuro caos, ao introduzir a ideia de que uma solução única para todos não deve ser o caminho a seguir dentro da Igreja.
No outro extremo, diz Wyatt, estão os liberais, também infelizes. Mas, neste caso, porque não consideram suficiente o processo tardio de modernização da Igreja: esperam algo que o papa nunca será capaz de entregar. ( BBC Mundo) 
Não há nada no mundo que esteja melhor repartido do que a razão: todos estão convencidos de que a tem de sobra. (René Descartes)

Nenhum comentário: