25 de out de 2016

Rio não será uma “igrejinha”...

• PEC 241: governo espera manter margem de aceitação nos votos desta terça. Nesta segunda-feira, Temer promoveu uma confraternização com a base do governo, que estaria pronta para aprovar medida, segundo ministro. 
• Sexta-feira será ponto facultativo para servidores do Rio. 
• A Procuradoria da República afirmou em manifestação na Operação Saqueador que o gigantesco esquema de corrupção de verbas públicas instalado no Rio teve o apadrinhamento do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) que chefiou o Estado entre 2007 e 2014. A Saqueador investiga desvios de recursos públicos pela construtora Delta Engenharia, do empresário Fernando Cavendish, antigo aliado de Cabral. O documento anexado na ação penal da Saqueador é subscrito pelos procuradores da República Rodrigo Timóteo C e Silva, Eduardo Ribeiro El Hage, Lauro Coelho Júnior, Renato Silva de Oliveira, Leonardo Cardoso de Freitas e pelo procurador regional da República José Augusto Vagos. São réus no processo, além de Cavendish, o contraventor Carlinhos Cachoeira, o lobista Adir Assad e outros 20 investigados. 
• Após longa negociação procuradores acertam delação de Marcelo Odebrecht e mais 50 executivos. Odebrecht e seus executivos prometem revelar quem subornaram. 
• Petrobras paga US$7 bi à Sete Brasil, da Lava Jato. Cinco novos contratos da Petrobras vão garantir US$ 6,87 bilhões de faturamento à Sete Brasil, empresa investigada na Lava Jato. Tudo sem licitação e até 2029. Isso equivale atualmente a R$ 21,43 bilhões. O Ministério Público classificou a Sete Brasil de filial do petrolão, criada durante o governo Lula por André Esteves (BTG Pactual), banqueiro preso junto com o ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS). 
• Em nota de repúdio: Típico daqueles que pensam estar acima da Lei, diz ajufe sobre Renan. Ajufe critica declarações de Renan sobre juiz da operação Métis. 
• TRE cassa mandato da prefeita Rosinha Garotinho, inelegível por 8 anos sob acusação de abuso de poder político.
• O juiz federal Sérgio Moro considerou que a proposta de mudança da lei é um atentado à independência da magistratura. Ele criticou na última quinta-feira, dia 20, o projeto de lei que altera o texto da Lei de Abuso de Autoridade. Durante uma palestra no Tribunal de Justiça do Paraná, Moro disse é necessário criar salvaguardas que deixe claro que a norma não pode punir juízes pela forma de interpretarem as leis em suas decisões. 
• Fraude pode chegar a R$ 3,5 mi. Investigação dos EUA liga dez executivos da Embraer a propina. 
• Gilmar Mendes diz que é preciso limitar prisões na Lava Jato. Para o ministro, os habeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal mostram que as detenções estão sendo utilizadas de maneira excessiva. 
• O Rio foi a cidade com maior abstenção entre as capitais - 24,28%. 

• Terroristas do Estado Islâmico cobram até US$ 500 para deixar iraquianos fugirem. 
• Oposição nega diálogo com governo da Venezuela. Não há nada, disse o ex-candidato Capriles após anúncio feito pelo Vaticano cujo diálogo começaria este mês. 
• Minério de ferro sobe quase 5% no mercado à vista da China.
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A fadiga dos metais.
Magalhães Pinto era senador, havia deflagrado o golpe de 1964 como governador de Minas e permanecia candidato à presidência da República sem a menor chance na disputa com os generais. Perdeu a paciência quando viu que Ernesto Geisel seria o próximo presidente, imposto pelo regime castrense. A sagaz raposa subiu à tribuna do Senado e surpreendeu com duas iniciativas. Naquele ano, 1973, comemorava-se mais um aniversário do Manifesto dos Mineiros, do qual havia sido um dos signatários, trinta anos antes, de protesto contra a ditadura do Estado Novo. Solenemente, Magalhães puxou da caneta e anunciou estar reassinando aquele documento e ocupando a liderança da oposição.
Ao mesmo tempo, alertou os militares para o fenômeno que se alastrava pelo país: a fadiga dos metais. Referia-se ao que muitas vezes se verificava em aviação: uma aeronave estava perfeita, aprovada em todos os testes, sem um mínimo parafuso fora do lugar, mas, de repente, explodia. Era a fadiga dos metais, que se negavam a continuar voando. Assim acontecia com o regime imposto pelos quartéis. Não dava mais para aguentar a ditadura. Por que se lembram aqueles episódios trágicos que redundaram, anos depois, na volta do Brasil à democracia?
Porque a fadiga dos metais chegou ao PT e aos companheiros do Lula. Não dá mais para aguentar a permanência dos atuais detentores do poder. O que falta das eleições municipais, domingo, completará a derradeira fase da rejeição nacional ao domínio do PT. O partido dos trabalhadores perdeu as condições de liderar os destinos da nação, da mesma forma como os generais haviam perdido o comando, apesar de insistirem ainda por algum tempo. Resta saber, agora, que tipo de aeronave servirá para transportar o Brasil. E com que tripulação... (Carlos Chagas) 

Em tempos de teto de gastos, bancada governista trama reajustar servidores.
Pelo discurso que ostenta e pela prática que exibe, o governo Michel Temer pode ser considerado o maior opositor de si mesmo. Em movimentos simultâneos, o Planalto mobiliza sua infantaria para concluir a votação da emenda do teto dos gastos e libera seus apoiadores para aprovar um projeto que faz subir no telhado a confiança no compromisso de austeridade. A proposta concede reajustes salariais a um novo lote de servidores públicos.
Partidos do conglomerado governista esboçam um acordo para aprovar até esta quarta-feira (26), no plenário da Câmara, projeto que engorda os contracheques da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, dos peritos agrários do Incra, dos analistas e desenvolvedores de políticas sociais e dos servidores do velho e bom Dnit, órgão do Ministério dos Transportes que (des)cuida das rodovias federais.
O projeto traz as digitais do próprio Temer. A exemplo do que ocorreu em junho, quando a Câmara aprovou um pacote de 14 propostas com mimos salariais para 38 corporações, alega-se que o novo governo apenas avalizou reajustes que já haviam sido negociados por Dilma Rousseff. A emenda do teto, a recessão e os 12 milhões de brasileiros que a crise desempregou convertem esses avais de Temer em paradoxos perturbadores.
O grosso dos aumentos será dividido em três parcelas. Estima-se que até 2019, devem criar despesas permanentes de cerca de R$ 3,094 bilhões por ano. Se tudo correr como foi planejado, o salário de um delegado da Polícia Federal no ápice da carreira passará de R$ 22,8 mil para R$ 30,9 mil por mês. (Josias de Souza) 
Os miseráveis não têm outro remédio a não ser a esperança. (William Shakespeare)

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