3 de out de 2016

Abstenção eleitoral prova o facultativo.

 photo ptofim_zpsrmnreqgq.jpg • A Reconstrução do Brasil: a saída é apertar o cinto. Com orçamento no vermelho, dívida pública em crescimento acelerado e sem espaço para aumentar impostos, o governo precisa controlar gastos e privatizar o que for possível, para estabilizar suas contas. 
• PEC do Teto será votada ainda nesta semana. Rodrigo Maia diz que votação ficou para depois do primeiro turno por questões meramente formais
• Plano de Previdência conservador rende pouco, diz estudo. Só 3,6% dos maiores fundos tiveram ganho superior ao CDI desde 2014; INSS demora três meses para corrigir benefício. Tempo para aposentado receber após revisão ser aprovada pode ser maior. 
• Desemprego sobe mais no interior que nas capitais. Taxa de desocupação no interior cresceu 78,4%, enquanto aumento nas capitais foi de 61,5%, aponta Fipe. 
• Gilmar Mendes afirma que eleição de 2016 foi que mais teve episódios de violência da história. Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse que é episódios são reflexo do aumento da insegurança pública no País. 
• Mais de 40% dos eleitores de BH e do Rio não votaram em ninguém. 
• Suplicy e Carlos Bolsonaro são os vereadores mais votados do Brasil. Com 301,4 mil votos, ex-senador é o vereador mais apoiado na história de SP; Com mais de 100 mil votos, filho de Jair Bolsonaro exercerá novo mandato na capital fluminense. 
• PT encolhe, e poder nas cidades é pulverizado. Petistas perdem mais da metade dos municípios; PSDB e PSD crescem; O PT perdeu o comando da oposição. O PT perdeu o poder. E perdeu também o papel de maior partido oposicionista. O PDT deu uma sova no PT, tanto em número de prefeitos eleitos (334 a 256) quanto em número de vereadores (3756 a 2795); PT perde 44,8% das cadeiras nas câmaras municipais. 
• PT cai da terceira para a décima posição em número de prefeituras; O PT perdeu 44,8% de seus vereadores. Em 2010, Lula disse: Precisamos extirpar o DEM da política brasileira. Ontem o DEM superou o PT em número de vereadores e se tornou o nono maior partido do país. O PT é o décimo. 
• Não foi a Lava Jato. Os dois partidos que elegeram mais prefeitos e vereadores neste domingo, PMDB e PSDB, foram aqueles que derrubaram Dilma Rousseff; o PT despencou para o décimo lugar entre os maiores partidos brasileiros. A Rede foi para o vigésimo-nono lugar, atrás de PRTB e PMB. 
• A Planilha de Lula no Setor de Propinas da Odebrecht (bis). Quem traiu O Antagonista ontem à tarde não leu os dois posts sobre a descoberta da PF que vai ditar os rumos da Lava Jato - e do Brasil - nos próximos dois anos; então, repetimos aqui: Lula será preso. Ou: a planilha de lula no setor de propinas da Odebrecht. 
• Lula tinha uma conta corrente no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. A frase precisa ser gritada: Lula tinha uma conta corrente no setor de operações estruturadas da Odebrecht. O Antagonista foi informado sobre esse fato por uma fonte da Lava Jato. Uma fonte 100% segura. Há uma planilha com todos os pagamentos feitos pela empreiteira a Lula-- a planilha Amigo. Ela é exatamente igual à planilha Italiano. Lula vai ser preso. Lula tem de ser preso; e também: Exclusivo: Lula no livro-caixa da propina. Os pagamentos da Odebrecht a Lula eram descontados da propina que a empreiteira devia ao PT. Esses pagamentos eram registrados e contabilizados na planilha Amigo, que era administrada pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. Em geral, propina não aparece no livro-caixa. No caso da Odebrecht, ela aparece, sim. E isso vai levar o Amigo diretamente para a cadeia. 
• Medidas de Lewandowski no CNJ serão reavaliadas. De saída, ministro assinou duas resoluções sem consulta a Cármen Lúcia. 
• Operação Lava Jato amplia equipe de investigadores. Volume de material demanda mais profissionais na PF e Procuradoria. 
• Injeção letal: Assim como fez com Nego, seu cachorro, Dilma Rousseff também suprimiu seus candidatos em Porto Alegre, no Rio de Janeiro e em Salvador. A Folha de S. Paulo disse: Atual prefeito da capital gaúcha, Raul Pont tinha 22% de intenções de voto antes de sua campanha veicular vídeo de apoio de Dilma durante propaganda eleitoral na TV, no dia 16 de setembro. Com 16,37% dos votos válidos, Pont está fora do segundo turno. Jandira Feghali, que possuía 9% de intenções de voto antes da presença da ex-presidente em seu comício, viu seu desempenho cair para 7% na pesquisa seguinte. Terminou o pleito com apenas 3,34%, na sétima colocação
• Democracia em meio ao tiroteio: guerra do tráfico esvazia seções eleitorais na região central do Rio.

• Baque financeiro deixa Trump em alerta. Candidato registrou 4 pedidos de falência no começo da década de 1990. Trump perdeu US$ 800 milhões em um ano, diz revista. Bilionário foi prejudicado por desvalorização de imóveis. 
• País usa pouco isenção para vendas aos EUA. Apenas 7% de tudo que o Brasil exporta para os norte-americanos é via SGP. 
• Colombianos rejeitam acordo de paz com as Farc. Não vence por 50,2% e anula negociações entre o governo e a guerrilha. Chefe negociador do governo colombiano com as Farc pede demissão. Após derrota em referendo, presidente colombiano promete novo acordo de paz. 
• Polícia da Grécia usa gás contra aposentados em manifestação. Pensionistas protestam contra corte de benefícios. 

O mais no mesmo.
Certas eleições costumam ser emblemáticas, daquelas que levam o eleitor a empolgar-se e a indagar e agora?, logo depois de encerradas as urnas. Foi diferente quando Getúlio Vargas voltou ao poder através do voto direto, encerrado seu período com um tiro no peito. Jânio Quadros viu-se proclamado vencedor para presidente da República e a conclusão era do que tudo poderia acontecer, como aconteceu até sua renúncia, sete meses depois da posse. Inusitada também foi a eleição de Fernando Collor, completada com seu pedido para sair, um minuto antes de ser saído. A própria eleição de Dilma Rousseff para o segundo mandato não revelou o escândalo que se seguiria, mas logo mostrou ser inevitável o desfecho.
A escolha de presidentes da República presta-se mais a surpresas do que as demais, mesmo admitindo-se o imponderável em outras eleições, como as municipais de ontem.
O desinteresse do eleitorado ficou claro a partir da divulgação das abstenções, não fosse também óbvio o sentimento de repúdio da nação a todos os candidatos, detectado nas campanhas.
Não há nada a esperar dos prefeitos das capitais, eleitos alguns no primeiro turno e outros levando seu desespero para o segundo, no fim do mês.
Sequer a situação mudará com a projeção dessas eleições para 2018, quando um novo presidente emergirá dos computadores. Tanto faz quem será.
O cidadão comum registrará o mais no mesmo, daqui a dois anos, com a confirmação de igual descrédito pelo futuro vencedor. Passou a época do entusiasmo pelos eleitos. Cada um trará o descrédito em sua bagagem, assim como os prefeitos escolhidos ou por escolher. As eleições não empolgam mais ninguém. Até a falta delas. (Carlos Chagas) 

O naufrágio do PT.
Rio de Janeiro - A história da humanidade tem naufrágios que ultrapassaram os tempos, como o do cônsul Pompeu voltando da África para Roma. No Brasil a Bahia nasceu do naufrágio do valente aventureiro Caramuru. Perdemos o bispo Sardinha nas costas do nordeste. E na história universal o Titanic, o super navio afundado.
Nesta semana mais um naufrágio veio para carimbar a história da política brasileira. Depois de 30 anos de belas vitórias, muitas loucuras, falcatruas e numerosas prisões o PT naufragou de norte a sul do país. Não sobrou nenhuma liderança. Lula está lá em São Bernardo escondendo-se da Polícia Federal. Dilma não quer ficar em Porto Alegre, mas fora de lá não tem onde se esconder. José Dirceu, Palocci, Vacari, não podem atender o telefone. Preso não atende telefone. Não sobrou ninguém. Nem o talentoso ex-ministro Tarso Genro, porque ninguém quer papo com ele.
Perder São Paulo já seria uma derrota dolorosa, mas compreensível. O que é inexplicável é o PT, depois de tantos mandatos, ser escorraçado da capital, sem conseguir sequer chegar a um segundo turno. Nem isso. Foi derrotado, humilhado e ofendido.
O retrato
Com exceção do distante, minúsculo e boliviano Acre, em todos os estados onde tentou disputar alguma coisa foi varrido pelos eleitores. Não se salvaram nem o Rio Grande do Sul onde já teve berço e cama. Nem o ABC paulista com seus numerosos sindicatos e alguns outrora poderosos diretórios políticos e sequer no Nordeste que já foi um dia proclamado como território sagrado do partido. De tanto esconder-se, dele os eleitores e as urnas se esconderam. Como a Itabira do poeta o PT ficou reduzido a um retrato na parede. Mas como dói.
Algum tempo vai ser preciso, mas logo logo o pais sentirá o alívio que foi o sumiço do PT. Chegará ao fim a ladainha escondida atrás de discursos demagógicos, explorando a ingenuidade popular. Nunca mais ninguém dirá que nunca antes na história deste país houve alguém como ele ou que é mais honesto do que Jesus Cristo.
Novos tempos
Parece pressa, mas chegou a hora. O Congresso tem o dever de começar uma reforma política para ficar pronta antes de 2018. Houve avanços mas ainda são poucos. Acabar com o financiamento empresarial das eleições foi um salto. Mas não basta. É preciso regulamentar o financiamento individual para que espertos não finjam estar dando dinheiro que é dele quando não é.
Muita coisa há para reformular. Por exemplo: por que não começar a discutir um sistema parlamentarista que seja integral ou ao menos um que seja misto? O pais está maduro para esta reforma. Mais urgente ainda é acabar com o vergonhoso carnaval dos partidos. Cinquenta partidos (funcionando ou a funcionar) tornam a democracia um fantoche. Eles passam a ser fundados ou a existirem apenas em função da teta gorda do Fundo Partidário e dos negociáveis tempos de TV e de rádio.
Mais de 10 partidos já seriam um exagero e 50? Tornam-se um sórdido balcão de negócios. É claro que essas coisas não se implantam do dia para a noite. Mas na hora em que algumas dezenas de parlamentares sérios, que existem no congresso, se dispuserem a preparar um projeto de clausula de barreira, como existe em todas as democracias, a pressão da opinião pública virá irresistível. É preciso querer e fazer.
O excelente deputado Miro Teixeira tem tempo, independência e autoridade para começar esta batalha.
A escravidão também jamais iria acabar. Mas um dia acabou. (Sebastião Nery) 

Na Suécia, até as igrejas aderiram ao fim do dinheiro.
País do Ocidente que foi pioneiro na criação de uma cédula nacional, em 1661, agora caminha para ser a 1.ª sociedade sem dinheiro físico.
Nas igrejas de Estocolmo, a tradicional coleta das ofertas mudou. A cesta que por séculos circulava na hora do culto já não faz o mesmo percurso, de banco em banco. O motivo: poucos são os suecos que, hoje, carregam notas ou moedas nos bolsos. A solução encontrada pelos diáconos foi a de criar um sistema pelo qual a contribuição é feita de forma eletrônica, como praticamente tudo no país.
Caixas eletrônicos foram colocados em cada uma das paróquias. Enquanto o coral canta, o telão exibe uma conta bancária e os fiéis precisam apenas teclar por alguns segundos seu celular para fazer uma contribuição. Hoje, menos de 15% das ofertas recebidas pelas igrejas suecas vêm em dinheiro. 
A tendência não se limita aos locais de fé. A Suécia, que ironicamente foi a primeira no Ocidente a criar uma nota válida em todo o país, em 1661, caminha para ser a primeira sociedade sem dinheiro físico, um caminho que outros países desenvolvidos já começam a tomar. Na Noruega, Dinamarca, Suíça, Finlândia e Canadá, medidas também vêm sendo adotadas para incentivar a redução de dinheiro vivo na economia. 
Mas são os suecos que lideram a tendência. Segundo o Riksbank, hoje apenas 2% do dinheiro movimentado na economia local é em forma de notas e moedas. A previsão é de que, até 2020, essa taxa caia para 0,5%. Nas lojas, o dinheiro representa apenas 20% das vendas, uma queda de 50% em comparação com 2010.
Os próprios bancos já começam a eliminar o dinheiro em suas agências: 900 das 1,6 mil unidades espalhadas pelo país não entregam mais notas a seus clientes. A partir de 2017, algumas notas sumirão de circulação, assim como certas moedas. 
Na Justiça. A recusa em receber dinheiro também já levou alguns casos à Justiça. No ano passado, um paciente sueco não pôde pagar suas consultas e exames em dinheiro, num centro médico. Depois de uma batalha jurídica, os tribunais do país indicaram que os serviços de saúde não podem se recusar a receber dinheiro. 
Hoje, numa esperança de acalmar a polêmica, os bancos oferecem treinamento e formação para idosos e imigrantes que queiram entender como funciona o pagamento eletrônico.
A resistência pode mudar em uma geração. No Canadá, um estudo realizado pela Moneris Solutions indicou que a adoção de novas tecnologias por jovens deve fazer com que o dinheiro represente apenas 10% das transações comerciais do país até 2030, contra 35% hoje. Na geração entre 18 e 34 anos, 56% preferem não usar mais dinheiro.
Numa palestra concedida em novembro de 2015 em Dublin, o presidente da Apple, Tim Cook, disse que aposta na nova geração ao promover suas novas tecnologias de pagamento. Segundo ele, a próxima geração de crianças nascidas nessa região da Europa não saberá o que é dinheiro
Mas, se essa é a realidade em áreas restritas do mundo, a transformação da economia global em um mercado sem dinheiro pode levar décadas para ocorrer. Hoje, a MasterCard aponta que 85% da movimentação no varejo continua sendo em espécie. Por dia, US$ 14 trilhões continuam em circulação em diversas moedas pelo mundo.
Fim do dinheiro. A busca por uma economia sem dinheiro circulando tem um motivo: atacar a fraude e garantir um maior controle do Estado sobre os valores no mercado. Na Suíça, por exemplo, o Banco Central discute a possibilidade de acabar com as notas de mil francos. Segundo a reportagem apurou, a meta é tentar colocar um freio na fraude e na lavagem de dinheiro, num país cada vez mais pressionado a eliminar seus sigilos. 
As medidas ocorrem num momento em que os bancos indicam uma explosão no uso de dinheiro vivo na economia desde a eclosão da crise financeira internacional, em 2008. Com temor de quebra nas instituições financeiras, grandes fortunas ou pequenos poupadores passaram a guardar suas riquezas em notas. Nos bancos, o aluguel de cofres teve uma alta sem precedentes.
Alternativa. O dinheiro não tem sido substituído apenas pelos cartões. Na Suécia, um sistema foi criado pelos bancos para permitir que tudo possa ocorrer em aplicativos no telefone, ou que contas sejam cobradas no número de telefone do correntista. 
Na Dinamarca, o mesmo sistema ganha força. Mais da metade dos 5,6 milhões de habitantes já adotam essa forma de pagamento. O objetivo do governo é ter uma economia funcional sem a circulação de notas e moedas até 2030. O DNB, maior banco norueguês, fez um apelo no início do ano para acelerar o fim do dinheiro e já não distribui notas na maioria das agências. O setor financeiro estima que isso será realidade em 2020, mas entidades de consumidores e o governo garantem que o direito de pagar em espécie será preservado. (Jamil Chade) 
A política é uma guerra sem derramamento de sangue, e a guerra uma política com derramamento de sangue. (Mao Tse-Tung)

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