8 de set de 2016

Um país sob vaias e a lei....

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• Servidores do RJ não têm garantia de receber salários atrasados. Governo precisa informar o que falta ser pago para que a Justiça faça o arresto das contas públicas. 
• Renan Calheiros vai tentar votar hoje o pedido de urgência para o aumento do salário dos ministros do STF. O black bloc do Senado está jogando mais um coquetel molotov nas contas públicas. E Michel Temer se esconde. 
• Mais de 100 deputados confirmaram presença no Julgamento De Cunha. Aliados preparam recursos para tentar adiar a votação. Psol é a primeira bancada a confirmar presença; Eduardo cunha é notificado por meio do diário oficial sobre sessão do dia 12. 
• Ricardo Lewandowski sofre pedido de impeachment por votar em separado punições a Dilma. Para grupo pró-impeachment, autor do pedido, o presidente do STF cometeu crime de responsabilidade ao dissociar análise da perda de mandato da inabilitação para exercício de cargo público. 
• Gestores de fundos de pensão de empresas estatais investigados no âmbito da Operação Greenfield ignoraram advertências e aportaram bilhões em investimentos duvidosos, segundo o Ministério Público e a Polícia Federal. As aplicações foram feitas mesmo diante de prejuízos constatados e avaliações inverossímeis
• Ao expor graves evidências de gestão temerária e fraudulenta que resultou no desvio criminoso de R$ 8 bilhões nos quatro maiores fundos de pensão das estatais, a Operação Greenfield, lançada na segunda-feira passada pela Polícia Federal, mostrou também que pode ser muito maior o alcance do aparelhamento da administração pública federal e de suas empresas pelo PT e por seus aliados. Muito mais amplas do que as já conhecidas devem ter sido também as vantagens indevidas - para dizer o mínimo - que o esquema propiciou a seus operadores e sócios. A operação atinge os fundos Petros (Petrobrás), Funcef (Caixa Econômica), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). 
• Se é pago, de onde vem os dinheiros? O MST prometeu parar o Brasil caso o impeachment fosse aprovado. Quase seis meses atrás, João Pedro Stédile disse: Nós não vamos deixar o Temer dormir... 
• Lula pede anulação de processo por obstrução à Justiça. Em defesa entregue à 10ª Vara em Brasília em processo por obstrução à Justiça, ex-presidente diz que Delcídio sofreu odiosa pressão física e psicológica para colaborar com as investigações e nega ter atuado para tentar comprar o silêncio de Cerveró. 
• Justiça desbloqueia bens de Lindbergh Farias. Desembargador suspendeu a ação que tornou indisponíveis os bens de senador petista, empresas e demais denunciados por contratação irregular da coleta de lixo no município de Nova Iguaçu (RJ) em 2009. 
• Janot defende aborto para grávidas com zika em parecer ao Supremo. Continuidade forçada da gestação causa risco à saúde psíquica da mulher, diz procurador; AGU é contra. 
• Gilmar Mendes: procuradoria vigiar polícias é forma de intervenção federal. 
• Ação no STJ pode mudar cálculo de preços de medicamentos. Estados fixam imposto com base no preço máximo do produto. 
• Temer é alvo de protestos na abertura da Paraolimpíada. Presidente foi recebido com gritos de Fora, Temer!, não teve o nome anunciado no início do evento e foi vaiado quando anunciou o início dos jogos. 
• Temer estreia em desfile sem faixa presidencial, com vaias e aplausos; Protestos marcam Dia da Independência em todo o país. Foram registrados atos em todos os estados. Manifestantes pedem a saída de Michel Temer e a convocação de novas eleições diretas. Organizadores contabilizaram 181 mil pessoas nas ruas. Ao menos 17 capitais e DF têm protestos contra o governo no 7 de Setembro; Rio tem quatro detidos. Em Brasília, enquanto Temer acompanhava desfile oficial, grupo cruzou a Esplanada para protestar. 
• Estudantes do ensino médio têm a pior nota de matemática. Resultado em português recuou; ensino fundamental melhorou em ambos. 
• TCU investiga presidente de comitê paraolímpico. Tribunal apura suspeitas como fraudes e irregularidades em viagens. 
• Gastos com cartões subiram 46% na era Dilma. Governo dilma torrou no cartão corporativo sem dó nem piedade. 

• Obama diz que não irá desistir de sua promessa de fechar prisão em Guantánamo. 
• Após mentira no Rio, Ryan Lochte é suspenso da natação por dez meses. Atleta, ao lado de outros nadadores, inventou um assalto durante a Olimpíada e já perdeu patrocínios. 
• Grupo de mídia dos Estados Unidos confirma aquisição da Fórmula 1. Negociação atingiu a cifra de US$ 8 bilhões e deve causar mudanças significativas dentro da categoria. 
• Estrangeiros contestam Vale em Nova York e pedem US$ 1 bi por prejuízos. Fundos acusam empresa de responsabilidade pela 'maior tragédia ambiental do Brasil'. 
 • Hillary Clinton: é aterrador que Trump prefira Putin invés de Obama. 
• Reforços e apoio dos EUA detêm avanço dos talibãs em província do Afeganistão.
 Hillary vê Trump diminuir vantagem em pesquisa. Democrata perde folga nas projeções após rival mudar estilo de campanha. 
• Banida de Jogos por doping, Rússia faz Paralimpíada alternativa
• Maduro encurralado: Na Venezuela, pobreza, desabastecimento e presidente alheio à realidade fazem prever o pior. 
• Violência no mundo desloca 50 mi de crianças, diz ONU. Guerras e perseguições políticas causam migração, apontam dados da Unicef. 
• EUA apuram vendas de aviões para Arábia Saudita e Índia. Comissões no exterior ampliam suspeitas sobre negócios da Embraer. 

Nada de novo debaixo do sol.
A hesitação do presidente Michel Temer em mandar para o Congresso a proposta de reforma da Previdência Social, se antes ou depois das eleições de outubro, revela que nada mudou. Tudo igual debaixo do sol. É grande o número de líderes dos partidos da base oficial sugerindo e até exigindo que o governo deixe para depois das eleições o elenco de maldades previdenciárias, capaz de desagradar meio mundo. Concordam com o aumento do tempo para aposentadorias, mas temem perder votos na escolha de vereadores e prefeitos. Após as eleições, para eles, tudo bem.
De novo, tentam enganar a população. Quantas vezes a classe política aplicou essa vigarice no país? Perdeu-se a conta, desde o governo José Sarney.
A mesma coisa acontece agora. O presidente Michel Temer chegou da China, ainda sem decidir se cumpre logo a promessa ligada a seus planos de recuperação nacional ou se, matreiramente, deixa passar as eleições.
Pensam que o povo é bobo. A simples delonga na materialização de medidas amargas faz cair a máscara do novo governo. Até o ministro Henrique Meirelles abre mão de exigir o envio imediato da reforma da previdência ao Congresso. Deve ser mesmo candidato.
Não se exige a aprovação das mudanças antes de outubro. Seria impossível que deputados e senadores discutissem e votassem em pouco tempo alterações radicais nas aposentadorias. Mas, ao menos, uma definição caracterizaria as intenções do governo. Empurrando com a barriga suas obrigações mais profundas, o presidente Michel Temer dá o tom de como governará até o final de seu mandato. Nada de novo debaixo do sol… (Carlos Chagas) 

Ninguém controla a Lava Jato - sorte do Brasil.
Os advogados das empreiteiras, alguns meses atrás, espalharam para a imprensa que a Odebrecht delataria Dilma Rousseff e a OAS delataria Lula.
O plano deu errado.
A OAS, antes que Rodrigo Janot mandasse rasgar os mais de 90 anexos de sua proposta de acordo com a PGR, já havia delatado Dilma Rousseff, Aécio Neves, José Serra e dezenas de outros políticos - além de Lula, é claro.
E a Odebrecht, como O Antagonista publicou ontem, delatou Lula, revelando seu esquema nas obras do estádio do Corinthians, o Itaquerão.
O fato é que ninguém consegue controlar a Lava Jato.
Lula, que até recentemente parecia ser intocável, agora tem uma lista de acusadores, de Delcídio Amaral a Renato Duque, passando por João Santana e sua mulher, Dona Xepa.
E Dilma Rousseff está a caminho da cadeia.
O trabalho dos procuradores da Lava Jato acabou de ser estendido até 8 de setembro de 2017. O Brasil ainda vai mudar muito nesse ano. (Diogo Mainardi) 

A falácia do espantalho. Ou: Jandira Feghali e a emancipação dos negros, das mulheres e dos gays.
É claro que não assisto propaganda eleitoral gratuita, mas às vezes é inevitável. Ontem, enquanto dirigia, fui obrigado a ouvir a propaganda da Jandira Feghali, no rádio. O texto dizia mais ou menos o seguinte (cito de memória): não adianta eles tentarem, pois as mulheres não vão voltar para o tanque, os negros não vão voltar para a senzala e os LGBTs não vão voltar para o armário…
Fiquei pensando: caramba, será que existe alguém, em pleno Século XXI, defendendo coisas do gênero? Claro que não! Eu pelo menos nunca vi. Ali estava, portanto, um exemplo claro da chamada falácia do espantalho, uma técnica de retórica e argumentação amplamente utilizada pela esquerda, que consiste em atribuir falsamente aos seus oponentes certas práticas, opiniões e argumentos, a fim de defender o seu exato oposto.
Mas o pior de tudo mesmo é que os desavisados que ouvem dona Jandira falar desse jeito saem com a nítida impressão de que a ideologia comunista/coletivista abraçada pela candidata a prefeita foi, de alguma maneira, responsável por aquelas conquistas das mulheres, dos negros e dos LGBTs. Ledo engano!
Se os negros deixaram as senzalas, muito se deve ao movimento liberal iluminista inglês dos séculos XVIII e XIX, que, em conjunto com os cristãos reformistas, iniciaram a luta pela abolição da escravatura, uma tradição humana que durou vários séculos, desde a antiguidade.
Quanto às mulheres e o tanque, se este utensílio doméstico encontra-se hoje quase aposentado - e não duvido que em muito pouco tempo a maioria das novas residências já não o tenham -, isto se deve à evolução do modelo capitalista e ao incremento das novas tecnologias, cada vez mais em conta e, por isso, acessíveis à maioria da população./ Finalmente, falemos da saída dos gays do armário. Quem ouve Jandira falar pode sair com a firme impressão de que os seus amiguinhos e ídolos comunistas sempre foram ferrenhos defensores da causa gay. Mas a verdade é que os comunistas sempre foram os seus grandes algozes.
Enfim, trata-se de um discurso que em nada surpreende aqueles que conhecem a forma desonesta com que a esquerda costuma fazer política, até porque coerência e honestidade intelectual nunca foram o forte dessa gente… (João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal)
Temos visto muito derrotismo, muito pessimismo, muita abordagem negativa. A resposta é simples: - Se quiser muito uma coisa, vá obtê-la. (Margo Jones)

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