4 de set de 2016

STF e paradeiro nas desordens de ruas…

 photo ze fini_zpsy1e4dkdd.jpg • Dois anos depois da Copa, Arena Amazônia ainda dá prejuízo. Estádio, que custou R$ 700 milhões ainda é pouco usado e sequer consegue pagar as suas contas. 
• G-20/Temer: Clima político não altera data de 13/09 para pacote de concessões; Temer oferece Brasil à China no pior momento do comércio em 10 anos. Temer promete reformas aos BRICS e Temer diz ter caminho para sair da crise. 
• Cunha articula para esvaziar votação. Deputado afastado tenta reagrupar tropa de choque para salvar seu mandato. 
• Bolsa Família esvazia aldeias e endivida índios no Xingu. Gasto com viagem para sacar o benefício é maior que o valor a receber. 
• Temer diz na China que atos pró-Dilma são inexpressivos. As 40 pessoas que quebram carro?, questionou, durante viagem ao país. Na presidência do STF, Cármen Lúcia aspira à pacificação. Disciplinada e religiosa, ela promete rever extravagâncias do Judiciário. 
• Lava Jato faz 2 anos sem políticos julgados. Apenas dois deputados são réus no STF; Moro expediu 106 condenações. 
• Paralimpíada: Comitê busca patrocínio para fechar as contas. Além disso, organização precisa vender pelo menos dois milhões de ingressos. 
• Sangria em farra de diárias nos governos petistas foi de R$ 8,5 bilhões. Nos governos Lula e Dilma, diárias inflacionaram gastos públicos; Os governos de Lula e Dilma gastaram mais de R$ 8,5 bilhões em diárias para servidores do Executivo, nos 13 anos e 4 meses de gestão petista. Em 2004, Lula acrescentou R$ 385,6 milhões aos ganhos dos servidores com diárias, que atingiram R$ 1,08 bilhão em 2010. Dilma não estancou a sangria, que seguiu no mesmo patamar. Do início do 2º mandato de Dilma até maio, as diárias nos custaram R$ 803 milhões. 
• Eleições 2018: Metade dos candidatos ainda não recebeu doações este ano. Proibição de doação de empresas derruba receita dos candidatos. 
• Soma dos salários volta a nível pré-crise só em 2018. Desde 2014, total de rendimentos recebidos pelo trabalhador caiu R$ 10 bi. 
• Transição pode ser mais longa para mulher. Equipe da reforma da Previdência sugere período de 20 anos para adaptação. 
• Temer proibiu a caça às bruxas no Itamaraty. Diplomata que não rezava pela cartilha do PT era perseguido. 

• Papa diz que o Brasil atravessa um momento triste. Francisco não deve visitar o país em 2017, como havia sido cogitado. 
• Canonização de madre Teresa é celebrada com cantos e flores em Calcutá em missa para 100 mil fiéis. Papa proclama santa Madre Teresa dispensadora de misericórdia; Virou santa: Papa afirma que madre Teresa sempre trabalhou em defesa da vida humana
Acordo de paz colombiano será triunfo da violência. Porta-voz do não diz que foram feitas concessões demais a guerrilheiros. 
• Ataque suicida deixa 14 mortos no norte da Síria. 
• Putin e Obama se reunirão na segunda-feira, informa o Kremlin. 
• FBI divulga relatório sobre e-mails de Hillary Clinton.

O resto dependerá dos marqueteiros.
Agora que soltamos o cavalo branco da imaginação no pasto das dúvidas e perplexidades do futuro imediato, galopa a primeira pergunta a respeito de quem será o adversário do Lula na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais de outubro de 2018. Porque mesmo admitindo discordâncias, até virulentas e malcriadas, insistimos na previsão de que o PT, por falta de opção, lançará o ex-presidente como candidato. Mais ainda, que será dele a pole-position, apesar de suas deficiências.
Sendo assim, pela lógica, surge a próxima questão: a quem o Lula deverá enfrentar, supondo-se que não alcançará a metade mais um dos votos na primeira votação?
Primeiro vem os óbvios: Pelo PSDB, Aécio Neves, Geraldo Alckmin ou José Serra? O ex-governador de Minas, por ter sido candidato derrotado nas últimas eleições e presidir o partido dos tucanos, leva uma certa e fictícia vantagem, mas o atual governador de São Paulo chega com o peso da potência de seu estado. O atual ministro das Relações Exteriores parece dispor de mais espaço fora do ninho, sendo que os três esgotam as possibilidades do partido.
Correndo por fora, no entanto, o páreo é agitado: Marina Silva, com evidentes possibilidades. Ronaldo Caiado, pelos setores conservadores, atropelado por Jair Bolsonaro. Ciro Gomes, capaz de surpreender pelo conteúdo de suas propostas. Por que não o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa? Paulo Scaff, em nome da Avenida Paulista?
E mais uma legião de hoje desconhecidos, aventureiros, bicões e quem mais se disponha a arriscar.
Um deles alcançará o segundo turno, para enfrentar o Lula. Dois anos serão uma eternidade, plena de dúvidas e surpresas, mas hoje, o quadro é esse. Claro que dentro das previsões esdrúxulas de uma realidade em constante mutação. Há quem aposte até no atual presidente Michel Temer, caso prevaleça a reeleição, sem ter sido extirpada numa reforma política que não chega. Na hipótese do parlamentarismo, o novo presidente valeria muito pouco, mas seria definido por eleições diretas ou pelo Congresso?
Em suma, para irritação de uns quantos e muitos incapacitados de decifrar os meandros da política nacional, fica valendo a afirmação inicial: o Lula será candidato do PT, até por falta de alternativa, e tem lugar cativo no segundo turno. O resto dependerá dos marqueteiros… (Carlos Chagas) 

Petralhas Inglórios: Como se proteger dos esquerdistas nas eleições?
Esta é uma das cenas mais emblemáticas do clássico Bastardos Inglórios, do inigualável Quentin Tarantino: o Tenente Aldo Raine (Brad Pitt) pergunta a um soldado alemão capturado por sua milícia o que ele vai fazer com seu uniforme nazista após a guerra; quando este responde que vai atear fogo à farda, os bastardos resolvem aplicar o método corriqueiramente por eles adotado nestes casos - qual seja, tatuar uma suástica à faca na testa do indivíduo, para que ele nunca possa negar seu passado e fazer-se passar por um cidadão comum. Em meio aos derradeiros eventos que redundarão na cassação do mandato de Dilma Rousseff, e na porvindoura e impositiva cassação do registro do Partido dos Trabalhadores (primo distante do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães), convém analisar se medida correlata não deveria ser empregada em relação aos políticos que estão se despindo de sua roupagem Petista a partir das eleições municipais de 2016 a fim de descolar sua imagem da quadrilha que tomou de assalto e conduziu a economia brasileira (e os brasileiros) ao seu inferno astral.
É claro que, para tal, não precisamos lançar mão de instrumentos cortantes, pois já será de grande valia ajudar a disseminar as características do discurso estatizante, coletivista, intervencionista, a fim de que todos os eleitores possam identificar propostas e concepções socialistas até mesmo nos mais declaradamente antipetistas dos candidatos. Examine os tópicos a seguir, e caso note que ele faz parte da agenda de algum político, saiba estar diante de um Lulopetista (ou pior) dissimulado, e lacre um adesivo imaginário de uma foice e um martelo cruzados em sua testa: 
1 - O Estado deve regular/planejar a economia: Esta é uma vaca sagrada do populismo. O governo, impondo restrições à entrada de novos empreendedores em várias atividades econômicas (tais quais aviação e telefonia), cria reservas de mercado protegidas contra a livre concorrência, escolhendo, na prática, quem vai ficar rico, e quais agentes econômicos serão protegidos de outros produtores que ousem querer oferecer os mesmos bens com maior qualidade e a custos minorados. Mas se ainda assim persistirem na ousadia, quem sabe esses últimos possam passar a integrar o seleto clube, se, claro, forem gratos com os políticos benevolentes que lhes fizerem tal favor.
Como Frédéric Bastiat bem delineou, os consumidores almejam a abundância de produtos e serviços no mercado, posto que tal condição acarretará em redução de preços e elevação da qualidade, ao passo que os empresários ambicionam a miséria, ou seja, eles gostariam, no limite da interpretação da teoria do economista Francês, que somente os seus bens fossem ofertados no mercado, o que permitira majorar seus lucros (por meio do famigerado capitalismo de compadrio).
Ademais, quando o Estado concede empréstimos com juros abaixo dos praticados no mercado ou ainda desonera folhas de pagamento de segmentos empresariais escolhidos a dedo (quando não com interesses espúrios), parte-se do princípio que seus burocratas seriam seres ungidos pela máxima sabedoria, capazes de prever e encaminhar os rumos da economia local (processo conhecido como planificação), e ignorando por completo que as valorações subjetivas de compradores e vendedores no livre mercado são de tal sorte imprevisíveis que esta tarefa torna-se infactível para este seleto grupo de doutos funcionários públicos.
Portanto, se um candidato a prefeito defende, por exemplo, ainda que sob o pretexto do interesse público - palavra mágica predileta de 10 entre 10 políticos - que o Uber seja regulado (leia-se: imposição de tarifas e restrições a sua operação) ou manifesta-se contra a livre concorrência no transporte coletivo, parabéns: você caçou um candidato estatizante-mon. Capture-o e jogue-o na lata de lixo das eleições!
2 - O Estado é responsável por gerar empregos: Esta sandice até pode ganhar ares de verdade, caso signifique sair da frente, ou laissez faire. Isto é, se o governo quer contribuir para a formação de vagas no mercado de trabalho, pode começar não atrapalhando: reduzindo e simplificando a carga tributária, facilitando os procedimentos para abertura e fechamento de empresas, não deixando obras de infraestrutura paradas pelo caminho.
Mas é claro que muitos candidatos adotam a técnica de criar empregos por meio do gasto estatal, ainda que gerando, para tal, déficit fiscal - o que, no longo prazo, causará inflação e… desemprego! Eles fazem a alegria dos entusiastas do Keynesianismo e a desgraça da população que vai viver para ver o resultado.
Gerar empregos em empresas estatais? Claro, inchar o Estado em áreas nas quais a iniciativa privada poderia perfeitamente assumir é expediente muito aconselhável - se quisermos ampliar as possibilidades de conluio entre corruptos e corruptores, e estourar as contas públicas.
Portanto, se um candidato disser que, caso seja agraciado com seu voto, irá arranjar emprego para você (considerando, claro, que você não é um bajulador que pode ser nomeado para não fazer nada em cargos fantasmas) e toda sua família, desconfie: a chance de você precisar marcá-lo na paleta como Petista é considerável.
3 - No meu mandato, haverá mais igualdade: Em Cuba e na Venezuela há bastante igualdade. Os Estados Unidos são um dos países mais desiguais do planeta. Quer dizer, não interessa (ou não deveria interessar) a distância entre quem está na base e no topo da pirâmide social. A pergunta correta a ser feita é: como estão as condições de vida de quem está na base? Caso sejam satisfatórias (ou seja, haja condições de viver dignamente para esta parcela da população), o objetivo estará sendo atingido por esta sociedade, independente se Ferraris acelerem ao lado de carros bem mais simples na rua. Aliás, normalmente, são justamente os investimentos do motorista da Ferrari que darão emprego para o proprietário do carro popular - isso, claro, se não estivermos falando de um país com taxas de juros tão altas que estimulem o indivíduo a viver da renda proveniente de aplicações financeiras, em vez de embrenhar-se na verdadeira selva de legislação e insegurança jurídica em que consiste abrir uma empresa no Brasil.
Assim, se você escutar este papo de redução da desigualdade, possivelmente ele terá sido emanado por um político de esquerda, daqueles que não fariam feio na tarefa de emular todos os procedimentos adotados por Lula e Dilma, e que levaram o Brasil à depressão econômica.
Obviamente, há muitas outras formas de distinguir Petistas que viraram a casaca ideológica (pero no mucho). No mais das vezes, são ratos que abandonaram o barco ou, pior ainda, que se afastaram do PT por considerar que o partido encontrava-se, neste momento histórico, pouco à esquerda - acredite, eles existem. Localizá-los e identifica-los é missão primordial, caso não queiramos que os cúmplices de tanto sofrimento saiam impunes em suas carreiras políticas.
Em 2011, durante a pacificação do morro do Alemão, ficou famosa a cena em que traficantes fugiam do morro em disparada. Muitos se perguntaram na ocasião: para onde vão os meliantes? Converter-se à igreja evangélica e abandonar a vida de crimes? Pois é. A atual situação periclitante das favelas cariocas responde ao questionamento melhor do que qualquer sociólogo o teria feito. Da mesma forma, os Petistas que ora fazem questão de esconder a estrela vermelha e até de não utilizar o vermelho comunista característico da sigla em seu material de campanha, são mais do mesmo: apenas políticos velhacos que procuram tão somente fugir dos holofotes da opinião pública, a qual hoje, em sua esmagadora maioria, quer o fim do Lulopetismo.
Au revoir, Shoshanna. Digo, Dilma Rousseff! Quem viu o filme entendeu. Se ela pode também voltar para nos queimar vivos? Só se o brasileiro regredir muito nos oito anos de inabilitação para o serviço público que a Querida vai experimentar…
Editado: E não é que ela pode voltar mesmo? O que o medo de encarar o Juiz Moro não faz, hein. E é claro que Eduardo Cunha também curtiu muito essa chicana jurídica. Pior para os gaúchos, que podem vir a amargar Luciana Genro na prefeitura de Porto Alegre e Dilma no Palácio do Piratini. Pense em uma tempestade perfeita nos pampas! Felizmente, ainda há esperança de que o STF anule esta decisão estapafúrdia patrocinada pelo PMDB e por Lewandowski, ou o próprio TSE ainda pode impor a perda de direitos políticos à PresidentA. Realmente, não dá pra cochilar um segundo com o PT… (Bordin Burke, Instituto Liberal) 
É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfo, glória, mesmo se expondo à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem numa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota. (Theodore Roosevelt)

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