19 de ago de 2016

Os nadadores...

• O Rio vai ganhar um monumento onde serão gravados os nomes de todos os medalhistas olímpicos e paralímpicos dos Jogos de 2016, na entrada do Parque Olímpico, na Barra. Serão instalados cinco painéis em formato dos aros olímpicos, onde serão fixadas 2.568 medalhas de aço. 
A lei é importante e sóbria, diz Barroso sobre a Lei da Ficha Limpa. Nessa quarta-feira, outro ministro, Gilmar Mendes criticou a lei e disse que ela teria sido feita por bêbados; Lei da Ficha Limpa pode barrar 4,8 mil candidatos no País. 
• Supremo decide nas próximas semanas se Gleisi vira ré na Lava Jato.
• Previdência deve ter transição especial para mulher e professor, afirma Padilha. Anúncio de pacote de concessões e privatizações do governo fica para setembro. PSDB diz a Temer que o PMDB lidera emboscada fiscal que custará R$ 5 bilhões. 
• Você sabe? O broche da faixa presidencial que está desaparecido tem grande valor histórico. Era pregado nas extremidades da faixa. De ouro maciço 18 quilates e cravejado com 21 brilhantes, possuindo gravado o rosto feminino que simboliza a liberdade na pintura da Delacroix. A faixa foi reformada no segundo mandato de Lula, mas o broche era o mesmo. Essa faixa foi encontrada, mas sem o apontado broche. 
• Conta de energia da Olimpíada pode cair no bolso do consumidor. 
• MPT investiga se Igreja Universal obrigava pastores a fazer vasectomia. 
• Cartilha do PT anuncia rompimento com a democracia e tem de levar à luta armada. 
• Polícia indicia por extorsão jovem que acusou Feliciano. 
• Justiça prorroga prisão de 12 acusados de planejar terrorismo no Brasil. Decisão de juiz estende por mais 30 dias as prisões temporárias de suspeitos para a conclusão da análise dos materiais recolhidos; segundo magistrado, provas colhidas na Operação Hashtag confirmam elo com Estado Islâmico. 
• PF descobre sala-cofre com joias, medalhas e obras de arte de Lula. Leia
• Quando for ao Senado, Dilma Rousseff quer constranger ex-ministros, diz o Estadão. Mais uma prova de que Dilma não entende nada de política. 
• Juiz Sérgio Moro manda prender outra vez lobista Adir Assad. Superior Tribunal de Justiça havia revogado a prisão preventiva de Assad na terça-feira; lobista é alvo de investigação no âmbito da Operação Saqueador. 
Os oito diretores-executivos do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos tiveram sucessivos aumentos de pagamentos que totalizam R$ 26,8 milhões entre 2011 e 2015. Os valores incluem salários e gastos. Não incluem eventuais pagamentos a Carlos Arthur Nuzman, que jura não ter recebido nada. Esse, sim, é um legado para lá de legal. (Estadão) 
• Acessos a Rio Branco são fechados em nova série de ataques criminosos no Acre. Polícia bloqueou entradas da cidade e intensificou revistas em carros e pedestres; criminosos incendiaram seis ônibus e 34 pessoas foram presas.
• OEA pede explicações a Temer sobre impeachment. 

• Oficial: foi mentira. Comitê Olímpico dos EUA pede desculpas pela mentira dos nadadores. Em nota, Comitê Olímpico dos EUA pede desculpas ao Brasil, pela farsa envolvendo nadadores. Em nota oficial, a atitude dos norte-americanos foi considerada inaceitável. Incidente no Rio pode prejudicar parcerias comerciais de Ryan Lochte; Nadador James Feigen terá que pagar multa de R$ 35 mil. 
• Rússia diz ter disparado míssil balístico Iskander-M durante treinamento. 
• Veto ao burquíni nas praias chega a 12 cidades da França e Alemanha se prepara. Ministro do Interior alemão defende proibição parcial da burca. 
• Rússia está pronta para cumprir cessar-fogo de 48 horas na Síria, diz governo. Trégua solicitada pela Organização das Nações Unidas visa permitir entrada de ajuda humanitária em Alepo, a maior cidade e coração comercial da Síria. 
• Em comício, Trump diz se arrepender de frases polêmicas. Grupo instala esculturas de Trump nu em cinco cidades. 
• Por vínculos com clérigo, Turquia ordena detenção de 84 professores.

O povão ficará de fora?
As atenção estarão voltadas para o que parece o último capítulo da novela do impeachment, do dia 25 ao dia 31, se não sobrevierem inusitados. Foram aprovados os detalhes do julgamento final de Dilma Rousseff, com direito ao comparecimento de Madame ao plenário do Senado, para sua derradeira defesa e diálogo com os senadores, dia 29, além de depoimentos de testemunhas e coleta final dos votos, para condená-la.
Tudo milimetricamente definido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.
Uma lacuna, porém, permanece à margem da competência do ilustre magistrado: e o povo?
Tem gente achando que a enfadonha tramitação do processo de afastamento de Dilma exauriu as últimas reservas de paciência do cidadão comum, que por isso dará de ombros durante os acontecimentos. O operário continuará operando, o banqueiro contando juros, o estudante estudando e o desempregado sofrendo. No máximo, uma parcela da população dividirá seus afazeres com as telinhas de reprodução da TV-Senado.
Prevê-se a concentração de grupos, ainda que não de multidões, diante do palácio do Congresso, uns protestando e outros festejando a saída da presidente, não se sabe se de carro ou de helicóptero. Dificilmente procissões saudosistas ou carnavalescas desfilarão na Praça dos Três Poderes durante as prolongadas horas do julgamento. Apesar de um razoável aparato policial estar programado para zelar pela ordem na capital federal, não se tem notícia de desordens engendradas pelos sindicatos, partidos, sequer o PT, e sucedâneos. No Rio, São Paulo e outras capitais, algumas aglomerações poderão acontecer, mas para o povão, mesmo, ficará à margem, diante de sequelas e querelas que não lhe dizem respeito. (Carlos Chagas) 

Lição Olímpica.
Competição - Aproveitando que estamos próximos do encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016, que mereceu inúmeras críticas e comentários, muitos elogiosos e outros nem tanto, o que mais espero e desejo, com todas as minhas forças, é que os brasileiros em geral, notadamente governantes, tenham aprendido a importância da Competição
Mérito - Antes de tudo um importante esclarecimento: quem decide apenas participar é porque não está se propondo a ser um competidor. Competidor é aquele que se prepara para concorrer de igual para igual. E a vitória é mérito conquistado por aquele que apresentou o melhor desempenho.
Quadro de medalhas - Dito isto vamos ao quadro de medalhas: aí fica notório o quanto o Brasil só competiu mesmo em poucas modalidades esportivas. Na maioria, certamente, figurou apenas como mero participante. E mesmo assim mostrou ao mundo todo que derrotas servem mais para produzir lágrimas e menos para produzir efetivos competidores.
Meritocracia - Pois, se os brasileiros em geral entendem, e exigem, que no esporte, nas suas mais variadas competições, só devem ser premiados aqueles que mostram melhores desempenhos, o que mais espanta é que não agem da mesma forma quando estão em jogo todas as demais atividades. Aí, infelizmente, não vale a meritocracia.
Capitalismo - Esta inquestionável lógica que o esporte impõe e evidencia serve para um outro esclarecimento: O capitalismo é a prova da mais completa competição econômica, onde os atores se dividem entre produtores e consumidores que procuram, através das regras impostas pelo livre mercado, tirar o melhor proveito daquilo que fazem e adquirem. 
Cotas - Esta correta e indiscutível lógica que o esporte oferece para oxigenar o discernimento precisa ser muito bem compreendida para que possamos realmente competir em tudo. Mais: competidores não são escolhidos por cor de pele ou por cotas. Quem impõe este tipo de coisa não quer competidores, mas apenas participantes, que não conseguem mostrar mérito algum. (GSPires) 

Meirelles acordará de seu sonho mais ingênuo?
Ontem Temer prometeu aos tucanos que acordará Henrique Meirelles do sonho de ser candidato em 2018.
Nós, Antagonistas, continuamos atentos ao toque do despertador.
Aguardemos o alarme definitivo do impeachment para tirar conclusões mais seguras.
Que Meirelles flertasse com a ideia lá perto de 2018, podia-se até imaginar, mesmo sem tolerar.
Mas logo já? De forma tão precoce e politicamente ingênua?
Como economista, eu jamais entenderia tal candidatura, por motivo elementar.
Economistas não estão preparados para se tornarem presidentes.
Talvez seja, dentre todas mil, a pior formação possível para a presidência.
FHC acabou sendo um bom ministro da Fazenda pois já reunia as condições para um bom presidente, e não o contrário.
Já imaginou o que seria Joaquim Levy presidente? Ou mesmo o brilhante Simonsen? Não ia funcionar nunca.
Economistas são técnicos, platônicos, quase científicos - enxergam a política como algo ineficiente; têm vergonha da retórica, desejam escondê-la por trás de deduções.
Presidentes se orgulham da retórica, e exercem a arte política com maestria.
O economista vaza notas à imprensa, enquanto a imprensa vaza notas sobre o presidente. (Rodolfo Amstalden) 
O fruto do Espírito é o amor, alegria, paz, paciência, bondade, benevolência, fé, mansidão e domínio de si. (Gl 5, 22-23)

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