12 de ago de 2016

Olimpíada satisfaz, mas o resto é só braçadas...

 photo na braccedilada_zpssyfc26p5.jpg • Decisão do STF inviabiliza Ficha Limpa e beneficia candidatos com contas rejeitadas. Deliberação de plenário libera a candidatura de pelo menos 80% dos políticos declarados inelegíveis, nos termos da legislação sancionada em 2010. Entidades ligadas à criação da lei avaliam ofensiva jurídica mais eficaz contra a decisão. 
• TSE julga cassação de registro de PMDB e PP. Presidente do TSE, Gilmar Mendes autoriza contra as legendas abertura de investigação que já envolve o PT. Suspeitas de receber dinheiro da Lava Jato, ambas podem ser extintas caso irregularidades sejam comprovadas. 
• Temer cede de novo. Governo tira de renegociação de dívidas estaduais restrição que Meirelles considerava inegociável. 
• Eleitor sem o fundamental é maioria em 72% das cidades. 
• Deputados governistas criam grupo especial para aprovar limite de gastos da União. Câmara cria comissão especial para tratar do tema e aliados do Planalto planejam operação de guerra para evitar que oposição desfigure o texto proposto pelo ministro da Fazenda. 
• Secretaria de Desenvolvimento Agrário volta a status de ministério em setembro, diz Padilha. O MDA passou a ser a secretaria de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário e ficou subordinado à Casa Civil; ministro afirma que não haverá custos adicionais para a mudança. 
• Petrobrás tem lucro após 3 trimestres de prejuízo, mas Lava Jato ainda afeta resultado. Exportação, corte de gastos e ajudada pelo câmbio, resultado positivo foi de R$ 370 milhões no 2º trimestre, mas houve queda de 30,3% em relação ao mesmo período de 2015; prejuízo nos seis primeiros meses do ano soma R$ 876 milhões. 
• Governo prevê R$ 1,5 bi com volta de PIS/Cofins sobre etanol em 2017. Representantes do setor afirmam que volta do tributo pode impactar o preço para o consumidor. 
• BNDES tem prejuízo de R$ 2,174 bilhões no primeiro semestre. 
• PMDB age para esvaziar votação de cassação de Eduardo Cunha. Aliados de deputado afastado preveem votação do caso só em novembro. Defensores de peemedebista dizem que não haverá quórum em setembro. 
• Câmara abre processos contra Jean Wyllys, Wladimir Costa e Laerte Bessa. Conselho de Ética vai apurar denúncias contra os deputados. Os prováveis relatores, já sorteados pelo colegiado, serão escolhidos pelo presidente na próxima semana. 
• Morre soldado da Força Nacional, Hélio Andrade, da Polícia Militar de Roraima, baleado na Maré. Caso aconteceu nesta quarta-feira; ele estava internado em estado grave e não resistiu ao ferimento. Rio-2016 diz que policial morto não trabalhava para a Olimpíada. 
• Novo dirigente da Anatel causa calafrios no setor. Juarez Quadros na Anatel gera desconfiança e preocupação. 
• O ex-ministro Gilberto Carvalho (governo Dilma) foi nomeado na quinta-feira, 11, assessor da liderança da oposição no Senado, comandada pelo petista Lindbergh Farias (RJ). Ele vai receber salário bruto de R$ 19.952,53, o novo vencimento para a função após reajuste a funcionários do Senado. 
• Brasileira de 16 anos cria cápsula que neutraliza a lactose do leite. Leia

• Venezuela e Colômbia vão reabrir fronteira comum. Fechamento feito há 11 meses por alegação de contrabando acaba sábado. 
• Hillary mira classe média com economia. Democrata critica adversário, a quem acusa de querer beneficiar mais ricos; Nos EUA, Trump é acusado de incitar violência a Hillary. Republicano diz que defensores de armas podem ser os únicos a frear rival. 
• Órgão eleitoral prevê referendo contra Maduro em 2017. Anúncio irrita oposição da Venezuela, que quer votação ainda este ano. 
• Forças apoiadas pelos EUA anunciam ataque final contra Estado Islâmico em cidade síria. 
• Preso ex-ministro dominicano acusado de receber suborno da Embraer. A justiça da República Dominicana deteve nesta quarta-feira (10) o ex-ministro da Defesa Rafael Peña Antonio e outras três pessoas acusadas de receber US$ 3,5 milhões para favorecer a Embraer na compra de aviões Super Tucano em 2008. Após ter a prisão decretada por um juiz de Santo Domingo, o general reformado se apresentou ao Ministério Público, enquanto outro acusado, o coronel Carlos Piccini, foi colocado à disposição da Justiça pelo Comando da Força Aérea. 

Nada mudaria, se ela voltasse.
Além de haver permitido a corrupção à sombra de seu governo, Dilma Rousseff ofereceu uma das piores performances administrativas de todos os tempos, levando a economia ao fundo do poço e a política à estratosfera. Por isso, merece a condição de ré, prestes a ser cassada.
No reverso da medalha, porém, não cometeu crime de responsabilidade, que justificaria sua degola.
São duas situações conflitantes e inconciliáveis. Partidários de uma e de outra tem razão. Madame merece ser afastada por incompetência, mas foi eleita pela maioria da população, ainda que tenha perdido o apoio do eleitorado.
Tudo indica que no fim do mês perderá definitivamente o mandato, mas a decisão de Câmara e Senado fundamentam-se na razão de seu péssimo governo e da necessidade de o caos ser evitado?
Aqui a equação enrola. Apesar de sobejas evidências de que se permanecesse até 2018 no poder o país iria à bancarrota, os motivos de sua defenestração parecem outros. Desde a investidura do Lula, treze anos atrás, adotou-se um novo plano de voo para o Brasil. Em vez da anterior concepção neoliberal de governo, onde as elites mantinham e ampliavam seus privilégios, impondo esse modelo às massas, chegou à presidência da República um candidato tido como partidário de mudanças estruturais nos planos social e econômico. Se preferiu ater-se ao assistencialismo, perdendo a oportunidade de promover reformas de base, é outra história. Era o que a maioria da população queria, mas o Lula preferiu acomodar-se às linhas principais do figurino da prevalência do capital sobre o trabalho, que o eleitorado havia rejeitado. É verdade que realizou pequena parte das promessas reformistas da sua campanha, promovendo a inclusão social de camadas menos favorecidas e ampliando a participação das massas. A sucessora, escolhida por falta de opção, prometeu realizar o muito que faltava, mas quebrou a cara. Fracassou até onde o Lula havia tido sucesso.
Foi quando as elites aproveitaram a oportunidade de revogar os avanços mesmo medíocres da transformação social para retomar o modelo de sua dominação absoluta. Sentiram a fragilidade de Dilma e o malogro de sua política econômica, que ajudaram a tornar pior.
O resultado aí está: o impeachment e a entrada de Michel Temer, defensor do retorno aos tempos do predomínio total das elites. É o que começamos a viver com a redução de direitos sociais, as reformas previdenciária e trabalhista, a contenção salarial, o aumento de impostos e demais mandamentos do catecismo neoliberal.
De nada adiantaria a permanência de Dilma no governo, se fosse para evitar o retrocesso. (Carlos Chagas) 

Os petralhas, como os pokémons, estão sendo pegos.
Os petralhas, para o bem do Brasil, estão sendo pegos, como pokémons inimigos da civilidade. E não! Eles nunca foram do tipo Zubat ou Pidgey, que se capturam logo na primeira pokebola. Que nada! São bichos tinhosos. Estão mais para Dragonite, Blastoise e Charizard. Vejam quanto tempo demorou até que caíssem em desgraça.
Ladrões de dinheiro público continuarão a existir em todos os partidos. Os operadores de caixa dois também. E é claro que crimes e criminosos têm de continuar a ser combatidos com severidade. Pokebola neles! Mas é preciso tomar cuidado para não cair presa de uma falácia. Nem todos os pokémons são iguais. E o jornalismo existe, entre outras razões, para tratar de modo diferente os diferentes. Já volto ao ponto.
Há 15 anos, criei o vocábulo petralha. Nasceu da fusão da sigla PT com a palavra metralha, numa referência aos irmãos que viviam tentando roubar o Tio Patinhas. Um petralha é aquele que justifica o roubo de dinheiro público em nome de uma causa. E não me venham dizer que se trata de uma caricatura da esquerda, assim como coxinha é uma caricatura da direita! Um coxinha não é o ladrão do lado de cá. Não é um criminoso ou um justificador de crimes.
Como se vê, a palavra antecede a chegada do PT ao governo federal. Com ela, eu designava aquela que eu entendia ser a prática dos petistas na Prefeitura de Santo André, então administrada por Celso Daniel, que foi assassinado.
O Washington Post afirmou que o turista precisa saber o significado de seis palavras se quiser entender o Brasil contemporâneo. Fiquei contente. Uma delas é petralha. As outras são gourmetização, jeitinho, zoeira, coxinha e crise.
A minha criação já havia alcançado altitude maior como expressão de uma realidade reconhecível: a palavra integra o Grande Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa. O autor da obra, Luiz Antonio Sacconi, diga-se, sofreu retaliações por isso. Teve seu dicionário e seu minidicionário rejeitados pelo MEC dos... petralhas!
O jornal americano não foi muito feliz ao tentar explicar o significado da palavra. Misturou alhos com bugalhos. Os barbudos, os maconheiros e até os estudantes de sociologia fariam parte de tal comunidade. Eu jamais disse isso. Até porque nunca entendi a associação entre drogas e esquerda. Fui vermelho um dia. Tínhamos um desprezo solene por viciados. O que mudou?
Talvez isso se deva ao fato de os esquerdistas terem passado a consumir mais maconha e menos Marx, o que, quero crer, não colabora para a qualidade do marxismo que praticam nem para a gostosura da viagem. Sempre achei curioso esse esforço para transformar fumaça em categoria de pensamento. Mas deixo essas digressões para outros baratos. Tentarei não desperdiçar a minha pokebola.
Não basta ser ladrão para ser petralha, embora o petralha seja um ladrão. Não basta fazer caixa dois para ser petralha, embora um petralha faça caixa dois. Não basta cobrar propina para ser petralha, embora um petralha cobre propina.
Um petralha torna o vício uma precondição da virtude. Um petralha transforma o crime numa teoria de poder. Um petralha usa o assalto ao cofre como ato preparatório do assalto à institucionalidade.
Nós matamos os petralhas como horizonte utópico.
Agora começa a luta. (Reinaldo Azevedo) 

Safra abundante de problemas.
Confirmação - Só pela decisão que o governo Temer tomou, no final desta terça-feira, com relação à renegociação das dívidas do Estados com a União, fiquei com uma impressão ainda mais nítida de que o editorial de ontem, com o título Brasil, País-Problema, é o grande desejo dos nossos deputados-governantes e, portanto, não pode ser minimamente contestado. 
Pior crise - Gostem ou não, o fato é que com a aprovação esta renegociação das dívidas, da forma como resolveu a maioria dos deputados federais, vai deflagrar a pior crise das finanças públicas do nosso já combalido país. Se já havia uma vontade explícita de tornar o país ainda mais problemático, desta vez os nossos deputados-governantes excederam.
Dada a largada - Parafraseando o pensador e economista Ronald Otto Hillbrecht, foi dada a largada para uma nova e maior crise das finanças públicas no país, além de esta ser um forte incentivo para a volta da inflação alta e crônica. Uma prova de que a qualidade intelectual dos nossos políticos é péssima em todos os partidos, com raríssimas e honrosas exceções. 
PL 257 desfigurado - Na realidade, como bem lembra o também pensador, Ricardo Bergamini, a Câmara dos Deputados simplesmente desfigurou o projeto de lei (PL 257) do governo e aprovou, nesta madrugada (10), um prazo extra de 20 anos para que os Estados paguem suas dívidas com a União sem adotar qualquer contra-partida no corte de gastos com pessoal.
A versão final da lei prevê que os governadores terão uma moratória até dezembro para voltar a pagar as dívidas que serão recalculadas, agora, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais a aplicação da taxa Selic, adotada pelo Banco Central como juros oficiais pagos pelo Tesouro Nacional, limitado a 4%.
Pressões - A única contra-partida proposta pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e mantida pelos deputados, foi a limitação dos gastos gerais de custeio e folha de pagamento à inflação oficial do ano anterior durante dois anos.
Os deputados sucumbiram às pressões de organizações de desembargadores, promotores, funcionários e conselheiros de tribunais de contas e demais servidores públicos estaduais e retiraram do projeto apresentado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, as limitações específicas a reajustes salariais, inclusive dos terceirizados.
Texto final - O texto final também concede aos governadores um desconto de cinco pontos percentuais a cada mês entre janeiro e junho. A partir de julho, segundo a versão aprovada na Câmara, os estados voltarão a pagar as mensalidades com valores integrais. Para aderir à renegociação e ganhar mais 20 anos para pagar suas dívidas além dos 30 anos previstos nos contratos, os estados terão que desistir de todas as ações impetradas junto ao STF, que solicitavam a troca da aplicação dos juros compostos por juros simples na correção dos estoques das dívidas de cada ente federado. (GSPires) 

Esquerda e a mania de suavizar o crime: a vez dos pobres Pedófilos.
Não foi tarefa nada aprazível, mas eu precisava ver para crer no que a manchete anunciara: o programa Profissão Repórter de 27/07, exibido pela rede de TV mais progressista destipaíz, faria eco a um discurso recorrente da Esquerda segundo o qual pedófilos seriam pessoas desafortunadas, compelidas a acabarem com a vida de crianças e família inteiras, por serem acometidas por uma patologia - comparável a uma disfunção hormonal qualquer. Transtorno da sexualidade foi a denominação conferida pela reportagem a esse distúrbio que converte verdadeiros facínoras em pessoas meramente desorientadas que carecem de terapia.
Segundo um dos jornalistas, decidiu-se que era necessário mostrar a questão da pedofilia por um outro ângulo (para que enfatizar apenas as vidas dilaceradas das vítimas, não é?), a partir do qual seria possível entender o sofrimento dos criminosos que sentem um desejo incontrolável de praticar sexo com jovens impúberes - ainda que se faça necessário, vez por outra, ameaça-los com um facão. Pedofilia é uma doença devastadora, conforme declara um especialista da Faculdade de Medicina do ABC entrevistado (são atendidos, em média, 50 pacientes por mês nesta instituição, ávidos por uma evasiva para sua perversidade). O douto profissional da saúde também assevera que a prisão destes bandidos não irá solucionar o problema.
Adotando-se a linha de raciocínio do tolerante rapaz (cuja clemência parece não alcançar as crianças perpetuamente traumatizadas), segundo a qual detenção e reclusão prestar-se-iam tão somente a buscar a recuperação e a decorrente reintegração do delinquente ao convívio social, torna-se forçoso concordar integralmente com sua afirmação. Todavia, o que ele ignora (ou simplesmente desvia o olhar) é que a punição de infratores visa, sobretudo, impedir a propagação da sensação de impunidade - o real fato gerador de tantos delitos em nosso país. Na própria reportagem, é mencionado o caso em que um pedófilo que possuía centenas de vídeos de sexo com crianças em seu computador ficou menos de um ano preso. Pior: o próprio meliante declara que a pior parte foi sair da cadeia (onde foi mantido sem contato com os demais encarcerados, tamanha a repulsa que até mesmo outros criminosos nutrem por pedófilos). Ou seja, fica difícil acreditar que alguém deixará de cometer tal crime apenas por receio de eventuais sanções estatais.
Nesse contexto, chama a atenção que o projeto de lei que propugna a castração química para abusadores tenha sido protocolado por um Deputado Federal que responde por incitação ao estupro no STF, ao passo que a suposta vítima de sua conduta indevida no Congresso Nacional tem pautado sua atuação política pela defesa dos interesses de bandidos - especialmente se forem menores de 18 anos ou forem oriundos de comunidades carentes.
O especialista supracitado segue com suas considerações dizendo que, dentre as possíveis causas do transtorno pedófilo, estariam abusos sofridos na infância pelo abusador e o aprendizado precoce inadequado sobre sexualidade - tudo no campo da hipótese, sem nenhuma comprovação científica. Em relação a primeira suposição, acredito que todas as pessoas que já sofreram abusos e não viraram abusadores mereceriam um pedido público de desculpas do reitor da Faculdade (semelhante àquele que deveria ser encaminhado a todos os pobres que não entram para o tráfico e desmantelam, assim, muitas teses esquerdistas).
Já no tocante a segunda, sou obrigado a subscrevê-la: de fato, a exposição extemporânea de nossas crianças ao sexo, privando-lhes de parte da infância e sua inocência inerente, não pode estar trazendo benefícios. E quando o próprio Estado patrocina essa estimulação sexual intempestiva, por meio de livros didáticos eivados de ideologia de gênero e deturpações afins, fica difícil imaginar este cenário mudando. Será mesmo que educação sexual precisa ser tão prioritária no currículo das escolas? Não seria mais apropriado providenciar que médicos ou enfermeiros ministrassem aulas esporádicas sobre o tema, a partir dos doze anos, e deixar todo o restante do diálogo ao encargo dos pais? É sabido que muitos deles gostam de terceirizar essa responsabilidade, mas essa é uma função indelegável, da qual os genitores não podem desincumbir-se. Aí revela-se a importância da adoção de crianças órfãs, e a necessidade de que o Estado desburocratize os procedimentos necessários.
E tudo só piora quando consideramos que há na Câmara dos Deputados, inclusive, um projeto de lei federal cujo objetivo é permitir que crianças de doze anos possam ser submetidas a cirurgias de mudança de sexo prescindindo, até mesmo, do consentimento dos pais. Pais esses, aliás, que vêm sendo tolhidos de sua prerrogativa de transmitir valores morais para seus filhos, com o Estado assumindo esse papel - e causando um estrago danado.
Agora vejamos o argumento trazido à baila pelo programa: seus produtores alegam, basicamente, que os pedófilos sofrem de uma perturbação que os faz sentir desejo sexual por crianças, que muitos deles ressentem-se desta doença e que lamentam por terem cometido abusos. Aqui reside o busílis: a cultura apregoada pela mídia na atualidade favorece que os indivíduos sigam plenamente seus instintos, sob o pressuposto de que a moral e os bons costumes são imposições da burguesia hipócrita. É proibido proibir e Vamos nos permitir viram mantras que permeiam novelas, filmes e seriados. Refrear os instintos diante de uma análise fria e racional torna-se, neste contexto, atitude tida como reacionária. Trocando em miúdos: se o elemento sente vontade de fazer sexo com uma criança, que tal não fazer? Seja por medo de apodrecer na cadeia ou ter sua vida abreviada no corredor da morte, seja por uma questão de consciência do indivíduo, ele poderia conviver com esse desejo sem nunca consumá-lo - isso, claro, se não fosse encorajado a todo instante a seguir em frente e realizar todas as suas fantasias (inclusive as mais cruéis).
A família tradicional é torpedeada repetidamente desde a revolução cultural dos anos 1960, especialmente em discussões acadêmicas. Não se leva em conta, por certo, que justamente o fato de ser criado fora de uma família estruturada contribui para que crimes deste gênero (e outros) ocorram. Apenas como referência, mais de 72% dos negros norte-americanos nascem de mães solteiras, fora do casamento; de 1976 a 2005, os negros foram responsáveis por 52% de todos os assassinatos cometidos naquele país, apesar de corresponderem a somente 13% da população americana. Já no Brasil, 2 em cada 3 menores que cometem crimes não têm o pai em casa: apenas 34% deles convivem com o progenitor na mesma residência.
Ou seja, há uma relação estreita entre ser privado da educação e da disciplina normalmente proporcionados por uma criação que estabeleça limites, fronteiras que não podem ser ultrapassadas, e a perpetração de violações penais. Isto é, abrir mão da arcaica instrução fornecida pelos pais, substituindo-a por libertinagem, representa um retrocesso a estágios pré-civilizatórios da humanidade, onde estuprar crianças nem era nada demais mesmo. Vale perguntar: será que aqueles que vociferam contra a famigerada cultura do estupro não estão clamando, inconscientemente, por mais respeito às regras de convivência em sociedade? Por mais moral?
Ressalte-se que o referido programa conta com repórteres recém-egressos na carreira, aqueles que representam a nova geração do jornalismo brasileiro. Pode-se constatar que a fábrica de adeptos do marxismo cultural implantada em todos os departamentos de Humanas e Sociais das universidades está funcionando a pleno vapor, portanto - e que teremos décadas de matérias deste naipe pela frente - relativizando, até, a culpa dos estupradores! (Bourdin Burke, Instituto Liberal) 
Em um sentido muito realista, somos os autores de nossa própria vida. (Mandy Aftel)

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