26 de ago de 2016

Exemplos no Congresso diminui vontade do voto...

• Revés da acusação faz base e oposição reverem estratégias do impeachment no Senado. Lewandowski acata defesa de Dilma e impede procurador junto ao TCU de depor como testemunha. 
• Emissora definirá se nanico pode ir a debate, decide STF. Presença de candidatos não deve passar por crivo de adversários, diz tribunal. 
• BNDES financiará compra de ativos de empresa falida. Governo Temer lança linha de crédito de R$ 5 bilhões para socorrer empresários e prazo de vigência até 31 de agosto de 2017. 
• Brasil perde 94,7 mil empregos com carteira assinada em julho. Em 2016, saldo de postos de trabalho fechados é de 623,5 mil, pior resultado no período desde 2002. 
Sujo falando do mal lavado, cheirador, as perólas do início do julgamento de Dilma. Essas foram apenas algumas das expressões utilizadas pelos parlamentares nas primeiras horas do julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff; Canalha, diz Lindbergh a Caiado. Fica aqui cheirando, não, rebate líder do DEM. Senador goiano sugere exame antidoping a colega petista, que reage, associando o líder do DEM ao ex-senador cassado Demóstenes Torres; Lindbergh vai à Justiça e ao Conselho de Ética contra Caiado. Líder do DEM falou para o petista fazer um antidoping depois de ter sido chamado de trabalhador de escravo. Bate-boca terminará com queixa crime e representação administrativa na Casa. 
• Lula irá ao Senado ajudar na defesa de Dilma, afirma líder do PT. Senadores petistas esperam presença do ex-presidente já no domingo em Brasília. Fortalecerá nossa defesa, comemorou o líder do PT no Senado, Humberto Costa; Pesquisa: Lula atinge rejeição recorde de 71%. Pesquisa mostra que Lula é o presidenciável mais rejeitado. 
• Segurança no Rio: O Secretário irá pedir a permanência das Forças no Rio. Acredito que isso de UPP é ultrapassado e muita coisa foi escondida do povo. Roubos aumentam 44% no Rio durante os Jogos mesmo com reforço policial. Ruas estão abandonadas e falido, governo estadual entregue a cidade aos malfeitores. Quanta vergonha! (AAndrade) 
• A Justiça decidiu cassar o mandato do vereador Cesar Maia, do DEM. O julgamento na 10ª Câmara Cível, por maioria de votos, condenou o ex-prefeito do Rio, José Carlos Ferreira de Sá, Américo da Costa Borges, ex-diretores da Riotur, e o escritório Saboya Advogados Associados. Maia foi considerado culpado por ter autorizado a contratação por 27 vezes do advogado Paulo Eduardo de Araújo Saboya, para defendê-lo sem licitação. Saboya, que morreu em 2009, era casado com uma irmã de Maia e recebeu mais de R$ 220 mil pelos serviços, a partir de 2004. Além da perda da vaga no parlamento com o voto do desembargador Bernardo Garcez, Maia está com os direitos políticos suspensos por cinco anos e terá de pagar multa de R$ 34.375. 
• Procurador do TCU: Dilma cometeu crime de responsabilidade. Júlio Marcelo Oliveira era ouvido como testemunha, mas foi acusado de suspeição pelos defensores da presidente afastada. 
• Janaína diz que não vai bater boca com Dilma, mas avisa: Não me calo. Senadores temem que advogada, cujo comportamento é considerado explosivo por parlamentares, discuta com a presidente na segunda-feira, quando Dilma comparecerá ao Senado. 
• Negociação entre MPF e Odebrecht na Lava Jato passa por turbulências. 
• Baixo quórum deve marcar manifestações pró e contra impeachment. Previsão de público para os primeiros dias de protesto é de até 200 pessoas. Movimento pró-impeachment alega falta de patrocínio. Grupo anti-impeachment, por sua vez, fará os atos pelas capitais.

• Rio-2016 bate novo recorde da Paraolimpíada. Na quarta foram vendidos 145 mil tíquetes para evento que começa no dia 7. 
• Mesmo com Copa e eleições, comércio teve crescimento fraco em 2014. Com 7,3% de alta, o crescimento da receita do setor foi o menor desde 2009, segundo IBGE. 
• Acordo na Colômbia prevê cota no Congresso às Farc. Versão final de documento inclui pontos rejeitados pela maioria da população. 
• Itália mobiliza 5.000 após tremor; buscas continuam. Apesar de resgates, Itália conta 268 mortos após terremoto. Menina é resgatada após 17 h em Pescara del Tronto e emociona bombeiros. 
• EUA investem US$ 30 milhões em projetos contra zika. Agência de combate à pobreza anunciou 21 projetos que terão financiamento. 
• Atentado suicida atribuído aos curdos mata 11 policiais e dezenas de feridos na Turquia. 

Começar sem eles.
Magalhães Pinto era presidente do Senado Federal, quando o regime militar já havia perdido o frágil apoio que recebera da opinião pública em 1964. De repente, os generais foram surpreendidos pelo fenômeno da fadiga dos metais. Um avião ficou anos transportando passageiros de uma cidade para outra sem o menor acidente ou dificuldade técnica. Só que um dia explodiu. Não houve erro do piloto, nem tempestade, sequer gasolina adulterada ou sabotagem. Simplesmente, explodiu. A causa foi afinal detectada: fadiga dos metais, que se recusaram, não aguentaram mais voar.
Isso aconteceu com a ditadura que nos assolava, hoje acontece com o sistema de governo estabelecido desde a ascensão do PT ao governo. O climax da exaustão do regime chegou em meio ao processo de impeachment de Dilma Rousseff. A performance do modelo incinerado por Madame chegou ao limite, ontem, quando seus últimos defensores, encenando uma pantomima sem graça, sustentaram que o Senado não tinha moral para julgá-la, nem o Supremo Tribunal Federal, muito menos as instituições pelas quais somos regidos. Explodiram a ex-presidente e junto com ela tudo o que restou da aventura da Nova República. Nem se fala do papelão das três senadoras e do senador que compunham o quarteto funerário. Foram apenas os coveiros, mostrando até onde pode ir a ignorância humana.
Gleise, Vanessa, Fátima e Lindberg, acolitados por mais um monte de obstinados, conseguiram botar o país em frangalhos, com a colaboração de seus adversários. Por quase três horas impediram o desenvolvimento de um processo constitucional que poderia encerrar uma sequela banal.
Entre procrastinações e agressões, contribuíram para demonstrar à população que tudo deve começar de novo. Mesmo sem eles, seus partidos políticos, suas leis, seus poderes e até seus eleitores.
Dilma já estava condenada, semanas atrás. A sentença sairá em alguns dias, caso o processo no Senado se estenda mais um pouco. Como recomeçar parece cada dia mais difícil... (Carlos Chagas)

Para tentar preservar os porões do MP, Janot dá uma ajuda à bandidagem.
Começo a minha coluna com uma saudação de rigor: Tchau, Dilma!. Ou, para lembrar a governanta: Às vezes, quem está na chuva não quer estar na chuva.
Agora ao Brasil do futuro.
Desde que li o poemeto Anedota Búlgara, de Carlos Drummond de Andrade, não tomo os defensores de borboletas como expressão do bem absoluto, embora, em si, protegê-las me pareça uma boa ideia. Nem todos conhecem ou se lembram. É assim: Era uma vez um czar naturalista que caçava homens. Quando lhe disseram que também se caçam borboletas e andorinhas, ficou muito espantado e achou uma barbaridade.
Pegou fogo nesta semana e veio à superfície um embate antes subterrâneo envolvendo a Lava Jato. Há coisas que estão completamente fora do lugar -e minha crítica não é nova.
Um vazamento sobre as tratativas para a delação de Léo Pinheiro acendeu o sinal vermelho em vários setores do Judiciário. A Veja revelou que o nome do ministro Dias Toffoli, do Supremo, integrava um anexo oficioso que circulava lá pelo Ministério Público Federal. Não especulo sobre as fontes da revista. À imprensa não cabe guardar segredos, mas revelá-los. E segue sendo uma obrigação do poder público apurar os vazamentos. Cada um no seu quadrado. Se há porões no MPF e, pelo visto, há, a revista presta um serviço ao revelá-lo.
Nas democracias, se cada um cumprir o seu papel, as coisas avançam.
A aposta quase unânime é a de que o vazamento partiu do próprio MPF, o que Rodrigo Janot nega. De forma inexplicável, o homem pôs fim à delação de Léo Pinheiro, como se o vazamento do que ele assegura não existir (???) interessasse ao ex-chefão da OAS. Ora, a consequência prova que não.
Restou em muitos setores do meio jurídico a seguinte constatação: Ai de quem discordar dos comandantes da Lava Jato! Terá a reputação maculada. Toffoli deu ao menos dois votos que não agradaram à força-tarefa. Ministros do Supremo lidam com a informação de que há uma espécie de esforço concentrado para fazer a Lava Jato chegar como um tsunami à Corte.
E como Rodrigo Janot respondeu à coisa? Pôs fim à delação de Léo Pinheiro. Ora, mantida a decisão, o empreiteiro levará para a lápide fria as informações que seriam certamente do interesse do país. A esta altura, há figurões rezando para que as coisas assim permaneçam, não é mesmo, Lula? A delação dos diretores da Odebrecht está em andamento. E se alguém que se sabe na mira resolver se antecipar e vazar sucessos de verões passados? Suspende-se também essa?
Qual é o ponto? O meritório trabalho do Ministério Público Federal e da PF, que está criando condições para um Brasil melhor do que aquele que teríamos sem ele, está sendo assediado pelo espírito de Savonarola que toma algumas lideranças. Pesquisem a respeito. O homem não era mau. Ele só não sabia distinguir Dante ou Botticelli de sabotadores da fé. Mandava tudo para a fogueira das vaidades.
Não temos Dantes e Botticellis dando sopa por aí. Mas nem todo mundo que discorda de alguns métodos dos bravos rapazes do MP, ou de suas propostas, são defensores da corrupção. Entre as tais 10 medidas, há a defesa de provas colhidas ilicitamente, desde que de boa fé. Hein? A boa fé de Robespierre era a guilhotina. A de Savonarola, a fogueira.
O ministro Gilmar Mendes chamou a proposta de coisa de cretinos. E de cretinos contraproducentes, acrescento, que sempre conseguem o oposto do que almejam com a sua estupidez purificadora.
Ou não é isso que teremos se Léo Pinheiro levar seus segredos para o além? (Reinaldo Azevedo) 

Hora de cobrar a conta.
Você leu em O Antagonista que o PSDB ameaça romper com a base do governo caso ocorra pelo menos uma de duas coisas:
- Aprovação do reajuste dos ministros do STF pelo Senado;
- Reprovação da PEC que limita os gastos públicos.
O PSDB é a menor parte nesta história.
Se uma dessas duas coisas acontecer, um país inteiro romperá com Temer.
Refiro-me ao país da iniciativa privada, que calcula a cada dia os limites de sua paciência.
Então você pode me dizer: Socorro, mas isso é um risco enorme!.
É um risco. A rigor, dois riscos. Só não creio que sejam enormes.
Seriam enormes se Temer fosse ignorante ou estivesse indiferente. Como há muito dinheiro e poder na mesa, não acho que seja o caso.
Qual é a barganha até o momento?
O Temer café com leite concedeu em troca da PEC.
Convenceu o setor privado a topar pequenas concessões em troca de algo realmente importante.
Vendemos fiado para Temer, supondo adimplência logo à frente.
É uma aposta e, como toda aposta, tem risco e tem retorno.
Ganha mais quem não blefar. (Rodolfo Amstalden) 

Ajudar pessoas com deficiência é preconceito? A propaganda da Vogue e o Capacitismo.
Passeando pelas notícias atuais, lendo algo sobre os Jogos Paralímpicos Rio 2016, me deparo, de novo, com polêmicas, agora em torno da deficiência física. O ataque é contra a propaganda da Vogue, na qual Cléo Pires e Paulinho Vilhena aparecem como paratletas. Ela com um braço amputado e ele com uma perna mecânica. Aliás, o conceito encontrado em algumas controvérsias é o do Capacitismo, que significa discriminar pessoas com algum tipo de deficiência.
Evidente que ridicularizar alguém que tenha qualquer deficiência é uma atitude espúria, mas ajudá-la, auxiliá-la num momento de necessidade, não pode ser visto como preconceito.
Não, não estou exagerando! Já tem gente relacionando o auxílio concedido àqueles que possuem alguma deficiência como preconceito e arrogância interiorizada. Calma lá! Em que pese o fato de existir, sim, preconceito, nem todos são como o politicamente correto pensa. Se você vê um sujeito com deficiência visual prestes a se chocar com algo que irá feri-lo, o que fazer? Será preconceituoso e irá avisá-lo ou deixará que ele se machuque?
Vamos separar as coisas. Se você é um mal-educado e dá risadas de um alguém com deficiência, seria aconselhável que repensasse seus comportamentos. Todavia, se você está disposto a colaborar com quem necessita, muito bom, mas cuidado, afinal, você pode ser confundido com um capacitista. Mas quem estabelece o limite entre o preconceito e a ajuda legítima, feita por uma alma nobre? Com exceção dos casos estúpidos de deboches, etc., a colaboração mútua não deveria ser mal vista, no entanto, nada escapa das garras da patrulha ideológica.
Certa vez ouvi uma pessoa - que idolatrava Paulo Freire - alegar que a deficiência física não existiria. O que existiria, segundo ela, seria só a falta de acessibilidade. O que deve ser politizado é a questão da acessibilidade nas ruas, não a atitude de quem ajuda. O politicamente correto, mais uma vez, prestando desserviços.
Voltamos ao caso de Cléo Pires e Paulinho Vilhena. A página Capacitismo é crime de ódio, no Facebook, diz que a foto de ambos os artistas representando atletas paraolímpicos é uma campanha insensível. Por quê? A página diz também que a campanha poderia ter sido feita com paratletas reais para gerar conscientização. Mas o pretendido era exatamente o inverso, ou seja, gerar a tal conscientização e aproximar quem tem de quem não tem deficiência! Em vez de aqueles que lutam pelo mesmo ideal anunciado na propaganda enxergarem nela um reforço aos seus ideais, criticam-na. (Admin. ILiberal) 
Todos os homens têm manias: uns gostam de cavalos, outros de cães, outros querem outro, outros, honraria. Quanto a mim, nenhuma dessas coisas me atrai. Mas tenho paixão por amigos. (Sócrates)

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