1 de ago de 2016

Brasil e seus poderes voltam a atividade...

 photo olimpiada2016_zpsktvj3iuc.jpg • Protestos contra e a favor de Dilma aconteceram em ao menos 11 Estados; Rogério Chequer, líder do Vem Pra Rua, um dos maiores grupos de rua que pediam o impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, disse que a presença baixa de manifestantes no evento convocado para esse domingo na Avenida Paulista, em São Paulo, já era esperada. As pessoas estão tomando como certa a aprovação do impeachment no Senado, afirmou; Movimentos populares defenderam Dilma e pediram reforma política em São Paulo. 
• Derrotados e vitoriosos. Reinaldo Azevedo explicou por que os protestos deste domingo reuniram bem menos gente do que os anteriores: Não cabe a palavra derrota porque, convenham, a vitória já aconteceu: na prática, Dilma está fora da Presidência… De algum modo, a manifestação deste domingo, que teve o Vem Pra Rua como o principal promotor, entra na categoria dos protestos a favor. E isso, meus caros, é difícil de realizar em qualquer lugar do mundo. A maior derrotada foi Dilma Rousseff, ainda mais do que o PT: Se é o caso de falar em derrota, então essa palavra cabe às esquerdas. E assim é por um motivo óbvio: de fato, Dilma está fora da Presidência. Quem carrega o furor militante de contestação, hoje em dia, são os vermelhos
• Multinacionais já veem crise brasileira mais perto do fim. Transição no governo é ponto citado para melhora do cenário econômico. 
• Potências olímpicas têm maior participação feminina. Mulheres representam 53% dos atletas dos EUA e 61% da delegação chinesa. 
• Presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e também do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman comentou a situação nesse domingo, durante a cerimônia de boas-vindas à delegação brasileira na Vila Olímpica. E para ele, os casos de doping devem ser punidos severamente. A tolerância ao doping é zero. 
• COI irriga caixa do Comitê para tentar evitar rombo. Caso haja déficit deixado pelo comitê organizador, será necessário uso de dinheiro público. Presidente do COI diz que Jogos serão à la Brasil. Bach diz que foi informado no sábado sobre os problemas financeiros: Rio-2016 está em busca de R$ 250 mi. 
• Yane Marques supera Serginho e Scheidt e será porta-bandeira do Brasil na abertura dos Jogos. 
• Crise dificulta visão positiva do país sobre os Jogos, diz Paes. Prefeito do Rio admite problemas de gestão e critica complexo de vira-lata. 
• Veja dicas para não estourar o pacote de internet. Aqui
• Após onda de violência, RN receberá mil soldados e 200 fuzileiros navais. Estado já registra mais de 50 ataques, dentre incêndio, tiro e depredação; Natal está sem ônibus. O governador do Rio Grande do Norte pedira socorro ao governo federal para conter as ações do crime organizado que assolaram o Estado no fim de semana e deixaram os moradores de Natal a pé. 
• Sai Lewandowski, entra Cármen Lúcia. A anomalia Dilma Rousseff está terminando juntamente com a anomalia Ricardo Lewandowski. Nesta segunda-feria, o STF retoma a ativividade, e já se prepara para a posse de Cármen Lúcia como presidente do tribunal, em 14 de setembro, no lugar de Ricardo Lewandowski. O Brasil, de passo em passo, recupera a normalidade. 
• Reforma da Previdência vai afetar mais trabalhador que tem até 50 anos. Mudança prevê que pessoas até essa idade se aposentem com nova idade; acima disso, haverá pedágio; Economistas propõem reforma da política tarifária e mudanças na política industrial do País. Medida é complementar à Ponte para o Futuro, o documento do PMDB que serviu de orientação para os passos iniciais na economia do presidente em exercício, Michel Temer. 
• Concessionária do Galeão admite risco de calote de R$ 960 mi. Consórcio só conseguirá honrar pagamento se tiver financiamento de R$ 2,1 bilhões do BNDES. 
• Sogra de chefe da Fórmula 1 é libertada de cativeiro. Aparecida Palmeira havia sido sequestrada no dia 22, em São Paulo; bandidos pediam € 168 milhões. 
• Embraer reverte lucro e tem prejuízo de R$ 337,3 milhões no 2º trimestre. No ano, a fabricante de aeronaves acumula um resultado líquido positivo de R$ 48,5 milhões. 
• Após 10 mil pins e 17 Olimpíadas, colecionador se aposenta sem ingresso. Por 17 Olimpíadas, o americano Don Bigsby, 75 anos, que acumula uma coleção de mais de 10 mil pins relacionados aos Jogos, delegações e patrocinadores, foi uma figura folclórica e tradicional nas instalações olímpicas, trocando pins com torcedores, membros de delegações e outros colecionadores. A despedida de Bigsby, porém, corre o risco de ser melancólica. Ele fez 300 pedidos de ingressos de eventos concorridos na loteria e não foi contemplado com nenhum. Espero, até o fim da Rio-2016, conseguir trocar pins por algum desses ingressos
• Julgamento de processo de impeachment de Dilma começa em 29 de agosto. Cronograma foi definido a partir de entendimento entre técnicos do Supremo e do Senado. 
• Stédile promete bagunça, se Lula for preso. O alvo da ameaça é a Justiça, mas Ricardo Lewandowski prefere perseguir bonecos infláveis. 
• O Fundo Partidário está sendo usado para comprar helicópteros e jatos particulares. Foi o que disse o ministro Gilmar Mendes a Andreza Matais, do Estadão: Temos partidos comprando helicóptero e aviões a jato com Fundo Partidário. Com certeza, não é para isso o dinheiro; Custo com partidos chega a R$ 9,4 bilhões em 10 anos. 
• Bach defende COI e diz que entidade não é responsável por escândalo russo. A cinco dias da cerimônia de abertura, o presidente Thomas Bach rejeitou neste domingo qualquer responsabilidade do COI diante da incerteza que reina sobre o número exato de atletas russos que poderão disputar os Jogos Olímpicos do Rio-2016. 
• Condenado na Operação Lava Jato a 12 anos e 10 meses de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro - pena que cumpre em regime domiciliar, em Brasília -, o publicitário Ricardo Hoffmann pediu à Justiça autorização para fazer exercício físico aos sábados e domingos de manhã e ir a culto religioso no domingo à noite. A pretensão de Hoffmann foi rechaçada pelo juiz federal Sérgio Moro, que negou o pedido nesta sexta-feira, 29. 

• Hillary acusa Rússia de vazar mensagens de seu partido. Candidata democrata diz que Moscou está por trás da divulgação de e-mails. 
• Discurso positivo é arma do México para conter Trump. Peña Nieto orientou diplomatas a mostrar contribuição mexicana nos EUA. 
 • Sérvia começa a devolver bens a judeus vítimas do Holocausto. 
• Rebeldes sírios lançam grande ataque para tentar romper cerco a Aleppo; 
• Paz? Hospital na Síria é bombardeado em meio a processo; Forças apoiadas pelos EUA na Síria tomam controle de grande parte da cidade de Manbij. 
• Tiroteios no Texas deixam um morto e quatro feridos. Três mulheres foram hospitalizadas e outra quarta vítima não quis ser levada ao hospital. Polícia ainda tenta determinar suspeitos. 
• Produtos básicos se tornam luxo com crise na Venezuela. 
• Islamitas sunitas radicais do Iêmen explodiram uma mesquita do século XVI, a qual abrigava o mausoléu de um teólogo sufista venerado em Taez, no sudoeste do país - informou uma autoridade local nesse domingo (31). 
• Muçulmanos participam de missas na França e Itália após assassinato de padre. 

Sonho de poucos, pesadelo de muitos.
São necessários os votos de 54 senadores para o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da presidência da República. De uns dias para cá, a opinião publicada dá como provável que 61 se posicionarão contra Madame. Mas se não for assim?
Caso as previsões da mídia não se confirmarem, se 53 senadores se pronunciarem pelo impeachment, acontecerá o quê?
Nada. A presidente se dirigirá ao palácio do Planalto na manhã seguinte à votação, uma sexta-feira. Lá não encontrará Michel Temer. Nem qualquer ministro. Talvez os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. Desnecessária se tornará qualquer cerimônia de posse. A sede do governo estará cheia de funcionários de segundo escalão, além de militares. Possivelmente pequena multidão de populares, na Praça dos Três Poderes.
Sonho de poucos, pesadelo de muitos, mas ninguém se espante com a hipótese de apenas no fim de semana vier a ser escolhido e anunciado o novo ministério. Um pronunciamento se fará urgente por parte da recém-empossada sem posse, claro que na presença de montes de sabujos, candidatos a ministro. Até alguns governadores.
Um discurso eivado de promessas de estar sendo iniciado um novo ciclo, a ansiada reconstrução política em outros termos.
É bom acordar. Jamais votarão pelo impeachment apenas 53 senadores. Ainda bem... (Carlos Chagas) 

Quem tem Lula que não atire pedra.
Recentemente dois fatos estão tomando conta da mídia de modo marcante e insistente: as olimpíadas do Lula, que começarão daqui alguns dias, e a eleição presidencial norte-americana. As olimpíadas, elucubradas por Lula ou por algum de seus companheiros como o foi a Copa do Mundo do 7 x 1, tem feito brotar aos montes trapalhadas e desacertos oriundos do improviso, da incompetência, do despreparo das autoridades cariocas, notadamente do prefeito Eduardo Paes.
O alcaide, infeliz nas suas graçolas que beiram a grosseria tenta minimizar o caos dos apartamentos da Vila Olímpica, os transtornos no trânsito, os problemas do decantado Veículo Leve sobre trilhos - VLC e muito mais que vem acontecendo. Por tudo isso Paes devia receber o título de prefeito mais desastrado do Brasil.
Para piorar a situação, malgrado o enorme aparato de segurança que baixou no Rio de Janeiro, os assaltos continuam prejudicando e apavorando a população e infernizando atletas e turistas. É a vergonha nacional da violência urbana mostrada ao planeta mesmo antes das Olimpíadas começarem.
Quanto a eleição presidencial norte-americana parece que se dará no Brasil onde se votará em Hillary Clinton. Donald Trump é mostrado como um demônio branco, rico, um bufão desbocado, dotado de retórica forte contra os adversários. Isso lembra dentro das devidas proporções uma figura nossa conhecida que adicionou ao nome a alcunha de Lula.
Na verdade, Luís Inácio Lula da Silva é mais desbocado no quesito palavrão e sua riqueza e patrimônio não têm a mesma origem nem o tamanho da de Trump, o magnata que não gosta de imigrantes ilegais nem de mulçumanos, sujeito perigoso que deseja que a América volte a ser grande. Em todo caso, Trump nunca usou a expressão, nunca antes nesse país ou se comparou a Jesus Cristo.
Tem também um traço no discurso de Trump que o faz detestado no Brasil latino-americano: ele encarna a direita e é politicamente incorreto, o que quer dizer que fala o que as pessoas não falam por temor de ficar mal socialmente ou serem punidas, mas pensam e sentem.
Trump, do qual se dizia que não conseguiria os delegados suficientes para obter a indicação do Partido Republicano e, se conseguisse seria barrado, já ultrapassou Hillary nas pesquisas. Sua identificação com o eleitorado se deve a alguns fatores como, por exemplo, a insegurança dos norte-americanos depois do trágico ataque de 2001 às Torres Gêmeas, o surgimento do Estado Islâmico e seus atentados terroristas, as alterações culturais e morais que esbarraram na ética tradicional.
Segundo análise de Peter Hakim presidente emérito do Diálogo Interamericano, publicada no O Estado de S. Paulo em 14 de fevereiro de 2016: Muitos republicanos se sentem confusos e desconfortáveis com a legalização do casamento gay, com a legalização do uso recreativo da maconha e estão apreensivos com a imigração e as mudanças demográficas que estão transformando uma nação predominantemente cristã, branca e de língua inglesa, numa sociedade de múltiplas línguas, cores e culturas.
Hillary foi oficializada como candidata presidencial do Partido Democrata. Na cerimônia Obama fez um discurso altamente elogioso para sua ex-secretária do Departamento de Estado Americano, hipotecando-lhe precioso apoio.
Curioso lembrar que em 2008, quando disputava a presidência da República com Hillary, Obama dizia que ela era capaz de qualquer coisa para ser eleita, ironizava sua antipatia e a criticava por ficar do lado das grandes corporações, enquanto trabalhadores perdiam emprego (Folha de S. Paulo - 28/07/2016). Ela retrucava dizendo que era perigoso alguém inexperiente como Obama chegar a tão algo cargo e o criticava por ter ligações com um empresário acusado de corrupção.
Na convenção de Filadélfia o clima era visivelmente feminista e no seu discurso, cercada por mulheres, disse Hillary: deixe eu dizer que posso ser a primeira mulher presidente, mas uma de vocês será a próxima. Em um cartaz erguido estava escrito: Madam Presidenta.
Presidenta faz lembrar que tivemos pela primeira vez uma mulher eleita e reeleita. Aguardando seu impeachment ela foi a pior entre todos os demais presidentes, um pesadelo político que arruinou o Brasil. Não dá para compará-la a Hillary, é claro, mas é bom lembrar que a seletividade com relação a homem ou mulher, branco ou negro, pobre ou rico, não é critério válido para definir alguém como ideal para um cargo público. O que se precisa é de uma pessoa competente, experiente, cujo objetivo se volte para o bem comum.
Quanto a Trump é bom dizer, que quem tem Lula não deve jogar pedra nos políticos de outro país. Mesmo porque, são os norte-americanos que decidirão quem deve ser seu presidente da República e não nós. (Maria Lucia Victor Barbosa, socióloga) 

À beira do abismo.
O conluio entre Lula e família e as grandes empreiteiras acaba de desaguar na transformação do ex-presidente da República em réu de crimes capazes de levá-lo à prisão, tanto quanto a quadrilha por tanto tempo acostumada às suas benesses e falcatruas. Se acontecer, junto com o necessário afastamento definitivo de Dilma Rousseff, nem por isso estará o país livre da rachadura. Mesmo com o PT posto em frangalhos, a divisão entre as elites e as massas tornará as ruas e as consciências intransitáveis.
Batalhas entre o Brasil formal e o Brasil real visam impedir opções e espaço para a conciliação. Isso, só depois da explosão, de resultados imprevisíveis. Raras vezes tem-se verificado dicotomia tão profunda em nossa História, recaindo a responsabilidade pelo embate na avidez das lideranças das duas porções em choque. Perderão ambas, mas o que resultará do mútuo esgotamento das partes?
Tempo ainda há, muito curto, para evitar o pior. Antecipar as eleições gerais para breve pode constituir-se em solução, ainda que tanto as elites quanto as massas apresentem suas soluções inconciliáveis. Imaginar a terceira alternativa sempre será possível, ainda que geralmente ilusória. O radicalismo de um lado e de outro obstará a conciliação, deixando mínimo espaço para desenvolver-se. Como se trata da derradeira oportunidade de evitar o caos, quem sabe?
Não é hora de fulanizar, porque mesmo disfarçados, os grupos em choque serão facilmente identificáveis. À beira do abismo, porém, tudo é possível para evitar a queda. (Carlos Chagas)
Prepara-te para o que quiseres ser! (Provérbio Alemão)

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