14 de jul de 2016

Olimpíadas, se segure malandro...

• Prévia do PIB mostra desempenho da economia pior que o previsto. IBC-Br, calculado pelo Banco Central, apontou retração de 0,51% em maio, o pior resultado desde janeiro. 
• Secretária do Tesouro descarta nova ajuda ao Estado do Rio. Só estados em melhor situação fiscal terão aval para crédito, diz Ana Paula Vescovi. 
• Prefeitura terá que climatizar 100% dos ônibus até dezembro. Esta é a quarta vez que o município perde ação na Justiça. 
• Rodrigo Maia derrota Rosso e é eleito presidente da Câmara. Maia chefiará Casa até fevereiro, quando novo presidente será escolhido. Derrotando o centrão com ajuda do planalto e apoiado pelo PSDB, deputado do DEM é eleito em 2º turno e terá mandato-tampão. Apoiado por PSDB e outras siglas da antiga oposição, resultado final foi recebido aos gritos de Fora, Cunha; Herdeiro pode ajudar o país a sair da crise ou nos levar ao caos. A escolha do sucessor de Cunha é cheia de perigos para o Estado e a sociedade; Temer e maia devem se encontrar na manhã desta quinta-feira. Presidente em exercício acompanhou votação no Planalto e parabenizou deputado do DEM; Temos que pacificar esse plenário. Eleito chefe da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) prega gestão conciliatória e diz que vai acabar com o império dos líderes. Não podem ser os únicos a terem a palavra.
• Ciclovia Tim Maia: Justiça aceita denúncia contra 14 acusados; Justiça libera retomada das obras na ciclovia da Niemeyer. Desembargador afirma que trata-se da reconstrução de trecho de ciclovia que desabou. 
• BNDES vai reduzir sua participação em concessão. Presidente do banco defende atrair capital privado para infraestrutura. 
• Senado aprova reajuste para servidores de TCU, AGU, Câmara e outras categorias. Integrantes do Banco Central e de agências reguladoras também estão entre os contemplados. Propostas seguem para a sanção do presidente interino Michel Temer; Senado aprova uso do FGTS como garantia de crédito consignado. Conselho Curador do FGTS pode definir número de parcelas e juros, o que tornaria a dívida mais barata. 
• Agentes da Força Nacional ameaçam abandonar Rio-16. Grupo faz panelaço contra condições de alojamento e atraso e valor de diárias. 
• Milícia impõe regras à Força Nacional no Rio. 
• Terrorismo: Abin monitora 40 pessoas suspeitas no Brasil; Antecedentes de 400 mil pessoas são checados. 
• Após alerta da França sobre terror nos jogos, COI diz que tem força-tarefa. Segundo informações, ataque seria feito contra a delegação francesa por um brasileiro em nome do EI. 
• Marinha enfim cassa honrarias concedidas a mensaleiros condenados. Com atraso, Marinha finalmente cassa honrarias. Finalmente, quase quatro anos após a condenação pelo Supremo Tribunal Federal, os mensaleiros petistas José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha, além do delator do esquema, Roberto Jefferson (PTB), e do dono do PR, Valdemar Costa Neto, tiveram cassadas a Ordem do Mérito Naval, uma das mais altas condecorações da Marinha do Brasil. O ato é do comandante, almirante Eduardo Bacellar Ferreira. 
• Deputados veem favorecimento de cunha na CCJ. Aliados do peemedebista manobram e votação de recurso em comissão da Câmara é adiada novamente. 
• Departamento do PC do B: Ancine, abrigo de militantes ociosos do PC do B, usa dinheiro público contra Temer. Ancine usa verbas públicas para fazer campanha contra Temer. 
• Onyx Lorenzoni, escolhido para ser o relator da comissão especial que vai analisar as 10 medidas contra a corrupção. Vai ser duro, vou precisar do apoio da população. Vamos mexer em muitos interesses, vai ter muita pressão, mas eu tenho a casca grossa e acredito que podemos ajudar a mudar o Brasil. Vamos até as últimas circunstâncias. O discurso é bom. O deputado garantiu que a comissão especial terá início em 2 de agosto -- já na semana que vem, ele montará o cronograma de trabalho. 
• Planos populares levariam a acréscimo de R$ 20 bi na Saúde, calcula ministro. Cálculo relativo a um ano foi feito tomando por base a adesão de 20 milhões de pessoas a planos de cobertura mais restrita, com mensalidade equivalente a R$ 80, no período de um ano; Em simulação apresentada nesta quarta-feira (13), na Câmara dos Deputados, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que planos de saúde populares poderiam gerar um acréscimo anual de R$ 20 bilhões na área. O cálculo foi feito tomando por base a adesão de 20 milhões de pessoas a planos de cobertura mais restrita, ambulatoriais, com mensalidade equivalente a R$ 80. Mais tarde, no entanto, ele afirmou que o valor era apenas uma projeção. Não vamos conceber planos de saúde, o mercado é que terá de fazer isso. Vamos apenas criar a possibilidade para que planos de menor cobertura existam.
• Sem transparência: Judiciário compromete sua credibilidade ao permitir sigilo para cachês recebidos por magistrados. 
• O avanço da chikungunya. Mortes associadas à doença precisam ser investigadas para se averiguar suas reais causas. 
• Em crise pela Lava Jato, OAS já vendeu quatro aviões de sua frota.
• Esquerda irá às ruas no mesmo dia de grupos anti-Dilma. Movimentos anunciarão nesta quinta (14) uma manifestação para o dia 31. 
• Lava Jato quer listar obras sem propina e agilizar delação. Ideia, em discussão com Odebrecht, é evitar perda de tempo de investigadores. 
• Lava Jato: Ex-juiz da Zelotes assume denúncia contra Lula em Brasília; Lula diz que se políticas estiverem ameaçadas, poderá disputar eleição. 
• Governo prepara novas regras para pré-sal. Equipe de Temer espera fim do processo de impeachment para mudanças. 
• Número de inadimplentes cai pela primeira vez desde 2014. Uma pesquisa divulgada hoje pela Serasa Experian mostra que o número total de consumidores inadimplentes caiu pela primeira vez desde dezembro de 2014. 
• AJUFE lança petição online contra 'Abuso de Autoridade. A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) lançou uma petição on-line contra a votação do PL 280/2016, que trata dos crimes de abuso de autoridade. Denúncia há semanas a articulação de Romero Jucá e Renan Calheiros para tentar aprovar o projeto, em regime de urgência. No entendimento da Ajufe, alguns artigos da proposta criminalizam diretamente a atividade judicial, abrindo a possibilidade de punição ao juiz pelo simples fato de interpretar a lei. Se aprovada tal como está, a matéria intimidará juízes, desembargadores e ministros, além de outras autoridades, na aplicação da lei penal, sobretudo em casos de corrupção que envolvam criminosos poderosos, que hoje são investigados em operações como Lava Jato, Zelotes, Acrônimo e outras. Vamos derrubar esse projeto. Assinem a petição. Leia e assine
• Despesa com usina de Itaipu pode elevar a conta de luz em 2%. Governo decidiu aliviar o Tesouro e transferir a conta, integralmente, para o consumidor. 

• Eleições nos EUA: Hillary cogita chamar senador Tim Kaine para ser candidato a vice. Advogado, que já governou o estado da Virgínia, foi missionário em Honduras. 
• Venezuelanos fazem fila para comprar comida em Caracas. Maduro põe Forças Armadas a controlar produção e distribuição de alimentos. Presidente multiplica-se em iniciativas e medidas extraordinárias para conter a crise de abastecimento do país. Mas as más notícias não param, e até já a Igreja veio exprimir preocupação com a crescente militarização da vida política venezuelana. 
• Estrategistas de ações europeus dobram pessimismo após Brexit.
• Líder do Brexit, ex-prefeito de Londres, Boris Johson é o novo chanceler do Reino Unido. Ex-prefeito de Londres liderou campanha por saída da União Europeia. 
• Abertura da Olimpíada não deve reunir grandes líderes. Obama e Merkel não confirmaram presença; exceção é o francês Hollande. 
• Theresa may assume como primeira-ministra. Líder do Partido Conservador aceitou na tarde desta quarta o convite da rainha Elizabeth II. Ela reflete mudanças, diz embaixador. Embaixador do Reino Unido Alex Ellis diz que premiê defendeu temas difíceis e se posiciona contra sociedade injusta. 
 • ONU denuncia possíveis crimes de guerra na Ucrânia. 
• Ataques matam 12 pessoas na cidade síria de Aleppo. 
• Estado Islâmico admite morte de um de seus líderes. 
• Novo ministro das Finanças britânico promete restaurar confiança após decisão sobre EU. 
• Festival de touros de Pamplona termina com 11 feridos e sem mortos. 

Censura e cerceamento de comunicação: a olimpíada na era das trevas!
Anatel autoriza Forças Armadas a interromper comunicações durante jogos olímpicos.
A Anatel autorizou, desde fevereiro, às forças armadas a interrupção de radiotransmissões durante os jogos olímpicos e atividades teste por meio de bloqueadores de sinal. Agora, às vésperas do início dos jogos essa autorização se torna uma possibilidade factível após uma declaração de um dos integrantes do Estado-Maior do Comando de defesa cibernética confirmar a possibilidade.
A autorização, o Ato 50.265, do dia 1° de fevereiro de 2016, dá às forças armadas poder para interromper qualquer comunicação seja ela telefônica, rádio, tv, smartphones, internet via rádio, drones e antenas.
Segundo uma célula Anonymous, tal medida visa na verdade desmobilizar possíveis protestos e impedir a divulgação de maifestações durante as olimpíadas - alegação que se mostra totalmente plausível após a recente onda de agressões e detenções de profissionais de imprensa.
Outro fator que reforça a denúncia da célula Anonymous é o fato de a autorização também prever tal corte de comunicações em Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLOs) - sendo que tais operações podem ser de natureza repressora e anti-protesto.
Mais uma vez vemos um retrocesso a caminho e os jogos olímpicos não são o motivo, mas apenas a desculpa encontrada para que aceitemos a volta dos cerceamentos nefastos que ainda vivem nos corações dos que desejam um governo ditatorial de extrema direita.
Não nos calaremos ou aceitaremos tais ataques à democracia ou ao direito constitucional da população. Estamos de olho! (Roger Mcnaught) 

A lenta renovação da política nacional se arrasta até 2018.
Quem quer que venha a ser escolhido presidente da Câmara será o vice-presidente da República. Em condições naturais de temperatura e pressão, poderá até manter o posto enquanto Michel Temer for o presidente, inclusive em sua alardeada viagem à China, ano que vem. Se por hipótese remota a presidente afastada Dilma Roussef retornar, o vice voltará a ser Michel Temer, se não renunciar.
A importância do novo vice não se limitará ao papel de substituto. Qualquer que seja, se transformará num polo de atração política, tanto faz o partido a que pertença. Pode ser o início de um processo de renovação, acoplado às eleições municipais de outubro. Porque, mesmo sem ter despertado agora a menor atenção, a escolha de novos prefeitos, especialmente das capitais estaduais, significará razoáveis mudanças.
Impeachment - Aguarda-se a votação, pelo Senado, da confirmação do afastamento definitivo de Dilma Roussef. Até agora, as previsões são de que Madame não escapará da degola. Será, então, mais um obstáculo superado no rumo da normalização. Se não desapareceu, Eduardo Cunha viu-se reduzido à expressão mais simples e desimportante. Do outro lado da sede do Congresso, Renan Calheiros equilibra-se para não ser atingido pela operação Lava Jato, mas tudo indica que vai sobreviver, ainda que sem asas para novos voos.
Em suma, mesmo lentamente, processa-se a renovação, cuja prova de fogo se dará em 2018, com as eleições presidenciais. A sombra do Lula, mesmo esmaecida, ocupará parte da arena. Temer já saltou de banda, voltando-se as atenções para o ninho dos tucanos. Renovação propriamente não há, entre Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra. Mesmo assim, as pedras no tabuleiro mudam de cor. (Carlos Chagas) 

Boulos quer esquerdas nas ruas em 31 de julho, mesmo dia de protesto pró-impeachment.
Creio que devemos ser gratos a esse rapaz; ele vem nos lembrar que ainda há muito por fazer e que é preciso reocupar a Paulista.
Na condição de defensor do impeachment de Dilma, de critico severo das esquerdas, de apoiador de uma agenda liberal, de entusiasta das privatizações, quero aqui fazer um agradecimento público a Guilherme Boulos, o chefão do MTST.
Mais do que isso! Anuncio: Estamos juntos, companheiro! Conto com você para levar às ruas milhares de pessoas que pensam como eu. Sem a inestimável colaboração das esquerdas e sua contribuição milionária - ou melhor: bilionária - para todos os erros, não teríamos ido tão longe. Não fossem vocês, é pouco provável que conseguíssemos nos livrar de Eduardo Cunha e Dilma Rousseff a um só tempo.
Por que isso tudo? Já explico. Antes, algumas considerações.
Grupos que fizeram a defesa do impeachment de Dilma - como MBL (Movimento Brasil Livre), Vem Pra Rua e Nas Ruas - marcaram um protesto, que eu diria propositivo, para o dia 31 de julho, que é, como de hábito com gente ocupada, um domingo.
Chamo de protesto propositivo porque, com efeito, estarão nas ruas para reforçar o seu apoio ao impeachment, mas também para apresentar reivindicações ao governo Temer. O MBL quer, entre outras coisas, que o Planalto encampe a defesa do fim do foro especial por prerrogativa de função - tese que não aprovo, diga-se -, a privatização dos Correios e da Petrobras e a expulsão da Venezuela do Mercosul. Apoio e aplaudo.
O Vem Pra Rua vai marchar em defesa da Lava Jato e em apoio às 10 Medidas Contra a Corrupção propostas pelo Ministério Público - noto: algumas são boas; outras são fascistoides. Mas não entro agora no mérito das minhas divergências com os movimentos.
O fato é que eles são, sim, defensores do impeachment e de sua legalidade e legitimidade. Vão às ruas para deixar claro ao Senado que estão vigilantes - afinal, sabem que não é tarefa trivial conquistar ali pelos menos 54 votos -, mas também cobrar avanços na agenda que saiu vitoriosa nas ruas - já que Dilma destruiu aquela que venceu nas urnas.
É claro que as ruas estão um tantinho frias, não é? Vivemos um mês de férias escolares. Poucos acreditam que Dilma possa voltar, e o governo Temer, dada a sua natureza, não é do tipo estridente, que convoca manifestações passionais - nem contrárias, é bom notar.
Eu estava até um pouco temeroso, sabem?, de que a manifestação pudesse ser meio acanhada, a despeito do esforço valoroso desses grupos. Mas tudo mudou.
Fico sabendo que Gilherme Boulos e seus amiguinhos de esquerda decidiram, ora vejam!, do alto de sua conhecida irresponsabilidade, convocar uma manifestação para o mesmo dia 31. Lembrando seus tempos de burguesinho birrento, preferido das tias, Boulos raciocina:
Ninguém é dono da rua. Nós temos direito de manifestação e vamos exercê-lo. Espero que a polícia nos trate da mesma forma que trata a turma de verde e amarelo na Paulista.
É uma provocação barata. A manifestação dos movimentos pró-impeachment está marcada há mais de um mês. O Senado julgará Dilma no fim de agosto. Se Boulos agora decidiu dar tarefa a seus desocupados também num domingo - as esquerdas costumam protestar só em dias úteis, para infernizar a vida de terceiros -, há outros a escolher no calendário.
É claro que coisas assim são desaconselháveis. O protesto contra Dilma e em favor de uma pauta para o governo Temer está marcado para a Paulista. As esquerdas pretendem se encontrar no Largo da Batata, subir a Rebouças e descer a Consolação, passando a poucos metros de distância de sus antípodas. Mais: é grande a chance de grupos de um lado e de outro cruzarem suas bandeiras em ônibus e metrôs.
Esquerdistas são treinados em arruaça e em confronto. A conversa mole de Lula de que se deve abordar um coxinha, como ele disse, com carinho é pura ironia troglodita. Ele sabe que as coisas não funcionam desse modo. Se os militantes de Boulos não obtiverem autorização para subir a Rebouças e descer a Consolação, as forças de segurança do Estado estarão apenas cumprindo o seu dever. São Paulo não é o gramado do Congresso.
Mas esperem: este era e continua a ser um texto de agradecimento a Boulos. Faltava um elemento a mais que pudesse dar ânimo aos militantes pró-impeachment. Agora já temos. Esse rapaz vem nos lembrar de que os urubus continuam passeando entre os girassóis. E que é mais necessário do que nunca combatê-los e vencê-los.
Dentro da lei e em ordem. Uma defesa que eles, obviamente, não podem fazer porque isso é coisa de coxinha. Felizmente!
Ah, sim: Kim Kataguiri, um dos coordenadores do MBL, explica à Folha a natureza do dia 31: Nossas manifestações, de nenhuma maneira, foram uma espécie de Vai lá, Temer, tome o poder. O Temer é uma consequência constitucional [do processo de impeachment]. O ato será para pressionar por reforma.
É isso. Sem pressão, amiguinhos, não acontece nada! (Reinaldo Azevedo) 
Quando se apresente uma ameaça, se for possível a evito. Se for impossível, enfrento-a e luto com tudo o que tenho. Preocupar-se é perder tempo. (R.Bach)

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