29 de jul de 2016

Olimpíada não esconde manchas da corrupção...

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• Comitê Olímpico terá cautela para coibir protestos.
Os apartamentos foram invadidos e roubados. Prefeito do Rio diz que objetos foram furtados de dentro da Vila dos Atletas e culpa Rio-2016 por falha; Situação é um barril de pólvora, diz Ministério. Ministério do Trabalho autua Comitê por contratação irregular de trabalhadores na Força-Tarefa; Problemas fizeram Austrália aproveitar estrutura de resort. Atletas foram aconselhados a só entrarem na Vila quando falhas de infraestrutura fossem resolvidas. Cubanos adotam luxo para desfile na festa de abertura dos Jogos. Delegação será vestida por Christian Louboutin, dono de uma das marcas mais caras de sapatos; Bolt desembarca no Rio e escapa da imprensa: Não dormi no voo. Jamaicano chega usando boné, óculos escuros e fone de ouvido e causou alvoroço no Galeão.
• Rio deve ter onda de protestos contra tocha. Foram convocados atos em 20 cidades por onde passará o ícone olímpico. 
• Vacina contra dengue chega às clínicas privadas a partir da semana que vem. 
• Nova decisão: motoristas que circularem pela faixa olímpica não terão mais que pagar multa de R$ 1500. 
• Desemprego sobe a 11,3% e Brasil fecha 2ª tri com 11,6 mi de pessoas sem trabalho, mostra Pnad. 
• Lewandowski contraria STF e barra prisão. Cumprimento da pena determinada por tribunal de 2ª instância foi suspenso. 
• Temer confirma que avalia tirar poder de ministério do Planejamento. Em reunião com ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, presidente tratou da transferência de secretaria para Fazenda. 
• Uma vergonha! Precisamos mudar. O Valor divulga hoje um levantamento que mostra que cerca de 100 entidades sindicais brasileiras têm receita anual compatível com o faturamento de uma média empresa. Por lei, nenhuma delas, porém, é obrigada a prestar contas. 
• Governo vai alterar regras em contratos de concessão de rodovias. A justificativa apresentada pela equipe do presidente interino Michel Temer para aumentar o prazo de entrega das obras é baseada no cenário de crise econômica, além de problemas nas modelagens das concessões. 
• Gastos do governo federal sobem, puxados pelo INSS. Pagamento de aposentadoria e demais benefícios tem alta real de 5,4% até junho. 
• Famílias de bebês com microcefalia vivem abandono. Drama se agrava em PE um ano após notificações de casos ligados à zika. 
• O conto da repatriação: É imoral conceder ainda mais vantagens para quem tirou dinheiro ilegalmente do país. 
• A lista da Odebrecht: executivos vão delatar mais de cem políticos. 
• Projeto do Senado compromete pacote de medidas anticorrupção, diz entidade. Em caso de aprovação, projeto que trata dos crimes de abuso de autoridade anula três medidas que completam o pacote de combate à corrupção, aponta AMB. 
• Lula aciona ONU contra abuso de poder de Sérgio Moro. Advogados do ex-presidente apresentam denúncia ao Comitê de Direitos Humanos. Defesa do ex-presidente diz haver falta de imparcialidade em investigação e critica condução para depor; Polícia Federal diz que Lula e Marisa orientaram empreiteiras em reforma de sítio em Atibaia. Arquiteto encontrou ex-presidente na propriedade; cozinha gourmet custou R$ 252 mil. Segundo laudo, obra paga pela OAS custou R$ 1,2 mi; ex-presidente não comenta; PF diz que dono de sítio em Atibaia não tem renda para bancar obras. Laudo aponta que reforma custou R$ 1,7 mi; investigadores atribuem a Lula propriedade do sítio; O depoimento de Leo Pinheiro, da OAS, mata Lula. O laudo da PF sobre sua propriedade em Atibaia é um dos documentos mais demolidores produzidos pela Lava Jato até agora; Seu advogado na ONU, Geoffrey Robertson, cobra 40 mil reais por dia. 
• MPF diz que Delcídio não cumpre acordo sobre prisão. Segundo o órgão, senador cassado pode receber advertência ou até voltar a ser preso. 
• Ministério Público no TCU pede rejeição das contas de Dilma. 
• A Petrobras vendeu hoje seu primeiro campo no pré-sal. A norueguesa Statoil comprou por 2,5 bilhões de dólares a parte da estatal no Campo Carcará, na Bacia de Santos... 
• Delator conta que o mais íntimo assessor de Dilma o pressionou por dinheiro. Empreiteiro relata muita pressão de Giles Azevedo por grana. O ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo revelou ao juiz Sérgio Moro, em depoimento sob delação premiada, nessa quinta-feira (28),que teve quatro encontros durante a campanha eleitoral de 2014 com o ex-ministro e ex-tesoureiro da campanha presidencial do PT Edinho Silva, para tratar das doações para Dilma Rousseff, e que também recebeu muita pressão do mais íntimo assessor da presidente afastada, Giles Azevedo, para fazer transferências em dinheiro. 
• A questão do WhatsApp com a Justiça brasileira está perto de respingar também no Facebook. Não a corporação, mas a rede social. O Ministério Público Federal do Amazonas pediu não apenas o bloqueio do serviço de chat, que já virou uma triste rotina, mas o próprio Facebook pode acabar fora do ar no Brasil por tabela. 
• A consulta pública no site do Senado sobre o programa Escola Sem Partido já registrou mais de 360 mil opiniões. O contra está ganhando por quase 10 mil votos de diferença. 
• Empresa com apenas dois computadores recebeu R$ 4,8 mi da chapa Dilma-Temer. Informação foi enviada do TSE para o STF nesta quarta-feira. Organização enviava mensagens via WhatsApp, mas não tem alvará de funcionamento desde 2012. 
• O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, virou réu no mesmo dia em que o banco divulgou uma queda de 7,6% no lucro líquido do último trimestre, na comparação com igual período do ano passado. Juiz aceita denúncia contra presidente do Bradesco e outros nove. Luiz Trabuco e os demais denunciados viram réus em ação penal sobre corrupção no Carf. 
• A defesa da presidente eleita Dilma Rousseff entregou, nessa quinta-feira (28), na Comissão Processante do Impeachment no Senado, os documentos com as alegações finais do processo. A peça, com cerca de 500 páginas, foi entregue pelo ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, um dos advogados da defesa de Dilma. 
• Maia analisará propostas da sociedade contra a crise. Representantes de entidades apresentaram ao presidente da Câmara as conclusões do Diálogos Congresso em Foco. Documento recomenda, inclusive, a redução dos cargos comissionados. 
• Bancos querem fim do monopólio da Caixa no FGTS. Santander e Bradesco estão entre os interessados em quebrar a hegemonia do banco público. Segundo O Globo, as instituições privadas estariam dispostas a pagar mais pela poupança do trabalhador.

Forças poderosas tentam dividir EUA, diz Hillary. Em pronunciamento no qual aceitou candidatura, ex-secretária de Estado mencionou desafios de segurança. Carisma e escrutínio público são desafios para Hillary. Candidata democrata tem dificuldade em mostrar lado mais humano. 
• Papa Francisco visita campo de Auschwitz. 
• Angela Merkel disse há pouco, em coletiva, que a Alemanha está em guerra contra o Estado Islâmico e não contra o Islã. A chanceler lamentou a insegurança generalizada
• PPK toma posse no Peru e prioriza integração regional. Com Kuczynski, aliança do Pacífico ganha relevância frente ao Mercosul. 
• Greve de comissários da Air France afeta centenas de voos no mundo. 

Lula acha que a política pode vencer a justiça. 
Talvez possa mesmo. O próprio Juiz Sérgio Moro botou lenha nessa fogueira ao dizer que os grampos poderiam justificar a prisão de Lula, mas que ele decidiu por coisa mais leve. Decidiu por boas razões, tenho certeza. Mas a pergunta ficou no ar: a política, o impacto, o medo da turma histérica gritando por aí, teve alguma coisa a ver com isso?
Lembro dos áudios de Lula: é preciso botar pressão. Ir pro cacete. Lembro da ideia de botar a Fátima Bezerra e a Maria do Rosário pra cima dele. E da melhor de todas: bixo, eles têm que ter medo. Lula se referia a um desses fdp qualquer, e logo antes havia mencionado o nome de Sérgio Moro.
Mês passado Lula pediu que Moro se declarasse suspeito para julga-lo. Na época, achei engraçado. Quase adaptei a frase-mito de José Dirceu. Imaginei o Juiz dizendo: estou cada vez mais convencido de minha falta de inocência.
Achei engraçado mas entendi o pedido. Era uma forma de ir pro cacete. Fazer o Juiz escrever quinze páginas se explicando. Gerar algumas boas manchetes, aqui e fora do País. Botar quem sabe um pouco de medo no homem. Quem sabe fazer o Juiz deixar de fazer com Lula o que faria com algum outro tipo menos poderoso. E de quebra preparar a militância pra se tudo der errado.
Lula agora foi mais longe. Contratou e mandou a Genebra o advogado Geoffrey Robertson. Robertson disse que as prisões feitas por Moro (todas as prisões da Lava-Jato? ) são injustas, pois baseadas em confissões de suspeitos que só querem sair da prisão. Disse que Moro invadiu a privacidade de Lula, e fica liberando gravações para a imprensa hostil. Robertson acha que a imprensa no Brasil é hostil a Lula. E que as pessoas são presas, aqui na selva, por que aparecem em alguma delação.
De minha parte, não acho que nossa imprensa seja hostil a Lula. Há gente que gosta e que não gosta do Lula, na mídia, o que é normal em uma grande democracia. E acho que essa conversa de reclamar o tempo todo da mídia é malandragem pra deixar os veículos e jornalistas sob pressão. Pra fazer a imprensa se explicar, como o juiz Moro teve que fazer. Um jeito a mais de fazer política, só isso.
No caso da ONU, vale muito pouco o conteúdo da denúncia. Vale a foto, em Genebra, e a manchete com as palavras Lula e ONU, ocupando os espaços que, nesta semana seriam da denúncia do arquiteto da OAS sobre a reforma do sítio de Atibaia.
É verdade que tudo isto pode terminar pegando mal. Vai que ninguém, na ONU, dê bola pra conversa de Robertson. Vai que achem que ele acreditou demais na turma do Lula. Tudo pode ficar meio ridículo, no fim das contas. E sequer servir para botar medo no Juiz Sérgio Moro. Não acho que vá, mas tudo é possível. Logo saberemos.
Meses atrás escrevi um artigo, aqui no Estadão, dizendo que o julgamento de Lula era a prova de fogo da democracia brasileira. De saber se nossas instituições eram mesmo fortes para investigar e julgar o mais importante político brasileiro como um brasileiro comum.
Confesso que ainda não tenho esta resposta. Percebo apenas, observando a estratégia de defesa de Lula, que ele acredita muito na força da política. Da ação na mídia ou em botar uns deputados lá na frente, se for preciso, pra constranger uma operação da Policia Federal. Lula deve tudo à política. Deve uma vida quase impossível. É quase um weberiano autodidata: a política como o lento perfurar de tábuas duras…
Lula está decidido a atuar em todas as frentes. Se precisar irá ao Vaticano, depois da ONU. Mas antes irá ao nordeste, convocará os sindicatos, fará drama e porá fogo em seus militantes. E está em seu direito. Ele e sua aguerrida equipe testam os limites da nossa justiça. Testam sua força e independência em relação à política. Quem vai ganhar o jogo? Difícil saber. Por ora digo apenas que nunca-antes-neste-país alguém tentou peitar, desse jeito, o sistema de justiça brasileiro. (Fernando L. Schüler, Doutor em Filosofia (UFRGS), cientista político e Professor do Insper)

De volta a 1964.
Em 1964, depois de os militares tomarem o poder, começaram as maldades. Melhor deixar para outro dia a referência a tudo o que aconteceu em termos de direitos humanos, destruição das instituições democráticas e retrocessos políticos. Vamos ficar, apenas, no desmonte social. Prerrogativas do trabalhador foram para o espaço, mas a principal delas, coincidindo com a ascensão de Roberto Campos ao comando da economia, foi a extinção da estabilidade no emprego para o trabalhador que permanecesse dez anos no mesmo emprego, sem ter sofrido punições e demonstrasse cumprir suas funções com eficiência. Nesse caso, só poderia ser demitido por falta grave. Adquiria o direito de ficar até a aposentadoria sem curvar-se às exigências descabidas do patrão.
Trocaram, pela força, a estabilidade pelo fundo de garantia do tempo de serviço, que liberava as demissões do empregado a qualquer pretexto, desde que fizesse jus a um salário por ano trabalhado, ainda que só pudesse receber esse dinheiro caso demitido, até sem motivos. Tamanha crueldade vige até hoje, quer dizer, mandaram para o espaço a garantia que todo trabalhador tem direito pela natureza das coisas. Foram os investidores americanos que forçaram tamanha barbaridade.
Agora que vem a reforma trabalhista prometida pelo governo Michel Temer, imagina-se o que virá como complemento. Pelo que prometem seus mentores, será a extinção das indenizações. Quem for demitido, tanto faz se com um, dois ou quarenta anos de trabalho na mesma empresa, deixará de receber compensações pelos anos trabalhados. O FGTS só será aplicado caso a empresa na qual o infeliz trabalha receba o aval do governo para a liberação de um dinheiro que só pertence ao trabalhador.
Junto com outras maldades, do tipo redução das horas extras, do fim do trabalho noturno e da limitação das férias e do décimo-terceiro salário.
É obvio que o empresariado está em festa, e até deve-se reconhecer estar sendo sacrificado pela alta carga de impostos. Mas tirar do assalariado a diferença entre as necessidades do trabalhador e o lucro do empresário é repetir, sem tirar nem pôr, a fórmula de 1964. Não fossem outras sugestões já em andamento, até piores, engendradas pelo governo Michel Temer... (Carlos Chagas) 

Os dois terrorismos que degolam o ocidente.
Eu tenho amigos muçulmanos - alguns que me são muito caros - que jamais pegariam em uma arma sequer ou tomaria uma faca para degolar alguém. Quiçá um padre, como ocorreu com o sacerdote Jacques Hamel. Lamento por eles, pois não são todos os muçulmanos que são violentos. E isso é evidente, pois se assim fosse, a julgar pelo seu número total, a situação estaria mil vezes pior - o número de muçulmanos no mundo já ultrapassa os 1,6 bilhões. Porém, os radicais devem ser combatidos impiedosamente, sem essa conversa de islamofobia, xenofobia ou compaixão bonitinha que é defendida pelas universidades e por religiosos que, em vez de lutar, preferem ser abatidos como gados anestesiados por teorias modernas.
Uma coisa precisa ser esclarecida aqui: a humanidade matou, mata e continuará matando. É melhor aceitar isso e não se iludir. Olhe lá do alto para o mundo, e de lá, segundo Nietzsche, No cimo de certos cumes mesmo a própria tragédia deixa de parecer trágica. Mas, claro, não é por isso que o homicídio e o terrorismo não deve ser rechaçados. Ao contrário, não se deve pensar que se pode negociar com bárbaros tais como estes do Estado Islâmico. A diferença é aceitar que nos matamos, hoje, e vamos nos matar amanhã como sempre fizemos. Por isso mesmo a guerra é inevitável.
O ser humano não é bonitinho como prega os discípulos de Rousseau, aqueles que só sabem vociferar contra o seu próprio lar, quer dizer, contra a civilização ocidental. Essa mãe que, conforme inúmeras dissertações e teses, pariu a intolerância e o individualismo. O grande aliado do jihadista, o politicamente correto, vem exatamente daí e este é alguém que ele jamais irá combater. Acho que é a única coisa, excluindo, naturalmente, as armas e a tecnologia, que os terroristas amam no Ocidente. Se o jihadismo é um criminoso, o politicamente é seu cúmplice!
Enquanto o Papa, Obama, François Hollande se solidarizam, outra faca é afiada e outra metralhadora é carregada. Talvez quando o crucifixo no topo da Basílica de São Pedro tiver sido trocado por uma Lua crescente e uma estrela, quando a Casa Branca ostentar uma bandeira preta e a Torre Eiffel se tornar um grande minarete, estas autoridades já não tenham mais nem suas próprias gargantas para poderem se pronunciar de modo mais racional.
Talvez quando estivermos todos vivendo sob um califado, nossas mães e irmãs trajando niqabs pretos e nós, homens, tendo que nos curvar em direção a Meca cinco vezes por dia dentro daquilo que havia sido a Catedral da Sé, alguém comente em voz baixa: Você lembra daquele livro publicado em 2015 e que se passa numa França dominada pelo islamismo? Achei que fosse de ficção, não o relato de uma premonição.
Espero que Michel Houellebecq, escritor e autor de Submissão, nunca possa ser chamado de vidente. Mas, não podemos assistir passivamente o politicamente correto continuar distribuindo faca para carniceiros em forma de teses e glorificando o martírio, pois assim ambos continuarão degolando o ocidente. (Thiago Kistenmacher é estudante de História na Universidade Regional de Blumenau (FURB)) 
O mundo não será salvo pelos caridosos, mas pelos eficientes. (Roberto Campos)

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