10 de jul de 2016

Leia, mas hoje é domingo.

 photo a soluccedilao_zpseubfqocc.jpg • Rio inaugura última via exclusiva de ônibus Transolímpica antes das Olimpíadas. Qualquer pessoa poderá embarcar na via exclusiva, desde que tenha o cartão de embarque especial RioCard. 
• Rio 2016: Estrangeiros que competirão veem beleza e caos do Rio. Gringos elogiam cariocas, mas criticam desigualdade, violência e poluição; Iatistas reclamam de sujeira na baía. 
• Perícia do TSE evidencia que a campanha de Dilma lavou dinheiro do Petrolão. Campanha de Dilma pagou R$52 milhões a gráficas sem serviço. 
• Temer planeja privatização de aeroportos da ponte aérea Rio-SP. Transferência para iniciativa privada visa fazer caixa para diminuir rombo fiscal. 
• Centrão convoca reunião da Mesa da Câmara para pressionar Waldir Maranhão; Escolha de sucessor de Cunha provoca racha na base aliada. 
• Janot pede que Cunha devolva R$ 299 mi aos cofres públicos. Valor é soma do requerido pela Procuradoria nas três denúncias contra deputado. 
• Riscos do gradualismo: Temer apresenta plano de reequilíbrio orçamentário, mas projeções ainda são cercadas por incertezas. 
• STF é criticado por caça a bonecos Petralowski e Enganô. Especialistas de diferentes linhas veem exagero em pedido de investigação.
• PT ajuda governo Temer em troca de cargos que ainda ocupa. O PT tem surpreendido os adversários ao não criar problemas para aprovação de projetos de interesse do governo Michel Temer. Vai que Dilma volta é o lema dessa nova atitude petista. É que, nessa hipótese, os projetos que ela jamais conseguiria aprovar já terão virado lei quando do seu eventual retorno. Temer, em contrapartida, não cria caso com a permanência de petistas ocupando cargos no seu governo. 
• Detalhe que espanta o Planalto no aparelhamento da Agência Nacional do Cinema (Ancine) pelo PCdoB, é o número boquinhas para membros do comitê central do partido. Não se exige entender de cinema ou ter experiência no serviço público, mas haver atuado em entidades estudantis do PCdoB, tipo UNE, Ubes (secundaristas), UJS, UEE. Um prêmio pelo aliciamento de jovens militantes para o partido. Ouvidora-geral da Ancine, Luana Bonone, do PCdoB, também fez carreira na estudantil UES e na UJS (União da Juventude Socialista). Thiago Franco de Oliveira virou assessor do presidente da Ancine, Manoel Rangeto Neto (dirigente do PCdoB) após atuar na Ubes e UJS. Outro ex-presidente da UNE, Felipe Maia Silva, também do comitê central do PCdoB, desfrutou de cargos na Ancine entre 2008 e 2010. ( Diário do Poder)
• Concessionária quer entregar estádio. Eduardo Paes quer assumir Maracanã para conceder a Fla-Flu. 
• FHC passa bem após passar por operação para implantar marcapasso. 
• Alvo da Boca Livre frauda cofres públicos há 20 anos, diz Procuradoria. Em manifestação contrária ao pedido de liberdade da defesa dos filhos do empresário Antonio Carlos Bellini, da Bellini Cultural, Felipe Amorim e Bruno Amorim, investigados na Operação Boca Livre, a Procuradoria da República afirma que ficou comprovada a inexistência da realização de atividade lícita por parte dos investigados. A família é suspeita de fraudes na Lei Rouanet. 
• Lula e Temer travam disputa nos bastidores pelo comando da câmara. Governo atua para não repetir desarticulação que em 2005 levou Severino Cavalcanti à presidência da Casa. 
• Concessão de infraestrutura pode ter obras menores. Reduzir tamanho dos projetos facilitaria entrada de empresa de médio porte. 
• Embargo de SC deixa molusco mais raro e gera prejuízos. Acúmulo de algas aumenta risco de liberação de toxinas, e extração é suspensa. 
• Lobby do setor e briga judicial travam medidas antifumo. A lei sancionada em julho de 1996 proibiu fumo em ambientes fechados, com exceção de áreas segregadas, e restringiu a propaganda em rádio e TV ao período das 21h às 6h, entre outras medidas. Índice de fumantes caiu desde o final da década de 1980. 
• Um em cada 10 assinantes do Netflix cancela assinatura de TV paga.

• Polícia prende 50 em protesto contra violência policial em Minnesota. Manifestantes protestaram pelo 3º dia após mortes de afro-americanos. Eles bloquearam trânsito em St. Paul, e houve confronto. Movimento Black Lives Matter se fortalece nos EUA. Grupo que condena violência contra negros é mais fluído e horizontal.
Brasil faz lobby para Venezuela aceitar doação de remédio. Embaixador em Caracas tenta despolitizar ajuda que poderia atenuar crise. 
• Mulheres do EI têm papel-chave no recrutamento na web. Nas redes, 40% a 50% dos envolvidos com a facção terrorista são mulheres.
• Tufão mata 2 em Taiwan; 420 mil deixam suas casas na China. 
• Venezuela abre fronteira por 12h para que população compre comida. Fronteira estava fechada desde o ano passado. 
• Após reunião, Otan concorda com presença militar estável no Afeganistão. 
• Briga entre EUA e Rússia causa expulsão de dois diplomatas americanos em Moscou. Após dois russos serem expulsos em Washington, Rússia responde com retirada de pessoal da diplomacia americana. 
• Mortes de Philando Castile e Alton Sterling desencadearam protestos e confrontos com a polícia. Com população de maioria negra, o governo do arquipélago de Bahamas alerta cidadãos em viagem aos EUA. Recomendação é que homens evitem protestos; país vive tensão causada pela morte de policiais brancos e jovens negros. Ex-colônia britânica, o pequeno arquipélago comemora sua independência neste domingo, 10 de julho. 
• Corrida de touros na Espanha deixa um morto e 12 feridos; Toureiro profissional premiado, Víctor Barrio, de 29 anos, é morto em tourada. 

A fábula de Dilma.
A reportagem de capa da IstoÉ demole Dilma Rousseff. Ela mostra que as gráficas denunciadas em O Antagonista - em particular, VTPB, Focal e Seg - foram usadas pela campanha de 2014 para lavar dinheiro. Na última semana, diz a revista, o relatório do TSE entrou em fase final de redação e uma perícia deverá ser oficialmente divulgada no próximo mês. IstoÉ apurou que as evidências de lavagem de recursos desviados da Petrobras se confirmaram. As empresas VTPB, Focal e Red Seg não conseguiram comprovar que prestaram os serviços declarados durante as últimas eleições, o que reforçam os indícios de que eram mesmo de fachada e serviram de ponte para o pagamento de propinas do Petrolão. Juntas, elas receberam uma fábula da campanha de Dilma em 2014: R$ 52 milhões; A VTPB, velha conhecida dos leitores deste site, está ainda mais encrencada do que a Focal. Seu proprietário, Beckembauer Rivelino, sempre alegou que sua empresa terceirizava o trabalho de impressão do material de campanha de Dilma Rousseff. Investigada pelo TSE, porém, a VTPB não apresentou notas fiscais ou contratos que comprovassem essas subcontratações. Tampouco comprovantes de pagamentos ou ordens de serviço. A VTPB, a Focal e a Red Seg, vistoriadas pelo TSE, não apresentaram notas fiscais, comprovantes de pagamento, ordens de serviço, contratos trabalhistas ou de subcontratação de terceiros, além de extratos de transferências bancárias que justificassem as atividades exercidas para a campanha de Dilma a um custo milionário, disse a IstoÉ. Gilmar Mendes comentou: A ausência da devida comprovação de gastos eleitorais, principalmente quando envolver altos valores, pode indicar a ocorrência de graves fraudes e até lavagem de dinheiro, com sérias consequências...

Uniram-se os inimigos da lava jato. E nós?
Cheguei a crer que fosse inviável parar a Lava Jato. Hoje, essa certeza arrefeceu. Ainda que não seja possível retirar do juiz Sérgio Moro e dos promotores da força-tarefa as garantias constitucionais que lhes asseguram a autonomia para agir, existem maneiras de lhes suprimir os meios de ação e, até mesmo, de os neutralizar. A despeito da respeitável determinação da turma de Curitiba e do irrestrito apoio do povo, essas artimanhas estão sendo exibidas diante dos nossos olhos.
A Lava Jato suscitou contra si o mais poderoso grupo de inimigos que já se formou no Brasil. Para combatê-la, uniram-se parceiros tradicionais e inimigos tradicionais, instalados em elevadíssimos andares no edifício do poder. Estão fisicamente dispersos, mas se articulam e operam, como bem se sabe, em todos os poderes e instituições da república. A força tarefa tem contra si numerosa bancada no Congresso Nacional, muitos dos melhores advogados do país, bem como negociadores e articuladores políticos de competência comprovada. Esse conjunto de antagonistas dispõe, ao alcance da mão, de todos os meios financeiros e materiais que possam ser requeridos pela tarefa de a estancar. E note-se: estou me referindo somente aos figurões que hoje medem diariamente a distância que os separa da porta da cadeia, seja porque lá já estão, seja porque é para lá que receiam ser levados. A estes se acresce, ainda, um conjunto de forças figurantes. É formado por quantos dependem do grupo principal e têm grande interesse em que malefício algum aconteça a seus maiores. A onda de choque de cada sentença e de cada prisão também causa dano sobre esse numeroso grupo que hoje enfrenta a interrupção de seus fluxos de caixa. Aliás, se fosse possível uni-los numa legenda, por exemplo, formariam talvez a mais influente agremiação do país.
É o exército da máfia. Legião de brasileiros que acorda, diariamente, com olhos e ouvidos postos nos movimentos da Polícia Federal, face mais imediatamente visível das operações já criadas ou ainda por ser instaladas e pensa, em harmonia com o andar de cima: isso tem que parar.
Há mais, leitor. Os inimigos da Lava Jato dispõem, em seu favor, de uma legislação protecionista, garantista, que faz do foro privilegiado e do sigilo sucedâneos legais da omertà, a lei do silêncio da máfia no sul da Itália.
Pois bem, se essas forças estão se articulando e, visivelmente, começam a agir nos processos, nos projetos e composições de poder, chegou a hora de os cidadãos retornarem às ruas, conforme está programado para acontecer no próximo dia 31. Os últimos meses tornaram evidente que o impeachment é irreversível. O governo Dilma acabou. Ótimo. Revelou-se com nitidez, porém, um inimigo que está além dos jogos de guerra entre governo e oposição. Refiro-me à criminalidade atuante nas instituições nacionais.
Por causa dela e contra ela, é necessário que no dia 31 de julho, aos milhões, voltemos novamente às ruas, em ordem e com entusiasmo cívico. É hora de exigirmos o fim do foro privilegiado, de cobrarmos a aprovação sem delongas das medidas do MPF contra a corrupção e de levarmos à Lava Jato mais do que nosso apoio. Faremos ver a seus inimigos que a nação os conhece e rejeita. Com determinação e esperança, unidos, daremos à Lava Jato nossa voz, nosso ânimo e a expressão de nosso amor ao Brasil. (Percival Puggina (71), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor) 

Próximas eleições: Como será?
A esdrúxula situação com a qual convive o Brasil nos conduz à especulação de como serão as próximas eleições. O número e o volume dos doadores das futuras campanhas serão certamente bem mais modestos do que até recentemente.
Isto não sei bem se resultará apenas da apatia econômica e política que vive o País, mas especialmente do fato de que os eventuais vencedores dessas campanhas deverão ter muito menos recursos para retribuírem os investimentos”.
Sob este ponto de vista a redução dos investimentos tem até alguns aspectos positivos, destacadamente porque não favorecem tanto os que têm mais recursos para investir. Para a mídia eletrônica e impressa será desastroso. Os gastos com comícios, provavelmente, serão ampliados.
De qualquer forma, acredito que o investimento em campanhas será bem menor, até por razões de natureza econômica. Nós estamos mais pobres. Embora os políticos não percam renda na mesma proporção que a população, eles também vão arrecadar menos recursos.
As próximas eleições serão surpreendentes, imagino. O Brasil certamente vai ter que assumir posturas bem mais claras em relação a seus vizinhos do Sul e, especialmente, aos americanos do Norte. Como será? (Arthur Chagas Diniz) 

O governo não passa de um aglomerado de burocratas e políticos, que almoçam poder, promoção e privilégios. Somente na sobremesa pensam no bem comum. (Roberto Campos) 



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