22 de jul de 2016

É ou não cântico das sereias...

 photo foradaolimpiacuteada_zpsg9svyzl1.jpg • PF prende 12 pessoas em investigação de ameaça terrorista no Brasil. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, detalhou ação em entrevista coletiva. Na operação batizada de Hashtag acontece apenas 15 dias antes da abertura dos Jogos Olímpicos; Estado islâmico dá dicas de como atacar o Rio. Entre os alvos sugeridos pelos jihadistas estão delegações e visitantes dos EUA, Inglaterra, França e Israel; Juiz contradiz ministro e diz não ver líder entre presos por elo com terror. Para magistrado, é difícil falar em liderança, já que não há organização bem definida; Vazamento de ação da PF no Facebook levou ao anúncio das prisões. Governo pretendia aguardar todas as prisões antes de divulgar a ação antiterror; dois estão foragidos; Ministro diz que grupo preso por planejar atentados era amador. Titular da Defesa fala em porralouquice em vídeo feito por jovens e classifica como ato isolado
• MPF denuncia Lula e mais seis por obstrução à justiça. Denunciados são acusados de tramarem contra a Operação Lava Jato para silenciar Nestor Cerveró; Procurador que acusa lula não viu crime em pedaladas. Ivan Marx, do MPF em Brasília, denunciou ex-presidente por obstrução à Justiça. 
• Marqueteiros do PT dizem que receberam de caixa 2 de campanha de Dilma em 2010 e afirmaram que valor chegou a US$ 4,5 mi. João Santana e Mônica Moura dizem que contabilidade paralela é corriqueira e admitem ter mentido à PF; Caixa 2: Pagador de marqueteiros, o engenheiro Zwi Skornicki, apontado na Operação Lava Jato como operador de propinas do esquema Petrobras confirma a Moro conta corrente da propina do PT. 
• Banco Central não vê margem para corte imediato dos juros e cobra pressa nas reformas do gasto público. 
• Governo volta a captar e demanda chega a US$ 6 bi. Emissão de US$ 1,5 bilhão em bônus que vencem em 2047 teve taxa de 5,875% ao ano no mercado norte-americano; Tesouro vê muito apelo pelo papel, mesmo com a perda do grau de investimento do País. 
• Governo vai usar reserva de R$ 38 bi para evitar corte de gastos. Como a receita não correspondeu, temos que cobrir esse buraco, afirmou Eliseu Padilha. 
• Temer sanciona sem vetos projeto que concede aumento de 41% a servidores do Judiciário. Ao não vetar dispositivos do projeto de reajuste, presidente interino também garante ampliação da chamada gratificação judiciária, subindo de 90% para 140% dos vencimentos básicos até janeiro de 2019. Sanção é festejada por Lewandowski. 
• Rodrigo Maia diz que descontará salário de deputados faltosos. Em qualquer trabalho é assim. Se você marcou uma data para que os deputados estejam aqui para votar, é importante que todos votem, explicou o presidente da Câmara. 
• Tucanos querem que plenário decida sobre instalação da CPI da UNE. PSDB protocola recurso contra decisão do então presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão. Conhecido por anular os próprios atos, ele determinou a devolução do requerimento de criação da comissão de inquérito aos autores. 
• Em processo de renovação, Petrobrás afasta gerente de comunicação. Em 2015, estatal comunicou que cortaria quase pela metade o número de funcionários da área. 
• Pernilongo é potencial transmissor da zika. Fiocruz identificou mosquitos Culex infectados em 3 dos 80 grupos de pernilongos analisados no Recife. 
• Brasil reforça barreira imposta a importação de produtos. Organização Mundial do Comércio pode tornar punição da China mais difícil. 
• Eletrobras dá 1º passo para deixar distribuição de energia. Empresa não renovará concessão de empresas do Amazonas e de Roraima. 
• Prévia da inflação tira do radar corte da taxa de juros no curto prazo. 
• Alta dos preços dos alimentos surpreendeu e respondeu por quase 70% do IPCA-15. 

• Com promessa de reviver EUA, Trump aceita concorrer. Empresário disse que país não pode ser mais tão politicamente correto. Retórica de lei e ordem marca discurso de Trump. No encerramento da convenção republicana, bilionário adota slogan de Nixon e diz que combaterá violência. 
• Ódio a Hillary não basta para unir republicanos. Movimento Hillary para a prisão cresceu em estridência durante convenção. 
• Venezuelanos vão a Roraima comprar comida. Fluxo de estrangeiros em meio à escassez de alimentos muda Pacaraima. 
• Tribunal confirma exclusão de equipe russa de atletismo. Corte Arbitral do Esporte nega recurso de 68 atletas para a Olimpíada. 
• Em novo vídeo divulgado na internet, jihadistas criticam política francesa no Iraque e na Síria. 

Temer compromete o Senado, desmoraliza a política, desprestigia o país.
O ego de Michel temer é colossal, não tem limites. Apesar do estilo dúbio, melífluo, supérfluo, se considera um vencedor. Não apenas contraditório e provisório, mas efetivo e efetivado. E age como se esse fosse ou um fato consumado.
Quando na verdade, faltam ainda exatos 40 dias para que o plenário se manifeste irreversivelmente. Mas desde que a traição conspiração produziu o resultado impopular, de transformar o vice em presidente, em nenhum momento, Temer se lembrou ou se convenceu da interinidade.
E a medida que o tempo se esvai, considera que seu poder aumenta, vai falando sem parar, como se presidente fosse. Descuidado e desligado das consequências, internas e externas. Pela ordem dos fatos, a repercussão dos jogos Olímpicos que se iniciam dentro de 14 dias.
Inicialmente a previsão era no mínimo de 100 Presidentes e Primeiros Ministros. Agora o cálculo de especialistas, não passa de 50, com reticências.
O Ministério do Exterior não sabe o que responder com tanta consulta ou interrogação. Pergunta recorrente e que precisa de resposta imediata. Quem vai recebê-los no aeroporto? Que assistência receberá, são Chefes de Estado e de Governo.
O encontro é esportivo, mas pela importância dos personagens será inegavelmente política. Pela incerteza, já se fala que logo depois da abertura, viajarão de volta, sem demora.
Esse desgaste externo, culpa exclusiva do provisório. E que provoca irritação interna, começando pelo Senado. Como Michel Temer projeta sempre o seu futuro, já sendo permanente e efetivado, os senadores a favor do impeachment, se irritam.
Pois fica mais do que evidente que participam de uma farsa. Ratificam o que muitos já denunciaram (incluindo ininterruptamente este repórter), que o julgamento será político e não jurídico.
As maiores queixas que saem do Senado e chegam ao Jaburu: O governo só se interessa pelos senadores que julga indecisos. Logo tratam de convertê-los. Esquecendo os que combatem sem tréguas. E que pelas circunstancias, nem podem mudar de posição.
Como a questão foi colocada num confronto, permanência de Temer, volta de Dilma, ficam sem dilema ou alternativa. São ignorados e abandonados pelo provisório, e são obrigados a efetivá-lo.
Para terminar por hoje, com Temer, esse personagem interminável que trata os outros como coadjuvantes e que projeta o futuro, longe dele mesmo. Mas os fatos, dominados cada vez mais por sua vontade poderosa e irrefutável. Assim que Maia foi eleito presidente da Câmara, convidou-o para líder do futuro governo. Afirmou: Vou aproveitar o recesso para acabar com algumas feridas. (Helio Fernandes) 

Falta coragem.
Dia 3 de março de 1933, um sábado. Em Washington, Franklin Delano Roosevelt prestava juramento à Constituição. Foi quando discursou enfatizando que os americanos apenas deveriam ter medo do próprio medo. Prometeu comida na mesa para todos, enfrentando uma recessão de três anos que deixara 14 milhões de desempregados. Os alto falantes entoaram Happy days are year again. As empresas demitiam 100 mil empregados por dia e o novo presidente prometia esperança, porque mudaria as relações entre o governo federal e a população. Deu certo, os bancos foram fechados por oito dias sob o apelo de que todos voltassem a depositar neles os seus dólares. Era o New Deal que começava.
Agora que Michel Temer acaba de completar quarenta dias no poder, está devendo mensagem semelhante. É verdade que não foi eleito, como nos Estados Unidos, mas 12 milhões de desempregados não lhe deixavam alternativa.
Até hoje o presidente brasileiro não disse a que veio, pelo menos na intensidade do americano. Nenhuma palavra dele calou fundo entre nós, esperando-se que quando vier a receber o mandato definitivo, daqui a menos de um mês, possa corrigir a omissão.
O Brasil carece de uma exortação igual, mas, acima de tudo, de um governo voltado para a esperança. Lá em cima, a prioridade foi combater o desemprego, com a abertura de frentes públicas de trabalho, de forma a que as famílias tivessem acesso a salários.
Aqui, nenhuma promessa igual. Pelo contrário, só aumenta o medo da abertura de mais dispensas do trabalho, sem esperança de o governo chegar a qualquer iniciativa. Não há a mínima sensação de segurança para a massa abandonada. Muito menos de confiança.
Claro que não dá para comparar Temer com FDR, mas em se tratando de dois presidentes, sempre seria possível aproximá-los. Falta coragem. (Carlos Chagas) 

Proibição de coligações para deputado federal é uma cláusula de barreira implícita e de muito maior proporção!
1. Com a eleição do novo Presidente da Câmara de Deputados, reiniciou-se o debate a respeito da reforma política e das medidas iniciais que poderiam ser adotadas. Os dois eixos principais que voltaram a ser levantados foram Cláusula de Barreira e Proibição de Coligação nas Eleições Proporcionais. 2. A resistência maior é quanto a Cláusula de Barreira que exigiria um Emenda Constitucional na medida que o STF considerou a introdução da mesma por lei, anos atrás, inconstitucional. Fala-se em 2%. A Proibição de Coligação nas Eleições Proporcionais gerou, inicialmente, muito menor resistência, especialmente pelos partidos ditos ideológicos. 3. O paradoxal é que a Proibição de Coligação nas Eleições Proporcionais implica numa Cláusula de Barreira implícita e de proporção muito maior na maioria dos Estados, pelo menos quando se aplica às eleições para Deputado Federal. 4. Vejamos por quê. Usando os dados das eleições de 2014 para Deputado Federal por Estado calcula-se o quociente eleitoral, ou seja, o número de eleitores que compareceram às urnas dividido pelo número de vagas para Deputado em cada Estado. Em seguida, se divide este cociente eleitoral pelo número de eleitores que compareceram às urnas. 5. Esta % é uma Cláusula de Barreira Implícita. Vejam a tabela no final para os Estados para Deputado Federal. Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, S. Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, no caso de Proibição de Coligações para Deputado Federal, teriam uma Cláusula de Barreira Implícita, no entorno dos 2% que se propõe. 6. Mas, em vários Estados, a Proibição de Coligações para Deputado Federal cria uma Cláusula de Barreira Implícita de 10% ou mais. E em outros a porcentagem ficaria em valores intermediários entre mais ou menos 2% e mais ou menos 10%. 7. Na prática haveria um forte enxugamento do número de Partidos, reduzindo fortemente a pulverização partidária nos Estados com menores bancadas. O mesmo não aconteceria nos Estados com maiores bancadas. 8. Tabela por Estado. As porcentagens indicam a cláusula de barreira Implícita por Estado com a proibição das coligações proporcionais. Aqui  (Cesar Maia) 

43ª modalidade olímpica???
Olimpíadas 2016 - Dentro de poucos dias (05 de agosto) terão início, no Rio, os jogos das olimpíadas Rio 2016. O evento, que terá a duração de 19 dias (encerra no dia 21), contará com 10.500 atletas (sem os russos serão menos) de 206 países, que disputarão 42 esportes Olímpicos em 306 provas (136 femininas, 161 masculinas e nove mistas). 
43ª modalidade esportiva - Ainda que ninguém queira, tudo leva a crer, principalmente depois desta lamentável sequência de atentados que aconteceram recentemente na Europa, mormente na França, que o terrorismo poderá figurar como a 43ª modalidade esportiva olímpica do Rio de Janeiro
Munique - Vale lembrar que em 1972, nas Olimpíadas de Munique, na Alemanha, onze integrantes da equipe olímpica de Israel foram massacrados pelo Setembro Negro, Organização Terrorista da Palestina. Na ocasião, o primeiro-ministro alemão, Willy Brandt, ao achar que nada aconteceria, relaxou por completo no item segurança
Prisão de 12 pessoas - Após o ataque que aconteceu em Nice, no dia 14 de julho, percebe-se que o governo brasileiro entendeu que deveria levar à sério a possibilidade de atos terroristas no Brasil. E hoje, como foi noticiado, a Polícia Federal prendeu dez pessoas que planejavam praticar atos terroristas na Olimpíada do Rio de Janeiro.
Muito séria - Chama a atenção que além da prisão dos suspeitos também foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva em vários estados: Minas, Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Isto prova que a coisa é muito séria.
Lealdade ao Estado Islâmico - Como virou moda dizer que o Estado Islâmico é o promotor oficial de todos os atos de terrorismo que acontecem mundo afora, os brasileiros presos também não fugiram à regra. Mais: juraram lealdade ao Estado Islâmico. E agora?
Teste do doping - Tudo isto que está acontecendo, queiram ou não, só serve para aumentar, de forma muito significativa, a probabilidade de ataques terroristas nas Olimpíadas do Rio. Os governantes, na tentativa de evitar pânico e diminuir a desconfiança, tem o dever de acalmar o povo e os atletas. Entretanto, com o passar dos dias a tensão, infelizmente, tende a aumentar. Tomara que esta modalidade olímpica seja barrada no teste do doping. (GSPires) 
Não existe essa coisa de sociedade, o que há e sempre haverá são indivíduos. (Margaret Thatcher)

Nenhum comentário: