9 de jun de 2016

Sem IML, sem tudo no Rio...

 photo liberaiteori_zps7rndv9jk.jpg • Por unanimidade Copom decide manter juros em 14,25%. 
• Governo Temer avalia redução da Selic no segundo semestre de 2016. 
• Temer libera R$ 150 milhões para Gilmar Mendes aplicar nas eleições. 
• Lava Jato: Delator revela ainda mais dinheiro sujo na campanha de Dilma. Campanha de Dilma ganhou R$15 milhões roubados da Petrobras. 
• Pimentel repassou R$ 800 mil da propina de campanha para sobrinho, diz delator. 
• Ônibus que transportava universitários tomba na Mogi-Bertioga e deixa ao menos 18 mortos. 
• Cúpula do PMDB combinou versões de defesa, diz Janot. Para procurador, políticos planejavam maquiar desvios; eles negam; Senado prepara acordão para barrar as prisões de Jucá e Renan; Executivo da Andrade Gutierrez relatou propina para Lobão e Jucá. 
• Cunha vai ao STF para afastar Araújo do conselho. Araújo usou o cargo no conselho de ética para evitar derrota. 
• Lobista relata caixa 2 para campanha de Dilma em 2014. Zwi Zkornicki disse que pagou US$ 4,5 mi ao marqueteiro João Santana. 
Japonês da Federal é condenado e preso por contrabando. Agente Newton Ishii deve cumprir regime semiaberto, e pena pode ser reduzida. 
• BNDES estuda criar novo fundo de investimentos para o setor de saúde. 
• Justiça eleitoral é piada: A Folha informa que o TRE de São Paulo aprovou as contas de campanha de Andrés Sanchez. O petista conseguiu comprovar a origem de uma doação de R$ 100 mil. E os pagamentos a empresas fantasmas? 
• Odebrecht diz que falhou e que quer virar a página. Em carta, empreiteira sinaliza intenção de fechar acordo com Lava Jato; Lava Jato aperta Odebrecht para chegar a Lula. Marcelo pode detalhar o papel de Lula em obras no exterior. 

• Papa irá visitar Auschwitz durante viagem à Polônia em julho. 
• Kuczynski e Fujimori lutam pelos últimos votos no Peru; Com apuração lenta, Kuczynski é o virtual presidente do Peru. 
• Venezuelanos disputam comida com cães no lixo em feira. Em meio à crise, restos em Caracas atraem dezenas de adultos e crianças. 
• Obama busca unificar democratas por Hillary Clinton. Em momento de boa aprovação, entrada de presidente deve atrair voto jovem. 
• Mais de 130 membros do Estados Islâmico morrem em batalha na Síria. 
• Ataques suicidas em Bagdá matam 25; cerco de Falluja continua. 

A trama de Lula e Renan.
É uma pena que ninguém esteja gravando as conversas entre Lula e Renan Calheiros.
Segundo a Folha de S. Paulo, antes de ontem Lula telefonou a Renan Calheiros para prestar-lhe solidariedade.
Eles marcaram uma conversa para os próximos dias.
O objetivo de ambos é forçar a convocação de novas eleições para garantir-lhes imunidade contra a Lava Jato.
Diz a reportagem: O ex-presidente voltou a fazer pontes com Renan. O senador sempre esteve no grupo oposto ao de Temer no PMDB. E, embora esteja convencido de que Dilma não tem condições de voltar ao comando do Planalto, tem ouvido a avaliação de que Temer é frágil e sem musculatura para superar a crise. Isso faz de Renan um aliado importante na articulação por novas eleições. É uma pena que ninguém esteja gravando as conversas entre Lula e Renan Calheiros. (O Antagonista

No meio da tempestade.
Caso Eduardo Cunha consiga preservar seu mandato e a presidência da Câmara, mesmo suspenso por dois ou três meses, acontecerá o quê quando o presidente Michel Temer visitar Buenos Aires, a convite do presidente da Argentina? Cunha não abrirá mão de ocupar o palácio do Planalto, até por imposição constitucional. Muito menos Temer deixará de demonstrar a disposição de cumprir integralmente seu mandato, interino ou definitivo. Até o último dia de fevereiro, o presidente da Câmara exercerá as funções de primeiro substituto. Até tripudiando sobre os adversários.
Claro, se conseguir evitar a cassação. Tanto faz se por conta da maioria dos deputados ou por iniciativa do Supremo Tribunal Federal. Renunciar, não renunciará.
Tendo ficado para a próxima terça-feira a decisão sobre a cassação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara, por quanto ele permanece apenas afastado. Dispõe de 10 ou 11 votos, contra 9. Fica evidente que trabalhou bem, ou melhor, bem para ele e sua turma. Pior não poderia ser, no caso, pior para a Câmara e o poder Legislativo. Afinal, são múltiplas as denúncias contra ele, inclusive de atrapalhar o processo da Lava Jato. Seu perfil não poderia ser pior, apesar da vantagem numérica de que dispõe no plenário. Certamente por conta dos favores que praticou.
O pedido do Procurador Geral para a prisão de Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney, dividindo com o parlamentar fluminense os holofotes de antes. Mesmo assim, navega em mar tempestuoso. (Carlos Chagas) 

Queremos tarjas brancas e pedidos de esmola.
No lugar do anúncio da Petrobras, há uma tarja branca.
No lugar do anúncio da Caixa, há um pedido de esmola.
O site da revista Fórum, o terceiro maior arrecadador de dinheiro público da esgotosfera, com 921 mil reais em 2016, apareceu pela primeira vez, nesta quarta-feira, sem o pixuleco estatal.
Em seu pedido de esmola, o site declara ter 10 milhões de pageviews por mês.
O Antagonista tem 180 milhões de pageviews. E mesmo assim rala para conseguir sobreviver.
Com 10 milhões de pageviews, um site ganha aproximadamente 10 mil reais veiculando anúncios do Google. Como é que a revista Fórum e seus blogueiros podem continuar fazendo propaganda mercenária do PT com apenas 10 mil reais? Com esmolas. E com marmitex.
O site da Fórum vai falir. O resto da esgotosfera idem. Mas ainda há anúncios da Caixa no DCM (que faturou 1,11 milhão de reais em 2016), da Petrobras na Carta Maior (que faturou 921 mil reais), e do Banco do Brasil e da Caixa na Carta Capital (cujo site faturou 664 mil reais). É preciso eliminar hoje mesmo essa bandalheira. Queremos apenas tarjas brancas e pedidos de esmola. (Diogo Mainardi) 

Má-fé corporativa
Diga-se com todas as letras: é absurda a campanha judicial que magistrados e promotores do Paraná movem contra o jornal Gazeta do Povo, abrindo, em pelo menos 15 cidades, processos quase idênticos contra o periódico.
A iniciativa tem obrigado cinco jornalistas a viajar dias seguidos para comparecer às audiências, deixando de trabalhar nesse período. Os pedidos somam R$ 1,3 milhão em indenizações.
As ações contestam reportagem na qual se revelou que magistrados e promotores daquele Estado recebem salários que, em média, ultrapassam mais de 20% o limite constitucional do funcionalismo. O veículo ainda publicou a lista nominal dos beneficiados.
Autores das petições afirmam que os pagamentos não violam a lei, pois incluem 13º, férias e outras verbas que não entram no cômputo do teto. Dizem também que foram ridicularizados após a publicação -o que, em suas fantasias de poder, justificaria a indenização.
O jornal sustenta que seu objetivo era expor e debater o teto constitucional -o qual, de fato, dá margem a confusões que uma regulamentação deveria dirimir.
A Gazeta do Povo praticou jornalismo. Lançou bem-vinda luz sobre os vencimentos de funcionários públicos. Se estes não se sentem confortáveis com os generosos proventos que recebem, poderiam liderar mobilização para reduzi-los.
Deveriam, além disso, aproveitar a ocasião para debater o assunto tendo em vista a média salarial no país, a crise econômica e o princípio da moralidade administrativa.
Em vez disso, decidiram tentar intimidar a imprensa.
Admita-se, por um instante, que estivesse em jogo um genuíno conflito de opiniões, e não a defesa de um privilégio. Nada haveria a contestar caso as associações dessas duas classes tivessem se mobilizado e proposto uma ação para pacificar o entendimento sobre o tema.
Os envolvidos, porém, revivendo estratégia que a Igreja Universal do Reino de Deus utilizara contra a Folha em 2008, optaram por bombardear o veículo e seus jornalistas com dezenas de processos pulverizados em várias comarcas.
Trata-se de estratégia coordenada com o vão propósito de silenciar os jornalistas, e não de legítima busca por reparação judicial.
A democracia equilibra a proteção à honra pessoal com os direitos de crítica, de informar e de ser informado, que estão na base dos avanços civilizacionais.
Quando aqueles que deveriam zelar pelo bom funcionamento desse mecanismo procuram deturpá-lo em favor de interesses próprios ou corporativos, a sociedade conhece mais um escândalo.

Pós-Dilma ou Pré-Dilma?
Momento ímpar - Os brasileiros vivem um momento ímpar. Um dia acordam cheios de esperança porque Dilma foi afastada da presidência e com ela a tenebrosa Matriz Econômica Bolivariana. No outro são acordados pela notícia de que Dilma tem boas chances de voltar a governar, o que significa ipsis literis que fará de tudo para tornar o Brasil um país igual ou pior do que a Venezuela.
Choque brutal - Atingida por este choque brutal, que representa a saída do estado de euforia e o retorno ao estado depressivo, a maioria dos brasileiros está gritando por proteção ou mesmo salvação. Pois, para grande desespero, ao ser informada de que os presidentes da Câmara e do Senado estão com pedidos de prisão, ainda fica sabendo que os substitutos só pioram a já péssima situação.
Veia ideológica - Infelizmente, gostando ou não, este é o quadro que o nosso pobre país vive. Com os ânimos em frangalhos, ninguém consegue vislumbrar o que vai ou pode acontecer. O que torna o terreno das especulações ainda mais fértil, dando margem a comentários e projeções de acordo com a veia ideológica dos interessados. 
Grande depressão - Para quem não quer saber da política e só exige uma mudança de rumo na economia, com perspectivas de melhora de desempenho, o que mais preocupa é um possível retorno à Matriz Bolivariana, caso Dilma retorne à presidência. Este, como se sabe, é o caminho mais curto para levar o país ao caos total, qual seja a -grande depressão econômica- pretendida e perseguida pelo PT e partidos assemelhados. 
Tripé - Dentro deste clima de grande desconfiança e forte perigo, o que deixou os mais esperançosos mais animados foi a declaração firme do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ontem à tarde, quando estava sendo sabatinado no Senado: o Brasil voltará a adotar o tripé representado por:
1 - Meta de Inflação;
2 - Câmbio Flutuante; e,
3 - Responsabilidade Fiscal. 
Demônio - Vale lembrar que esta correta Matriz Econômica, que conseguiu estabelecer o controle da inflação e estimular algum desenvolvimento, é vista como o grande demônio por parte dos petistas e seguidores da cartilha do Foro de São Paulo. Até porque limita o –populismo-, arma utilizada pelos socialistas para anestesiar e seduzir os menos esclarecidos. 
Dilema - Como o país está muito mais nas mãos do Judiciário, ou STF, e pouco nas mãos dos Poderes Legislativo e Executivo, o que nos resta é esperar que os ministros da Corte Suprema tomem decisões que levem o Brasil a buscar o caminho do desenvolvimento e não do sofrimento. Este é o dilema. (GSPires) 

Quem votou em temer?
Muitos brasileiros que não votaram na chapa Dilma/Temer torcem para que o governo Temer prospere.
A parte contraditória desta questão é que foram os petistas que o escolheram que agora torcem contra. E fazem de tudo para seu fracasso.
Temer foi eleito na chapa de Dilma e do PT. Foi escolhido por eles.
Na última sexta-feira à noite, uma horda de petistas dirigiu-se ao bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre, palco de manifestações ordeiras em protesto contra o governo Dilma, para fazer pixações contra Temer em bens públicos e particulares.
Aos gritos de vai ter Luta, não vai ter golpe, parecem esquecer que foram eles que elegeram o então vice, Michel Temer.
Obviamente a percepção de que o banquete acabou está fazendo estragos no raciocínio destas pessoas.
A Lava Jato tem investigado, prendido e condenado criminosos que imaginavam ter a certeza da impunidade.
Alguns destes que hoje estão no cárcere consideravam-se intocáveis. Muitos outros ainda devem juntar-se a eles. Isso está gerando pavor nos que sabem que serão alcançados. Então, posar de vítimas é a defesa desesperada que lhes restou. 
Embora nossos tribunais superiores não venham agindo com a celeridade que todos gostaríamos, há que se reconhecer que a decisão do STF que determinou aos réus condenados em segunda instância aguardem presos o resultados dos antes intermináveis recursos, positivamente, encheu de pavor vários candidatos a signatários de acordos de delação premiada.
Marcelo Odebrecht, por exemplo, já está condenado pelo juiz Sergio Moro a mais de 19 anos de cadeia, fora processos em andamento. Como já está em prisão preventiva e sabe que suas chances de modificar esta sentença em segundo grau são mínimas, ele, assim como outros donos de empreiteiras, querem tornar-se delatores.
O problema todo é que, a esta altura do campeonato, terão de apresentar elementos e dados muito fortes para conseguirem conquistar vantagens de redução de pena.
É isto que está causando pavor nas hostes do governo (quase) deposto. Praticamente tudo será exposto. Pois encurralados pela Lava Jato, os delatores estão entregando todos os podres que conseguirem, tal é o receio que suas decisões tardias em decidir pela colaboração os deixem décadas atrás das grades.
Este é o clima reinante. Esta é a razão pela qual deveremos assistir uma onda de excessos crescente nas próximas semanas e meses./ Muita água suja vai passar debaixo da ponte. Continuem atentos./ As emoções seguirão. (Enio Meneghetti)

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