29 de jun de 2016

Ódios, terrorismos e inocentes...

 photo leirouanet_zpsrc2qtm9r.jpg • Que país é este? O povo está cheio de tantas noticias de corrupção, gente que foi eleita e se farta com o dinheiro nosso. A ver do Rio, que vergonha! Nunca se viu tamanho desastre desde quando Distrito Federal. Más administrações(?) ou dribles na honestidade? Mas, a vida segue, vem aí o carnaval, olimpíada e eleições. A gente esquece! (AAndrade) 
• Tesouro segura aval para empréstimo de R$ 1 bilhão do BNDES para o Rio. A Linha 4 do Metrô que ligará Ipanema à Barra da Tijuca foi um compromisso do Estado com a organização dos Jogos Olímpicos e já enfrenta atraso no cronograma. 
• Déficit do governo central atinge R$ 145 bilhões em 12 meses. Dívida é a pior registrada desde 1997. 
• Juro do rotativo do cartão vai a 471,3% ao ano. Taxa avançou 18,9 pontos apenas em maio; no cheque especial, juro chegou a 311,3%. 
• Mesmo com tom duro do BC, mercado vê queda dos juros em outubro. Como a inflação ainda é elevada, analistas afirmam que processo para iniciar a redução da Selic pode levar mais tempo; antes, aposta era de queda em agosto. 
• Senado aprova Supersimples, mas projeto volta para a Câmara. Texto devolvido à Casa sofreu modificações, como a ampliação do teto de receita de pequenas e médias empresas e a redução no número de faixas de faturamento. 
• Só mesmo no Brasil: O tráfico de drogas por suas facções criminosas se unem, fazem passeata e dão as ordens em Sobral (CE). Marcha dos bandidos levou terror a população, enquanto a polícia apenas observava. 
• Campeão de processos: CNJ afasta presidente do TJ de AL, acusado de corrupção. Washington Luiz Damasceno Freitas, de Alagoas, teria protegido cartel e ex-genro. 
• Impasse ameaça jogar reforma da Previdência para depois das eleições. Governo entende que é preciso elevar mais rapidamente a idade média de quem se aposenta e pretende discutir regra de transição; sindicalistas rejeitam idade mínima. 
• Senadores querem votar reajuste do Judiciário hoje. Romero Jucá opera para antecipar audiência com ministro do Planejamento e incluir projeto na pauta. 
• Gasto federal com servidor do Judiciário cresce 112%. Em 20 anos, custo médio com cada funcionário mais do que dobrou; categoria alega aumento de trabalho. 
• Jacó Bittar, dono do sítio que a Lava Jato diz ser de Lula, procurou Bumlai por negócio no Guarujá. Leia
• Polícia Federal deflagra operação contra fraude na Lei Rouanet fraudado há 15 anos. Ao todo, 124 policiais cumprem 37 mandados de busca e apreensão e 14 prisões temporárias. Grandes empresas e um renomado escritório de advocacia são alvos; Boca livre que nós pagamos, diz Moraes sobre casamento bancado com Lei Rouanet. Polícia Federal e a CGU deflagraram uma operação contra fraudes de R$ 180 milhões na lei de incentivo à Cultura; Lei Rouanet precisa de atualização, diz ministro Calero afirma que portaria do Ministério da Cultura e da Justiça vai criar novos parâmetros de fiscalização. 
• Operação denuncia Dirceu e ex-diretor da Petrobrás. MPF diz que ex-ministro da Casa Civil recebeu mais de R$ 2 mi de empresas. 
• Michel Temer volta a adiar sanção da Lei das Estatais. Texto proíbe a indicação de dirigentes sindicais e partidários em diretorias. 
• Após 11 anos, peso da economia informal volta a crescer no PIB. Fatia da informalidade aumentou para 16,2% no ano passado, segundo o indicador da FGV e do ETCO; em 2015, R$ 957 bi de riqueza foram gerados na informalidade. 
• Investigação sobre fraude em plano de remédios aponta 6 responsáveis. A estatal apura internamente as irregularidades no Benefício Farmácia desde julho de 2015; esquema teria lesado a empresa em cerca de R$ 6 milhões por mês. TCU julga quarta-feira irregularidades no Benefício Farmácia da Petrobras. Saiba
• Henrique Meirelles se reuniu ontem à noite com senadores num jantar na residência oficial do presidente Renan Calheiros. O objetivo era debater a aprovação urgente pelo Congresso de medidas que melhorem a governança e aumentem as garantias para investidores. Entre os temas, estão, o reforço da legislação que regula o sistema de PPPs, o marco regulatório das concessões e o aperfeiçoamento da lei das agências reguladoras; Pergunta de Tasso provoca indigestão no jantar de Renan a Meirelles. No jantar de Renan, Meirelles falou mais do mesmo, e enrolou na hora de recomendar ou não aprovação de bondades
• O Conselho de Ética instaura processo disciplinar contra deputado Jair Bolsonaro por apologia à tortura; Em nota, Bolsonaro cita imunidade parlamentar e descarta motivo para sanção. Processado pelo PV, deputado é acusado de apologia ao crime de tortura por fazer homenagem a um coronel da ditadura.
• Perícia vê crime de Dilma em decretos, não nas pedaladas. Laudo é parte do processo em que presidente afastada é acusada de fraude fiscal. 
• Vantagem de mulher para se aposentar pode cair. Governo quer que diferença de tempo de contribuição seja reduzida para 3 anos. 
• Gleisi critica PF por operação que prendeu marido. Quatro dias após detenção de Paulo Bernardo, ela retomou atividades no Senado; Juiz mantém prisão de Paulo Bernardo. O juiz Paulo Bueno de Azevedo analisou recurso da defesa de Paulo Bernardo e decidiu manter a prisão preventiva do ex-ministro, após a audiência de custódia de Guilherme Gonçalves. Na audiência, Guilherme decidiu falar sobre o caso e acabou confirmando que pagava despesas de Paulo Bernardo. As versões de ambos coincidem. Leiam os principais trechos do despacho do juiz Bueno, o Sérgio Moro de São Paulo: Ainda não foram apresentadas provas documentais de algumas das questões alegadas, como, por exemplo, uma perícia que demonstraria que os valores da Consist ficaram com o advogado investigado. Contudo, o próprio investigado Guilherme, em dado momento, parece ter admitido que, às vezes, o Fundo Consist pagava algumas despesas para PB, que seria Paulo Bernardo. Na sua alegação, isto não seria algo ilícito, porém prática comum de seu escritório, que seria especializado em questões eleitorais. Estamos diante, portanto, de um fato que pode ter múltiplas interpretações, qual seja, o pagamento para Paulo Bernardo retirado do Fundo Consist. Ademais, em dado momento da audiência de custódia, o investigado Guilherme Gonçalves, que espontaneamente falava sobre o caso, disse que teria concordado com uma redução no valor de seus honorários. Pareceu um pouco estranho ao Juízo que o investigado estivesse prestando um serviço absolutamente regular e, de inopino, concordasse com a redução dos valores, máxime quando os indícios por ora demonstram que a redução dos valores se deu justamente por ocasião da saída de Paulo Bernardo do Ministério do Planejamento. Nem se diga que a versão de Guilherme de Salles Gonçalves já confirma plenamente a de Paulo Bernardo. Ao menos por enquanto entendo que os indícios de materialidade e autoria delitiva subsistem nos autos, bem como os requisitos cautelares da prisão preventiva dantes mencionados. Note-se, ainda, que conforme Guilherme de Salles Gonçalves mencionou, encontrou-se com Paulo Bernardo na Polícia Federal e as negativas dos fatos por ambos é algo natural, diante dos indícios que apontam que eles atuaram conjuntamente no alegado esquema. Diante do exposto, após o depoimento de Guilherme de Salles Gonçalves, não vislumbro, ao menos por ora, razões para rever a decisão de manutenção da prisão preventiva de Paulo Bernardo. Portanto, mantenho a prisão preventiva de Paulo Bernardo, sem prejuízo de análise de eventual petição escrita a ser apresentada pela defesa técnica.
• Advogado bancou R$ 32 mil em loft para Gleisi, aponta PF. A Operação Custo Brasil aponta que o advogado Guilherme de Salles Gonçalves, apontado como repassador de propinas para o ex-ministro Paulo Bernardo, bancou R$ 32 mil referentes a custos de um loft alugado em Brasília para uso da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) durante a campanha de 2010. Gonçalves, preso pela Polícia Federal no domingo (26) no Aeroporto Internacional de São Paulo em Guarulhos, quando chegou de uma viagem a Portugal, teria usado seu escritório em Curitiba para bancar despesas de caráter eleitoral da petista. Gleisi é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal. Ela detém foro privilegiado perante a Corte. Nesta segunda-feira (27), Gonçalves foi ouvido em audiência de custódia pelo juiz Paulo Bueno de Azevedo, da 6ª Vara Federal Criminal, que deflagrou a Custo Brasil. 
• Delúbio e Bumlai mantêm contradições em acareação. Pecuarista diz que pedido de empréstimo partiu de Delúbio, que nega. 
• Calote de Estados a fornecedor sobe, diz especialista. Para José Roberto Afonso, situação pode agravar crise e desemprego. 
• Aliado de Cunha vai relatar recurso em comissão da Câmara. Deputado da bancada evangélica, Ronaldo Fonseca é líder da mesma igreja de Cunha; Conselho de Ética instaura novo processo contra Jair Bolsonaro. Representação do PV acusa deputado por ter dedicado voto a favor do impeachment de Dilma Rousseff ao coronel Ustra, reconhecido como torturador da ditadura militar. 
Desinvestimento apavora empresários do Rio. Imagem negativa do Brasil no exterior afugenta investidores. 
Palocci solicitou R$ 15 mi para Delfim Netto em Belo Monte, diz empreiteiro. Presidente afastado da Andrade Gutierrez revelou em delação premiada a atuação do ex-ministro na corrupção nas obras da usina e que valores foram abatidos de propina. 
• Tribunal de Contas bloqueia R$ 16 mi de ex-gestor da PauliPrev. Auditoria aponta investimentos irregulares no Fundo de Previdência do município de Paulínia (SP), alvo da Operação Fundo Perdido, da Polícia Federal. 
• PF aponta fraudes em ao menos 250 contratos da Lei Rouanet por 15 anos. Força-tarefa cita rombo de R$ 180 milhões em repasses de verbas para eventos culturais desde 2001; Ministério da Cultura foi alvo de buscas nesta terça-feira; Porta de cadeia: Fábio Porchat, do Porta dos Fundos, foi contratado para animar a festa de aniversário de um dos maiores escritórios de advocacia do Brasil, Demarest Almeida. A festa custou 200 mil reais. Bancados com a Lei Rouanet, segundo a PF. Diz a Época: Uma auditoria da Receita Federal comprovou que o escritório deduziu do Imposto de Renda a quantia empenhada no projeto. Nesta terça-feira, policiais federais estiveram na sede do Demarest em São Paulo para cumprir mandado de busca e apreensão
• Sem trégua. Brasil aposta em alto investimento para combater o doping. País reformulou laboratório para reconquistar o respeito perdido nos últimos anos. 
1) O elefante Maranhão: Dissemos aqui que Waldir Maranhão é um elefante solto em uma loja de cristais. Um deputado nos corrigiu: É em uma cristaleira mesmo
2) Após a instalação da CPI do DPVAT, os deputados aguardam Waldir Maranhão colocar para funcionar a CPI da UNE; 
3) Janaína Paschoal tentou perguntar ao ex-ministro Aldo Rebelo sobre o fato de o PCdoB ter se beneficiado de um esquema de propina envolvendo o programa Minha Casa, Minha Vida. Não deixaram. Mesmo assim, Aldo Rebelo disse que o episódio não passa de uma calúnia de Pedro Corrêa, o denunciante. Desqualificado e ressentido, atacou o comunista; 
4) Diretor tenta se segurar na Postalis. Michel Temer precisa saber disto: Humberto José Teófilo Magalhães, atual diretor de investimentos da Postalis, tenta de todas as formas se segurar no cargo. Aos colegas de trabalho, ele não tem conseguido disfarçar o nervosismo com as movimentações dos últimos dias. Humberto desembarcou no fundo de pensão dos Correios por indicação de Carlos Lupi e é suspeito de causar danos ao patrimônio da Funcef, quando por lá passou. Ele também sempre operou para Josemir Mangueír Assis, alvo de condução coercitiva na Operação Custo Brasil. Josemir, por sua vez, é ligado ao casal PB e GH por meio do petista Nedson Micheleti, ex-prefeito de Londrina, hoje assessor especial da presidência da Caixa. Há menos de quatro meses, aliás, Humberto era diretor de Josemir na Caixa Seguridade; 
5) Ele é Leal. A OAS disse que pagou propina para a campanha de Marina Silva. Fomos os primeiros a publicar esse fato. A Rede sempre desmentiu que tivesse recebido dinheiro sujo, mas a ordem, de acordo com a Época, é esperar as investigações da Lava Jato. Qualquer coisa, joga-se a responsabilidade nas costas de Guilherme Leal, dono da Natura e, sobretudo, arrecadador da campanha de 2010;  
6) A mordida do MinC na Boca Livre. Os investigadores já deixaram claro que a apuração não vai se restringir a fraudes cometidas pelas empresas beneficiadas pela lei Rouanet. Houve, no mínimo, uma falha de fiscalização do Ministério da Cultura, disse o delegado Rodrigo de Campos Costa. A procuradora federal Karen Louise acrescentou: Esses projetos já saíam encarecidos (do MinC), com valores estratosféricos. (OAntagonista) 
Não se pode demonizar a Lei Rouanet por causa de bandidos, diz Calero. Ministro da Cultura disse, após operação que apontou fraudes em contratos, que serão definidos novos parâmetros de auditoria e negou haver falhas na fiscalização dos projetos.

• Explosões atingem principal aeroporto da Turquia, em Istambul. Segundo canal de televisão, foram ouvidas duas explosões no terminal e há vários feridos. Atentado no aeroporto de Istambul mata ao menos 36 pessoas. Três homens-bomba atacaram terminal e polícia suspeita do Estado Islâmico; 147 estão feridos. Primeiro ministro turco diz que Estado Islâmico organizou atentado em aeroporto. No início da noite desta terça, três homens-bombas fizeram um ataque suicida no terminal do aeroporto internacional. 
• Argentinos pedem para que Lionel Messi não desista de jogar pela seleção. Torcedores, jogadores e até o presidente do país esperam que craque reconsidere decisão anunciada após 4º vice; Paulo Roberto Falcão: Gostaria que não desistisse
• Papa Francisco diz que igreja deveria pedir perdão a homossexuais. Para o pontífice, a igreja deve pedir perdão a todos que foram marginalizados pela instituição, como os homossexuais, pobres, mulheres e crianças exploradas. Deve pedir desculpas por ter abençoado tantas armas, afirmou o papa. 
• Reino Unido é rebaixado e bolsas na Ásia e na Europa perdem US$ 2 tri. 
• Brexit deve acelerar acordo para novo governo espanhol. Fortalecido, premiê Mariano Rajoy cobra rapidez na negociação com partidos. 
• Saída da UE deve demorar, afirma premiê britânico. Cameron diz que processo de separação não vai começar imediatamente. 

Cunha entregou a fatura.
O deputado Eduardo Cunha confirmou o encontro, domingo, com o presidente Michel Temer, cuja assessoria de imprensa negou. Pelo jeito, conversaram no palácio da Alvorada. Terá sido um acerto de contas entre os dois. Porque Temer não chegaria à presidência da República, mesmo interina, sem a colaboração de Cunha. A ele coube aceitar e dar andamento ao pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, bem como colaborar para a maciça votação dos deputados em favor do afastamento da presidenta.
O problema é que Madame deu o troco. Desencavou dos meandros da espionagem oficial informações variadas a respeito do comportamento do deputado no capítulo do aproveitamento de dinheiros públicos.
O resultado foi Dilma afastada do palácio do Planalto, por 180 dias, e Cunha impedido de exercer a presidência da Câmara.
Como Temer só chegou à presidência da República, mesmo como interino, graças às manobras de Cunha, a conta ficou em aberto, diante da possibilidade de sua cassação, para acontecer ainda esta semana, conforme as previsões. Resultado: o deputado entregou a fatura. Ou conta com o apoio do presidente para mobilizar as bancadas governistas e evitar sua degola, ou revela episódios ainda desconhecidos envolvendo Michel, hipótese capaz de devolver o poder a Dilma, ainda dentro do prazo de 180 dias.
Nessa intrincada equação, ainda inconclusa, papel fundamental cabe ao ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal. Depende dele acionar a lâmina da guilhotina capaz de fulminar Eduardo Cunha, ainda esta semana, ou aguardar o tempo necessário para que se faça sentir a influência de Michel Temer, se ele aceitar pagar o que deve. (Carlos Chagas) 

A Olimpíada ainda é caso de custos irrecuperáveis?
Estamos a menos de dois meses da realização das Olimpíadas do Rio, e o Governador em Exercício, Francisco Dornelles, em chocante entrevista ao Jornal Extra, declarou, entre outras barbaridades cruéis, porém reais, que o Estado do Rio de Janeiro não tem dinheiro, a princípio, sequer para encher o tanque de gasolina das viaturas policiais na semana que vem.
Não é novidade para ninguém que este Instituto Liberal sempre foi contra a realização de Olimpíada e Copa do Mundo no Rio de Janeiro, denunciando a falácia da argumentação dos políticos no sentido de que os investimentos nos eventos seriam privados, mostrando que eram majoritariamente públicos, pagos por uma sociedade pobre e deixando como legado verdadeiros elefantes brancos. Um deles, o novo Maracanã, foi devolvido hoje pela iniciativa privada ao Governo do Estado do Rio.
Antes mesmo da realização da Copa do Mundo, quando tive a ideia maluca de ser candidato a vereador no Rio, denunciei esse esquema em vídeo de campanha. Naquela época e após a Copa do Mundo, com a realização do multimilionário prejuízo que o país teve, com muito enriquecimento ilícito com propinas de 5% para todo lado, advoguei entre meus pares que a melhor coisa que o Brasil deveria fazer era simplesmente desistir de realizar a Olimpíada aqui, para evitar maiores prejuízos.
Para esse fim, argumentei que, naquele momento, tudo o que o país já tinha investido na Olimpíada era um custo irrecuperável, ou sunk cost.
Em Economia, custos irrecuperáveis, também chamados de custos afundados, são recursos empregados na construção de ativos que, uma vez realizados, não podem ser resgatados em qualquer grau significante.
Ou seja, por essa teoria, se um investimento feito já mostrou que não terá melhor retorno no futuro e continua gerando prejuízo, melhor desistir do investimento e realizar o prejuízo, interrompendo-o, do que continuar sangrando numa expectativa irreal de que tal investimento se pague.
Em 2014 isso era uma verdade incontestável, e teríamos poupado bilhões de reais no processo de construção de investimentos como o Velódromo inaugurado no fim-de-semana, se tivéssemos desistido, naquele momento, de promover a Olimpíada aqui.
No entanto, dado o completo caos financeiro vivido pelo Rio de Janeiro, precisamos perguntar: ignorando tudo o que foi gasto até o momento (que é a base da teoria do sunk cost) e se projetando as receitas e despesas que o Estado brasileiro terá de agora até o fim do evento, a Olimpíada ainda se pagará, ou será menor prejuízo se cancelarmos tudo agora?
Como não tenho acesso a essas estimativas, não tenho como responder a tal questão. No entanto, esse é um debate relevante na sociedade civil, que surpreendentemente não está sendo travado, especialmente em um cenário de calamidade pública financeira do Estado do Rio, nos termos empregados por decreto oficial do Governador neste mês.
Precisamos conversar sobre o cancelamento, ou não, dessa farra. E isso só pode ser feito de maneira adulta e madura, sem paixões, com números e transparência, coisa que falta no Governo brasileiro, não importando o nível. (Bernardo Santoro, Mestre em Teoria e Filosofia do Direito (UERJ), Mestrando em Economia (Universidad Francisco Marroquín) e Pós-Graduado em Economia (UERJ), Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e da UFRJ e Advogado) 

Desinformação costumeira.
Dívida pública informada - Ontem, os principais (ou mais destacados) meios de comunicação do país, sem dar a mínima para a verdade dos fatos, voltaram a cometer o erro, já considerado crônico, de mal informar seus ouvintes, leitores e telespectadores, quando divulgaram o estoque da dívida pública da união
Desinformação - É difícil entender quais os motivos que levam a mídia a não informar os números corretos, quando os mesmos se encontram disponíveis na mesma fonte de onde tiram o valor divulgado. Como se trata de algo já costumeiro, é de se supor que tal desinformação só acontece por: 1- absoluta má vontade; 2- gostar da mentira; ou, 3- enganar o consumidor da notícia. 
Pedalada oficial - Como bem informa o pensador Ricardo Bergamini, a imprensa -omite sempre- o estoque da dívida em poder do banco central, que representa R$ 1.304,5 bilhões. Justamente, por incrível que pareça, a parte mais importante da dívida, visto que ela nada mais é do que uma pedalada oficial (aumento disfarçado de base monetária) que não existiria se o Banco Central fosse independente. 
Orgia - Pois, para desespero geral daqueles que conseguem raciocinar, essa fantástica orgia saiu de 17,86% do PIB em 2010 para 21,74% do PIB em maio de 2016. Ou seja, um crescimento real em relação ao PIB de 21,72%. Trata-se, portanto, de uma imoralidade sem precedentes, como conclui Bergamini com total razão.
Valor correto - Anotem aí: o estoque correto da dívida líquida da união (interna mais líquida externa) atingiu o patamar de R$ 4.183,4 bilhões (69,70% do PIB) em maio de 2016. Bem diferente, portanto, do que foi informado pela imprensa, que estampou o valor de R$ 2,878 trilhões, com crescimento de 2,82%. 
Ralo incontrolável - Bergamini vai além ao dizer que o governo, se for financiado por bancos do qual seja o controlador, comete crime; entretanto, se for financiado pelo Banco Central aí trata-se de mecanismo de controle de política monetária.
Somente um Banco Central independente acabaria com a orgia de carregar a dívida do governo. É um ralo incontrolável. Não há como fazer política monetária com esse ralo aberto. Em sentido figurado o governo seria um filho irresponsável que gasta a vontade sabendo que no final o pai (Banco Central) vai bancar a orgia. Assim é muito fácil governar. (GSPires) 
Não espere que a solução venha do governo. O governo é o problema. (Ronald Reagan)

Nenhum comentário: