21 de jun de 2016

Notícias não param. E a volta do dinheiro...

 photo perpesctivagoverno_zps9eamugmb.jpg • Estados aceitam proposta e só pagarão dívidas em 2017. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro terão novas rodadas de negociações. Estados deixarão de pagar R$ 20 bi ao governo em 2016. Segundo ministro da Fazenda, impacto será de R$ 50 bilhões até 2018; Meirelles garante que impacto até o fim do ano já está previsto na meta. 
• Estado do Rio vai detalhar hoje como usará os recursos da União. Arrecadação do Estado do Rio com impostos subiu quase 10% em relação a 2015.
• Presos fizeram festa dentro de Bangu após resgate de Fat Family. Quase 40 tiros foram disparados no resgate. Justiça apura se cúpula do CV tinha regalias. Onze deles serão transferidos para presídios federais. Rio pede transferência de presos de facção criminosa. Medida é reação ao resgate de traficante de hospital realizado por bandidos. 
• Lava Jato faz ressonância no corpo podre que é a administração, diz ministro. Ministro elogia exame de ressonância que Lava Jato faz no País. O ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), recém-eleito defendeu nesta segunda-feira, 20, o trabalho da força-tarefa da operação Lava Jato, com cooperação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), e com o juiz federal Sérgio Moro no comando dos processos judiciais. O trabalho coordenado, na visão dele, ajuda a combater os problemas existentes na administração do País. 
Banco da propina da Odebrecht girou US$ 1,6 bi, diz delator. 
• Cunha entra com habeas corpus para poder voltar a frequentar Câmara. 
• PF prende empresários que compraram avião usado por Eduardo Campos. Avião de Eduardo Campos leva PF a operação contra caixa 2 de empreiteiras. Operação Turbulência leva cerca de 200 policiais federais a cumprir 60 mandados judiciais: 33 são de busca e apreensão, 22 são de condução coercitiva e cinco são de prisão preventiva. 
• Em troca de papeis, Renan analisa impeachment de Janot. perdeu limite do ridículo, diz Renan. Renan promete decidir se dá andamento a processo de afastamento do procurador-geral da República até a próxima quarta-feira.
Inquérito oculto no STF tem Padilha como alvo. Ministro é investigado em fraude de licitação, quando deputado.  MPF pede o bloqueio de bens de Padilha e a devolução de R$ 300 mil. Ministro da Casa Civil é acusado, em ação de improbidade administrativa, de ter mantido uma dona de casa lotada em seu gabinete na Câmara por quatro anos sem trabalhar. Peemedebista diz que não houve ilegalidade. 
• Dilma agora apela para financiamento coletivo para viajar. A equipe de Dilma Rousseff está preparando uma campanha de financiamento coletivo (crowdfunding) para arcar com os custos das viagens dela pelo Brasil. 
• Marcelo Odebrecht vai admitir repasse ilícito a Dilma. Ele confirmará, em delação, que controlava recursos para campanha de petista. 
• Cesariana a pedido só será realizada após 39 semanas. Antes, médicos consideravam que o bebê já estava maduro na 37ª semana. 
• Aos gritos de Bolsonaro presidente, grupo invade a UnB e ataca estudantes. Universitários foram chamados de vagabundos, maconheiros, parasitas e gays safados, e bomba de fabricação caseira foi detonada. Universidade de Brasília e polícia investigam o caso. 
 • Militante que convocou ato de opressão na UnB é denunciada ao Ministério Público Federal. Conhecida como Kelly Bolsonaro, militante que chamou seguidores em redes sociais para ação na Universidade de Brasília estava presente em ato marcado por ofensas a universitários. Ela participou de protestos contra Dilma.
• Aliados de Cunha dão como certa saída do cargo. Pessoas próximas defendem que ele renuncie para salvar mandato. 
• 1ª presa da Lava Jato, doleira acerta delação e é solta. Nelma Kodama, detida desde março de 2014, cumprirá prisão domiciliar. 
 • Análise de contas da Rouanet pode levar quase 19 anos. Mais de 8.000 propostas aprovadas entre 1992 e 2011 não foram fiscalizadas. 
• Janot vê indício de que ministro da Educação recebeu propina. Em pedido de abertura de inquérito, procurador-geral da República aponta suspeita de que Mendonça Filho recebeu R$ 100 mil em propina disfarçada de doação eleitoral. Ministro nega ter feito pedido e diz que contribuição foi feita por empreiteira investigada ao partido. 
• A modernização da gestão nos fundos de previdência complementar. A CPI dos Fundos trouxe à tona a grave crise dos fundos, com déficits monstruosos e ônus adicionais para participantes e patrocinadoras, indícios fortes de corrupção e gestão temerária e revelou o frágil ambiente de governança
• Os ajustes necessários no projeto que regula os fundos de pensão. Proposta contém avanços importantes, mas dificulta o controle do patrimônio pelos verdadeiros donos ao reduzir a representação dos participantes nas diversas instâncias da governança e incluir a figura dos profissionais independentes na administração
• A Oi deve 4 bilhões de reais ao Banco do Brasil. A Oi deve 3,2 bilhões de reais ao BNDES. Oi pede recuperação judicial de R$ 65 bilhões, a maior da história do Brasil. Medida busca evitar falência; plano precisa ser aprovado por credores.Leia
• Anatel, Nota à imprensa: Em relação ao fato relevante divulgado hoje pela Oi a respeito do pedido de recuperação judicial apresentado pelo Grupo, a Anatel informa que o seu Conselho Diretor decidiu: 
a) suspender cautelarmente qualquer alienação ou oneração de bens móveis e imóveis integrantes de patrimônio das concessionárias, bem como de suas controladoras, controladas e coligadas, sem aprovação prévia pela Agência; 
b) adotar ações específicas de fiscalização que assegurem a manutenção das condições operacionais das empresas e a proteção dos usuários. 
A Anatel acompanha com atenção, por meio de processo específico, o desenrolar dos acontecimentos relativos às empresas da Oi e decidiu, neste momento, não intervir na condução feita pelos executivos do Grupo por acreditar na possibilidade de um desfecho que signifique a efetiva recuperação do equilíbrio econômico-financeiro das prestadoras. 
A Agência confia no comprometimento dos agentes envolvidos e na capacidade do Poder Judiciário em encontrar a melhor solução para os problemas que motivaram o pedido de recuperação judicial e, na sua esfera de competência, contribuirá ativamente para o seu êxito. Entretanto, caso se faça necessário, adotará outras medidas objetivando a proteção do interesse público e dos direitos dos consumidores, bem como a estabilidade sistêmica do setor de telecomunicações brasileiro. 
A Anatel encaminhará sua decisão ao juiz responsável pelo processo de recuperação judicial, por intermédio de sua Procuradoria.

• Analistas veem prejuízo se Reino Unido decidir deixar EU. Cenários variam entre ligeiro aumento de investimentos a queda de 22%. 
• Portugal aperta o cerco contra imigrantes ilegais. Mudança afeta comunidade brasileira no país, a maior entre os estrangeiros. 
 • Venezuelanos fazem fila por referendo no país anti-Maduro 
• Homem com falso cinturão de explosivos deixa Bruxelas em alerta. 

O gesto que mata e a palavra que não salva.
Não parece fácil chegar ao fim do ano abaixo dos 14% de desemprego. Pelo contrário, é o mais provável. Fazer o quê? Nem o governo Temer tem solução, sequer a iniciativa privada. Do exterior nem se fala. Sem desatar esse nó, nada feito. Porque vivemos o período da explosão de desejos mal satisfeitos. O consumo ultrapassou a produção, e agora exportar deixou de ser a saída mais simples. O resultado é que nos voltamos para o mais complicado.
Traduzindo essa aparente contradição: falta emprego na indústria, como falta na agricultura, assim como nos serviços.
Nos Estados Unidos, quando da grande queda dos anos Trinta, o remédio foi abrir frentes públicas de trabalho. E mais, de forma matreira, a preparação para uma nova guerra. Aqui, não temos a quem invadir. Muito menos, só consumir o supérfluo.
Inverter o pêndulo das necessidades exigiria antes de tudo altos investimentos na educação pública, mas se menos podemos pensar na saúde…
Acresce que investir na indústria privada de transportes aumenta o vazio, tanto quanto o desperdício de recursos públicos.
Em suma, vivemos numa situação de queda livre, à espera do gesto que mata e da palavra que não salva. (Carlos Chagas) 

A Odebrecht precisa ser extinta.
A esta altura, não há dúvida razoável: a Odebrecht é uma organização criminosa disfarçada de empresa. Como tal, tem de ser totalmente desmantelada. A Odebrecht precisa ser extinta.
Está errado dizer que ela mantinha um departamento de propina. O correto é afirmar que era composta por um núcleo de corrupção cercado de departamentos que lhe serviam de fachada para roubar dinheiro público. Tanto é que a transferência para esse núcleo significava uma promoção para os funcionários.
A Odebrecht lavava o dinheiro de contratos hiperfaturados com a construção de obras mais ou menos capengas, a depender da visibilidade que elas lhe proporcionavam para a obtenção de mais contratos hiperfaturados. A fim de manter o esquema funcionando, a organização viabilizava financeiramente a eleição de políticos comprometidos com ele. Mais: a Odebrecht chegou a contratar um ex-presidente da República como lobista, para garantir um fluxo ainda maior de dinheiro público para o seu caixa, por meio de empréstimos a juros subsidiados pelos contribuintes.
Até a ascensão de Marcelo, a Odebrecht atuava como as outras empresas que há anos participam do assalto aos cofres da União, dos estados e municípios. O novo presidente da organização, no entanto, aperfeiçoou e ampliou a roubança, criando o departamento de propina que se transformou no coração de toda a estrutura.
Ele não parou por aí. A Odebrecht comprou um banco no exterior para otimizar a distribuição de dinheiro sujo aos seus cúmplices. Isso vai muito além da infiltração mafiosa no sistema financeiro europeu. É como se a máfia italiana houvesse ela própria adquirido um banco para fazer as suas transações espúrias. Marcelo Odebrecht é um gênio do crime.
Não há acordo de leniência possível com essa organização criminosa. A extinção da Odebrecht é necessária para depurar o capitalismo brasileiro e também a política do país. Ponto final. (Mario Sabino)

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