26 de jun de 2016

Guerras frias por todo mundo. Onde vamos parar...

• Comerciários do Rio decidem entrar em greve a partir de quinta-feira por 10%. 
• No pior resultado desde 2002, Brasil fecha 448,1 mil postos de trabalho nos cinco primeiros meses de 2016. 
• Moro é quem vai julgar Lula por corrupção e ocultação de patrimônio. Lula fez tudo para fugir, mas não escapou do juiz do Paraná. O ex-presidente Lula perdeu a longa batalha para não correr o risco de ser julgado por Sérgio Moro, rigoroso magistrado que é titular da 13ª Vara Federal de Curitiba: o ministro Teori Zavascki devolveu ao juiz os inquéritos que investigam ocultação de patrimônio e possíveis benefícios recebidos de empreiteiras investigadas na Lava-Jato, incluindo o sítio de Atibaia, o tríplex no Guarujá e pagamentos de valores à empresa LILS Palestras. Zavascki apenas retirou dos autos o diálogo entre Lula e a presidente afastada Dilma Rousseff, mas manteve todas as demais gravações de telefonemas, por ordem judicial, que poderão ser usadas no inquérito e eventual ação penal, mantido sigilo em relação a terceiros. 
• Custo Dilma: Governo Dilma, até maio: R$ 17,8 milhões no cartão. Até cair, em maio, governo Dilma abusou do cartão corporativo. 
• Esquema de Paulo Bernardo ainda se mantém, aponta investigação. Responsável pela Operação Custo Brasil diz que esquema que desviou cerca de R$ 100 milhões em contratos com a Consist continuou operando mesmo após o início das investigações. A Polícia Federal e a Procuradoria da República descobriram que o fundo Consist - cujo mentor e beneficiário maior teria sido o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento/Governo Lula e Comunicações/Governo Dilma) - continuou operando mesmo depois da deflagração da Operação Pixuleco II, em agosto de 2015, quando foram presos um lobista e um advogado sob suspeita de serem os operadores do esquema de desvios milionários sobre empréstimos consignados. 
• Presidente da Câmara recua e decide marcar votações em semana junina. Waldir Maranhão havia decidido suspender sessões na próxima semana. Neste sábado, porém, informação é que haverá votações segunda e terça. 
• Vem Pra Rua decidiu incluir o fim do foro privilegiado na pauta das reivindicações das manifestações, em todo o país, marcadas para o dia 31 de julho. O foro privilegiado é um dos motivos por trás da corrupção, da impunidade e da falta de representatividade do país. É um dos cânceres da política brasileira e, agora, traremos o assunto para o centro das atenções do movimento, disse a este site Rogério Chequer, líder do movimento. 
• Cármen Lúcia diz que processo de juízes contra jornalistas é esquisito. Ministra do STF comentou ainda sobre pressão à Lava Jato: Blefe. 
• Fachin se confunde e ajuda Renan. Edson Fachin criou mais uma confusão no STF, que pode ajudar a livrar Renan Calheiros. Relata a coluna Radar: Ao receber informações da PGR, que foram solicitadas pela própria defesa de Renan no caso que investiga repasses de dinheiro a Mônica Veloso, o ministro do Supremo resolveu classificar a peça informativa como um aditamento à denúncia. Vale destacar que nenhum aditamento foi solicitado pelo MPF. Com a decisão de Fachin, prazos terão de ser abertos para novas manifestações da defesa e posteriormente do Ministério Público. Com isso, a análise sobre Renan pode ficar para o ano que vem. 
• Aroldo Cedraz e seus miquinhos. A Folha publica que a cúpula do TCU achou o relatório de Júlio Marcelo de Oliveira muito político, porque pede que todos os cúmplices de Dilma Rousseff nas pedaladas sejam inabilitados para funções públicas. Aroldo Cedraz e seus miquinhos deveriam ser inabilitados também. 
• Sócio da OAS relatará propina para assessor de Aécio em MG. Senador tucano disse que considera as declarações falsas e absurdas
 • Operação Custo Brasil: Ex-tesoureiro do PT se entrega à Justiça em São Paulo. Ferreira é o 3º tesoureiro do PT a ter como destino o xilindró. 
• Genu vai delatar. O tesoureiro do PP, João Cláudio Genu, denunciado pela Lava Jato, está negociando uma delação premiada. 
• O STF vai homologar a delação da Odebrecht? A Lava Jato teme a delação da Odebrecht. Pela primeira vez, segundo a Época, os investigadores se perguntam se as instituições serão capazes de absorver o gigantesco impacto que causará o que já foi entregue pela empreiteira e o que ainda está sendo negociado. Há preocupação crescente de que, quanto mais robusta e ampla se torna a delação, mais inviável ela pode vir a ser na hora da homologação pelo STF. A delação não poupa nenhum Poder da República ou partido político. Os procuradores não devem se preocupar com o alcance das denúncias. Quanto mais completo for o expurgo, melhor. A única dúvida é se a Odebrecht vai falar a verdade ou não. 
 • Sem dinheiro, DNIT vai desligar radares me rodovias concedidas. 
• Em 10 anos, número de imigrantes aumenta 160% no Brasil, diz PF. Só em 2015, quase 120 mil estrangeiros deram entrada no país. Haitianos lideram o ranking atual, seguidos pelos bolivianos. 
• Fundador do grupo Galileo é procurado. Dono da Universidade Gama Filho é preso por desvio de R$ 90 milhões. 
• Delator afirma que líder do governo Dilma José Guimarães recebeu propina. Ele teria cobrado para viabilizar empréstimo à Engevix; O ex-vereador petista Alexandre Romano, delator que levou à prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, revelou que negociou, em uma viagem com o ex-presidente Lula à África, um financiamento de R$ 260 milhões para a empreiteira Engevix, enrolada na Lava Jato. Romano receberia R$ 2,6 milhões para facilitar o empréstimo junto ao Banco do Nordeste. Para isso, fez uma visitinha ao ex-líder do governo Dilma na Câmara José Guimarães (PT-CE), cujo apadrinhado estava à frente do Banco e Guimarães foi logo ao ponto: Como você me ajuda depois?

• UE nomeia belga para negociar saída do Reino Unido. Diplomata Didier Seeuws vai coordenar as negociações após o referendo que decidiu pela saída da Grã-Bretanha da União Europeia. 
• Espanha tenta eleger governo em meio a choque de gerações. Pesquisas apontam que nenhum partido deverá ter maioria no Parlamento. 
• Sentimento de exclusão levou à saída do Reino Unido da EU. Insatisfeitos com a globalização votaram para que o país deixasse bloco europeu. 
• Ao deixar a União Europeia, os britânicos adotaram voto regressivo e xenófobo que não inspira aplauso e deveria ser revisto e evitado por outros. 
• Pela internet, ministra britânica assume ser gay em data simbólica. Ministra Justine Greening aproveitou dia da Marcha do Orgulho Gay para anunciar relacionamento com outra mulher; iniciativa foi cumprimentada pelo premiê David Cameron. 
• Petição por 2º referendo no Reino Unido sobre UE passa de 2 mi de assinaturas. Pais fundadores da UE pressionam britânicos por saída rápida. Capacidade de reinvenção britânica é forte, afirma embaixador no Brasil. 
• Escócia quer discussões imediatas com Bruxelas sobre seu futuro na EU. Escócia vai lutar para permanecer na UE e pode pedir independência, diz premiê. Primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon diz que buscará apoio para manter o país no bloco europeu e afirma que referendo pela independência do país é opção muito na mesa. 
• A reação dos jovens pela saída do Reino Unido da UE: perdemos o direito de viver e trabalhar em 27 países.
• Voto pela saída da União Europeia revela Reino Desunido. A reação dos jovens pela saída do Reino Unido da UE: perdemos o direito de viver e trabalhar em 27 países
Brexit reflete guinada a extremos e deve forçar reforma da UE para conter debandada. Especialistas afirmam que pessoas se sentem ignoradas por políticos e rejeitam centralização de poderes. 
• Ataque aéreo a reduto do Estado Islâmico deixa ao menos 46 mortos na Síria. 

Se Trump e Brexit existem, tudo é permitido!
No Brasil, basta ligar a tevê ou abrir um jornal para perceber que o eleitor não sabe o que faz. Como consequência, a política virou esse balé de elefantes à beira do abismo. Quando reclama, o eleitor esquece que corrupção e incompetência não dão em árvore. Diz-se, por exemplo, que o Congresso é a cara da sociedade -o que apenas reforça a evidência de que o eleitor, como um Narciso às avessas, cospe na própria imagem.
Se você está desconsolado com a realidade ao redor, console-se. O Brasil já tem companhia. A presença de Donald Trump na reta final da eleição presidencial dos Estados Unidos e a vitória da Brexit abreviação de Britain (Grã-Bretanha) e exit (saída) no plebiscito que retirou os britânicos da União Europeia mostram que países desenvolvidos também produzem eleitores abilolados.
Impossível deixar de traçar um paralelo entre o voto dos britânicos no plebiscito do desembarque e a intenção de voto dos americanos na candidatura presidencial de Trump. Os eleitores por trás desses votos têm a cabeça no passado. Cavalgam um certo ranço nacionalista e um nefasto sentimento antiimigração. O alto grau de adesão às teses não deixa dúvidas: as multidões produzem um fulminante nivelamento intelectual por baixo. A euforia numérica conspira contra o raciocínio.
Num célebre romance ambientado na velha Rússia, um personagem dostoievskiano proclama: Se Deus não existe, tudo é permitido. Adaptando-se a máxima, pode-se gritar: se o Trump e a Brexit existem, tudo é permitido. Pode ser que haja vida inteligente em outro planeta. Neste, já não se vê nenhuma demonstração. (Josias de Souza) 

Dilma participava e sabia de tudo
Eduardo Cunha, entrevistado pela IstoÉ, contou os detalhes da tentativa de golpe de Dilma Rousseff contra o impeachment; 
IstoÉ - O sr. disse que recebeu Jaques Wagner, em outubro do ano passado, em três diferentes ocasiões, nas quais ele lhe propôs um acordo para que o sr. livrasse a presidente do impeachment. Como se deu essa abordagem?
Eduardo Cunha - Obviamente que toda conversa política tem sempre os seus meandros, suas idas e vindas. Mas o que aconteceu clara e textualmente é que ele sentou para discutir pontos de governabilidade, tentando uma aliança comigo, para que pudéssemos andar juntos. E para isso, começou a oferecer votos no Conselho de Ética. Ele ofereceu textualmente algo que eu até reputei como ridículo, que foi a interferência do governo para que mantivessem a minha mulher (Cláudia Cruz) e minha filha (Danielle) no Supremo. O que eu já disse de pronto que eu não acredito nesse tipo de interferência. Não creio que o governo tenha esse controle de quem quer que seja. Refutei.
IstoÉ - Aliados de Dilma vazaram a versão de que, na verdade, as conversas de Wagner com o sr. eram para te enrolar até que fossem aprovadas as metas fiscais.
Cunha – Quando dão uma desculpa dizendo que estavam querendo me enrolar, na verdade estão é confirmando que fizeram a oferta. E enrolar faz parte da natureza deles. Enrolaram o Brasil esses anos todos e deu no que deu. Minha pergunta é: estão querendo dizer que a presidente Dilma era a cabeça de um plano de enrolar o presidente da Câmara no intuito de aprovar um projeto? Na conversa do dia 12 de outubro, na Base Aérea, quando ele (Jaques Wagner) me ligou e marcou, ele saiu do nosso encontro e disse que naquela noite mesmo ainda conversaria com a presidente e que falaria comigo depois. Que era para relatar a conversa a ela. Então, a cada conversa, ele dizia que ia sair e que ia até a presidente para relatar. O que comprova, mais uma vez, que ela participava e sabia de tudo.

Custo brasil e seus pagadores.
Nesta quinta-feira (23/06), enquanto milhões de brasileiros acordavam para mais um dia de trabalho (ou a procura de trabalho), na capital paulista e outras cidades do país, algumas pessoas amanheceram com a Polícia Federal batendo à porta de suas residências. Era uma fase de busca, apreensão, condução coercitiva e prisões da operação Custo Brasil. No centro das atenções estavam dois ex-ministros de Lula e Dilma, dois ex-tesoureiros do PT, destacados advogados e a própria sede do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores.
Sem emitir juízo prévio sobre qualquer dos investigados, mas examinado o conjunto dessas operações que se desenvolvem na esteira da Lava Jato, é impossível não perceber, no nome da recente operação da Justiça Federal paulista, sua relação com a crise que vive o país: Custo Brasil. Numa infortunada combinação de incompetência, irresponsabilidade e desonestidade, o Brasil foi se tornando um país oneroso a todos nós. Quem dentre os leitores não tem, no círculo de suas relações, brasileiros que, neste momento, buscam no exterior melhores oportunidades e condições de vida? Resultado do custo Brasil. Nosso país, sempre aberto às mais variadas etnias, hoje perde muitos de seus jovens, muitos de seus talentos, por verem exauridas, aqui, oportunidades e esperanças.
Tão dolorosa ruptura, tão antinatural desarraigamento tem muito a ver com a rapinagem do Estado e com a abundância de recursos para os quadrilheiros do poder, com a demagogia, com os privilégios da elite do setor público, com os luxos sustentados pelo erário e com os delírios de grandeza e popularidade daqueles que hoje, escondidos na escuridão dos automóveis, se deslocam de garagem para garagem sumidos da luz do sol e das vistas da população. Nossa insegurança, a violência no meio urbano e rural, a miserabilidade da atenção à saúde pública, a decadência de todo o sistema de ensino e o desastroso conjunto das carências sociais, são consequência dessas práticas.
No entanto, se temos tanto a lamentar, temos, simetricamente, muito a celebrar com a atuação firme do Ministério Público, e em especial, nestes episódios, do Ministério Público Federal. O MPF está fazendo prova do efeito positivo de algo a que nosso país acostumou-se a considerar irrelevante: o papel das instituições. As franquias e abusos que maus governantes proporcionam, que maus políticos aproveitam e ante os quais o Poder Judiciário não pode agir se não for provocado, estão encontrando adversário à altura na autonomia institucional que o Ministério Público recebeu na Constituição de 1988.
Quem dera os pagadores do Custo Brasil despertassem, também, para a necessidade de promover combate cívico aos vícios institucionais que favorecem a apropriação criminosa do Estado! Estou falando do presidencialismo e do voto proporcional para os parlamentos, cuja manutenção muito convém ao jogo e ao mandato dos quadrilheiros. Apesar de darem cada vez menos certo há mais de um século, misteriosamente ambos continuam percebidos como essenciais à democracia. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor) 

Incentivos perversos.
Podemos acreditar que há algo intrinsecamente ruim com o brasileiro. Mas faz mais sentido olhar para o perverso mecanismo de incentivos e mudar nossa cultura estatizante.
O brasileiro está anestesiado com tanto escândalo de corrupção vindo à tona. Ocorre num ritmo tão frenético que seu efeito pode ser o contrário do ideal: podemos banalizar o fenômeno, jogar todos no mesmo saco podre e adotar postura cínica quanto à política. Mas não precisa ser assim. Há possibilidade de se resgatar a moralidade na coisa pública.
O primeiro passo é separar o problema conjuntural do estrutural. Parece inegável que tudo piorou bastante com a chegada do PT ao poder. A corrupção sempre existiu, mas com os petistas ela chegou a uma escala jamais vista. O partido institucionalizou a corrupção, seguindo sua máxima revolucionária de que os nobres fins justificam quaisquer meios. Basta ver que até hoje há petista que não considera errado roubar pela causa.
Logo, tirar o PT do poder definitivamente é um passo importante para atacar o problema conjuntural. Mas não vai resolver tudo. E o motivo é evidente: o mecanismo de incentivos é perverso no setor público. Ao lidar com o dinheiro da viúva, os políticos não contam com o escrutínio dos donos desses recursos, como ocorre na iniciativa privada entre executivos e acionistas.
O governo precisa controlar menos recursos para ser menos atraente aos oportunistas e corruptos.
Para piorar, o político quer sobreviver em seu cargo, ser reeleito, e por isso acaba focando o curto prazo, adotando visão míope de populista que pensa nas próximas eleições, em vez de estadista que pensa nas próximas gerações. Por isso costuma prometer muitas coisas sem se importar com quem paga a conta.
Como tudo que é ruim pode ficar pior, o sistema político brasileiro conta com mais de 30 partidos, é muito fragmentado, e a campanha custa caro. A saída não é financiamento público, que já existe no horário gratuito e no Fundo Partidário, e sim reduzir o prêmio de quem chega ao poder. Ou seja, o governo precisa controlar menos recursos para ser menos atraente aos oportunistas e corruptos.
A eficiência do setor público dificilmente será igual à da iniciativa privada, pois falta agilidade nas decisões e um mecanismo de punição para incompetentes e premiação para eficientes como há nas empresas. Governo é sinônimo de burocracia, e basta ir a uma repartição pública para verificar que o cliente não é a prioridade. O governo cria dificuldades legais para vender facilidades ilegais depois.
Somando tudo isso, temos que as funções governamentais serão sempre menos eficientes e mais corruptas por natureza. No caso brasileiro, com muita concentração de poder e recursos no governo federal, além da grande quantidade de partidos, o quadro fica agravado. É preciso descentralizar o poder com um federalismo mais forte, e também reduzir o prêmio de quem governa, ou seja, ter menos recursos públicos.
O outro componente que gera corrupção, a impunidade, tem sido combatido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, como vemos na Operação Lava Jato. Com mais políticos poderosos finalmente sendo punidos por seus crimes, todos pensarão duas vezes antes de ingressar no meio e cobrar propinas das empresas, achacando empresários em busca de lucro.
Eis, portanto, a receita liberal para se combater a corrupção, hoje em estágio epidêmico no Brasil: reduzir drasticamente o escopo do governo, privatizar estatais, descentralizar o poder e punir com firmeza aqueles que insistirem nos malfeitos. É mais fácil falar que fazer. Mas não é impossível. Outros países conseguiram. Podemos acreditar que há algo intrinsecamente ruim com o brasileiro. Mas acho que faz mais sentido olhar para o perverso mecanismo de incentivos e tentar mudar nossa cultura estatizante. (Rodrigo Constantino, economista e jornalista) 
Onde houver discórdia, que possamos trazer harmonia. Onde houver erro, que possamos trazer a verdade. Onde houver dúvida, que possamos trazer fé. E onde houver desespero, que possamos trazer esperança. (Margaret Thatcher)

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