14 de mai de 2016

Vermelhinhos não sabem perder….

. Equipe de Michel Temer tem investigado e citado na Lava Jato; Não há dinheiro para subsidiar tarifas, afirma Moreira Franco.
. Dilma deixa PAC com obras paradas, atrasadas e canceladas por todo o país.
. Meirelles admite recriar CPMF e quer idade mínima no INSS. Em entrevista, titular da Fazenda diz que sanear contas públicas será prioridade.
. Suplente do ministro da Saúde não pode assumir na Câmara: está preso. Suplente de ministro está preso por estupro e cárcere privado.
. Incomodado com impeachment, Lobão deve deixar o Senado e filho vai assumir.
. Um cartaz escrito golpista foi pendurado na aula da advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, na Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), em São Paulo (SP). Paschoal, que lecionava a aula de Direito Penal, não comentou sobre o cartaz que foi retirado durante o intervalo.
. Guarda presidencial deixa de hastear bandeira com brasão da República no Alvorada. Um grupo de militares hasteou apenas os pavilhões do Brasil e do Mercosul na residência oficial onde Dilma Rousseff permanecerá durante seu afastamento do governo.
. Impeachment é destituído de legitimidade porque excluiu o povo, diz Joaquim Barbosa.
. Paulinho e Skaf reagem às declarações de Meirelles sobre aposentadoria e CPMF.
. Lula admite que PT não tem outra alternativa para eleição de 2018.
. Ex-executivos da Andrade acusam Cabral de receber mesada de propina.
. Francisco Dornelles recorre ao STF para impedir novos arrestos das contas públicas; Governo do Estado paga folha de abril, mas servidores seguem com protestos programados.
. Sob comando de Serra, ministério muda o tom e chama de falsidades as críticas.
. Novo ministro da Justiça afirma que vai manter chefe da PF . Daiello, no cargo desde 2011, tem sob sua responsabilidade a Operação Lava Jato.
. Para aliados, Temer deve abrir caixa-preta da gestão petista.
. STF permite abrir novo inquérito para investigar Collor na Lava Jato.
. Economia com corte de vagas ainda é simbólica. 
. Romero Jucá anunciou que meta é eliminar 4.000 vagas até o fim do ano.
. Criticado, Temer revê status da Cultura; Presidente interino estuda criar secretaria nacional, com maior peso político.
. Governo Temer cria órgão para destravar concessões. 
. Iniciativas criadas por Lula e Dilma não deram o resultado esperado.
. Eletrobras pode ter de bancar R$ 240 mi por Belo Monte. Estatal é sócia da megausina e pode ter de comprar parte da energia.
. Eduardo Cunha age para manter Maranhão na presidência da Câmara. Ideia é que grupo liderado por Cunha lidere as sessões plenárias e a reunião para definição da pauta de votações.
. Mais Médicos terá menos estrangeiros.

. Cristina Kirchner indiciada por prejuízo a cofres públicos.
. Dados econômicos chineses de abril decepcionam e elevam dúvidas sobre recuperação.
. Recorda São Paulo! Buraco se abre em meio a avenida na cidade chinesa de Nanchang próximo a com mais de 10 metros de diâmetro AtBuraco se abre em meio a avenida na cidade chinesa de Nanchang próximo a local de construção de uma estação de metrô. O desabamento do solo no local da construção abriu uma cratera com mais de 10 metros de diâmetro aque do EI contra hospital na Síria mata soldados e milicianos.
. Maduro retira embaixador da Venezuela do Brasil; Presidente da Venezuela chama embaixador para avaliar impeachment de Dilma.
. Crise política no Brasil preocupa, afirma Argentina. Declaração ocorre após esquerda exigir do governo posição de confronto.
. Chefe militar do Hizbullah na Síria morre após explosão. Morte de Badreddine é golpe mais sério na cúpula da milícia desde 2008.
. Governo alemão planeja gastar 93,6 bi de euros com refugiados até 2020, diz revista.
. Unicef denuncia elevado número de menores palestinos mortos pelas forças israelenses.
. Ataque do EI contra hospital na Síria mata ao menos 20.

Itinerário da insensatez.
O sentimento que por muitas semanas dominou o governo Dilma foi de evolta. Agora mudou: é de desespero, porque a partir de hoje não há mais governo Dilma. Assumiu o governo Temer. Como imaginar de outra forma os recursos impetrados por Madame na Corte Interamericana de Direitos Humanos e na Organização dos Estados Americanos? Pura insensatez levar para foros que por sinal nada representam diante de nossa soberania, imaginando que qualquer decisão alienígena poderá afetar nossas instituições.
A briga teria que ser desenvolvida no âmbito do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. Apelar para bandos de desocupados só pode mesmo ser desespero. té uma parte do PT pensa assim.
Nem nos referimos às causas que conduziram o governo a sofrer o impeachment já caracterizado e à espera do golpe de graça nos próximos 180 dias. Não há como eximir Dilma da responsabilidade maior. Em vez de governar, enrolou-se na própria incompetência.
Desde o primeiro mandato ela espalhou arrogância, cercando-se mal e atuando pior ainda. Agora, acaba de colher as consequências.
Aglomerado de frustações
O país transformou-se num aglomerado de frustrações. Do empresariado aos trabalhadores, das corporações à classe média, dos políticos à inteligência nacional - a nação rejeitou o grupo encastelado no poder.
Claro que as organizações sindicais protestaram, mas vão durar pouco as manifestações de protesto. Quando esgotado o combustível oriundo dos cofres públicos, perceberão a inutilidade de apoiar os artífices do caos. Não deixarão de reivindicar direitos e necessidades, ainda mais diante do retrocesso social que deverá marcar o governo Temer. Só que sem a farsa de seus  falsos representantes.
Nada de saudosismo
Possivelmente o inconformismo vai aumentar, a agitação se multiplicará, mas jamais respaldando o fracasso de Dilma e seu grupo.
Talvez aflorem movimentos mais sinceros e por isso mais violentos, à medida em que o novo governo desenvolva iniciativas elitistas e contrárias aos interesses das massas. Nada, porém, saudosista e lamentando o que acaba de passar. (Carlos Chagas)

Política não é o fim 
O primeiro levantamento das contas do desgoverno Dilma Rousseff é espantoso. O buraco é muito maior do que os 96 bilhões de reais anunciados, porque não incluiu a queda brutal na arrecadação, a renegociação das dívidas dos estados e restos a pagar. A única saída é cortar, cortar e cortar. Se, mesmo assim, o buraco continuar abismal, os contribuintes terão de pagar o pato. Como foi possível chegar a esse estado de coisas?  A resposta é simples: nós, cidadãos brasileiros, somos os maiores responsáveis pela irresponsabilidade do PT. Sim, inclusive você que nunca votou em Lula ou Dilma. Porque não basta revoltar-se quando tudo está desmoronando à sua volta. É preciso constância na fiscalização e cobrança dos governantes, a fim de evitar a ruína. Em resumo, a política deve entrar no rol das suas preocupações cotidianas, porque quase todas elas são... política! A calçada esburacada é política; a falta de iluminação pública é política; o rio sujo é política; a mensalidade exorbitante da escola do seu filho é política; os reajustes abusivos dos planos de saúde são política; a falta de emprego é política; a ciclovia que foi tragada por uma onda é política -- até a decadência do futebol é resultado da política. Fôssemos um país bem governado, seriamos ricos o suficiente para manter os bons jogadores por aqui e importar os melhores estrangeiros. O impeachment de Dilma Rousseff não pode ser apenas uma catarse. Tem de ser um ponto de inflexão no nosso atávico desinteresse pela política. Política não é o fim, mas o começo. (Mario Sabino)

Ministério das Comunicações publicou uma Portaria que estabelece que a Anatel exija das operadoras ofereçam pelo menos um plano com franquia ilimitada de dados. Para a Proteste, no entanto, a medida não resolve a questão do limite de banda larga fixa; A associação defende que as operadoras sejam impedidas de comercializar planos franqueados, além de impor planos com previsão de acesso restrito a determinados conteúdos ou aplicativos depois de esgotadas as franquias; O Marco Civil da Internet deixa claro que uma operadora de telecomunicações só pode interromper o acesso de um cliente à internet se este deixar de pagar a conta. O bloqueio do acesso à internet nos casos em que o consumidor está com a conta em dia fere não só o direito à continuidade do serviço de interesse público, nos termos do inc. IV, do art. 7º do Marco Civil; mas também o princípio da neutralidade, nos termos do inc. IV, do art. 3º e caput do art. 9º, da mesma lei. O art. 7º do Marco Civil da estabelece que o serviço de acesso à internet é essencial para o exercício da cidadania. E no seu inc. IV, determina que o serviço só pode ser interrompido nas hipóteses de não pagamento da contraprestação, explica a Proteste; O órgão classifica a alteração de contratos, mesmo aqueles que já estavam em vigor antes da aprovação do Marco Civil, como prática abusiva. Como atualmente o acesso à banda larga é tão essencial quanto luz, água e saneamento básico, pelo artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor, há obrigação no fornecimento de serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos, afirma em comunicado.

Há um Brasil que não se presta para otário.
Ouvindo os dois pronunciamentos da presidente Dilma, tive a clara percepção de que, de fato, estávamos sendo governados por uma pessoa que derrubou limites na sua relação com a  realidade. Era algo que já se identificava durante a campanha eleitoral. À época, essa conduta foi inteiramente atribuída a um esforço para esconder do eleitorado a crise já em curso. Certamente havia bastante disso, sim, na publicidade eleitoral e nas orientações que, a peso de ouro, produzia João Santana. Mas evidenciou-se nos últimos meses que algo mais grave envolvia pessoalmente a presidente. Para todos os efeitos práticos, Dilma presidia um país diferente. Exercia um outro governo.
Mesmo diante de indicadores gravíssimos, que diagnosticavam a maior crise nacional em oito décadas, a presidente jamais lhe dedicou a atenção necessária. Erro imperdoável! Quem não se acautela ante um inimigo desse porte será implacavelmente abatido por ele. Essa é uma crise cujo enfrentamento cobra ações sérias e responsáveis. Dilma desconsiderou as mais prudentes advertências, desdenhou as reações das agências de risco. Condenou os críticos da política econômica. O navio afundava e ela ouvia a orquestra dos companheiros.
A corrupção grassava no governo. Fortunas se acumulavam no seu entorno. É bom lembrar: esses escândalos não foram descobertos pela Lava Jato. Eles já enchiam as páginas das revistas semanais bem antes de caírem nas mãos diligentes da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba. E o que fazia a presidente? Estimulava a reação de sua militância contra as publicações, sem enfrentar os fatos escabrosos que eram denunciados.
Quantas matérias foram produzidas sobre os negócios de seu anjo da guarda, Luís Inácio Lula da Silva, com empreiteiras nacionais em arranjos bolivarianos e africanos envolvendo o BNDES? Quantas denúncias sobre o enriquecimento da família Lula da Silva? Quantas informações circularam no país, durante anos, sobre os desmandos da Petrobrás? Ela sempre ocupando postos, caneta e cadeira de mando. E quanta prosperidade ao seu redor! Não, não me impressionam as alegações da presidente afastada sobre a própria honestidade. Não há mérito em não furtar. Os crimes que se gaba de não ter praticado aconteceram com o que estava sob seu zelo! Ademais, mentir não é honesto. Ocultar a verdade, tampouco. Já a tolerância, a imprudência, a omissão, a negligência e a vista grossa compõem gravíssimos deméritos.
Nos dois pronunciamentos com que se despediu, Dilma Rousseff reincidiu nos mesmos equívocos. Buscou sacralizar um mandato conquistado no mais destapado estelionato eleitoral, tão escandaloso e tão rapidamente evidenciado que levou a nação às ruas já antes de sua posse. Atribuiu seu afastamento a um complô golpista e não a um justificado clamor popular e a um correto procedimento constitucional. Afirmou que seus adversários são inconformados com as conquistas sociais e com a prosperidade dos mais pobres. Somente alguém destituído de juízo pode crer que investidores, empresários, profissionais liberais, por exemplo, se beneficiem da pobreza dos pobres. Fosse assim, o mundo dos negócios se mudaria para Serra Leoa e para a Somália. Quem não sabe disto? Ao contrário, o que de melhor aconteceu para a economia mundial neste século foi proporcionado por 400 milhões de chineses que começaram a produzir, consumir, e saíram da pobreza. Até o Brasil petista cresceu, mas a riqueza foi consumida pelos piores meios e fins, e seus benefícios, hoje,  atendem pelo nome de desastre brasileiro.
No entanto, no cérebro da presidente afastada, não há esse tipo de registro. Ali só têm lugar meia dúzia de chavões ideológicos que compõem os mandamentos de seu grupo político. Então, é melhor suportá-los na oposição do que nos submetermos por mais tempo ao desastre que foi a gestão petista. (Percival Puggina, arquiteto, empresário e escritor)

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