10 de mai de 2016

Política, politicalha e parte do povo em apodrecimento quase total...

• Michel Temer prevê primeiro pronunciamento já na quinta-feira. 
• Manifestantes contra impeachment fazem protestos em 13 Estados e no DF. 
• Maranhão cancela sessão plenária marcada para esta manhã; Maranhão defende decisão sobre impeachment e deputados batem boca. Em um comunicado à imprensa na Presidência da Câmara, disse que o ato de anular o impeachment tem respaldo constitucional. Ao final do pronunciamento, Jandira Fegahli e Marcelo Aro discutiram e trocaram acusações; PSD e DEM protocolam representação contra Maranhão no Conselho de Ética. Para os partidos, houve abuso de prerrogativa quando o presidente interino da Câmara anulou a votação do impeachment. Decisão levaria a uma verdadeira baderna institucional, defendem os autores. 
• Senado não acolhe decisão de Waldir Maranhão e dá seguimento a processo de impeachment. Presidente do Senado desconsidera ato monocrático de Waldir Maranhão de anular processo de impeachment e sugere revisão da lei sobre deposição presidencial. Para senador, deputado brinca com a democracia
• Cardozo: Cabe à Câmara realizar nova sessão de votação. Cardozo avaliou como nulo processo que caminha no Senado ao alegar que a decisão proferida por Waldir Maranhão desautoriza os senadores a avaliar o impedimento da presidente. Ministro fiz que continuidade das investigações é insustentável
• Renan condiciona impeachment à cassação de Delcídio, que o citou na Operação Lava Jato. Presidente do Senado rejeita adiamento definido pela CCJ para conceder mais prazo de defesa de senador processado; Delcídio fez acusações a Renan no âmbito da Operação Lava Jato. Cassação de Delcídio é aprovada na CCJ e vai a voto em plenário; Votação pelo conjunto dos senadores está prevista para as 17h desta terça-feira (9). Relatório pela cassação foi lido e está pronto para deliberação na Casa; Renan define rito para a votação do afastamento de Dilma em plenário. Sessão que decidirá sobre pedido de impeachment no Senado vai transcorrer por toda a quarta-feira (11). Decisão final pode adentrar a madrugada de quinta-feira. 
• Dilma foi avisada no domingo que Maranhão anularia a votação. Mesmo após recuo, PP quer expulsar presidente da Câmara do partido. 
• Delcídio diz que agiu a mando de Lula e Dilma sobre fuga de Cerveró. Depois de cinco meses, senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) voltou ao Senado Federal. Desta vez, ele tenta defender seu mandato do processo de cassação que tramita na Comissão de Constituição e Justiça. 
• STF ainda pode julgar mérito de impeachment, diz Lewandowski. Por enquanto, o Brasil está aguardando uma decisão do Senado. Pode ser que o Supremo venha ou não a ser instado a se pronunciar sobre essa questão, adverte o presidente da corte. 
• No Palácio do Planalto, Dilma comenta a decisão de Maranhão e pede cautela. Em meio a gritos de euforia do público que acompanhava a cerimônia no Palácio do Planalto, a presidente pediu cautela. Por favor tenham cautela, vivemos uma conjuntura de manhas e artimanhas
• Movimentos sociais ocupam Palácio do Planalto. Militantes vieram para uma cerimônia no Palácio e, ao final do evento, anunciaram que permaneceriam no local. Uma comissão está reunida com o ministro Ricardo Berzoini para definir o destino da ocupação. 
• Cunha nega que tenha influência sobre a decisão absurda de Maranhão. Presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, divulgou nota negando que tenha participado da decisão de Waldir Maranhão que suspendeu as sessões do impeachment. 
• Ministro Armando Monteiro volta ao Senado para votar contra impeachment. Placar do impeachment no Senado, porém, não deve ser alterado, já que o suplente de Monteiro, Douglas Cintra, também é contra o afastamento da presidente do Planalto. 
• Andrade Gutierrez admite erros graves e pede desculpas ao povo brasileiro. Segunda maior empreiteira do país reconhece participação em esquema de corrupção para a contratação de grandes obras e o pagamento de R$ 1 bilhão em multa, conforme prevê o acordo fechado semana passada com o juiz Sérgio Moro. 
• Mantega é alvo de condução coercitiva na Zelotes. Investigadores querem saber da ligação entre o ex-ministro e a Cimento Penha, empresa suspeita de comprar decisões do Carf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda. 
• Endividada, empresa Oi demitirá 2 mil funcionários. 
• Prestações do Minha casa, Minha vida subirão até 237% em julho. 
• PF faz cumpre mandado de busca em apartamento do ex-governador de MS. Mandados integram investigação sobre corrupção em obras públicas. 
• Deputado de Brasília custa mais que federal. Com R$ 184 mil por mês só para contratar e manter assessores de sua confiança, parlamentar do Legislativo do Distrito Federal custa ao contribuinte brasiliense quase um terço mais que um integrante da Câmara dos Deputados. 
• Vale não chega a acordo com Hydro para vender 40% da Mineração Rio do Norte. 
• Delegado da PF diz que medidas da PGR prejudicam investigações. Líder dos delegados da PF adverte para o corporativismo do PGR. 

• Governo argentino firma pacto com empresários para evitar demissões. 
• Venezuela estende até 27 de maio semana de trabalho de dois dias. 
• Política no Brasil supera ficção de House of Cards, diz mídia internacional. Política brasileira é comparada, mais uma vez, ao seriado norte-americano House of Cards, história de um governista ambicioso que faz de tudo pelo poder. Jornal britânico afirma que decisão de Maranhão abalaria o enredo até de um episódio da série
• Obama visitará Hiroshima durante viagem a Vietnã e Japão em maio.
• Suíça diz que devolverá R$ 8,6 milhões de Cunha se ele for condenado. 
• EI lança ofensivas em duas partes do leste da Síria após perder terreno. 

• Os riscos do programa ao vivo.

Dilma incendeia o Brasil: Depois de se desmoralizar no Congresso Nacional com a manobra bananeira de José Eduardo Cardozo e Waldir Maranhão, agora Dilma Rousseff bloqueia as cidades, atazanando a vida das pessoas que ainda não perderam o emprego. A 23 de Maio, interditada pelos milicianos do PT com madeiras e pneus queimados; As armas de Dilma: Waldir Maranhão e MST. Os adoradores de Waldir Maranhão não interditam apenas a marginal Pinheiros. Eles interditam também duas rodovias na região metropolitana de Porto Alegre: a BR-116 e a BR-290... (O Antagonista) 

Waldir Maranhão é o haraquiri do modelo podre.
A situação do Brasil não está para otimismo. Mesmo assim, uma das frases mais ouvidas do momento é a seguinte: As instituições estão funcionando. Será? Há um quê de delírio nessa afirmação. A presença do deputado Waldir Maranhão no comando da Câmara é a penúltima evidência da alucinação coletiva.
Alguém que, em meio à descoberta de que o petrolão é um mensalão hipertrofiado, diante da evidência de que o Estado é saqueado pelos esquemas que o controlam, seduzido pela tese de que o PMDB é o mal menor, informado de que a linha sucessória da Presidência da República está apinhada de malfeitores, desalentado pela constatação de que Waldir Maranhão é o melhor que a Câmara tem a oferecer depois que o STF afastou Eduardo Cunha, ainda consegue conviver com a ideia de que as instituições funcionam ou é um cínico ou é um cego.
O delírio é contagioso. Muito elogiado pela eloquência com que defende Dilma Rousseff no processo do impeachment, o advogado-geral José Eduardo Cardozo convenceu-se de que é uma espécie de Fred Astaire do Direito. Assim como o astro do cinema que dançava até com vassouras, Cardozo imaginou que poderia tirar para dançar Waldir Maranhão, uma espécie de cabide humano que reproduz as ideias que lhe penduram no cérebro baldio.
O resultado da contradança foi o despacho que o mandachuva interino da Câmara assinou para anular a votação em que 367 deputados aprovaram a continuidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff. O acinte durou menos de 24 horas. Anunciada pela manhã, a anulação foi ignorada por Renan Calheiros no meio da tarde e revogada no final da noite. Depois de expor o Brasil ao ridícilo em âmbito planetário, o cabide se audodesmoralizou com dois documentos. Num, anulou a anulação do impeachment. Noutro, comunicou o rodopio a Renan.
  photo doc1_zpshwtxwspv.jpg  photo doc2_zps4lu3xuim.jpg Waldir Maranhão deixou Cardozo sozinho no salão depois que seu partido, o PP, ameaçou expulsá-lo. Lambuzada no óleo queimado da Petrobras, a legenda está na bica de ser premiada no provável governo de Michel Temer com a presidência da Caixa Econômica e dois ministérios graúdos -Saúde e Agricultura. E não admite que um filiado com miolos de cabide coloque em risco os negócios.
A anulação do impeachment não foi o primeiro surto de Waldir Maranhão. Ele especializou-se em anular decisões do Conselho de Ética da Câmara, retardando a tramitação do pedido de cassação de Eduardo Cunha, perto de completar aniversário de seis meses. Cada vez que o personagem dá uma de cachorro louco há vergonha em pelo menos 428 consciências. Foi com essa quantidade de votos que o impensável elegeu-se vice-presidente da Câmara. Poucas vezes um desastre político teve tantos cúmplices disfarçados -83,4% dos 513 deputados com assento no plenário da Câmara precisam explicar por que votaram tão mal tão bem.
Ainda não surgiu melhor definição para democracia do que a tirada de Churchill: é o pior regime imaginável com exceção de todos os outros. Com o luxuoso auxílio do Planalto, o Congresso parece empenhado em dar razão a todos os que pregam as alternativas piores. A presença de Waldir Maranhão na direção da Câmara como alternativa a Eduardo Cunha não é obra do acaso. É como se o modelo político brasileiro, apodrecido, tentasse um haraquiri. (Josias de Souza) 

Dois momentos constrangedores.
O ministério inteiro dos notáveis estava perfilado na sala ao lado do gabinete presidencial quando o primeiro-secretário do Senado atravessou, a pé, a Praça dos Três Poderes, para levar ao presidente Fernando Collor a comunicação de que estava afastado do poder por 180 dias. O chefe do governo, com dignidade, chamou o ministro da Justiça, Célio Borja, para testemunhar sua assinatura no comunicado. Dirigiu-se então para a rampa do palácio do Planalto, de onde acompanhado pela esposa embarcou num helicóptero da FAB para sua residência particular. Uma amarga solenidade, mas impecável e cheia de significado.
Na noite de amanhã ou quinta-feira, bem cedo, irá repetir-se o episódio? Vinte anos atrás as manifestações populares de apoio para o afastamento do presidente foram por ele enfrentadas com altivez, seguindo-se depois a posse de Itamar Franco, cujo curto pronunciamento foi marcado pela esperança de que os benefícios da civilização e da cultura viessem estender-se a todos os brasileiros.
E agora, como será? O senador encarregado de participar a Dilma o seu afastamento temporário cumprirá a obrigação em escassos momentos, mas Madame, como receberá o comunicado? Imagina-se que cercada pelo seu gabinete pessoal, mas jamais com o ministério ao lado. A maioria dos ministros escafedeu-se, fugindo da solidariedade necessária. Muitos estarão presentes na posse imediata de Michel Temer, de olho na composição do novo ministério. Como à ainda presidente se destinará o palácio da Alvorada, para o interregno, a pequena distância com o palácio do Planalto não se cumprirá pelo ar. Pequena caravana de limousines cobrirá o percurso, isso se a comunicação não acontecer na própria residência oficial.
Dois momentos constrangedores, de significado comum, mas o de agora vazio de conteúdo. A História só se repete como farsa. Assim como se previa que Collor não voltaria após os 180 dias de suspensão, da mesma forma se imagina que Madame não retornará. As causas são as mesmas: arrogância no desempenho das funções, presunção, truculência e falta de cuidados para com o Congresso, além de acusações de irregularidades no exercício do poder.
A partir de quinta-feira, começam as diferenças. Michel Temer ainda oscila entre as decisões a tomar. Hesita quanto a formar um ministério de notáveis e um bando de urubus impostos pelos partidos sequiosos de usufruir o poder. (Carlos Chagas) 

Operação Tabajara tentou mudar resultado na câmara.
O pedido de impeachment da presidente Dilma Roussef que está sendo discutido em Comissão Especial do Senado vai prosseguir e deve ser decidido a partir de quarta feira. Na segunda, bem cedo pela manhã, o presidente da Câmara Valdir Maranhão surpreendeu a todos ao apresentar resolução que anulava as sessões dos dias 15, 16 e 17 de abril que decidiram dar prosseguimento ao processo de impedimento da presidente Dilma Roussef. O presidente do Senado Renan Calheiros, no entanto achou improcedente o pedido encaminhado pelo presidente da Câmara Valdir Maranhão. A atitude do presidente da Câmara teria acontecido depois de um encontro entre ele e o governador Flavio Dino-PCdoB no final de semana, que teria convencido Maranhão da improcedência do pedido de impeachment de Dilma Roussef.
O ministro Gilmar Mendes considerou que a tentativa do presidente interino da Câmara não teria nenhum efeito, por já sido decidida em plenário. Para Gilmar Mendes a decisão foi estapafúrdia e se não fosse um ato circense seria ato criminoso e semelhante a uma "Operação Tabajara" ou seja a comédia de grande sucesso do programa humorístico Casseta e Planeta. Depois de acalorados debates Renan Calheiros ignorou o pedido do presidente da Câmara, mas decidiu que vai votar primeiro o pedido de cassação do senador Delcídio Amaral, que também foi motivo de muita polêmica entre os senadores. A presidente Dilma pediu cautela a seus correligionários. (Alcyr Cavalcanti) 

Os prazos da política e o mundo real.
Essa vigarice de Waldir Maranhão e José Eduardo Cardozo, de tentar anular o impeachment na Câmara, ultrapassou os limites mesmo para Renan Calheiros, que a ignorou e deu prosseguimento ao processo no Senado. Final feliz? Sim. Mas não inteiramente.
O presidente da Câmara anulou o impeachment de manhã e o presidente do Senado só desfez a anulação no final da tarde. Tempo suficiente para o mercado entrar em parafuso, com dólar subindo e Bolsa despencando. Por quê? Porque o fim de semana das excelências brasilienses só termina na metade de segunda-feira. 
Temos também um problema de prazos, senhoras e senhores. 
Parem para pensar: se o Senado aprovar o relatório de Antonio Anastasia, Dilma Rousseff poderá ficar afastada por 180 dias, até ser impedida definitivamente. Ou seja, seis meses em que Michel Temer, oficialmente, será presidente interino. Ah, mas, uma vez saída, ela não voltará mais e... Não? Na Constituição, está escrito que, se o julgamento não for concluído em meio ano, o presidente volta ao Planalto, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo. Ou seja, Dilma Rousseff não só tem chance, ainda que mínima, de reocupar o cargo contra o qual atentou, como a espada da Justiça continuará sobre a sua cabeça.
Sobre as nossas.
Deixando de lado o incomensurável problema dessa gentinha que somos obrigados a engolir como representantes do povo, o fato é que os prazos da política brasileira -- informais e formais -- estão longe de corresponder ao mundo real. Quanto dinheiro o país perdeu hoje, porque o Senado demorou a dar uma resposta à vigarice de Waldir Maranhão e José Eduardo Cardozo? Como dá para ter segurança jurídica, essencial para os negócios, quando um presidente com poderes monárquicos pode voltar passados 180 dias do seu afastamento, sem perder a condição de réu?
Precisamos ser mais rápidos nas decisões políticas. Trabalhem de segunda a sexta, deputados e senadores. E reescrevam pelo menos os artigos da Constituição que tratam do impeachment. Seis meses é muito.
Acabou a piada, Maranhão.
Renan Calheiros disse que seguirá fielmente a Constituição e o precedente do impeachment de Collor, no qual a comunicação ao Senado foi feito por ofício, não por resolução da Câmara. Também afirmou que não poderia julgar a forma como os deputados manifestaram-se livremente em plenário, quando votaram pela admissibilidade do impeachment... 
Anulação foi escrita por JEC.
A Veja. como publicou que Waldir Maranhão foi visto na manhã desta segunda-feira na sede da Advocacia-Geral da União. Antes de decidir anular a sessão plenária que aprovou o impeachment e autorizou o Senado a processar e julgar a presidente Dilma Rousseff por crime de responsabilidade, ele não pediu auxílio à consultoria legislativa da Câmara - a Secretaria Geral da Mesa Diretora também não tinha conhecimento dos termos da decisão, divulgada à imprensa por meio de nota.../ - A indecência nascida de um absurdo
Abuso de poder do vigarista chicaneiro
Maranhão tramou golpe com JEC: O Antagonista soube que Waldir Maranhão esteve reunido com José Eduardo Cardozo, ontem à noite, até 1h da manhã. O golpe foi tramado com o AGU.

Evo cocaleiro, Francisco, Dilma e crise continental das esquerdas. 
Hermano Papa, se la recomiendo, así va aguantar toda la vida.
Evo Morales foi se queixar dos bispos que criticam o narcotráfico instalado no Estado.
Na rabeira de Raúl Castro e de Nicolás Maduro, o presidente da Bolívia, Evo Morales, fez ouvir sua voz em defesa de Dilma Rousseff, enquanto o impeachment não a tirar do Planalto.
Evo inaugurou sua conta oficial no Twitter e mostrou saber fazer uso dela enviando uma mensagem de apoio à presidente brasileira calcada no discurso petista: Não ao golpe congressal (sic!). Defendamos a democracia do Brasil, sua liderança regional e a estabilidade da América Latina.
Segundo o jornal La Nación, de Buenos Aires, o presidente aimará admitiu sentir indignação pelas noticias que chegavam do Brasil e mostrou estar do lado do povo que, segundo ele, é quem tem a verdade.
Há poucas semanas o povo boliviano tirou-lhe em referendo a possibilidade de se reeleger mais uma vez, contrariando a vontade expressa de Evo e de seu partido. Nesse caso não tinha a verdade!!!
O presidente boliviano foi no Vaticano, onde teve - segundo o jornal Clarín de Buenos Aires - disparatado encontro com o Papa Francisco.
¡Hermano Papa, qué alegría verlo! - saudou aos berros o presidente no início da audiência na qual aconselhou o Papa Francisco a tomar coca. 
Se la recomiendo así aguanta toda la vida, explicou, talvez pensando no amargo momento por que passam os líderes populistas, políticos ou religiosos do continente.
O presidente de Bolívia foi recebido mais longamente que seu homólogo argentino Mauricio Macri, eleito no país natal do Pontífice e ante quem Francisco I exibiu carrancuda fisionomia, em dissonância com a imagem que se divulga habitualmente dele.
Evo Morales foi se queixar dos bispos de seu país. Numa carta pastoral eles advertiram contra o avanço do narcotráfico e sua penetração nas estruturas do Estado boliviano. E Evo se sentiu atingido.
Evo deu mais um presente de sabor marxista a Francisco I: Um busto do líder indígena Tupac Amaru, símbolo da guerrilha comunista e da Teologia da Libertação; Também aproveitou para fazer apologia da coca, recomendando-a ao Papa Francisco na presencia dos jornalistas: Eu tomo, me faz muito bem, eu lhe recomendo, assim aguenta a vida toda
Embora possa ser ingerida a título medicinal em infusões caseiras sem nenhum efeito tóxico, a folha faz parte da lista de drogas e narcóticos elaborada pela ONU em 1961.
Evo presenteou o pontífice com duas mensagens e três livros. A primeira mensagem foi dos líderes da Central Obrera Boliviana (COB) e a segunda, da Coordinadora Nacional pelo Cambio, organizadora dos movimentos sociais. 
Ambas as mensagens apoiam as críticas do presidente aos bispos pelo tráfico oficial de drogas. Também defendem o cultivo da coca e invectivam a grupos relacionados com a Igreja Católica que atacam aos movimentos sociais.
Segundo o jornal espanhol El País, os três livros - Coca, la dieta citogénica; Coca, un biobanco e La coca contra la obesidad - fazem o elogio do consumo da coca. 
E como se fosse pouco, o presidente Morales ainda tirou de uma caixa um busto de madeira do líder aimará Tupac Amaru, ícone da esquerda subversiva e guerrilheira latino-americana e da Teologia da Libertação, esquartejado em 1781 após liderar uma revolta indígena.
Francisco presenteou o presidente boliviano com dois livros: um com a exortação apostólica A alegria do amor e outro com una entrevista do Papa intitulado O nome de Deus é misericórdia.
Para o Grupo de Diários América (GDA), que reúne onze grandes grupos jornalísticos latino-americanos, a esperança do início dos anos 2000, materializada pelo socialismo do século XXI, desabou após os resultados eleitorais na Venezuela, na Argentina e na Bolívia. 
O pêndulo começou a virar à direita, evidenciando o desgaste dos modelos, comenta em artigo reproduzido pelo O Globo. - A esquerda sempre clamou ter monopólio da vontade popular. Os outros não são povo. Em momentos em que a esquerda perde popularidade e os outros viram maioria, ela recorre a teorias de conspiração para justificar que ela continua sendo a voz do povo - analisa Juan Carlos Hidalgo, do Instituto Cato, com sede em Washington, segundo o jornal carioca. (Luis Dufaur, escritor e jornalista) 
Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado. (Roberto Shinyashiki)

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