16 de mai de 2016

Política é a droga no país...

• Operação Lava Jato chega ao Judiciário: PGR pede para investigar presidente do STJ. Presidente do Superior Tribunal de Justiça, Francisco Falcão, é suspeito de ter patrocinado manobras ilegais para obstruir investigações da Lava Jato em favor de dois dos mais poderosos réus da operação, Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo. O que consta do pedido de investigação contra Francisco Falcão e Marcelo Navarro. Procuradoria-Geral da República encontra indícios de que presidente e ministro do STJ fizeram manobras para obstruir a Operação Lava Jato. 
• Cauby Peixoto morre em SP aos 85. Artista estava internado com pneumonia em hospital desde o último dia 9. 
• Rio tem 15 guerras de quadrilhas rivais em 21 bairros a 81 dias das Olimpíadas. 
• Procuradoria não é poder absoluto, diz ministro da Justiça. Moraes afirma que governo poderá mudar eleição de procurador-geral. 
• Déficit nas contas públicas pode superar R$ 120 bilhões. Rombo calculado pela gestão Temer é superior aos R$ 97 bi admitidos por Dilma. 
• PT e PSDB trocam de papeis 13 anos depois. Disputas internas na base aliada por cargos, além da tradicional divisão do PMDB, somadas à declaração de guerra da nova oposição, ameaçam o aparente cenário de tranquilidade de Temer no Congresso. 
• Doa a quem doer. Temer não pode mostrar interesse no acobertamento da Lava Jato; Operações da Lava Jato se intensificam em 2016. Foram 35 prisões de janeiro a abril, contra 21 no mesmo período de 2015. 
• Skaf põe o pato a postos contra ameaça de novos tributos no País. Presidente da Fiesp discute CPMF com Michel Temer em São Paulo. 
• Temer estuda venda da participação do governo nos Correios, na Infraero e em mais de 200 empresas. Também está em análise a venda de fatias do governo federal em até 230 empresas do setor elétrico, além de ativos das companhias Docas, da Caixa Seguros e do IRB Brasil; EBC reage à possibilidade de Temer mudar direção da empresa. Em nota, Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação diz que não há amparo legal para substituições extemporâneas e que o diretor-presidente, Ricardo Melo, possui mandato garantido por lei e não pode ser destituído pelo presidente interino da República. 
• Resistência de Maranhão assusta base de Temer. Parlamentares que querem tirar deputado do comando da Câmara só veem duas saídas para afastá-lo e convocar nova eleição: renúncia ou cassação. Waldir Maranhão diz que não abrirá mão do cargo. 
• Cúpula do PT discute futuro do partido como oposição. Sem Lula, dirigentes se reúnem pela 1ª vez desde afastamento de Dilma. 
• Temer reitera que não será candidato à reeleição, em 2018. Ele avisa que demitirá ministro enrolado em irregularidades. 
• Copa gerou propinas para Cabral, Agnelo, Arruda, Aziz e Braga, acusa Andrade Gutierrez. Acusação contra os cinco ex-governadores - do Rio de Janeiro, do Distrito Federal e do Amazonas - é de dois ex-diretores da empreiteira que fizeram delação premiada. 
• Itamaraty mostra ao mundo que política externa já é outra. Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua questionam a legitimidade do governo Temer. Novo chanceler, José Serra rebate e diz que os países estão propagando falsidades. 
• MEC é alvo de protestos de artistas e servidores. Ex-líder do DEM na Câmara é questionado sobre seu posicionamento em relação às políticas afirmativas e programas do governo, como ProUni, cotas raciais e destinação de investimentos para educação. 
• Restrições orçamentárias: Temer terá que lidar com descontentamento das Forças Armadas. 
• Imprensa internacional adota tom crítico em relação a Temer. Segundo a mídia internacional, o afastamento de Dilma evidencia problemas no sistema político brasileiro e Temer não tem legitimidade para resolvê-los. 
• Centrais e Fiesp já fazem pressão sobre Meirelles. 
• Ação de Lula para calar Cerveró é absolutamente fantasiosa, diz defesa. Advogados do ex-presidente contestam alegações da PGR, publicadas por Veja, de que não há dúvidas de que o petista mandou Delcídio do Amaral oferecer vantagens a ex-diretor da Petrobras para evitar delação premiada. Denúncia de Janot deve ser enviada a Moro, 
• Projeto de petista torna 17 de abril o Dia do Golpe Parlamentar. Autor da proposta, deputado Zé Geraldo diz que data em que a Câmara autorizou a abertura do processo de impeachment de Dilma não pode ser esquecida, para que nunca mais aconteça.
• Dilma pensa em renúncia para disputar governo estadual em 2018. Ideia é renunciar para disputar governo gaúcho ou fluminense. Dilma Rousseff pretende repetir o gesto do ex-presidente Fernando Collor e renunciar antes de o Senado iniciar seu julgamento. Alta fonte petista diz que a renúncia passou a ser considerada após a aprovação da admissibilidade do impeachment no Senado por 55x22 votos. Para condená-la, 54 votos bastam. A ideia seria fazer o caminho do ídolo Leonel Brizola, disputando o governo gaúcho ou o do Rio de Janeiro. (DiáriodoPoder) 
• As razões do impeachment e os desafios de Temer. Para deputado Marcus Pestana, após muitos desmandos do PT, o Brasil queria mudar e o Congresso, dentro do rito fixado pelo STF, operou a mudança, mas estabilidade política depende de mudanças rápidas na economia. 
• Deputado federal do Psol diz que impeachment foi armado por um poderoso bloco de forças empresariais, partidárias e midiáticas e não abre qualquer esperança de mudança
• Temer começa repetindo a fórmula que não deu certo. Se deixar conduzir pelas pressões fisiologistas, Temer tende a fazer um divórcio perigoso com a opinião pública, que já parte com dúvidas em relação ao seu governo, alerta em artigo o ex-governador Germano Rigotto. 

• Não haverá referendo anti-Maduro, diz vice-presidente. Para Istúriz, oposição fraudou coleta de assinaturas para referendo. 
• Múltiplos esqueletos no armário rondam Trump e Hillary. Vida pública da democrata e negócios do republicano são investigados. 
• Cuba lidera campanha contra golpe no Brasil. 
• Rússia e Belarus adotarão medidas conjuntas contra escudo antimísseis dos EUA. 

Temer não receia ser impopular. E os russos?
Sob Dilma Rousseff, praticaram-se tantas barbaridades econômicas que não sobrou alternativa ao governo provisório de Michel Temer. O que vem por aí será uma mistura de apertos com reformas indigestas. O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) ainda não aviou a receita. Alega que é preciso ter segurança no diagnóstico antes de prescrever o medicamento. Após concluir o acurado levantamento das necessidades do paciente, mandará reforçar o purgante.
Ciente do que está por vir, Michel Temer repetiu em entrevista ao Fantástico o que dissera ao PSDB: se for confirmado no cargo, não cogita candidatar-se à reeleição em 2018. Não é a minha intenção. Aliás, não é a minha intenção, e é a minha negativa. Eu estou negando a possibilidade de uma eventual reeleição, até porque isso me dá maior tranquilidade, eu não preciso praticar gestos ou atos conducentes a uma eventual reeleição. Eu posso ser até -digamos assim- impopular. Desde que produza benefícios para o país, para mim é suficiente.
Beleza. Temer não se incomoda de ser impopular'. Agora só falta perguntar a opinião dos russos do Congresso. Deputados e senadores são os mesmos. E 2016 continua sendo um ano eleitoral. Se a coisa for bem feita, os benefícios para o país demorarão a aparecer. Antes, virão as críticas. E a maioria dos congressistas não costuma ter sangue-frio para segurar maus indicadores e a impopularidade deles decorrente.
Temer leva algumas vantagens sobre Dilma. Ele gosta de política, não tem a pretensão de se imiscuir na gestão da economia, rompe o ciclo de inação e fala português, não dilmês. Mas um pedaço da plateia, expressando-se no idioma das panelas, informou na noite passada que não está gostando do que ouve e enxerga. A entrevista de Temer foi gongada com um panelaço, o primeiro dedicado ao presidente interino. O barulho metálico soou em pelo menos cinco capitais.
Por ora, a única coisa que a sociedade aprova sem titubeios é a Operação Lava Jato. Nela, o PMDB ainda se apresenta como sócio do PT no assalto à Petrobras e adjacências. Ao empurrar investigados para dentro de sua equipe, Temer indicou que seu governo seminovo está mais próximo do problema do que da solução.
Inquirido sobre a situação do ministro Romero Jucá (Planejamento), Temer recobriu-o de elogios. Realçou que o personagem ainda não é réu no STF. Não temos que pensar que o investigado vive uma espécie de morte civil', disse. E se o ministro virar réu? Aí eu vou examinar. Nessa matéria, todos os que superestimaram sua invulnerabilidade deram-se mal.
Temer jura que não será candidato em 2018. Deveria encurtar seus horizontes. Talvez não consiga prever o que está por vir na próxima semana. Melhor cuidar dos minutos, que as horas passam. (Josias de Souza) 

A História do Brasil é PTista!...
Mesmo se essa mudança do Sistema de Poder brasileiro vingar e se concretizar daqui a seis meses, ainda se passarão muitos e muitos anos para que a verdadeira história do Brasil seja novamente estudada e contata para as futuras gerações!....
Hoje e ainda por muito tempo, a história do Brasil está engessada sob a ótica PTista e, há que se reconhecer, a cultura brasileira de nossos dias é essencialmente impregnada do PTismo: professores, do primário à Universidade, pesquisadores, intelectuais, artistas, funcionários públicos qualificados, agentes culturais, jornalistas, cineastas, produtores de audiovisual, diretores e atores de teatro, sindicatos, padres, psicólogos, toda a nata da intelectualidade brasileira encarregada de formar as futuras gerações, enxergam a realidade apenas sob o filtro do PTismo!...
O que não seria negativo se essa visão estivesse assentada naqueles valores e na ética daquele PT original, que encantava a todos nós! A grande questão e a grande distorção que vai continuar existindo na construção educacional de nosso País, é que a ótica desses atuais atores formadores de nossa cultura, na avassaladora maioria dos casos, está eivada e contaminada pelos valores e pela ÉPTica apóstata e criminosa que se abateu sobre o País!
Como bem salienta o autor do texto abaixo, a nova DIIma e o novo Lulla, estarão sentados ao lado de seus filhos e netos, na escola primária e nas Universidades! Isso, se não forem eles mesmos, as novas DIImas e os novos Lullas do futuro!.... (Márcio Dayrell Batitucci) 
ooo0ooo 
A História do Brasil do PT.
A batalha do impeachment é a ponta do iceberg de um problema maior, problema este que transcende em muito o cenário mais imediato da crise política brasileira e que independe do destino do impeachment e de sua personagem tragicômica Dilma. 
Mesmo após o teatro do impeachment, a história do Brasil narrada pelo PT continuará a ser escrita e ensinada em sala de aula. Seus filhos e netos continuarão a ser educados por professores que ensinarão esta história. Esta história foi criada pelo PT e pelos grupos que orbitaram ao redor do processo que criou o PT ao longo e após a ditadura. Este processo continuará a existir. A inteligência brasileira é escrava da esquerda e nada disso vai mudar em breve. Quem ousar nesse mundo da inteligência romper com a esquerda, perde networking
Ao afirmar que a história não perdoa as violências contra a democracia, José Eduardo Cardozo tem razão num sentido muito preciso. O sentido verdadeiro da fala dos petistas sobre a história não perdoar os golpes contra a democracia é que quem escreve os livros de história no Brasil, e quem ensina História em sala de aula, e quem discorre sobre política e sociedade em sala de aula, contará a história que o PT está escrevendo. Se você não acredita no que digo é porque você é mal informado. O PT e associados são os únicos agentes na construção de uma cultura sobre o Brasil. Só a esquerda tem uma teoria do Brasil e uma historiografia. 
Esta construção passa por uma sólida rede de pesquisadores (as vezes, mesmo financiada por grandes bancos nacionais), professores universitários, professores e coordenadores de escolas, psicanalistas, funcionários públicos qualificados, agentes culturais, artistas, jornalistas, cineastas, produtores de audiovisual, diretores e atores de teatro, sindicatos, padres, afora, claro, os jovens que no futuro exercerão essas profissões. O domínio cultural absoluto da esquerda no Brasil deverá durar, no mínimo, mais 50 anos. 
Erra quem pensa que o PT desaparecerá. O do Lula, provavelmente, sim, mas o PT como agenda socialista do Brasil só cresce. O materialismo dialético marxista, mesmo que aguado e vagabundo, com pitadas de Adorno, Foucault e Bourdieu, continuará formando aqueles que produzem educação, arte e cultura no país. Basta ver a adesão da camada letrada do país ao combate ao impeachment ao longo dos últimos meses. 
Ao lado dessa articulada rede de agentes produtores de pensamento e ação política organizada, que caracteriza a esquerda brasileira, inexiste praticamente opção liberal (não vou entrar muito no mérito do conceito aqui, nem usar termos malditos como direita que deixam a esquerda com água na boca). 
Nos últimos meses apareceram movimentos como o Vem Pra Rua e o MBL que parecem mais próximos de uma opção liberal, a favor de um Brasil menos estatal e vitimista. Ser liberal significa crer mais no mercado (sem ter que achá-lo um deus) e menos em agentes públicos. Significa investir mais na autonomia econômica do sujeito e menos na dependência dele para com paternalismos estatais. Iniciativas como fóruns da liberdade, todas muitos importantes para quem acha o socialismo um atraso, são essencialmente incipientes. E a elite econômica brasileira é mesquinha quando se trata de financiar o trabalho das ideias. Pensa como merceeiro, como diria Marx. Quer que a esquerda acabe por um passe de mágica. 
O pensamento liberal no Brasil não tem raiz na camada intelectual, artística ou acadêmica. E sem essa raiz, ele será uma coisa de domingo a tarde. 
A única saída é se as forças econômicas produtivas que acreditam na opção liberal financiarem jovens dispostos a produzir uma teoria e uma historiografia do Brasil que rompa com a matriz marxista, absolutamente hegemônica entre nós. Institutos liberais devem pagar jovens para que eles dediquem suas vidas a pensar o país. Sem isso, nada feito. 
Sem essa ação, não importa quantas Dilmas destruírem o Brasil, pois elas serão produzidas em série. A nova Dilma está sentada ao lado da sua filha na escolinha. (Luiz Felipe Pondé, filósofo, escritor e ensaísta, pós-doutorado em epistemologia pela Universidade de Tel Aviv)

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