9 de mai de 2016

PF têm material e vai à caça...

• Fugindo da crise, haitianos que vieram para o país após terremoto trocam o Brasil pelo Chile.
• Faremos oposição sem incendiar o Brasil, afirma líder do governo. Para o senador Humberto Costa (PT-PE), a presidente Dilma tem dificuldade de dialogar e não se adaptou ao modo de fazer política que existe. 
• Dilma ameaça assessor que não acompanhá-la ao governo paralelo. Promete demitir até quarta quem acha governo paralelo má ideia hoje no país; Dilma não reduziu conta de luz e ainda quase quebrou o setor; Esqueletos do governo Dilma podem passar de R$250 bilhões. Ela pode deixar buraco de até R$600 bi nas contas públicas. 
• Transfusão pode transmitir vírus da dengue e da zika. Pesquisa no Rio e no Recife apontou taxa de transmissão de dengue de 37,5%. 
• Andrade Gutierrez pede desculpas por malfeitos. Segunda maior empreiteira do país elogia Lava Jato e pede licitações mais éticas. Andrade Gutierrez faz acordo para contar tudo e ainda pagar R$1 bilhão. 
• A Polícia Federal e o Ministério Público Federal pediram à Justiça Federal mandado de condução coercitiva contra o ex-secretário da Receita Federal Otacílio Cartaxo na nova etapa da Operação Zelotes; Ex-ministro de Lula e Dilma, Guido Mantega, é levado coercitivamente pela PF para depor. 
• Petrobras antecipa US$ 1 bi previsto para 2017 com financiamento chinês. 
• Coutinho diz que decisões do BNDES têm natureza técnica. Presidente do banco rebate as revelações feitas por Marcelo Odebrecht. 
• Aliados de Cunha preparam contra-ataque na Câmara. Tropa de choque do peemedebista visa mandatos de deputados pró-cassação. 
• Odebrecht relata pressão do BNDES para doar para Dilma. Coutinho e Mantega cobrariam empresas atuantes no exterior; ambos negam. 
• Michel Temer desiste de bancar projeto de autonomia do BC. A medida divide aliados, entre eles o PSDB. • MG põe em sigilo dados sobre voos de Pimentel. Dados mostravam que Aécio cedeu aeronaves oficiais a celebridades.
• Dilma, culpada ou deficiente? Não deixe de assistir a este debate em uma TV americana sobre o Governo Dilma-PT-Lula. Em um momento do debate foi dito que a Dilma, enquanto presidente do Conselho da Petrobras, não apenas tinha que saber de toda a corrupção, ou ela era a chefe, ou então é retardada mental ou todas as coisas juntas. Não deixe de assistir. Que vergonha para nós brasileiros.
• Contra Hillary, Trump cita abuso de Bill Clinton. Rival foi facilitadora de escândalos sexuais do ex-presidente, diz republicano; Incoerências dificultam antever como seria gestão Trump. Suas propostas continuam não sendo levadas a sério por especialistas e rivais. 
• Permanência na UE definirá futuro de premiê britânico. Por trás do referendo, está disputa pela liderança do Partido Conservador. 
• Ataque turco mata 55 militantes do Estado Islâmico na Síria. 

A soma de todos os medos significa que não sobrou nada.
Michel Temer pode não dar certo, em especial pelos nomes que têm sido especulados para o novo ministério. Com raras exceções, mas com muitas regras, há figuras que deveriam estar na cadeia em vez de prontas para tomar posse na quinta-feira. Em vez de escolher notáveis, desvinculados das futricas partidárias, vão surgindo nulidades. Terão condições de tirar o país do abismo? A três dias do desaparecimento de Dilma, inexiste um plano de governo do sucessor, ignorando-se o que fará para combater o desemprego, a alta do custo de vida, o aumento dos impostos e a corrupção.
Eduardo Cunha foi para o espaço, ameaçado de prisão preventiva se der mais uma palavra para tirá-lo do roteiro de horror. A Câmara imagina substituir seu ex-presidente por uma esmaecida cópia, ao tempo em que sobre o Senado pairam nuvens de tempestade, tornando-se Renan Calheiros a bola da vez.
Recessão em cena
O empresariado encolheu-se, evitando colaborar numa recuperação na qual não acredita, ao tempo em que as centrais sindicais saíram de cena e a classe média busca apenas sobreviver, sabendo que não vai dar.
Para todo cenário em que procuramos depositar esperanças, fecha-se o palco. O sentimento predominante no país é de medo. Não há quem deixe de imaginar o pior. Caracteriza-se a soma de todos os medos, expressa no vaticínio de que não vai dar certo. E não dando, qual a alternativa?
Sem ilusões
Dias atrás floresceu a proposta de eleições imediatas em todos os níveis, de Norte a Sul. Logo desfez-se a ilusão, com a evidência de que não mudará nada pelo comparecimento da população às urnas. Os candidatos serão os mesmos. Os eleitores, também. O modelo, igualzinho ao atual.
Milagres, faz muito que não acontecem. Nem parlamentarismo nem monarquia, muito menos ditadura dariam jeito. Proibir todo tipo de reeleição seria um risco, pois quem garante que os próximos seriam melhores do que os atuais?
Em suma, entre tantos mensalões e petrolões, incompetência e corrupção, frustrações e decepções, não sobrou nada. (Carlos Chagas) 

Papa Francisco em Cuba.
 photo papa_irmaos castro_zpsyehsro4p.jpg Liberdade para a ilha-cárcere ou (oxigênio para a) consolidação de uma cruel ditadura?
A próxima viagem do Papa Francisco a Cuba constituirá a terceira visita pontifícia à ilha-cárcere. 
De maneira similar às duas visitas anteriores, a de João Paulo II em 1998 e a de Bento XVI em 2012, se multiplicam as hipóteses do que poderá acontecer durante e após a visita papal numa ilha que continua desde há incríveis seis décadas dominada por uma cruel ditadura comunista.
Antes das duas viagens precedentes, a expectativa de muitos amantes da liberdade era de que as respectivas visitas papais contribuíssem não só para fortalecer os direitos de uma Igreja subjugada, e dar forças aos fiéis católicos dizimados, estrangulados e asfixiados pelo regime, mas também para trazer ventos frescos de liberdade à outrora Pérola das Antilhas.
Na visita de João Paulo II, o mundo presenciou de que maneira foi aplicado o histórico apelo desse pontífice para que o mundo se abrisse a Cuba, e Cuba se abrisse ao mundo. 
Na realidade, o mundo político, econômico e eclesiástico se abriu mais ainda ao regime, o qual, fortalecido publicitária, política e economicamente, manteve fechada a ilha-cárcere.
De maneira surpreendente, o próprio visitante chegou a elogiar, em conversa com jornalistas, os alegados logros do regime nos campos da saúde e da educação, que, como tem assinalado os especialistas, são no fundo dois instrumentos de deformação ideológica e moral, e de controle social da população.
Professores e médicos são metade profissionais, metade funcionários a serviço do Partido Comunista e dos órgãos de segurança. Em resumo, do ponto de vista das perspectivas de liberdade do povo cubano, foi um verdadeiro desastre.
Desse mesmo ponto de vista, a viagem de Bento XVI não obteve resultados melhores. Causou até profunda estranheza nos cubanos de dentro e fora da ilha, e dos amantes da liberdade do mundo inteiro, a entrevista concedida por Bento XVI ao antigo ditador Fidel Castro, que contribuiu para prestigiar o regime comunista, e fazer cair as barreiras psicológicas de horror com relação aos tiranos da ilha cárcere.
Infelizmente, as perspectivas da viagem do atual Pontífice não são melhores. O Papa Francisco tem demonstrado ser um artífice fundamental da gigantesca e renovada apertura diplomática e financeira do mundo ao regime, incluindo, notadamente, o próprio governo norte-americano.
Os dividendos do regime cubano estão sendo enormes, e chegaram a um píncaro publicitário com a entrevista que o Santo Padre concedeu ao ditador Raúl Castro, em Roma, em maio de 2015.
A esse respeito, o legendário ex prisoneiro político Armando Valladares, que passou 22 anos nos cárceres castristas, escreveu que el pontífice Francisco recibió al tirano Raúl Castro y, en medio de sonrisas y amabilidades mutuas, estrechó largamente sus manos ensangrentadas, llegando a pedir al líder comunista que rezara por él; um encontro que constituiu una escena escalofriante y estremecedora que, delante de Dios y de la Historia, marcará de manera indeleble el actual pontificado.
Em 1974, o então secretário para os Assuntos Públicos da Igreja, monsenhor Agostino Casaroli, visitou a ilha-cárcere e, posteriormente, ao fazer um balanço de sua estadia, declarou de maneira surpreendente que os católicos da ilha vivem felizes.
A esse respeito, no contexto da enigmática política de distensão que o Vaticano já levava adiante com os governos comunistas, o Professor Plinio Corrêa de Oliveira escreveu um estudo intitulado A política de distensão do Vaticano com os governos comunistas - Para a TFP: omitir-se? ou resistir?, no qual, após analisar diversos lances importantes e estremecedores dessa ostpolitik, reafirmava o pleno direito dos católicos de discordar e de resistir a essa aproximação diplomática.
Hoje, 41 anos depois desse histórico documento do Professor Plinio Corrêa de Oliveira, a reafirmação desse direito dos fiéis católicos de resistir às orientações diplomáticas da Santa Sé, na medida em que favoreçam o comunismo, cobra enorme atualidade e vigência.
Depois do colapso do comunismo na Europa, a enigmática ostpolitik com relação a Cuba continuou numa escalada vertiginosa, na qual Cardeais, secretários de Estado e até os próprios pontífices fizeram elogios incríveis a figuras do regime e a seus supostos logros.
Uma cronologia desses fatos encontra-se em documentados estudos publicados por desterrados cubanos, que estão disponíveis gratuitamente na Internet.
Existe uma enigmática continuidade dessa ostpolitik com relação a Cuba, iniciada antes inclusive das desafortunadas palavras do então secretário dos Assuntos Públicos da Igreja sobre a suposta felicidade dos católicos cubanos, passando pelo pedido de orações feito pelo Papa Francisco ao sanguinário ditador Raúl Castro, até a própria e iminente viagem do atual Pontífice a Cuba. 
É nesse contexto que, segundo o citado ex-preso político Armando Valladares, se levantan las más graves preguntas, no solamente sobre Castro y sus secuaces, sino sobre las intenciones de fondo de la ostpolitik vaticana con relación al comunismo cubano, a sus objetivos y a sus metas: ¿qué se pretende?; ¿hacia dónde se va?; ¿hasta dónde se pretende llegar?; ¿y cuáles son las consecuencias para la fe y la doctrina católica, de estas actitudes tan disímiles con la enseñanza tradicional de la Iglesia sobre el comunismo satánico e intrínsecamente perverso?
São estas as reflexões que o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira deseja compartilhar com o público brasileiro, nas vésperas da chegada do Papa Francisco em Cuba, pedindo à Virgem da Caridade do Cobre, Padroeira de Cuba, que nesta hora crucial conceda ao povo cubano todas as graças necessárias para alcançarem a tão esperada liberdade. (Luis Dufaur) 
Um homem de sucesso é aquele que cria uma parede com os tijolos que jogaram nele. (David Brinkley, jornalista)

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