20 de mai de 2016

País na olimpíada politica...

 photo socristosalva_zpskxbk5yov.jpg • Alta de 0,86% é prévia da inflação em maio, maior valor em 20 anos; Déficit deste ano pode chegar a R$ 180 bi, estima governo. Equipe de Temer vem divulgando rombos crescentes desde segunda (16); O Bradesco calcula que o rombo nas contas públicas, em 2016, pode chegar a 276 bilhões de reais. É o maior legado de Dilma Rousseff para o Brasil. Nas estimativas do banco, informa o Valor, o déficit esperado é de R$ 136 bilhões...
• Henrique Meirelles quer idade mínima de 65 anos para aposentadoria do INSS. 
• Pedro Parente chefiará Petrobras. Novo presidente da estatal diz que não aceitará indicações políticas para cargos. Ex-ministro de Minas e Energia no governo FHC, Parente foi responsável por administrar a pasta no período do apagão e se tornou peça central para solução do problema. Engenheiro também esteve à frente da Casa Civil e do Ministério do Planejamento; Ações da Petrobras sobem mais de 4% com anúncio de Parente. 
• Beltrame revolta policiais militares por culpá-los pela violência no Rio. 
• Vacinação contra o vírus H1N1 acaba nesta sexta-feira no Estado do Rio. 
• Só! Paulo Roberto Costa e Barusco são condenados a indenizar petroleiros. Cada um deles terá que pagar R$ 452 mil ao fundo de pensão Petros. 
• Rio quer ajuda das Forças Armadas durante a Olimpíada. Após aumento da violência, secretário diz que pedirá reforço no policiamento. 
• Investigado por tráfico de influência, sobrinho de Lula é levado para depor. Investigado por tráfico de influência, Taiguara é sobrinho da primeira mulher de Lula, já falecida, que tem negócios nebulosos com a Odebrecht. 
• Renan Calheiros articula retorno do Ministério da Cultura. Senador prevê que Congresso apresente emenda à MP que acabou com a pasta; Nada mudou: Dilma, a investigada, manda chamar Renan, que a vai julgar, e ele atende. Ela age como se estivesse no poder, dando ordens a subalternos.
• Janot pede ao Supremo para investigar cúpula do PMDB. Estão entre os alvos da PGR o ministro Jucá e o senador Renan Calheiros. 
• Temer pede à equipe cautela em declarações públicas. Na semana passada, dois ministros falaram e logo depois fora desautorizados. 
• Forças Armadas: Militares criticam mea-culpa petista. O erro deles foi ter tentado nivelar o Brasil por governos populistas; Resolução do PT sobre conjuntura política foi recebida com indignação pela cúpula militar. O texto diz que os petistas foram descuidados por não terem modificado os currículos das academias militares e por não terem promovido oficiais com compromisso democrático e nacionalista. O que eles queriam, que os militares tivessem ido para as ruas defender o governo? As Forças Armadas são uma instituição de Estado. O erro deles, entre outros, foi ter tentado nivelar o Brasil por governos populistas como Bolívia e Venezuela, disse ao jornal O Estado de S. Paulo o presidente do Clube Militar, general Gilberto Pimentel. 
• Garçom demitido no Planalto era espião de Dilma. Planalto demite garçom por suspeitar que ele relatou reunião de Temer a Dilma. 
• Caixa corta verba de evento com blogueiros contra impeachment de Dilma. A previsão era de que a CEF desembolsasse cerca de R$ 100 mil. 
• Oi faz acordo com a Anatel, e multa vira investimento. Proposta prevê que punição de R$1,2 bi vire melhorias de R$ 3,2 bilhões.
• Deputados criam blocos informais para ganhar poder. Quatro grupos de partidos criam bancadas, três delas de apoio a Temer, e isolam legendas contra o impeachment. Com 76 nomes, PMDB anuncia que vai atuar sozinho em um primeiro momento. 
• Alvo de Operação Janus admitiu contrato com a Odebrecht à CPI do BNDES. 
• Lava Jato: Teori autoriza inquérito contra Vital do Rêgo e Marco Maia. Ministro do TCU e deputado entram no rol de investigados pela Lava Jato e responderão a inquérito por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ambos negam as acusações. 
• Governo Temer suspende todas as novas contratações do programa Minha Casa Minha Vida. O governo do presidente em exercício, Michel Temer, abandonou a meta traçada pela presidente afastada Dilma Rousseff de contratar 2 milhões de moradias do Minha Casa Minha Vida até o fim de 2018, disse o ministro das Cidades, Bruno Araújo. Ao jornal O Estado de S. Paulo, ele afirmou que toda a terceira etapa do programa - e não apenas a modalidade Entidades - está suspensa e passará por um processo de aprimoramento; Governadores falam em Nordeste ingovernável sem Bolsa e prometem pressão. 
• STF suspende lei que autoriza uso da pílula do câncer. Decisão acata pedido feito pela Associação Médica Brasileira e tem caráter liminar, ou seja, ainda continuará sob exame do STF. Relator do caso explicou que a autorização para comercialização da droga sem os devidos testes clínicos fere a Constituição. 
• Temer se reúne com deputadas e promete futura reformulação ministerial. Em encontro com bancada feminina, presidente interino tentou justificar a ausência de mulheres no primeiro escalão. Temer disse ainda planejar reformulação ministerial para contemplar mulheres. 
• Dilma provoca Temer: Mulheres não querem ser fetiche decorativo. Em conversa em sua página no Facebook, presidente afastada provoca interino sobre recusa de mulheres em participar de seu governo e diz que a extinção do Ministério da Cultura representa volta ao passado autoritário
• Em depoimento no Conselho de Ética, que durou sete horas, Cunha nega contas fora e diz que volta à Câmara na 2ª; Cunha se diz injustiçado com afastamento do mandato. Em quase sete horas de depoimento ao Conselho de Ética, Cunha afirmou também que seu afastamento teve objetivo oculto por parte do STF. Julgamento final deve ser realizado em julho; Cunha diz ser dependente do cartão de crédito de Cláudia Cruz. Explicação foi dada pelo presidente afastado da Câmara para justificar gasto de mais de US$ 42 mil em hotel, restaurantes e lojas de Miami no período de cinco dias. Na época, peemedebista recebia R$ 17,7 mil de salário; Cunha vai tentar destituir relator de sua cassação. Presidente afastado alega que, por ter trocado o PDT pelo DEM, partido que faz parte hoje do mesmo bloco do PMDB, Marcos Rogério está proibido de relatar a sua representação. Deputado diz não ter interesse em postergar processo que se arrasta há mais de meio ano; Você ou a trust comprou esta gravata de grife?. Pergunta foi feita a Cunha pelo deputado Júlio Delgado, para quem o presidente afastado da Câmara se beneficia da modalidade de aplicação financeira detectada em seu nome no exterior. Reunião do Conselho de Ética consumiu sete horas de discussões; Conselho de Ética: relator dá prazo de cinco dias para defesa de Cunha. Advogado de Cunha, Marcelo Nobre classificou o prazo como absurdo, por não estar previsto no Regimento Interno da Câmara. Defesa do deputado no colegiado durou mais de sete horas; Renan diz repelir obsessão de Cunha em relação a ele. Em nota, o presidente do Senado rebateu às insinuações de Eduardo Cunha de que os processos dele no Supremo Tribunal Federal (STF) não tramitam com a celeridade devida. 
• Secretário de Cultura de Temer participou de ato contra extinção do MinC. Como titular da Secretaria Municipal de Cultura do Rio, Marcelo Calero participou de encontro promovido por artistas para repudiar a extinção de ministério. Discussão resultou em carta aberta a Temer que aponta incorporação ao Ministério da Educação como retrocesso de 30 anos. 
• Deputados querem impedir uso de nome social por transexual no serviço público. Proposta assinada por parlamentares de nove partidos revoga decreto de Dilma que libera uso de nome social e reconhece a identidade de gênero de travestis e transexuais. Revogação é defendida por deputados evangélicos e católicos. 

• OMS: cepa do vírus da Zika presente na América Latina foi detectada na África. 
• Vítimas do Boko Haram agora sofrem rejeição na Nigéria. 
• Suspeito de atentados de Paris não responde perguntas de juízes. 
• Ministro da Defesa de Israel renuncia e alerta para extremismo no governo Netanyahu. 
• Egito acha partes de corpos e assento de avião da EgyptAir. 
Dizer que estou partidarizando é ridículo, diz Serra. Chanceler vê tempo para acordos comerciais e descarta atrito sobre ambiente; Desfazer o que Lula fez em política externa não é bom para o Brasil. As medidas que desfazem ações dos governos do PT - como parte da guinada na política externa brasileira proposta pelo novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, - não são boas para o país, na visão do editor de uma das principais revistas dedicadas a relações internacionais do mundo, a Foreign Policy. Se Serra acha que reformar a política externa é desfazer o que o Lula fez, ele não está agindo em nome dos interesses do Brasil, disse à BBC Brasil David Rothkopf, em referência à possibilidade de fechamento de embaixadas abertas em gestões anteriores. Após assumir o posto de chanceler do governo interino de Michel Temer, Serra criticou o que chamou de partidarismo da política externa dos governos do PT e indicou que, além de buscar uma gestão focada em comércio internacional, possivelmente fecharia embaixadas abertas por Lula em países da África e do Caribe. (Luiza Bandeira, BBC Brasil em Londres) 
• O presidente da Argentina, Mauricio Macri, pretende anunciar até segunda (23) a candidatura de sua ministra de Relações Exteriores, Susana Malcorra, à chefia da ONU. O sul-coreano Ban Ki-moon, que comanda a organização há cinco anos, deixará o posto em dezembro. 
• Não há indicação sobre causas da queda de avião, diz França. Declaração ocorre após Egito dizer ser mais forte possibilidade de terrorismo.

Sem ela não pode ser.
Queremos esquecer o governo de Dilma Rousseff.
Insisto em desaprender como se escreve seu sobrenome.
Mas não posso; não podemos.
Ainda não.
Até que Dilma vire outra nota de rodapé, seu rombo orçamentário deve ser lembrado.
Hamilton, Mansueto e Caetano - três de nossos melhores economistas - estão debruçados sobre as contas públicas, tentando somar subtrações anteriores. Um intervalo incógnito, mas sabidamente criminoso.
Algo entre R$ 150 bi e R$ 300 bi (na dúvida, eu chuto para cima).
Em cadeia nacional, Temer tem que dar aula matemática sobre esse rombo.
Contabilizá-lo em linguagem simples e objetiva, sem mesóclises.
E mostrar algo mais, para que todos entendam.
Além da matemática, sugiro ao presidente que convide ministros & afins para contar histórias.
Narrar não só o vermelho dos números, mas suas implicações práticas.
Serra fez isso nas Relações Exteriores, revelou a herança maldita, provocou empatia pelo pós-Dilma.
Imagine só as Relações Interiores como estão. (Rodolfo Amstalden) 

Temer em 7 dias, acertos e erros.
Michel Temer está há uma semana à frente do governo. Há menos turbulência do que eu imaginava. Mas também há mais erros do que recomenda a prudência. Já chego lá. Antes, terei de voltar à cartilha.
Não! A legalidade e a legitimidade da posse e do exercício do mandato de Temer não são matéria de gosto, de opinião, de lado e outro lado, de pluralidade. Ou bem se acatam a Constituição e a lei ou bem não. Se não, há dois caminhos. Um deles é a luta política para mudar os diplomas legais; o outro é a luta armada.
O nhe-nhe-nhem supostamente antigolpista não é uma das vozes da pluralidade, mas o eco de um atraso, próprio de quem repudia a democracia. Agora ao ponto.
Temer acertou no essencial, e o melhor, nesses poucos dias, foi seu discurso inaugural. Ouviu-se de novo a voz da institucionalidade, não de uma facção, como virou regra nos últimos 13 anos e pouco.
O presidente levou para o primeiro plano da política o rombo nas contas públicas -e é obrigatório que faça um pronunciamento à nação dando o estado das artes-, a necessidade de empreender reformas, especialmente a da Previdência, e acena com privatizações. No Itamaraty, José Serra evidenciou a guinada em favor da racionalidade.
Mas também se errou mais do que o razoável. A transformação do Ministério da Cultura numa divisão do MEC, ainda que se aumentem os recursos para o setor, foi a crônica do berreiro anunciado. Antevi, em texto, a balbúrdia. Adverti. Artistas atraem holofotes. É da profissão.
Boa parte dos políticos brasileiros vive na era pré-redes sociais. Eles ainda não se acostumaram à velocidade dos fatos e dos boatos que viram fatos. Uma fala, um deslize, um pensamento solto... E o mal está feito.
Por que diabos Ricardo Barros, ministro da Saúde, tem de dizer que acha o SUS muito grande se, efetivamente, não há e não haverá em prazo alcançável a olho nu proposta para encolhê-lo? O que vislumbra quando afirma que pretende debater com a Igreja a questão do aborto, esgrimindo números que são escandalosamente falsos a respeito?
As considerações do experiente Henrique Meirelles (Fazenda) sobre a idade mínima para a aposentadoria faziam sentido num tempo em que governos lançavam balões de ensaio para testar a reação da opinião pública, que demorava até se plasmar numa opinião. Hoje, a especulação é logo tomada por uma intenção, e, antes que o governo possa respirar, vê-se obrigado a recuar da decisão que nem tomou.
Por mais conciliador que seja Temer, e isso é bom, é evidente que não pode permitir que alguém com a biografia de André Moura (PSC-SE) seja líder do governo na Câmara. A rigor, esse senhor tem é folha corrida: réu em três ações penais no STF, investigado em três inquéritos -um deles sobre tentativa de homicídio- e condenação por improbidade administrativa em Sergipe. Se o tal centrão veio com o fato consumado, eis uma boa hora de dizer não.
André Moura não pode ser o representante na Câmara de um governo que só se instalou porque a titular do que caiu cometeu crime de responsabilidade. É uma questão de... responsabilidade! E não me venham com a história de que a política é a arte do possível. Se Moura é o possível, melhor a gente brincar de outra coisa.
Urge que Temer imponha o silêncio obsequioso aos ministros, que só poderão falar sobre decisões já tomadas. E também tem de deixar claro que não será refém daquelas forças com as quais sua antecessora não conseguia nem governar nem romper. (Reinaldo Azevedo) 

Universal e eficiente.
Num lance de incontinência verbal típico de ministros recém-empossados, o novo titular da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que o SUS não tem condições de oferecer a cobertura universal preconizada pela Constituição.
A exemplo do que aconteceu com outros de seus colegas de gabinete, Barros viu-se obrigado a recuar menos de 24 horas depois, dizendo que o sistema está estabelecido e não será redimensionado.
O ministro do dia seguinte está certo. Não há como retroceder na universalidade do Sistema Único de Saúde. Isso não significa, porém, que o modelo não precise se adaptar à realidade orçamentária.
Verdade que o SUS tem problema de subfinanciamento -o que não se percebe pela simples análise dos dispêndios do país com saúde como proporção do PIB. Em 2014, foram 8,3% do PIB, nem tão longe de nações desenvolvidas conhecidos pela excelência na área, como Reino Unido (9,1%) e Noruega (9,7%).
Ocorre que, além de nosso PIB per capita ser muito menor do que o desses países, a distribuição dos gastos entre os setores público e privado resulta desigual. O SUS, que atende a 75% da população, fica com 46% do total de verbas, enquanto os demais 25% de brasileiros dispõem de 54% dos recursos.
Novas dotações orçamentárias para o SUS, todavia, não se materializarão tão cedo. Até por isso, é preciso obter ganhos de eficiência na gestão e eliminar gastos mal direcionados -um esforço, aliás, que todo governo deveria promover, mesmo que não fosse pela crise econômica.
Não faz sentido, por exemplo, que pacientes busquem tratamentos diferenciados caríssimos e os obtenham por decisão judicial, enquanto faltam antibióticos para combater mazelas banais, como a sífilis. Só em 2015, o Ministério da Saúde despendeu mais de R$ 1 bilhão em decorrência de liminares.
As pessoas, naturalmente, são livres para ir à Justiça quando considerarem apropriado; é preciso, pois, mudar a cultura, muito presente no Judiciário, de que dinheiro não constitui um problema.
O SUS deve ser universal, mas nos termos definidos pelas autoridades sanitárias, segundo uma lista de procedimentos que pondere eficácia e custo -como ocorre em países mais ricos que o Brasil.
Essa é apenas uma das muitas ineficiências que prejudicam o funcionamento do SUS. Na atual situação, o inevitável ajuste entre a demanda e a oferta se dá através de filas, nas quais pacientes morrem ou têm sua condição agravada por esperas que nunca terminam.
Em vez de sugerir que os cidadãos brasileiros recorram a planos de saúde, o ministro Ricardo Barros deveria trabalhar para que o sistema entregue muito mais com os recursos de que já dispõe. (Uol) 

Mulher e Política - um assunto irrelevante.
Dilma Rousseff finalmente foi colocada em desterro por trâmites legais e institucionais dos Poderes da República. Além de andar de bicicleta, para quem sabe espairecer com relação a outras pedaladas, parece não ter noção da situação em que ora vive. Aliás, essa senhora nunca teve ideias claras sobre a realidade e demonstrou reiteradamente confusão mental quando proferia discursos desconexos.
Agora repete como um mantra: é golpe, é golpe, é golpe, no que é seguida, por enquanto, por remunerados malandros ou incautos dos chamados movimentos sociais. Estes e o PT nunca gostaram dela, mas certamente obedecem ao chefão Lula no momento não mais tão poderoso.
Em todo caso, como um Nero petista Lula disse ser o único capaz de por fogo no Brasil ou, talvez, em pneus para atrapalhar o trânsito nas cidades. Entre outras bravatas ele também já se considerou um Napoleão vermelho capaz de convocar o exército de Stédile, em que pese o fato de que não foi sequer atendido por muitos deputados quando, aboletado em um hotel de luxo em Brasília lhes ordenou que votassem contra a inadmissibilidade do impeachment. Até o Tiririca passou Lula para trás.
Saindo de sua insignificância para o cargo mais alto da República não por mérito ou competência, mas alçada por um homem esperto que fez dela sua marionete, Rousseff mergulhou nos perigosos delírios do poder e pensou que mandava. Mandar, dizem que mandava de modo truculento nos auxiliares que a serviam no palácio. Nos ministros aplicava o mesmo método raivoso, porém nunca se soube se era de fato obedecida. É que acima dela estava Lula da Silva e ao seu redor o PT, dando as coordenadas e impedindo ações que desagradassem ao partido. Só para dar um exemplo lembremos o ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que não conseguiu desempenhar seu trabalho.
Em outros tempos, poderoso, inimputável, surfando no politicamente correto e seguindo o plano de permanência no poder do PT, Lula fez de Dilma Rousseff sua criatura política. Logrou elegê-la como presidente da República e fez mais, conseguiu reelegê-la. O resultado já se sabe foi um descalabro total. Homem e mulher arrastam o país à ruína.
Como nenhum governo resiste quando a economia vai mal, Rousseff foi afastada por 180 dias de forma legal e com o apoio de 70% da população. Período que bem podia ser abreviado para se chegar ao desfecho. Afinal, ela demostrou ser totalmente inepta para ocupar cargo tão relevante e, sem dúvida, cargos mais simples.
Ainda sem entender completamente sua condição, Rousseff, já defenestrada, chamou jornalistas estrangeiros ao Palácio da Alvorada e entre acusações ao presidente Temer soltou sua crítica de cunho feminista, no que foi copiada por petistas e se alastrou pela mídia.
Lamento que, depois de muito tempo, não haja mulheres e negros no ministério, o que é fundamental se você quer construir um país inclusivo, não só do ponto de vista social, mas cultural e dos direitos humanos.
O que Rousseff, uma mulher sapiens, ignora é que não existem qualidades intrínsecas femininas ou masculinas, em negros ou brancos, em homossexuais ou heterossexuais para exercer a política. A competência para exercer um cargo público, a ética, a visão de bem comum nada tem a ver com sexo e cor. Nesse sentido disse a grande governante Indira Gandhi: Não me considero uma mulher fazendo política, mas uma pessoa exercendo um ofício.
Portanto, Rousseff, anos-luz distante de Margaret Thatcher, levantou uma questão tão irrelevante quanto ela mesma e suas ministras que não chegaram a dizer a que vieram.
O presidente Temer depois da polêmica nomeou Maria Silvia Bastos Marques presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Façamos votos que ela tenha êxito, não por ser mulher, mas por sua competência.
Lula nunca desceu do palanque, fez politicagem, ensinou a criatura a mentir e deu no que deu. Temer está se baseando na realidade, acabou de entrar e é necessário se dar a ele um tempo. Para uma oposição feroz e inconsequente já existe o inconformado PT. Afinal, milagre Temer não pode fazer depois do homem, Lula da Silva, e da mulher, Dilma Rousseff, terem destroçado o Brasil. Ou alguém quer que ela volte? (Maria Lucia Victor Barbosa, socióloga) 
Quem planta, colhe. A colheita já começou e só terminará quando o corretivo da prisão tiver sido cumprido apesar dos mentirosos e covardes eu não sabia. Deus não dorme.

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