26 de mai de 2016

O povo desempregado se pergunta...

 photo naocontra_zpsupy7zj57.jpg • Meta é revista, e Temer passa em primeiro teste no Congresso. Depois de 17 horas de sessão conjunta, deputados e senadores aprovam a revisão da meta fiscal e elevam a previsão de déficit nas contas públicas de R$ 96,7 bilhões para R$ 170,5 bilhões; Em meio a protestos, Temer recebe novos embaixadores e comemora bela vitória. Nesta manhã, peemedebista recebeu credenciais de embaixadores de seis países em meio a gritos de Fora, Temer em um protesto de manifestantes ligados à CUT; Possibilidade de novos áudios preocupa gestão Michel Temer. Assessores defendem afastamento de ministros citados na Lava Jato 
• Teto de gastos pode levar 8 anos para zerar déficit. Proposta é que despesa da União não ultrapasse inflação do ano anterior. 
• Quem é Sérgio Machado, que hoje apavora Brasília. Saiba 1. STF homologa delação de Sérgio Machado, que gravou Renan, Jucá e Sarney. Investigado na Lava Jato, busca de redução de sua pena. Áudio já resultou na queda de ministro de Temer; 2. Sarney promete ajudar alvo da Lava Jato. Mas sem advogado no meio, enfatiza ex-presidente da República; 3. Em nova gravação divulgada pelo ex-presidente da Transpetro, peemedebista se oferece para ajudar a evitar que o interlocutor caia nas mãos de Sérgio Moro; 4. Temer negociou condições com a oposição, diz Sarney. Ex-presidente da República relata em conversa ao telefone que oposição ao governo Dilma hesitou em apoiar a gestão interina. Colaboração só veio após negociação de certas condições; 5. Deus me livre! Delcídio é o mais perigoso do mundo, diz Renan em gravação. Em conversa com ex-presidente da Transpetro, Renan demonstra preocupação com a possibilidade, concretizada, de ex-líder do governo incluí-lo em sua delação. O acordo [inaudível] era para ele gravar a gente; 6. Em conversa com Machado, Renan defende impedir preso de fazer delação. Em diálogo com ex-dirigente da Transpetro, presidente do Senado defende mudar lei para evitar que presos façam delações premiadas, como as que resultaram em acusações contra os dois, e diz que todos os políticos estão com medo da Lava Jato; 7. Renan diz que não tentou interferir na Lava Jato e se desculpa com Aécio. Em nota divulgada por sua assessoria, presidente do Senado diz que se expressou inadequadamente ao declarar, em conversa com Sérgio Machado, que tucano estava com medo da Lava Jato. Senador afirma que as opiniões expressadas por ele são de conhecimento público. 
• Mesmo afastado, Cunha custa R$ 500 mil à Câmara por mês. Dados são de levantamento feito pelo Psol e constam de pedido de suspensão das regalias ao presidente afastado da Câmara a ser entregue à Procuradoria-Geral da República. Deste total, R$ 400 ml são para custear despesas da residência oficial, ainda ocupada por peemedebista; 1. Psol pede ao STF suspensão de regalias de R$ 500 mil a Cunha. Levantamento feito pelo partido mostra que a Câmara gasta mais de R$ 400 mil apenas com a manutenção da residência oficial, ocupada pelo presidente afastado da Casa. Segundo a legenda, Cunha segue exercendo influência no Congresso e no governo interino; 2. Eduardo Cunha pediu ao STF autorização para voltar a frequentar seu gabinete na Câmara. Segundo o Estadão, o peemedebista alega que não teve seus direitos políticos suspensos e não está impedido de exercer atividade partidária, como qualquer cidadão; 3. O advogado Mauro Scheer, fundador do Movimento Brasil Melhor, protocolou no STF um mandado de segurança para suspender as regalias de Eduardo Cunha. O MS caiu com Dias Toffoli. Ao negar o pedido, Toffoli copiou e colou decisão tomada em outro MS mais antigo, em nome de Flávio dos Santos Lima, que pedia o afastamento de Cunha. Transcrever fundamentações jurídicas anteriores é comum. Mas, no caso, ele esqueceu de trocar no texto o nome de Flávio dos Santos pelo de Mauro Scheer. O advogado entrou agora com um agravo regimental, pedindo manifestação do plenário; 4. Conselho de Ética acusa interferência para beneficiar Eduardo Cunha. Viagem do presidente do Conselho de Ética atrasa parecer contra Cunha. 
• Além da Odebrecht, Engevix atuou em Angola. MPF apura se Lula traficou influência na obra de hidrelétrica. 
• Waldir Maranhão sofre ameaça e some do plenário da Câmara. Presidente interino da Câmara aceita não presidir sessões deliberativas com medo de ser cassado por quebra de decoro, depois de ter anulado a sessão que aprovou o impeachment; Maranhão reafirma limite a apuração contra Cunha. Relator de processo de cassação diz que decisão é situação de ditadura. 
• Criação de emprego formal encolhe pelo 13º mês. Tamanho da queda foi menor em abril, desacelerando na comparação anual. 
• Repatriação de recursos de brasileiros é pífia. Lei não deve repatriar nem 10% dos R$400 bilhões esperados.
• Gilmar Mendes pede a Janot para reavaliar se é o caso de investigar Aécio. Pela segunda vez em duas semanas, ministro do STF envia de volta ao procurador-geral da República pedido de abertura de inquérito contra o presidente do PSDB e questiona se há necessidade de levar adiante investigação contra ele. 
• Iniquidades políticas! CPI do HSBC chega ao fim sem pedir indiciamentos. Relator Ricardo Ferraço (PSDB-ES) explicou que não houve indiciamentos devido à dificuldade das autoridades em examinar arquivos criptografados encaminhados pela Justiça francesa. 
• Justiça concede habeas corpus à esposa de Telmário Mota. Médica foi condenada em segunda instância a mais de sete anos de prisão no caso conhecido como Escândalo dos Gafanhotos. Defesa diz que ela tem garantia de liberdade até que o mérito da soltura seja julgado. 
• Walter Pinheiro apresenta PEC que altera rito do impeachment. Proposta traz alterações no quórum para a instalação do processo no Senado e no prazo para a conclusão do trâmite que pode afastar o presidente da República. Senador afirma que Lei do Impeachment é de 1950 e que legislação atual é falha
• Criação de emprego formal encolhe pelo 13º mês. Tamanho da queda foi menor em abril, desacelerando na comparação anual. 

• Obama faz gesto histórico com visita a Hiroshima. Americano agradou ao reforçar pleito pelo fim de armas nucleares.
•  Hillary não poderia ter usado e-mail pessoal, diz relatório. Ex-secretária de Estado não teve aval para usar conta particular para trabalho. 
• Agora a febre amarela: Após ter superado o surto de ebola, a África enfrenta outra grave ameaça viral. 
• Muitos civis poderiam morrer de fome na Síria se a ajuda humanitária não chegar rapidamente em várias localidades, advertiu nesta quinta-feira o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura. 
 • Uma barcaça com cerca de cem imigrantes a bordo naufragou a 35 milhas do litoral da Líbia, no canal da Sicília, e várias lanchas e embarcações da operação de controle do Mediterrâneo da União Europeia tentam resgatar as pessoas que iam a bordo, confirmou à Agência Efe a Guarda Costeira italiana. 

Desgraça pouca é bobagem.
Importa menos o autor do diagnóstico. Se Romero Jucá ou Sérgio Machado: um dos dois falou e o outro concordou que a Operação Lava Jato só interromperia sua sanha de investigar e punir políticos corruptos com o afastamento da presidente Dilma Rousseff do poder. Metade da profecia foi cumprida, pois Madame está afastada. Tudo indica que a outra metade também, pois a Polícia Federal, o Ministério Público, a Receita e o Judiciário continuam investigando, prendendo e condenando.
Quanto ao ex-ministro do Planejamento e o antigo senador, seu destino será cumprido: vão parar na cadeia, envolvidos na corrupção verificada em torno da Petrobras.
A dúvida que sobra refere-se ao futuro de Dilma. Afastada da presidência da República por 180 dias, aguarda seu julgamento pelo Senado. Claro que não foi punida porque atrapalhava a elucidação da roubalheira. Simplesmente, não interferiu na iniciativa do juiz Sérgio Moro e sua turma. Não mobilizou seu ministro da Justiça para pressionar a Polícia Federal e, muito menos, convocou o Procurador Geral da República para instruções. Deixou que a Justiça seguisse seu curso.
Fica a conclusão: perdeu temporariamente o mandato por não ter protegido a quadrilha de vigaristas que se locupletava com os dinheiros públicos?
Aqui a equação se complica. A presidenta foi para o espaço por incontáveis razões: não saber governar, desprezar o Congresso, humilhar a classe política, comportar-se de forma arrogante, cercar-se de incompetentes e não perceber o caos em que sua administração se tornava.
Parece fulminada, à medida em que o seu julgamento prosseguir, ainda que seus adversários necessitem de 55 senadores para condená-la. Menos um, seria reconduzida ao palácio do Planalto. Parte do PT conta com esse número.
Ignora-se como o país reagirá, em especial diante da performance de Michel Temer, “aquele que sabe lidar com bandidos”, conforme suas declarações.
Em suma, Romero Jucá e Sérgio Machado são a bola da vez. Tudo indica que serão encaçapados. Com Temer permanente ou Dilma de volta, uma coisa é certa: o Brasil não merecia tanta desgraça. (Carlos Chagas) 

Feridos, caciques do PMDB estão atemorizados.
Caíram todas as fichas do PMDB. A conversão de Sérgio Machado de operador do partido em colaborador da Lava Jato revelou a alguns cardeais que ainda se imaginavam acima das leis que a festa acabou.
Aos poucos, desaparece aquele Brasil que oferecia às eminências políticas a segurança de que nenhum ilícito justificaria a incivilidade de uma reprimenda pública. No seu lugar, surge um país que ensina a Sarney, Renan e Jucá que nem tudo termina num grande acordão.
Acometido de morofobia, Sérgio Machado foi de cacique em cacique para avisar que estava prestes a suar o dedo. Esse cara, esse Janot que é mau caráter, ele disse, está tentando seduzir meus advogados, de eu falar, disse para Sarney.
O Janot tem certeza que eu sou o caixa de vocês, declarou para Renan. Então, o que ele quer fazer? […] Ele quer me desvincular de vocês, […] e me jogar para o Moro. E aí ele acha que o Moro vai me mandar prender. Aí quebra a resistência. E aí fodeu. 
Eu estou muito preocupado, afirmou Machado na conversa com Jucá. O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.
Ouviram-se juras de proteção a Machado. Sem meter advogado no meio, orientou Sarney. Um pacto para estancar a sangria, definiu Jucá. Tem que ser conversa de Estado-Maior, pediu o ex-presidente da Transpetro.
Homologado nesta quarta-feira (25) pelo ministro Teori Zavascki, do STF, o acordo de delação premiada que Sérgio Machado celebrou com o Ministério Público Federal é uma evidência de que malograram as tentativas de acordão. Afora os depoimentos já prestados pelo novo delator, a turma da Lava Jato manuseia gravações que somam quase sete horas de conversa.
Feridos pela traição, os caciques do PMDB estão atemorizados. O pânico tem razão de ser. Eles sabem o que fizeram nos verões passados. E acabam de descobrir que já não é tão fácil celebrar conchavos com pedaços do Judiciário, para triturar investigações.
A caciquia do PMDB ainda não conseguiu concretizar o desejo de aprovar alterações às leis que regulam os acordos de leniência e as delações premiadas. Enquanto ainda têm mandato, Renan e Jucá deveriam perseguir um objetivo mais modesto -um tributo a Sérgio Machado. Assim como há ruas batizadas de Voluntários da Pátria, a dupla poderia sugerir a inauguração de outras que se chamassem Traidores da Pátria. (Josias de Souza) 

O dia que um aluno negro me perguntou sobre Mises.
Antes de qualquer coisa: por que citar que o aluno era negro? Pois é, pensei em deixar este detalhe de lado, mas perguntaria a mesma coisa para a Esquerda que adora separar as pessoas em cor, gênero, altura, peso, dentre outros. Enfim, citei para mostrar que etnia não tem nada a ver com escolhas e que um aluno negro (indígena, gay, trans e afins) não precisa estar revoltado e diluído em meio a coletivos histéricos para invadir aulas gritando como selvagens.
Dava uma aula sobre a Revolução Industrial falando sobre as condições de trabalho, sobre as ideias como aquelas de Adam Smith, Marx e suas respectivas obras, além de outros detalhes mais sobre o período. Ao final, perguntei se alguém ali tinha alguma questão. Um dos alunos, ao fundo, levantou o braço e perguntou: O professor já leu Ludwig von Mises?, ao que respondi positivamente.
Logo depois, me disse que estava lendo Ação Humana e que assistia a vídeos do canal Ideias Radicais, de tendência anarcocapitalista. Disse, porém, que acreditava que o Estado era necessário em algumas questões. Já escrevi aqui sobre os ventos de mudança, o que para mim é um fato. Você já pensou no que significa um aluno do segundo ano citando Mises, dizendo que está lendo Ação Humana e ainda falando sobre um Estado reduzido? Mas, não para por aqui. Ele ainda falou que já tinha lido mais livros liberais, todavia, não tivemos tempo de continuar a conversa.
Não somos videntes como a Esquerda pensa ser, não temos teleologia, mas podemos supor, sem medo, que estas sementes darão ótimos frutos. Ou seria melhor que ele estivesse sendo inspirado por Leon Trotsky?
Só alguém muito lobotomizado por coletivos pode acreditar que um jovem, integrante de um movimento autoritário, terá uma contribuição social mais positiva do que aquele que, em vez de estar culpando tudo e todos por seus problemas existenciais, está se interessando por questões muito mais valiosas do que ocupar escolas a mando de ideólogos, por exemplo.
Alguns dirão que é necessário que um jovem negro tenha senso crítico, e que, por isso, deve buscar leituras mais coerentes com a sua realidade. Mas quer senso crítico mais apurado do que este, o de ler autores liberais enquanto a maior parte da Esquerda ainda domina o cenário? Quer posição mais original do que esta, a de citar Mises enquanto a maioria dos professores sequer sabe quem foi esse economista? Quer postura mais independente do que esta, de ser negro e liberal mesmo com tantos movimentos sociais de Esquerda dizendo que representam todos os negros? Aparentemente ele não precisa de ninguém gritando por ele com camisa dos comunistas Panteras Negras e isso, claro, é um soco no estômago da Esquerda, acostumada ao monopólio da virtude e a chamegos do próprio bando.
No fim das contas, quem sabe um militante diga para o jovem negro se inspirar em alguém do povo dele, como Malcolm X. É provável que, inteligente como é, não se deixe levar pela cor da pele, mas por ideias. Mas mesmo assim, caso concordasse em considerar isso, optaria por Thomas Sowell e a Esquerda perderia de novo. O certo é o certo independente de cor de pele. Não adianta, Lênin está perdendo espaço, o Estado está perdendo terreno e a lógica desabrocha novamente.
Estadistas, corram para as montanhas, pois jovens que conhecem o Poder das Ideias liberais estão cada vez mais imunes ao contágio socialista que arrasou gerações! (Thiago Kistenmache, estudante de História na Universidade Regional de Blumenau (FURB)) 
Existem por ques de tantos sindicatos e congêneres... Usados por dirigentes inescrupulosos é um veio fecundo. No fundo, tirante o escrito, para que servem realmente? (AAndrade)

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