30 de mai de 2016

O mundo em seus fracassos...

• Governo vai cobrar R$ 11 bilhões de empresas envolvidas na Lava Jato. Quantia corresponde a 17% do valor de contratos considerados fraudulentos. 
• Parada do Orgulho LGBT de São Paulo tem cartazes e gritos de Fora, Temer
• Grampos dificultam futuro da gestão Temer no Senado. Gravações aprofundaram clima de incerteza e preocupação no novo governo. 
• Lula mudou lei após receber pedido de alvo da Lava Jato. Lula já negou em depoimentos ter conhecimento da corrupção na Petrobras. 
• Apesar dos cortes, Petrobras ainda sofre de inchaço. Estatal emprega mais que Shell, Exxon e BP juntas e lucra 2% delas. 
• Laudo de estupro contraria senso comum, diz polícia. Delegado muda investigação, mas volta a levantar dúvidas sobre crime no Rio. Polícia põe delegada para investigar estupro no Rio. Apuração de crime contra garota de 16 anos muda após críticas a delegado; Advogada é dispensada por família de vítima de estupro coletivo. Finalidade política foi alcançada. Fico feliz, diz Eloisa Samy. Agora, jovem é assistida por programa da Secretaria de Direitos Humanos do governo estadual; Tráfico, tiro e funk marcam cenário de estupro no Rio. Moradores relatam que festas com consumo de drogas fazem parte da rotina. 
• Delação e áudios não livram Sérgio Machado de Sérgio Moro. Juiz mandou prender 158 acusados e condenou 93, na Lava Jato. 
• Temer transfere Incra e secretarias da reforma agrária para a Casa Civil. Políticas de reforma agrária ficarão sob comando do ministro Eliseu Padilha. 
• Todos sabem que Congresso chegou ao fundo do poço, diz Jungmann, ministro da defesa. 
• Em gravação, ministro de Temer critica Lava Jato. Fabiano Silveira era conselheiro do CNJ quando teve diálogo registrado. 
• Indigenistas querem evitar revogação de demarcações. Grupos receiam que Temer volte atrás em homologações de terras indígenas. 

• Nos EUA, adolescente de 15 anos é abusada por 25 colegas de escola. Amiga da família revelou que jovem já tinha sido vítima de abuso sexual, quando esteve em posse de um traficante de pessoas dos 13 aos 15 anos. Nos Estados Unidos, um caso envolvendo uma adolescente de 15 anos está repercutindo. Vídeos e fotos compartilhados nas redes sociais mostram a garota tendo relações sexuais no banheiro da South Fort Myers High School, em Fort Myers, na Flórida. Imagens de câmeras de segurança registraram ao menos 25 jovens entrando no local. O caso ocorreu no último dia 17. A mãe da menina disse que ela foi até o banheiro com um estudante e teria consentido em manter relações sexuais com ele. Em seguida, outros jovens começaram a entrar no local. Uma amiga da família da moça revelou que ela já tinha sido vítima de abuso sexual, quando esteve em posse de um traficante de pessoas dos 13 aos 15 anos. Após ser libertada, passou por uma série de terapias antes de ir para a escola, o que tinha acontecido há duas semanas. 
Espectadores da violência sexual precisam frear agressor. Para socióloga americana, devemos ensinar respeito às mulheres já na infância. 
• Atentados em Bagdá deixam 10 mortos e mais de 30 feridos. Dois veículos-bombas explodiram em bairros de maioria xiita de Bagdá. 
• Bernie Sanders tenta derrubar os apoiadores de Hillary. 
• Frustração incha protestos contra Bachelet no Chile. Corrupção envolvendo parentes derruba popularidade da presidente do país. 
• Pressão garante fôlego de atos pró-governo Maduro. Manifestações na Venezuela têm cada vez menos participação espontânea. 
• Ataques turcos matam 28 militantes do Estado Islâmico em Aleppo. Ataque atingiu 58 alvos do Estado Islâmico, segundo emissora de TV. 
• Argentina espera repatriar até US$ 20 bi com nova lei. Proposta dará desconto em imposto a quem legalizar recursos no exterior. 
• Centenas de migrantes morrem em travessia à Europa. Ao menos três embarcações naufragaram em uma semana no Mediterrâneo. 
• Terceira via escolhe candidato na corrida à Casa Branca. Partido Libertário ganha força com impopularidade de Trump e Hillary. 

Sem noção, sem salário.
Em tempo de falta de grana inclusive para programas sociais, faço uma sugestão: bloquear salários e emendas dos parlamentares até que tratem o país com o mesmo senso de urgência que tiveram ao afastar a presidente Dilma.
Apenas depois que eles tivessem aprovado as medidas necessárias para tirar o Brasil da crise é que seus salários seriam liberados, e o dinheiro de suas emendas para suas bases eleitorais seria desbloqueado.
Faço tal proposta ao notar que o Congresso age num ritmo como se bastasse afastar a petista para o país voltar à normalidade. Não. Ela havia perdido as condições de governabilidade, mas tudo ainda está por ser feito para sairmos da crise.
Pior é que deputados e senadores estão muito mais ocupados em tratar de seus interesses do que os do país. Gastam seu tempo tentando salvar o mandato do deputado Eduardo Cunha e buscando segurar Waldir Maranhão na presidência da Câmara. Dois estorvos.
Para piorar, e muito, ficam maquinando nos bastidores medidas para frear as investigações da Operação Lava Jato. É o que revelam claramente as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com caciques do PMDB.
E não venham dizer que estão, sim, trabalhando pelo país ao aprovar a revisão da meta fiscal -aquela que autoriza o governo Temer fechar o ano com um rombo explosivo nas contas de R$ 170,5 bilhões.
Aquela votação foi apenas o reconhecimento oficial de um Brasil quebrado. Só livra Temer de ser acusado de pedalar para gastar uma grana que a União não tem. Tal como fez Dilma Rousseff, criando a base jurídica para seu afastamento.
É preciso aprovar medidas para cobrir esse cheque em branco, criticado por petistas, mas gerado pela presidenta deles. Daí a ideia: se os parlamentares não se mexem na direção do essencial, que não ganhem salário até acordarem para o país real. Fica aqui a dica para as ruas. (Valdo Cruz) 

O dia seguinte melhor do que a véspera? 
À medida em que vão sendo revelados os sucessivos episódios da roubalheira verificada em entidades do governo e da iniciativa privada, à sombra da Operação Lava Jato e sucedâneos, com a exposição de políticos e empresários variados, a conclusão é de que dos relacionados não deveria sobra nenhum, ou sobrarão muito poucos. Pelos cálculos feitos até agora pelo Ministério Público, a Polícia Federal e a Justiça, já são mais de duzentos os bandidos, estes reconhecendo a própria culpa, aqueles emergindo das investigações e processos mais ou menos avançados. Alguns comprovadamente envolvidos, condenados ou em vias de tanto. Estes já postos na cadeia, outros a caminho.
A vergonha atinge o país inteiro. Não escapam nomes ilustres.
A pergunta que se faz é sobre quantos escaparão. Porque tentando, todos estão, apelando para as delações premiadas, as amizades de sempre, as chicanas e os advogados abertos ao faturamento variado.
Jamais a corrupção alcançou níveis tão altos. Pelo menos, a impunidade começa a ser atingida e denunciada. Indaga-se a respeito de sua extensão. Muitos vão saltar de banda. Mesmo assim, parte dos corruptos vem sendo arcabuzada, evidência de que o Brasil progride.
Não haverá, portanto, que desistir. Preferível parece imaginar o dia seguinte melhor do que a véspera.
Para Dilma Rousseff, seria preferível a hora do silêncio.
Divulgada ontem, a entrevista de Dilma Rousseff concedida à Folha de S. Paulo na quarta-feira da semana passada deixou claro que Madame não vai bem. De ex-presidentes, ou quase isso, só Jânio Quadros deu tantas provas de desequilíbrio. Ela declarou que o partido de Temer pretendia, ao assumir o governo, barrar a Operação Lava Jato. Mais ainda: que Romero Jucá tentou delimitar as investigações. Incluiu Renan Calheiros na trama, esquecendo-se que 367 deputados e 55 senadores votaram as preliminares de seu impeachment. Negou haver cometido crime de responsabilidade e prometeu retornar ao poder, porque vários senadores que votaram pelo seu afastamento apenas admitiram a admissibilidade da iniciativa.
Estaria a já quase ex-presidenta dissociada de suas faculdades? Primeiro, por haver desaprendido as quatro operações; depois, por não saber chorar, como se vangloria. Melhor teria feito se ficasse restrita às suas bicicletas, poupando críticas e diatribes ao Congresso e aos políticos dos quais se tornou desafeto. Em especial Michel Temer, que age no sentido oposto. Até agora não acusou a antecessora por traição.
Aguarda-se a defesa de Madame, em elaboração pelo seu antigo ministro da Justiça. Caso insista na tese de haver sido apunhalada pelas costas, arrisca-se até a perder mais senadores, no confronto final. É precisamente o que deseja o novo governo. Fica evidente que mais entrevistas significarão menos chances de retornar. Quase nulas. A hora, para a presidente afastada, seria de silêncio ostensivo. Entrevistas, só com senadores propensos a mudar de voto. Dois ou três bastariam… (Carlos Chagas)

O que aconteceu com o sonho carioca?
O Estado do Rio de Janeiro enfrenta, hoje, talvez a pior crise de sua história, acompanhando o país. Somos hoje o terceiro estado mais devedor com um déficit de 20 bilhões de reais. Nossa arrecadação de impostos caiu 23% em relação ao ano de 2015 e com 25% menos de royalties, estamos com a máquina pública paralisada completamente. O fato é: como chegamos a esse ponto em nível estadual e municipal?
Colocar a culpa apenas na federação é varrer a sujeira para baixo do tapete. Obviamente, a culpa do governo federal frente a atual crise econômica carioca é enorme, não há dúvidas. Desde o anúncio do PAC (Programas de Aceleração do Cancelamento) visto que apenas duas das oito maiores obras foram concluídas) e do pré-sal, nos foi vendido o sonho de que agora íamos. A propaganda era de que, com todo o petróleo produzido dentro do quintal, o Rio de Janeiro deslancharia em bonanças, finalmente seríamos prósperos. Veio a copa com todo o investimento federal deixaria o famoso legado. Mais uma bola fora. Agora as olimpíadas que… as obras estão caindo antes mesmo de começar. Até ai, o governo federal possui culpa a questão maior foi que nossos governantes deitaram na mesma cama para sonhar também.
O Estado e o município possuem culpa de embarcar nos devaneios do governo federal e foram eles que nos colocaram nessa crise atual. O endividamento do Estado de uma série histórica desde 2001 deixou um rombo de 13 bilhões de reais no orçamento para esse ano. A farra com o dinheiro público para melhorar a infraestrutura necessária para o Estado receber as benesses do pré-sal, da copa e das olimpíadas está nos custando à saúde pública, a educação, a segurança e todas as outras responsabilidades do governo, segundo a nossa constituição.
Os governadores, nesse período de devaneios, elegeram campeões para ajudar na empreitada da melhoria do Estado. Privilegiaram poucos, em vez de favorecer o florescimento de toda uma estrutura de empreendimentos, aumentaram a carga tributária para o consumidor e cortaram serviços que facilitavam a vida do cidadão carioca, tudo em prol de um projeto fascista de governo.
Em vez de abrirem o Estado à livre concorrência, entregaram o projeto ao corporativismo encabeçado por Eike Batista. O financiador de todo o projeto carioca, das UPPs às dragagens da baía de Guanabara, se provou um engodo de maior grau. Confiaram nas mãos de um homem o bem estar de um Estado inteiro e confirmaram o resultado que a Escola Austríaca passa décadas refutando: O planejamento centralizado é fadado ao fracasso.
Entregaram o monopólio do transporte em transações escusas à cartéis de compadres, pouco ou nada interessados pela opinião dos seus consumidores visto que não possuem ameaça de competição. Somos o terceiro Estado com maior tempo de trânsito, uma das passagens de ônibus mais caras do mundo e pouco ou nenhum conforto nas viagens. As exigências de ar condicionado na frota não são cumpridas, a fiscalização não é feita com regularidade, os motoristas muita das vezes por força do estresse são maus humorados e as condições dos coletivos são as piores possíveis. Sem concorrência, essas empresas fazem o que querem sob a proteção direta dos burocratas e enquanto isso o cidadão vê o seu dia diminuído e seu dinheiro tomado pela necessidade de utilizar esse tipo de serviço.
Sob o pretexto de proteger o consumidor o Estado violenta diariamente trabalhadores ambulantes, artistas de rua, donos de trailers de comida e até os novos food trucks, esses últimos devem se limitar a apenas 85 pontos no Rio de Janeiro, pagar uma taxa de 680 reais mensais para ter o direito de ter sua liberdade de vender cerceada e escapar da guarda pretoriana levar toda a sua mercadoria e materiais de trabalho, assim como é feito com os ambulantes.
Sob o pretexto de melhorar a mobilidade e embelezar a cidade, milhares de pessoas foram desabrigadas, demonstrando um total descaso com a propriedade do cidadão. Comunidades inteiras foram retiradas, espoliadas e arremessadas à força para regiões onde o Estado decidira onde seria melhor elas ficarem. A liberdade desses cidadãos também fora desrespeitada. Ninguém os perguntou se gostariam de se mudar, se estavam satisfeitos, mal pagaram as indenizações pelos seus imóveis, simplesmente suas propriedades não cumpriram mais a espúria função social.
Os governos tornaram o Rio de Janeiro hostil ao empreendimento. Não temos segurança, garantia de propriedade e nem a liberdade de comercializar. Soma-se a isso um governo abertamente apoiador de tributações maiores e sufocador de qualquer iniciativa privada que vise a melhoria da vida da população (lembremos os casos do uber, das escolas modelo e de novo dos food trucks). Com tamanho descaso, o sonho de um dos estados onde possuímos um dos maiores números de pessoas que querem empreender em diferentes níveis, vai parando de sonhar, vai aceitando a realidade e no máximo se adequando a sonhar com um cargo público ou busca se mudar daqui.
Temos a possibilidade de mudança esse ano. Nossas eleições municipais se aproximam e lá decidiremos de novo se queremos sonhar com mais liberdade ou nos ater a projetos autoritários de governo onde apenas o interesse dos burocratas é garantido. Será que queremos vereadores que aumente as leis que punem o progresso, sejam coniventes com o desrespeito das contas públicas por parte do prefeito e batam o pé contra o empreendedor? Será que escolheremos de novo um sonho impossível de um prefeito ou buscaremos a esperança de um voto consciente em alguém que será nosso aliado na busca por mais liberdade, progresso e respeito aos direitos individuais? Uma coisa é certa: ou protagonizamos nossos próprios sonhos ou seremos apenas peças no sonho de um autoritário. (Gustavo Mendes, graduando em Economia pela UERJ, focado nas áreas de mercado financeiro, pensamento econômico e política)

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