28 de mai de 2016

Ataques e contra-ataques: quem vencerá...

 photo sujeiras.._zpsrlarhsvo.jpg • O que o Congresso espera de Temer. Presidente interino aprovará no Legislativo todas as medidas econômicas e ficará no mandato até o fim de 2018, mostra pesquisa feita com líderes parlamentares. 
• TCU: gasto com cargos de confiança supera R$ 3,4 bi por mês. Maiores percentuais são do Legislativo, 60,9% de comissionados do quadro total de funcionários, e o Judiciário, com 56,9%. Dos 346 mil comissionados nos Poderes, 30 mil estão filiados a partidos políticos. 
• STF pede explicação sobre reforma administrativa a Temer. Decisão do ministro Luis Roberto Barroso é sobre ação protocolada pelo PDT, que alega inconstitucionalidade dos atos do presidente interino. Legenda quer suspensão de alterações realizadas por Temer até julgamento concreto do impeachment. 
• Após cooperação da Suíça, Hong Kong e Panamá viram foco da Lava Jato. Delatores fecham acordo com a Justiça dos EUA em ações contra a Petrobras. 
• Proposta reduz quórum para apreciar vetos presidenciais. O veto ocorre quando presidente da República recusa, totalmente ou em parte, projeto aprovado pelo Congresso Nacional. Proposta altera o quórum de maioria absoluta (257 deputados e 41 senadores) para maioria simples (metade mais um). 
• Delação de Pedro Corrêa cita Lula, Dilma, Aécio e políticos de vários partidos. Depoimento ainda não homologado pela Justiça faz longo relato sobre diversas fases do esquema de corrupção descoberto na Petrobras pela Lava Jato. Revista Veja teve acesso ao documento. 
• O papel do assessor de Renan na defesa de Delcídio. Interlocutor do peemedebista em gravação é pai de advogado que defendeu Delcídio no Conselho de Ética e foi assessor de Renan e indicado por ele para conselho da Anatel. Em nota, senador disse que Vandenbergue era amigo do ex-senador
• Renan tentou barrar recondução de Janot à PGR. Acho que vocês não poderiam ter reconduzido esse b*** não. Tinha que ter comprado uma briga, enfatiza Sérgio Machado. Ao que Renan responde: Eu tentei, mas estava só
• Lula: transcrição sobre influência na Petrobras é insidiosa e covarde. É repugnante que policiais e promotores transcrevam essa farsa em documento oficial, num formato claramente direcionado a enxovalhar a honra do ex-presidente Lula, diz trecho de nota do Instituto Lula; Defesa de Lula pede acesso à delação feita por Pedro Corrêa. 
• Antagonista: 1. Lula é o chefe do quadrilhão: Lula gerenciou pessoalmente o esquema de corrupção da Petrobras. Foi o que Pedro Corrêa explicou à Lava Jato, segundo a Veja. “Uma das passagens mais emblemáticas, segundo o delator, se deu quando parlamentares do PP se rebelaram contra o avanço do PMDB nos contratos da diretoria de Paulo Roberto Costa. Um grupo foi ao Palácio do Planalto reclamar com Lula da invasão. Lula, de acordo com Corrêa, passou uma descompostura nos deputados dizendo que eles estavam com as burras cheias de dinheiro e que a diretoria era muito grande e tinha de atender os outros aliados, pois o orçamento era muito grande e a diretoria era capaz de atender todo mundo; 2. Lula melou o mensalão. Os peemedebistas discutem a melhor maneira de melar a Lava Jato. Mas Lula só escapou do impeachment porque melou as investigações do mensalão. Foi o que disse Renan Calheiros numa das conversas gravadas por Sérgio Machado e divulgadas pela TV Globo: Renan - O problema do Lu... por que que o Lula saiu [não foi acusado no processo do mensalão]? Porque o Duda [Mendonça, marqueteiro] fez a delação - na época nem tinha [a lei] -, o Duda fez a delação, e disse que recebeu o dinheiro fora. E ninguém nunca investigou quem pagou, né? Este é que foi o segredo; 3. Lula na masmorra de Moro. Lula já pode ir se preparando para o pior. Rodrigo Janot, segundo a Folha de S. Paulo, apresentou ao STF esta semana parecer favorável para que um inquérito envolvendo Lula siga para as mãos do juiz Sergio Moro. Trata-se do inquérito sobre o pagamento de suborno a Nestor Cerveró. Agora só falta a assinatura de Teori Zavascki. 
• Michel Temer foi enfraquecido pela Lava Jato e isso pode levar a novas eleições. É o que argumenta Eliane Cantanhêde, no Estadão: Michel Temer é alvo de três frentes de ataque: as gravações do delator Sérgio Machado com os generais do PMDB, a cobrança de soluções urgentes para uma economia em frangalhos e o desequilíbrio entre as manifestações, que são muito contra e nada a favor do presidente interino. Temer parece paralisado, enquanto Lula está à espreita, esperando reverter o impeachment no Senado. Não a favor de Dilma Rousseff, considerada fora de combate, mas sim de uma batalha por eleições já
• Contra-ataque a caminho: Justiça teme retaliação da cúpula do Congresso. Gravações e fim de processos secretos no STF irritaram Congresso. (DiáriodoPoder) 
• Juízes avisam que continuarão vigilantes em defesa da Lava Jato. Nota dos magistrados defende o juiz federal Sérgio Moro e o STF. 
• TCU: funções e cargos em comissão custam R$ 3,47 bilhões por mês. TCU identificou o ralo ao analisar 278 órgãos dos três Poderes. 
• 70% das vítimas são crianças e adolescentes: 7 dados sobre estupro no Brasil. Operação para prender suspeitos de estupro no Rio tem tiroteio e detido. Delegado vai convocar mais 3 suspeitos. Local é controlado por criminosos. Polícia do Rio diz que investigação de estupro coletivo é técnica e imparcial. Advogada de vítima de estupro coletivo pede saída de delegado das investigações. Jovem vítima de estupro e família deixam apartamento no Rio. Quem compartilha vídeo de estupro também comete crime, dizem especialistas. O vídeo de uma adolescente que sofreu um estupro coletivo no Rio viralizou nas redes sociais nos últimos três dias. As imagens, que mostram a garota nua e desacordada após ter sido estuprada foram divulgadas em larga escala no Twitter, Facebook e WhatsApp. 
• Eleições 2014 foram fraudadas e Dilma cometeu crime de responsabilidade. (Marina Silva) 
• Em nota, Dilma comenta pagamentos a João Santana. Publicitário responsável pelas campanhas eleitorais de Lula e Dilma é acusado de ter recebido US$ 7,5 milhões de origem ilícita no exterior pelo lobista Zwi Skornicki e de offshores ligadas à Odebrecht. 
• Wadih Damous nega que seu projeto enfraqueça delação premiada. Estou na linha de frente do combate à corrupção. Mas isso não deve ser incompatível com o respeito à Constituição e às leis, diz o deputado petista. 
• Gasto de brasileiros no exterior cai 16,7% em abril e 34,6% em um ano. 
• Partidos deram apoio material a movimento pró-impeachment. Movimento Brasil Livre reconhece ajuda de PMDB, PSDB, DEM e Solidariedade, mas ressalva que não há dinheiro envolvido. Ministério Público também analisa representação sobre uso da máquina estatal pelo PT em favor de grupos contra o impeachment. 
• Gim convida 15 parlamentares para depor em sua defesa. Testemunhas serão ouvidas sobre ação em que é acusado de cobrar propinas para evitar a convocação de empreiteiros na CPI da Petrobras. Sete deputados e oito senadores de nove partidos diferentes integram a lista. 
• MBL engana o público e tasca a coisa pública: Entusiasta do impeachment, o Movimento Brasil Livre já se vangloriou de ser apartidário. Hoje, define-se como suprapartidário. Em notícia pendurada no cristal líquido do UOL nesta sexta-feira, os repórteres Pedro Lopes e Vinícius Segalla informam que a metamorfose tem inspiração pecuniária. A rapaziada do MBL vinculou a sua causa à engrenagem de partidos como PMDB, PSDB, DEM e Solidariedade (pode me chamar de Força Sindical); A novidade faz do MBL uma espécie de primo pobre de entidades como CUT, MST e UNE, três aparelhos capturados pelo Estado petista. As respectivas infantarias desceram ao asfalto custeadas pelo déficit público e pelo imposto sindical. Ao aderir aos métodos que simulava combater, a turma que dizia representar a sociedade civil tornou-se sociedade organizada. Trocou a pressão popular pelo lobby. O grito virou resmungo. A explosão, flatulência. Ludibriou-se o público. E tascou-se a coisa pública; Difícil saber, a essa altura, quem lidera a gincana do cinismo. Estalando de pureza moral, o PT valeu-se da notícia para veicular um texto no seu site. Nele, criticou os rivais que se escoraram nos partidos anti-Dilma para financiar ônibus e lanches para manifestantes durantes os protestos pró-impeachment. Perdeu-se a mínima noção do ridículo. (Josias de Souza) 

• Política brasileira precisa da corrupção para funcionar, diz pesquisador. Para americano, é preciso reduzir o número de partidos no Legislativo brasileiro. Professor de ciência política da Universidade de Pittsburgh (EUA), o americano Barry Ames diz que o sistema político brasileiro não só favorece a corrupção, mas depende dela para seu funcionamento. Segundo Ames, que pesquisa a evolução das instituições brasileiras desde a ditadura militar, não há possibilidade de que o governo consiga apoio majoritário do Congresso sem oferecer cargos e obras públicas para aliados, o que abre o caminho para desvios. A solução, diz ele, passa por reduzir o número de partidos no Legislativo, diminuir os distritos eleitorais - para que os eleitores exerçam maior controle sobre os eleitos - e quebrar o oligopólio no setor de construção civil, que facilita conluios entre governo e empreiteiras. Ele já havia feito parte do diagnóstico em Os entraves da democracia no Brasil (FGV, 2003). Ames afirma que, após o fim da ditadura, imaginava que a corrupção cairia mais no país. É problemático que, embora seja mais arriscado roubar, as pessoas continuem a fazê-lo. (BBC Brasil, Washington) 
• Coreia do Norte ameaça disparar contra navios do Sul em fronteira. 
• Governo venezuelano e opositores se reúnem na República Dominicana. • Milhares de muçulmanos pedem em Istambul reabertura da mesquita Santa Sofia
• Miss Trans: Cristã de família árabe vence concurso de beleza transgênero em Israel. 
• Bancos da UE devem passar por testes contra riscos cibernéticos, diz regulador. 
• Aumentar a idade de aposentadoria da Rússia não é a única opção, diz conselheiro de Putin. 
• Detidos na Bulgária 60 refugiados procedentes do acampamento de Idomeni. 

Áudios provam o golpe… do PT contra o erário.
Os historiadores fascinarão os brasileiros do futuro quando puderem se pronunciar sobre os dias atuais sem se preocupar em saber o que vai sobrar depois que a turma da Odebrecht começar a suar o dedo. O relato sobre o apocalipse do PT no poder encontrará a exatidão no exagero. Buscará paralelos na dramaturgia grega ao relatar como o petismo saiu da História para cair na vida.
No início desta semana, o PT imaginou que poderia reescrever a história a partir da gravação de uma conversa em que Romero Jucá insinua para Sérgio Machado que a queda de Dilma e a ascensão de Temer poderia resultar num pacto para estancar a sangria da Lava Jato. Está confirmado o golpe, alardearam Dilma e os petistas.
Passaram-se os dias. Sobrevieram as gravações dos diálogos que Machado travou com Renan Calheiros e José Sarney. Veio à luz a delação do ex-deputado Pedro Corrêa, do PP. Antes que pudesse comemorar uma mudança dos ventos, o PT viu-se enredado num redemoinho que o devolveu rapidamente à defensiva.
Numa das conversas colecionadas por Machado, Sarney declarou que a própria Dilma pediu dinheiro à Odebrecht para nutrir a caixa registradora de sua campanha e remunerar o marqueteiro João Santana. Previu que madame será abatida numa confissão da turma da empreiteira, metralhadora ponto 100.
Em sua delação, Corrêa iluminou o submundo em que Lula se meteu para comprar apoio congressual com dinheiro roubado da Petrobras. Estilhaçou a retórica do eu não sabia ao relatar reuniões em que o morubixaba do PT apartou brigas dos aliados por dinheiro ilegal e ordenou a nomeação de diretores larápios para a estatal petroleira.
Quando puder relatar à posteridade tudo o que sucedeu, a História descreverá uma fantástica sequência de fatos extraordinários acontecidos com pessoas ordinárias -em todos os sentidos. E concluirá que houve, de fato, um golpe no Brasil. Um golpe do PT e da quadrilha que gravitou ao seu redor contra o erário. (Josias de Souza) 

Isolada e esquecida.
Dilma Rousseff não preside, muito menos governa. Apenas assiste o tempo passar, nessa estranha interinidade determinada pelo processo do impeachment a que responde. Raramente pode ser vista pedalando sua bicicleta, em Porto Alegre ou Brasília. Se acompanha ou não as iniciativas de Michel Temer, é segredo. Ninguém garante. A verdade é que não se falam.
Aliás, são raros os telefonemas que Madame dá ou recebe, exceção dos próprios familiares. Mantém-se afastada de todos, a começar pelo Lula e as lideranças do PT. Ignora-se, até, se lê jornais ou escuta rádio. Aguarda-se para as próximas horas a divulgação de sua defesa, a cargo do ex-ministro da Justiça e Advogado Geral da União. Omitem-se ou são rejeitados os companheiros do antigo governo.
Há quem suponha, no atual interregno, a disposição da presidenta de mergulhar no esquecimento, indignada pelo abandono em que foi deixada. Existem, porém, os que identificam em sua atual postura a estratégia de contribuir para aumentar o tamanho do fosso existente entre sua presença anterior no governo e as características apresentadas pelo substituto. Ela não perdoa ter sido abandonada pelo antigo vice, ainda que nenhuma iniciativa tenha adotado para evitar o vazio em suas relações anteriores, antes que se caracterizasse o rompimento.
Numa palavra, condenada em definitivo como parece a projeção do processo de seu afastamento, ou por milagre reconduzida ao poder no final de 180 dias, como ainda acreditam alguns petistas, o destino de Dilma é seguir isolada e esquecida. Bem que poderia dedicar-se a escrever suas memórias... (Carlos Chagas) 

Não se deixe levar pela confusão do noticiário.
As gravações de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, divulgadas até agora mostram que políticos do PMDB viram no impeachment uma oportunidade de parar a Lava Jato. Isso tira a legitimidade do afastamento de Dilma Rousseff? É claro que não.
Dilma Rousseff foi afastada (e, se tudo der certo, definitivamente), porque atentou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e, portanto, contra a Constituição Federal. As fraudes no orçamento cometidas pela petista e o seu séquito de irresponsáveis traduziram-se no rombo de 170,5 bilhões de reais nas contas do governo. Rombo que cancelou as conquistas do passado, sabotou as possibilidades do presente e turvou o futuro da nação.
Tirar a legitimidade do impeachment por causa do teor das conversas indecentes entre Sérgio Machado e Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney é só mais uma tentativa de confundir os brasileiros. Em política, motivos escusos podem levar a que se faça a coisa certa.
Também podem levar a que se faça a coisa errada. É o caso de Lula. A pretexto de dar ao país um recomeço, ele quer que Dilma Rousseff volte ao Planalto e convoque um plebiscito para aprovar a convocação de novas eleições presidenciais para outubro. Lula deseja candidatar-se, ser eleito, escapar da Lava Jato e, uma vez no poder, tentar melar a operação que está limpando o país. Da mesma forma que Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney quando resolveram trilhar o caminho do impeachment.
Neste momento, leitor, é primordial que você não se deixe levar pela confusão do noticiário. Goste-se ou não dele, Michel Temer é o presidente legítimo. E ninguém -- ninguém, mesmo -- poderá deter a Lava Jato. (Mario Sabino) 

Conselhos à Mulher Casada!...
Fuçando uns jornais antigos, em Diamantina, para fins de pesquisa sobre os primórdios de minha família, me deparei com o texto abaixo, um aconselhamento às mulheres casadas da época!....Publicado pelo Jornal Liberal do Norte, editado em Diamantina, no dia 08 de dezembro de 1887!
O Tempora! O Mores!... Que tempos! Que costumes!... Como dizia Cícero, em sua antiga Roma!...
Coincidentemente, nessa mesma época, minha tia-avó, Alice Dayrell Caldeira Brant - a famosa Helena Morley, então com 15 anos de idade - escrevia seu libertário Diário, publicado muitos anos mais tarde sob o Título de Minha Vida de Menina, traduzido e admirado no mundo inteiro e que, inclusive, virou filme!...
A moçoila Alice de 15 anos, nesse cenário cultural repressivo do sec. XIX, já insurgia-se contra o autoritarismo da época, o machismo, a falsa religiosidade dos poderosos e outros costumes que inibiam a liberdade humana...
Confira os conceitos e valores da época!... (Márcio Dayrell Batitucci) 

Regras de Conduta para as Mulheres Casadas.
Eis diversos conselhos às senhoras que, se fossem seguidos, fariam não só a felicidade dos maridos, como das suas caras metades, assegurando assim a paz doméstica.
Antecipadamente devem convencer-se que ha dous meios de governar sua familia: um pela expressão da vontade, que pertence à força; o outro pelo irresístivel poder da doçura, que é muitas vezes superior à força. O primeiro pertence ao marido: a mulher só deve usar do segundo.
A mulher que diz eu quero, deve perder a parte que lhe cabe na família. A mulher deve evitar sempre o contradizer seu marido. 
Quando se colhe uma rosa, só se espera o prazer dos perfumes; assim da mulher só se deve esperar o agrado. A mulher que se constitue em continuada opposição é víctima da aversão augmentada pelo tempo, e que a não livram todas as qualidades boas que a adornam.
Não deve intrommetter-se nos negócios de seu marido e só esperar que elle lh`os confie: assim como não deve aconselhal-o sinão quando elle a consultar. Não deve mostrar-se iracivel nem alterar com seu marido. Deve dar o exemplo praticando virtudes, por que é maneira de se fazer praticar. Não exigir cousa alguma para obter muitas e mostrar-se sempre satisfeita com as dádivas de seu marido para que o excite a fazer-lhe outras. 
Muitas vezes os homens são vaidosos e insupportaveis mas nem por isso se deve contradizer essa vaidade, ainda nas cousas mais livres; e por muito superior que uma mulher se julgue a um marido deve sempre mostrar que não conhece essa vantagem. Quando o marido estiver em erro é conveniente não lh`o demonstrar logo, e sim por maneiras convenientes, com doçura e bondade e leval-o a pensar melhor, deixando-lhe sempre o mérito de ser elle que acertou com o que era menos justo e acertado.
Responder sempre ao mau humor de seu marido com affectuosidade; a seus desacertos com bons conselhos, e não se valer nunca de qualquer falta que commettesse para lh`a lançar em rosto nem humilhal-o.
Fazer uma boa escolha das suas amigas, ter poucas e desconfiar sempre de seus conselhos; não dar credito a intrigas para não se tornar odiosa a seu marido e a sociedade. 
Gostar sempre do asseio: nunca do luxo, vestir-se com elegância, e sempre com decencia. Este conselho parece pueril, mas é pelo contrario mais importante do que se imagina; e muitas mulheres há que bem comprehendem o império que exercem nas idéas.
Não se intrometter nos negócios do marido e attrahir-lhe a sua confiança, confiando-lhe todos os seus segredos, observando a melhor ordem em tudo, e nunca se aborrecer da sua casa nem do seu estado, para que o marido não ache outros mais felizes. 
Dar sempre a entender que tem em muito apreço as luzes e o conhecimento de seu marido, encarecendo-o sempre, e muito mais diante de extranhos, ainda que para isso seja preciso fazer passar por menos sensata a sua opinião, por que a mulher é sempre levada a altura da apreciação que faz de seu marido. 
A mulher deve deixar à seu marido a liberdade de suas acções, deve enfim fazer a casa tão agradável ao marido, que elle não possa desgostar-se d`ella e que os prazeres fora da casa lhe sejam sempre insípidos quando os não partilhe sua esposa. (Jornal Liberal do Norte, Diamantina, 08/12/1887)

O estupro coletivo e os avanços sociais do PT.
O PT se gaba de ter promovido grandes avanços sociais. Seus defensores mais cretinos chegam a dizer que Dilma foi afastada por seus acertos. Pergunto: Quais? Reproduzindo dados já expostos em artigo anterior, a pobreza aumentou, 33 milhões de brasileiros encontram-se abaixo da linha da pobreza, 39,5% das pessoas aptas a trabalhar não possuem o ensino fundamental, 13 milhões são analfabetos e apenas 5% dos estudantes da rede pública saem do ensino médio com conhecimentos básicos em matemática. Na saúde, foram desativados 23,5 mil leitos do SUS nos últimos 5 anos, o equivalente a 7% do total. O Brasil continua sendo o país mais violento do mundo. Metade da população continua sem acesso a rede de esgoto. Em qualidade de infraestrutura, o Brasil ocupa a 112° posição entre 144 países.
Na economia, basta citar os R$ 170 bilhões de rombo nas contas do governo como resultado do melhor momento econômico da história, como dizia Lula.
O fato é que o PT não promoveu nenhum avanço social. O caso do estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro, dias atrás, nos oferece um novo ângulo da tragédia brasileira.
Ao contrário dos panfletos que se proliferaram no facebook pedindo o fim da cultura do estupro, o Brasil não tem essa cultura. Grande parte da Índia, da África e do Oriente Médio tem. O Brasil não. Aqui, estupro é visto por todos como crime. Estupros ocorrem, mas são feitos nas sombras, por indivíduos deslocados, psicopatas. Nenhum estuprador se vangloria publicamente de seus feitos. O que ocorreu no Rio de Janeiro foi uma farra, mais uma típica farra brasileira na qual os personagens não têm noção da gravidade de seus atos, acham graça, sentem orgulho.
O caso: Uma menina de 16 anos de idade se relacionava com um dos estupradores desde os 13 anos. Consumia drogas. Foi até a casa do sujeito por livre e espontânea vontade. Lá, foi dopada e abusada por mais de 30 homens com idade média de 20 anos. Logo em seguida, alguns deles publicaram em seus próprios perfis no facebook o vídeo do crime. Fizeram piada. Amassaram a mina, intendeu ou não intendeu? Kkk, foi o título da publicação, destacando-se também pelo erro de português que demonstra o nível de instrução do criminoso - o mais perfeito retrato da sociedade que existe debaixo do tapete mágico do PT.
Três semanas atrás, um bandido de 18 anos de idade também utilizou o facebook para fazer piada sobre a adolescente que ele havia matado na Linha Amarela, no Rio de Janeiro. Bastam duas ou três perguntas ao google para termos diante de nós uma longa lista de casos de jovens de periferia que manifestam o quanto se divertem com os crimes que cometem. Quem quiser se aprofundar, pesquise nos sites pornográficos os vídeos que adolescentes publicam com eles mesmos transando em escolas públicas. Quem não quiser ir tão longe, volte ao google e veja a lista dos casos de agressões à professores, de brigas e até assassinatos entre os próprios alunos; e também as orgias nos bailes funks e as adolescentes grávidas que em muitos casos sequer sabem quem são os pais de seus filhos.
Qual a origem disso?
Um governo que optou por uma educação que não cobra responsabilidade dos alunos, que não cobra que os jovens respeitem seus pais, seus professores, seus colegas, o espaço onde estudam e a cidade onde vivem. Uma educação que prega a liberdade sexual para crianças de 10 anos de idade. Uma educação sem formalidades, que ao mesmo tempo em que rejeita o aprendizado de matemática, de línguas e de ciências, permite que as festas das escolas sejam embaladas a funk proibidão, aquele que exalta o sexo e o crime. Uma educação que menospreza a alta cultura valorizada pelas classes mais altas e supervaloriza a sub-cultura dos guetos, como já descreveu o psiquiatra Theodore Dalrymple. Uma educação que diz que o jovem pobre e negro tem o direito de fazer ele mesmo as reparações históricas que julga necessárias - arrastões, pequenos furtos etc.
A educação brasileira sempre foi uma tragédia, mas nunca antes na história do Brasil a delinquência foi tão estimulada.
Quem não se lembra de que ao final do governo FHC a extrema-esquerda brasileira condenou o PSDB por não ter resolvido todos os problemas do Brasil em 8 anos? Eu me lembro.
Quem não se lembra de que a própria esquerda sempre fez questão de dizer que educação pública molda as relações sociais? Eu me lembro. Por tanto, nada mais justo do que avaliar os 13 anos de governo petista sob essa ótica.
O que o PT deixa?
Uma sociedade de delinquentes. Uma sociedade onde os pais não se preocupam com os filhos, onde os filhos não respeitam os pais, onde os jovens não respeitam ninguém.
O PT deixou os mais pobres ainda mais distantes dos mais ricos. (João Cesar de Melo, arquiteto, artista plástico e escritor) 
O livre mercado pune a irresponsabilidade. O governo premia. (Harry Browne)

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