23 de mai de 2016

As sujeiras nos tapetes e telefonemas...

• PM dispersa acampamento perto de casa de Temer em SP com jatos d'água e bombas. 
• Entrevista coletiva de Temer para anunciar medidas é remarcada para terça-feira. Temer quer pacote positivo para compensar corte de gastos. Presidente pede ações para impulsionar investimento e retomar crescimento. 
• Considerada prioridade na gestão do presidente em exercício Michel Temer (PMDB), a reforma da Previdência não conquistou ainda apoio do Congresso Nacional. Em conversa com oito dos principais partidos, a avaliação é de que, apesar de reconhecerem a necessidade da medida, nenhum dos líderes no Senado e na Câmara se comprometeu a apoiar a reforma antes de conhecer detalhes da proposta. 
• Em gravação, Jucá sugere pacto com o ex-presidente da Transpetro para deter avanço da Lava Jato. Falo pacto no sentido de acelerar as investigações, diz ministro de Temer. Diálogos do ministro com aliado investigado foram registrados em março. Conversa com Sérgio Machado não traz nada ilegal, afirma advogado de Jucá. Líder do DEM no Senado defende afastamento de Jucá do ministério. Jucá diz que não pedirá demissão. 
• Lava Jato mira ex-tesoureiro do PP. Nome da 29ª fase é Repescagem
• Ministro diz que caiu a ficha do PSDB sobre Lava Jato. Sérgio Machado diz que todo mundo conhece o esquema de Aécio Neves. 
• Crise econômica prejudica obras do PAC pelo Brasil. Falta de verbas e foco em parceria privada põem em risco 14,3 mil projetos em ano de eleições municipais. Dilma entregou R$1 bilhão para movimentos sociais fazer casas. MTST e outras entidades receberam bilhões sem construir casas. Milhões de reais dos contribuintes foram desperdiçados em programas de amigos petistas. 
• Governo do PT aparelhou estatal Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável pela TV Brasil, com amigos. Estatal de comunicação foi transformada em cabide para amigos
• A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira mais uma etapa da Operação Lava Jato, chamada Operação Repescagem. Há um mandado de prisão preventiva contra João Cláudio Genu, ex-assessor de José Janene - ex PP, morto em 2010 - um dos mentores do esquema de loteamento político na Petrobrás. Ao todo estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e dois mandados de prisão temporária nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e Recife. Nesta etapa são investigados os crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa envolvendo verbas desviadas do esquema criminoso na Petrobras. 
• Brasil se recupera e se aproxima de emergentes. Com impeachment, Bolsa, real e risco convergem para nível de outros países. 
• Crise faz saques na previdência privada subirem 22%. Aumento dos resgates pode estar ligado à queda na renda, diz associação. 
• Injeção de bolhas ajuda a tratar infarto, mostra estudo. Técnica estoura cápsulas de gás nos vasos, destrói coágulos e abre artérias. 
• Ministro Gilmar Mendes critica o 'maldito' auxílio-moradia a juízes. 
• Analistas melhoram estimativa do PIB, mas sobem previsão de inflação. 
• Governo suspende novas vagas de Pronatec, ProUni e Fies. 
• Governo cruzará Bolsa Família com sócios de empresas e aposentados. 
• O verdadeiro golpe: Se você é daqueles que dizem que impeachment é golpe, assista a este vídeo. Se, depois, permanecer com o mesmo pensamento, assuma a sua condição de incapaz de portar título de eleitor.

• Pesquisa mostra Trump em empate técnico com Hillary. Maioria dos eleitores tem opinião desfavorável sobre candidatos. 
• Obama anuncia fim do embargo de venda de armas ao Vietnã. País é o 1º destino do presidente americano em sua viagem à Ásia. 
• Atentados na Síria deixam matam mais de cem mortos. Sete carros-bomba explodiram em duas cidades costeiras no oeste do país. Estado Islâmico assume responsabilidade pelos ataques. 
• Maduro está à deriva, diz líder oposicionista da Venezuela. Para chefe da Assembleia Nacional, chavismo teme derrota em referendo. 
• Serra chega à Argentina para afinar aliança com Macri na revisão do Mercosul. Novo chanceler elege vizinha como parceira preferencial do Brasil na região. Serra é alvo de protesto com bolinhas de papel na Argentina. 
• Ataques suicidas matam ao menos 45 recrutas no Iêmen. Homens-bomba tinham como alvos jovens que procuravam se juntar ao Exército. 
• Campos pioram crise de refugiados, afirma geógrafa. Americana descreve ajuda humanitária como tampão que impede solução. 

Gestão Temer enfrenta primeiro teste legislativo.
Decorridos 11 dias do início do seu governo provisório, Michel Temer será submetido nesta semana ao primeiro grande teste legislativo. Vai a voto no Congresso a proposta de revisão da meta fiscal do governo para 2016. Em vez do buraco de R$ 96,7 bilhões previsto por Dilma Rousseff, o presidente interino pede aos congressistas que avalizem uma cratera de R$ 170,5 bilhões, reconhecendo que o déficit nas contas do governo é 76,3% maior do que se imaginava. Qualquer resultado que não seja uma aprovação por maioria avassaladora será um vexame para Temer na largada.
Na sua relação com os partidos, o incipiente governo Temer compôs um ministério convencional. As circunstâncias sonegaram ao substituto constitucional de Dilma a tentação do salto alto. Pisou direto na lama. Iniciou o loteamento da Esplanada dos Ministérios antes mesmo do afastamento de madame. E só por isso amanheceu presidente interino no último dia 12 de maio. Temer deu a mais não poder. Agora, precisa receber, para que a temeridade de incluir suspeitos e nulidades no primeiro escalão do seu governo se revele rentável na contagem dos votos dos parlamentares em plenário.
Em tese, a nova oposição é feita apenas de PT, PCdoB e PDT. Foi o que restou do antigo bloco governista. O resto do conglomerado, incluindo o núcleo sujo da Lava Jato, rolou suavemente da administração petista, como um novelo de lã, para dentro do governo-tampão de Temer. A coreografia da troca de comando foi completada pela adesão dos neogovernistas do PSDB, do DEM e do PPS. O pressuposto é que o balé de elefantes assegurará à nova gestão uma rotina legislativa sem sobressaltos. Algo que permita ao governo Temer ostentar uma funcionalidade que a gestão Dilma havia perdido.
Busca-se a retomada da normalidade num cenário em que vigora a mais perfeita anormalidade. Na Câmara, ocupa a cadeira de presidente um interino precário: Waldir Maranhão (PP-MA). Trata-se de um deputado-marionete, cujos fios são puxados por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente que, afastado pelo STF, governa a Câmara desde o exílio dourado da residência oficial, com toda a mordomia que o dinheiro público é capaz de pagar. No Senado e nas sessões conjuntas do Congresso, comanda o espetáculo Renan Calheiros (PMDB-AL), alvo de 13 inquéritos no STF, nove dos quais relacionados à Lava Jato.
É contra esse pano de fundo que Michel Temer, correligionário de Cunha e Renan, tenta convencer o país de que o Brasil será retirado do buraco por uma caravana puxada pelo PMDB -partido que ajudou a cavar o fosso e que frequenta o noticiário como sócio do PT na pilhagem que vitimou o Estado. A proposta de revisão do tamanho do buraco chegará ao Congresso nesta segunda-feira. O próprio Temer deve levá-la. Espera-se que seja votada imediatamente na Comissão de Orçamento, para que o plenário do Congresso possa referendá-la na terça-feira. (Josias de Souza)

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