20 de abr de 2016

Viajar para espairecer ...

• Dilma decide ir a Nova York nesta quinta-feira para participar da Cerimônia de Alto Nível de Assinatura do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, na ONU. Temer assume a presidência. 
• Impeachment: Câmara tranca pauta e espera Senado. Apoiada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha, oposição ganha força e quer parar todas as votações de projetos de interesse do governo até que Senado conclua processo de impeachment; Vice da Câmara limita investigação contra Cunha no Conselho de Ética. Waldir Maranhão acatou pedido de Cunha e restringiu provas aos documentos que citam diretamente as contas do parlamentar no exterior, excluindo grande parte das investigações da Lava Jato do processo. 
• Senado inicia rito do impeachment; comissão é eleita na 2ª. Partido de Temer, PMDB terá maior número de cadeiras para conduzir processo; Renan quer antecipar participação de Lewandowski. Senador quer que presidente do STF esteja à frente do processo de impeachment já a partir da admissibilidade da investigação contra Dilma. Assim, fica livre de questionamentos na comissão processante; Senado inicia formação da Comissão do Impeachment. Em mais uma etapa do processo, foi lida em plenário notificação de Cunha sobre aprovação da denúncia contra Dilma. Veja como foram distribuídas as vagas do colegiado entre os partidos; Impeachment: Temer diz que aguardará silenciosamente decisão do Senado. Vice-presidente, acusado por Dilma de conspirar abertamente pela sua saída da Presidência, disse que vai aguardar o Senado apreciar o processo de impeachment muito silenciosa e respeitosamente; Brasília terá muro na Esplanada para votação do impeachment no Senado. Assim como aconteceu no domingo (17), o governo do Distrito Federal colocará uma divisória para separar manifestantes pró e contra impeachment durante votação da matéria no Senado Federal; Afastamento deve ser votado até 11 de maio, diz Renan. Presidente do Senado pretende instalar comissão na próxima semana. 
• Ação imediata: Eventual governo Temer precisará apresentar com urgência um plano capaz de deter a crise econômica; Temer não poderá adotar plano de austeridade sem fazer reformas; Temer reúne equipe para combater vitimização de petista; Ex-porta-voz de Dilma participou de reunião para ajudar a calibrar ofensiva. Temer convida secretário de Segurança de SP para a AGU. Alexandre de Moraes responde que precisará consultar o governador Alckmin; Temer avalia reajuste no Bolsa Família. Aumento só seria viável com o corte de outros projetos, ponderam aliados. 
• Arrecadação federal cai 8,19% no 1º trimestre; pior resultado em seis anos. 
• O Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta quarta-feira se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode assumir o cargo de ministro-chefe da Casa Civil; Lula admite dificuldade se Dilma for afastada, mas PT promete ofensiva. Segundo o ex-presidente, Dilma não deve voltar ao Planalto se Temer assumir por 180 dias. Senadores do partido dizem que vão reagir. 
• Para Dilma, impeachment é conspiração e fraude. Presidente avalia que existe conspiração em admissibilidade do impeachment e objetivo claro de um grupo para chegar à Presidência da República sem passar pelas eleições tradicionais; Dilma inverte sua posição de autora em vítima (de crime), diz oposição; Em nota de repúdio, 15 partidos que apoiaram o impeachment na Câmara acusam a petista de encenar para a imprensa estrangeira que é vítima de um golpe. A vítima, no caso, é toda a nação, afirmam. 
• Abaixo-assinado pela cassação de Cunha atinge 1 milhão de apoiadores. Grupo no Avaaz quer reunir 2 milhões de assinaturas para entregar documento ao Conselho de Ética da Câmara, onde Cunha responde ao mais longo processo de cassação da história da Casa em meio a denúncias de manobras protelatórias. 
• Deputados citaram Deus 59 vezes na votação do impeachment. Católicos, evangélicos e budistas criticam uso de referências religiosas em votação na Câmara. Deus foi quase tão citado quanto corrupção, que teve 65 menções. Houve dez referências a evangélicos e 136 a família
• Dilma renomeia ministros Marcelo Castro e Patrus Ananias. Nomeações foram publicadas hoje, no Diário Oficial da União. Na última semana, a presidente exonerou quatro ministros para votar o processo de impeachment na Câmara. 
• Após faltar pela terceira vez, Delcídio ganha ultimato do Conselho de Ética. Ou o senador presta depoimento na próxima reunião, no dia 26, ou o processo de cassação avançará sem seu testemunho de defesa; STF homologa delação de ex-chefe de gabinete de Delcídio. Em acordo, segundo a revista Época, Diogo Ferreira acusa Dilma e Lula de tentarem interferir nos rumos da Lava Jato, seja indicando ministro ao STJ, seja viabilizando recursos para tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró.
• Delator, Cerveró depõe e cita Renan e Cunha no petróleo. Ex-diretor diz que operador pagou US$ 6 milhões ao presidente do Senado. 
• Anatel afirma que era da internet ilimitada acabou. Agência impõe a teles condições para oferecer banda larga fixa com franquia. 
• Desemprego no Brasil sobe a 10,2% no tri até fevereiro, mostra Pnad Contínua; Desemprego avança e atinge 10,2% no trimestre até fevereiro, aponta IBGE.
• Congresso mantém Raúl Castro no poder em Cuba. Evento que apontaria sucessor em 2018 dá sinal sobre novo presidente. 
• Trump e Hillary vencem primárias em Nova York. Pré-candidatos traçam planos para decolar na rodada de prévias do dia 26. Trump e Hillary se declaram inevitáveis na corrida presidencial depois de vitórias em NY. 
• Suprema Corte julga reforma de imigração de Obama. Caso dê empate, entra em efeito decisão de corte inferior que suspendeu ação; Obama chega a Riad para reunião com rei saudita e cúpula do CCG. 
• Novo terremoto de 6,1 graus atinge o Equador. Pode chegar a 2 mil número de vítimas fatais do tremor. 

Renan e o PT: contas a ajustar.
Terá a presidente Dilma adquirido humildade, perdendo a empáfia e a presunção responsáveis por sua derrota na Câmara, domingo? Possível, a hipótese pode ser, mas verdadeira, dificilmente. A causa da queda parece longe de pedaladas e de decretos espúrios, pois assenta-se na postura antes absolutista de Madame, por seis anos e pouco situando-se acima do bem e do mal, dona das vontades alheias e infensa a julgar-se como uma comum dos mortais.
Sua entrevista de segunda-feira não teve o dom das confissões espetaculares, mas bastou como peça de defesa na medida em que ela abdicou da condição de Madre Superiora do Convento. Não deixou de acusar os adversários vitoriosos no primeiro round da batalha do impeachment, mas pelo menos anunciou a disposição de manter a luta, agora no Senado. O mesmo sentimento de rejeição à sua postura autoritária registra-se entre os senadores, ainda que se torne difícil assistir na segunda votação 54 senadores entre 81 dispostos à sua degola definitiva. Há espaço para a resistência, mesmo difícil. Na beira do abismo, ainda lhe sobram forças para lutar pelo mandato.
O grave na tertúlia ainda em andamento é que o país continua em frangalhos, sem governo. Não há espaços no palácio do Planalto para se cuidar da recuperação nacional, pois enquanto Dilma luta para salvar a pele já chamuscada, Michel Temer contenta-se em planejar a volta por cima, que ainda lhe é vedada.
Não cessou por completo a euforia dos vitoriosos de domingo. Soldados de Eduardo Cunha aguardam que Renan Calheiros convoque a sua cavalaria. Os comandantes da Câmara e do Senado não serão propriamente impolutos e competentes guerreiros de alma pura, dado seu passado de ligações espúrias com a corrupção e mais ainda seu futuro, na alça de mira da Justiça. Mesmo assim, é em torno de Renan que evoluem as esperanças de Dilma.
O presidente do Senado detém o controle do processo agora tramitando em sua casa. Pode ser que ofereça prazos regimentais mais extensos, dando à presidente tempo para organizar sua defesa. Também pode ser que coordene um ataque tão veemente quanto violento sobre as já exangues tropas do PT e adjacências. Ambos tem contas a ajustar.
Enquanto isso, vale repetir, o desemprego multiplica-se em massa; o custo de vida aumenta a passos largos; taxas, impostos e tarifas não deixam de crescer; os juros sobem, os salários diminuem; a economia falece e os bancos continuam indo muito bem, obrigado... (Carlos Chagas) 

Pelo fim do foro privilegiado.
A missão - A partir de hoje, a mesma pressão que foi bem empreendida para fazer com que a maioria dos deputados federais aprovasse a admissibilidade do Impeachment da doida presidente Dilma, deve ser mantida junto aos senadores. Esta, daqui para frente, é a missão dos brasileiros que exigem um Brasil mais decente e promissor. 
Processo - Como o processo precisa obedecer um certo rito, para não correr risco de ser contestado na Justiça, a votação final ainda vai levar alguns dias. Portanto, mesmo sabendo que até lá o nosso país continuará à deriva, totalmente parado e/ou andando para trás, a situação exige muita paciência e foco constante. 
Fim do foro privilegiado - Por acreditar piamente que o nosso esforço será plenamente compensado, a lista de providências necessárias para um novo e próspero país precisa ser feita por ordem de necessidades que não são poucas. Uma delas, que está no topo, é o fim do foro privilegiado
Vladimir Freitas - Aliás, na esclarecedora entrevista que a Veja fez com o novo presidente da Iaca, o desembargador federal aposentado, Vladimir Freitas, o mesmo disse, com todas as letras, e muita convicção, de que sempre foi contra o foro privilegiado.
Dez medidas contra a corrupção - Só por aí já simpatizei muito com o entrevistado, pois penso de forma idêntica, desde sempre. Vale lembrar que o principal motivo que me levou a ser um voluntário na coleta de assinaturas para transformar as dez medidas contra a corrupção (propostas pelo MPF) em PLIP projeto de lei de iniciativa popular, foi o fim do foro privilegiado
Acabar é deixar de existir - Sei que não será tarefa fácil, mas se realmente estamos dispostos a mudar o Brasil, transformando em um país minimamente decente, isto só será possível com o fim do foro privilegiado. E acabar com esta praga, como prega o ex-presidente do Tribunal Federal da 4ª Região, significa deixar de existir. Para todos, enfatiza.
Excrescência - É importante observar que alguns políticos (deputados e senadores) já falam em acabar com o foro privilegiado para alguns e não para todos. Rogo que não se deixem levar pelos falsos argumentos desta conversa fiada. Vejam, por exemplo, que nos EUA, como bem lembra Vladimir Freitas, esta excrescência jamais existiu. 
Parabéns aos deputados - Inúmeros jornalistas do país todo dedicaram enorme espaço de seus programas para ridicularizar as frases e o comportamento dos deputados ao dar o sim pelo Impeachment da presidente Dilma. Pois, antes de tudo quero me solidarizar e cumprimentar todos os 367 deputados que votaram pelo sim. Parabéns, caros deputados. Vocês fizeram a vontade do povo brasileiro. (GSPires)

Por que nossas autoridades demoraram para nos ouvir?
Por que nossas autoridades demoraram para nos ouvir? Por que passamos mais de um ano vendo Eduardo Cunha negociando o próprio pescoço com o governo? Ou vendo Michel Temer ajudando o governo na articulação política? Vendo Fernando Henrique Cardoso defendendo a honradez de Dilma e se posicionando contra o Impeachment? Vendo, ou melhor, não vendo, Aécio Neves, o desaparecido? Vendo o STF se intrometendo no processo? Vendo a família Picciani tentando tomar o PMDB? Vendo protestos falsos pagos à mortadela e dinheiro dos nossos impostos? Vendo a classe artística vendida fazendo atos de apoio ao governo? Vendo os jornais menosprezando a voz das ruas? Vendo Lula tramando ao telefone e virando ministro do hotel? Vendo comunistas dizendo que defendiam a democracia? Vendo Dilma e Temer leiloando o presente e o futuro do Brasil?
Enquanto assistíamos aos políticos negociando cargos, emendas, dinheiro vivo e almas, os aliados tentavam sustentar o insustentável, os ministros do STF defendiam o indefensável e a imprensa dizia que as chances do impeachment eram pequenas… o Brasil foi para o buraco.
Desde que começamos a pedir o impeachment:
• Perdemos o grau de investimento em todas as agência de rating internacionais; 
• Nossa moeda perdeu quase 40% do seu valor frente ao dólar, empobrecendo todo o país; 
• O governo atual elevou inúmeros impostos, mas ainda assim fez mais de R$ 200 bilhões de déficit; • O endividamento público brasileiro chegou a perto de impressionantes 75% do PIB; 
• Mais de 5 mil empresas brasileiras pediram e sofreram falência ou recuperação judicial; 
• Mais de 1,5 milhão de empregos com carteiras assinada desapareceram do país; 
• As ações da Petrobrás chegaram a cair mais de 70%; 
• A inflação já corroeu 12% da riqueza dos brasileiros; 
• 60 mil brasileiros foram assassinados; 
• Cerca de 15 mil brasileiros deixaram o país desesperançados; 
• Vários estados da federação quebraram; 
• Mais de US$ 30 bilhões de investimento estrangeiro deixaram de entrar no Brasil; 
• O mercado imobiliário encolheu 25%; 
• A indústria brasileira passou a produzir 10% a menos; 
• Houve um aumento de quase 10% no número de famílias que não conseguem fechar suas contas; 
• A economia brasileira encolheu quase 5%; Tivesse ocorrido há um ano o impeachment talvez pudesse salvar o Brasil. Agora, o preço desse ano de surdez será uma década inteira. O tempo das nossas autoridades definitivamente não é o tempo do nosso povo. (Paulo Figueiredo Filho) 
Melhor lutar por algo, do que viver para nada. (Winston Churchill)

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