8 de abr de 2016

O que não falta são delações...

 photo operdao_zpsq2es3q7n.jpg • Dilma obstruiu a justiça, diz Janot. Leia
• Delação expõe lavagem de dinheiro na Justiça Eleitoral, diz Gilmar Mendes; Homem de confiança de Dilma é citado em delação da Andrade Gutierrez; Empreiteira aponta novo presidente do PMDB como receptor de propina. 
• Ministério Público Federal pede a condenação de Dirceu e Vaccari. Nas alegações finais sobre a chamada Operação Pixuleco, os procuradores também pediram a condenação de outras 13 pessoas, entre operadores e executivos da Engevix. 
• Em julgamento, TCU já livrou Temer da acusação de pedaladas. Ministros e procurador isentaram vice das pedaladas fiscais
• Mantido no STF inquérito que envolve Renan e Jucá no esquema de compra de MP. São acusados de favorecer montadoras em troca de R$45 milhões. 
• Estado do Rio já tem sete mortes por gripe H1N1 este ano. 
• Greve de servidores no Rio tem adesão de 33 categorias, dizem organizadores. 
• 60% dos deputados afirmam ser favoráveis ao impeachment. Segundo Datafolha, 308 votariam contra Dilma, 43% a mais que no último levantamento, em dezembro; no Senado, 55% dizem defender o afastamento. 
• Segundo Andrade, PT e PMDB levaram propina de R$ 150 mi. Recursos teriam sido pagos na forma de doações legais para campanhas. Crise ininterrupta: Delações de executivos da Andrade Gutierrez atingem não só Dilma, mas também seu vice, Michel Temer. 
• Janot muda e pede para STF anular posse de Lula na Casa Civil. PGR concorda com alegação de desvio de finalidade na nomeação. Lula ficará ao menos 11 dias sem poder assumir Casa Civil. STF prevê análise sobre a posse para o dia 20, após votação do impeachment. 
• Esbórnia agrária: TCU encontra 479 mil cadastros de reforma agrária irregulares, fruto de anos de omissão e conivência.
• Planalto tenta barrar votação no domingo 17. Governo irá ao STF para evitar que regras sejam estabelecidas por Cunha; Cunha pode acolher mais pedidos de impeachment caso Dilma escape; Desde 1991, deputados federais só trabalharam em 4 finais de semana. 
• SP: Propina ia para Capez, diz lobista no caso das merendas. Em delação, Marcel Julio afirma que dinheiro foi para campanha de tucano. 
• Caixa decidiu elevar juros sob pressão de bancos privados. Instituições influenciaram na decisão de aumentar taxas para habitação. 
• Petrobras quer mediador para crise da Sete Brasil. Sócios voltam a se reunir para discutir futuro da empresa, que deve R$ 17 bi; Petrobras prorroga por 30 dias negociação com Pampa sobre ativos na Argentina; Petrobras pagou a empresa de fachada: Estatal teria pago comissões milionárias a offshore, segundo Panama Papers. Escritório panamenho no Brasil providenciava laranjas em paraísos fiscais. 
• É leviano falar em erro médico, diz ortopedista de Pelé. Ex-jogador diz que médico nos EUA constatou erro na técnica dos brasileiros

• Recessão já afeta resultados de multinacionais no Brasil. Operações no país afetam balanços de empresas como Accor Hotels, Casino, Walmart e GM. 
• Impeachment não é golpe, mas melhor saída é eleição geral, defende The Economist
• Em enquete bombada por movimentos pró-impeachment, Dilma é eleita líder mais decepcionante do mundo. Votação foi proposta por revista americana de negócios Fortune, que no mês passado apontou juiz Sérgio Moro como grande líder mundial
• Manifestantes kirchneristas protestam contra presidente Macri.
• Por que os ricos da América Latina estão entre os que menos pagam impostos no mundo: O escândalo dos Panama Papers - o vazamento de mais de 11 milhões de documentos da firma panamenha Mossack Fonseca - fez mais do que tirar do anonimato atividades, legais e ilegais, de pessoas e empresas que mantêm contas em paraísos fiscais; A exposição das manobras dos ricos e poderosos de todo o mundo para ocultar seu dinheiro e, em muitos casos, evadir impostos reacende o debate sobre a proporção entre as contribuições fiscais de pessoas em situação econômica mais privilegiada e o tamanho de sua fortuna; Organizações internacionais apontam para um grande desequilíbrio na América Latina - na região, os 10% mais ricos concentram 71% da riqueza, mas pagam apenas 5,4% de seus rendimentos em impostos, em média, segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). (Marcelo Justo, BBC Mundo) 
• Premiê britânico admite ter se beneficiado de Offshore. Fundo aberto por pai de Cameron é citado no caso Panama Papers
• Em exortação do amor, papa pede tolerância. Francisco diz que as pessoas são mais importantes do que regras. Papa defende Igreja menos rígida com divorciado. 
• Apesar de críticas, Grécia retoma nesta sexta (8) a deportação de migrantes para a Turquia.

A Lei de Newton da luta armada.
O país vive um momento de notável perda de parâmetros. Alguns valores que pareciam imunes a ataques especulativos estão sendo rifados com impressionante ligeireza. E mais chocantes são ora a complacência, ora a cumplicidade de setores da sociedade civil que deveriam constituir a vanguarda na defesa de garantias e civilidades. Refiro-me muito especialmente à imprensa. Nota: eu a critico porque a quero mais livre; as esquerdas, porque querem censurá-la.
A defesa impensada que fez esta Folha da antecipação da eleição presidencial -traduzida, em editorial, na fórmula Nem Dilma nem Temer integra a lista das minhas insatisfações. A tese iguala desigualdades em favor do vício, não da virtude. Ou, para os mais pessimistas, em favor do mal maior, não do menor. E escolher o mal menor, quando não há saída ótima, é um imperativo ético.
Eugênio Aragão, ministro da Justiça, comete crimes de responsabilidade em penca quando classifica de compreensível a promessa que fazem grupos de esquerda de reagir com violência ao eventual impeachment de Dilma. Disse o doutor tratar-se da Lei de Newton. E filosofou: A manifestação de absoluta rejeição a qualquer tipo de afastamento através de golpe me parece um movimento legítimo.
Segundo o ministro, pois, para que não haja a violência legítima, o Congresso tem de votar a favor de Dilma. A Lei de Newton de Aragão torturou a agora presidente da República. É um lixo moral, ético e histórico.
Leiam a Lei 1.079. O ministro mandou às favas os incisos II, III e IV do Artigo 4º do texto: atentou contra o livre exercício do Legislativo e do Judiciário, que fez o rito do impeachment, contra direitos políticos, individuais e sociais e contra a segurança interna no país. E o que leio, ouço e vejo na imprensa vai do silêncio covarde à apologia da violência -na pena de alguns colunistas. Afinal, se os adversários são golpistas, Deus está morto.
Não atuou de modo diferente o advogado geral da União, José Eduardo Cardozo, na comissão especial do impeachment. Assegurou que um eventual governo Temer será ilegítimo. Ora, se é assim, tudo o que se fizesse de ilegal para derrubá-lo estaria justificado pela Lei de Newton. A propósito: que sentido faz entregar a defesa se ele diz que só um resultado é aceitável? É um pouco mais sutil do que Aragão, mas não menos doloso.
De igual modo agiu Dilma Rousseff ao abrir o Palácio do Planalto ao proselitismo e ouvir, sem sombra de reprovação, um de seus aliados a fazer terrorismo aberto: ou o Congresso se ajoelha aos pés do PT, ou ninguém governa estepaiz. Em peregrinação, Lula, o presidente de facto, promete a seus milicianos que o próximo passo será controlar a mídia.
Quando esta Folha escreve Nem Dilma nem Temer, acaba, na prática, por acatar essas ameaças como instrumentos aceitáveis a luta política. Até que haja, e não há, evidências de que o vice-presidente tenha cometido crime de responsabilidade, nem Temer por quê? Assim como não é aceitável que as esquerdas, no poder, legitimem as ações criminosas, não se pode tolerar que deslegitimem as saídas preconizadas na Constituição.
Até porque não é o PT que justifica a existência da democracia; é a democracia que justifica a existência do PT. E, por isso, o partido tem de parar de tentar solapá-la. Ou migrar, então, para a clandestinidade. (Reinaldo Azevedo) 

Sob a ameaça dos versos de Dionísio.
Dionísio, ditador de Siracusa, era mau como o diabo, mas também metido a poeta. Claro que só recebia elogios pelos seus versos. Certa feita, chamado a opinar, Filóxeno, outro poeta, declarou que a obra do tirano não valia nada. Imediatamente foi condenado a trabalhos forçados nas pedreiras da Sicília. Dionísio arrependeu-se no dia seguinte e ofereceu lauto banquete ao condenado, prometendo perdoá-lo caso se manifestasse outra vez sobre seus versos. O infeliz não se conteve, chamou os guardas e pediu que o levassem de novo para as pedreiras...
Essa historinha se conta a propósito do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do qual se diz que os aplausos colhidos no plenário quando de sua eleição, no começo do ano, só não parecem menores do que as vaias recebidas hoje, quando abre a boca.
Profundo conhecedor da legislação, ele vem protelando cada etapa do processo a que responde por falta de decoro parlamentar, mantendo-se com sucesso no segundo degrau da sucessão presidencial. Pelo menos até fevereiro do próximo ano, ocupará o palácio do Planalto se a presidente Dilma vier a ser afastada e, numa outra hipótese também possível, se ela e o vice Michel Temer tiverem seus mandatos cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Não haverá o que fazer, mesmo diante da evidência de que o deputado mentiu ao omitir que dispunha de dinheiro podre depositado na Suíça e de ter-se envolvido em numerosos outros crimes praticados à sombra de seu mandato.
Apenas para raciocinar, vamos que essas situações se caracterizem, isto é, que de acordo com a Constituição, Eduardo Cunha necessite assumir a presidência da República, ao menos para convocar novas eleições. A causa terão sido seus malfadados versos, à maneira daqueles elaborados por Dionísio, prestes a mandar quebrar pedras todos que vierem a ouvi-los. Ou terá chegado a hora de trocar lamentável poesia por preceitos situados acima e além da Constituição?
Essa é a sina que nos aguarda. Teriam as instituições capacidade e coragem para desmentir-se, quebrar a lei e impedir a ascensão ao poder de tamanho sócio de Al Capone? Com base na ética, não pode, mas pela lei que nos rege, é obrigado. Ousariam as forças armadas, os sindicatos, os parlamentares, a classe média ou a opinião pública romper os postulados democráticos que hoje nos colocam diante da alternativa de seguir a Constituição ou assistir um bandido elevar-se à presidência da República? Serão os versos de Dionísio ou os de Eduardo Cunha que nos ameaçam? (Carlos Chagas) 

Brasil surreal.
Frangalhos - O nosso pobre país, sob inúmeros aspectos, se encontra em frangalhos. Como se isto não bastasse, o viés é de piora, tanto no curto quanto no médio e longo prazo. Inclusive, já não importa por qual janela se queira observar, pois quase todas mostram o quanto estamos afundando.
Paisagem - Quem olha pela janela da Economia já toma um grande susto com a paisagem que todos os setores de atividade descortinam. Vê-se, claramente um ambiente típico de terra arrasada em estado progressivo, sem o menor controle. 
Números gritantes - Os gritantes números que aparecem em primeiro plano atestam, de forma incontestável, a crueldade com que o governo petista trata o povo brasileiro. Percebe-se, no entanto, que neste clima de desesperança para muitos, uma parcela (algo como 15% ou 20%) se mostra satisfeita, com gritos de quero mais!
Estado de torpor - Estes, cujo estado é considerado como incurável, são aqueles que vivem sob o efeito das pesadas doses de populismo e assistencialismo, cujo efeito nos cérebros propõe uma enorme felicidade levando a um complicado estado de torpor e perda de visão da realidade.
Consciências sufocadas - Suas consciências se encontram absolutamente destruídas e sufocadas a ponto de não conseguir perceber e/ou discernir que:
1 - a derrocada do PIB;
2 - a escalada do Desemprego;
3 - a cada dia elevada Carga Tributária; e,
4 - a alta continuada da Inflação, e outros tantos males, nada mais são do que consequências das decisões que este governo vem tomando desde o momento em que chegou ao Poder.
Mundo surreal - As denúncias e comprovações obtidas através de delações, premiadas ou espontâneas, dão o tom da existência de incontáveis escândalos e atos de corrupção generalizada, que em certas ocasiões nos levam a pensar que estamos vivendo num mundo surreal, onde é impensável a existência de tanta safadeza. 
Senha - O que mais chama a atenção é que mesmo diante de tantos crimes, provados e comprovados, os petistas seguem seu rumo, dizendo que se trata de uma conspiração golpista
Para fazer valer seus nojentos pleitos, o PT convoca, para suas manifestações, não só os pobres entorpecidos, como também políticos mercenários, do tipo que se vendem por cargos e dinheiro. Todos usam a mesma senha: Não vai ter golpe!. Fantástico.
E, para mostrar que roubar e descumprir a constituição é válido e legal, contam, inclusive, com a lealdade dos ministros que indicaram para a Corte Suprema, onde alguns notoriamente tomam decisões afinadas com a ideologia petista e/ou na forma de gratidão por terem sido indicados. (GSPires) 
Eu não mudei, só deixei de ser trouxa.

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