15 de abr de 2016

Crime ou não crime, eis a questão...

• Sessão da Câmara define avanço do processo de impeachment de Dilma Rousseff. País se prepara para a votação do impeachment pela Câmara dos Deputados em ambiente pacífico. Parlamentares debatem impeachment na Câmera dos Deputados; Os senhores serão nossos libertadores dessa prisão, diz autor do impeachment; Impeachment coloca povo na periferia da história, afirma ministro de Dilma. 
• Supremo derrota Dilma e rejeita adiar a votação do impeachment. Ordem de votação dos deputados determinada por Cunha também foi mantida. PCdoB queria anular as regras definidas pelo presidente da Câmara; deputados de cada região irão se alternar para votar; Renúncia será inútil: Impeachment no Senado torna Dilma inelegível. Caso impeachment chegue ao Senado, renúncia não terá mais efeito. Dilma se prepara para resistir até o fim de eventual julgamento no Senado. Se afastada pelo Senado, Dilma receberá metade do seu salário. 
 • Brasil deve R$3,2 bilhões a organismos internacionais. 
• Governo do Rio recorre ao STF para pagar juros simples da dívida com a União; Alerj considera moratória da dívida com a União como alternativa para quitar inativos; Defensoria entra com ação para garantir pagamento de aposentado e pensionista do Estado do Rio. 
• Empreiteira bancou pesquisas de Dilma em 2014 via caixa 2. Andrade Gutierrez utilizou-se de contrato que tinha com o instituto Vox Populi. 
• Jantar de Temer com aliados tem clima de comemoração. Cerca de 85 deputados que apoiam a ascensão do vice participaram do evento. 
• Consequências políticas de minhas decisões não me preocupam, diz Moro. Sérgio Moro critica foro privilegiado; Moro: Tenho 3 milhões de seguranças
• Orçamento de 2017 vai prever déficit primário de até R$ 65 bilhões. 
• INSS quer suspender ações que elevam o benefício de aposentados em até 80%. Em recurso ao supremo, INSS pede a suspensão de 182 mil ações de desaposentação. 
• Incógnitas sobre zika: Causalidade entre a doença e microcefalia é atestada; resta, porém, muito pontos a esclarecer. 
• A faxina de Temer: Michel Temer, diz o Estadão, promete fazer uma faxina no ministério; A primeira etapa será reduzir o número de pastas das atuais 32 para, no máximo, 20; Ele tem três ótimos nomes para o ministério da Fazenda: Armínio Fraga, Henrique Meirelles e Marcos Lisboa; Ele tem também dois nomes para a Justiça: Carlos Ayres Brito, o favorito, e Carlos Velloso; Nelson Jobim é descartado por ter defendido empreiteiras investigadas na Lava Jato
• Lula lança frente em defesa da democracia. Lista pró-Dilma tem nomes de deputados a favor do impeachment. O Globo diz que, embora as atenções do PT e do governo estejam totalmente voltadas para segurar o impeachment, uma eventual derrota do governo no domingo terá outro fator que poderá preocupar os petistas: as investigações envolvendo Lula voltarão definitivamente para as mãos do juiz Sérgio Moro. O Antagonista garante que essa é a única preocupação de Lula. 
• Ministério das Comunicações cobra ação da Anatel contra limite de banda larga fixa. Com dívidas, Oi é monitorada pela Anatel desde o fim de 2015. Em vigilância econômica, tele aposta em novo modelo de concessão para ganhar fôlego com credores. 
• Dilma libera pílula do câncer e é criticada. Lei autoriza uso da fosfoetanolamina apesar de pareceres contrários; Lei tem lacunas e pode causar batalhas jurídicas; Liberação é grave, dizem médicos; Anvisa pode ir à Justiça contra lei. 
• Governo e PT importam manifestantes mortadelas de países vizinhos. PM intercepta em Goiás ônibus do governo lotado de bolivianos. 

• Terremoto mata pelo menos nove e fere 45 no Japão. 
• Ao menos 30 mil pessoas fogem de combates na região síria de Aleppo. 
• Polícia britânica prende cinco em investigação de ataques terroristas. Ministra belga se demite após mentir.
Clinton e Sanders fazem debate tenso antes de primária em NY. 
• Com quatro candidatas, ONU pode ter 1ª secretária-geral. Escolha de sucessor de Ban Ki-moon é a mais transparente já ocorrida.
• Governo alemão propõe projeto para integrar refugiados. Principal meta é inserir no mercado de trabalho parte dos recém-chegados. 

Entre o caos e a esperança, ao menos.
Por definição, o governo Michel Temer é uma opção melhor do que a eventual continuidade dessa coisa sob o comando formal de Dilma Rousseff. É uma verdade aritmética e política. O vice não será titular com menos de 342 votos na Câmara e 54 no Senado. A petista poderia permanecer no Palácio ainda que com voto nenhum. Basta, para tanto, que o outro lado não atinja o mínimo necessário em cada Casa.
Ou por outra: Temer só será presidente com uma esmagadora maioria episódica, a partir da qual se estabeleceriam caminhos para uma maioria duradoura. Dilma, no entanto, pode continuar agarrada ao osso tendo como esbirro a Armata Brancaleone dos 171 ou se faltar um único voto a seus adversários.
Há um velho adágio latino segundo o qual os deuses, quando querem destruir alguém, começam por lhe tirar o juízo. E é a isso que estamos assistindo. Duvido que mesmo os esquerdistas, por mais lassa que seja a sua moralidade, sintam conforto ao ver Lula negociar a República num quarto de hotel.
A história brasileira não exibe nada semelhante. E se ignora que algo parecido tenha se dado alhures. Especialmente quando o negociador é um homem investigado pela polícia e não exerce cargo nenhum na República.
Por mais que a sem-vergonhice política tenha atingido limites insuspeitados; por mais que nossos critérios para avaliar a ação dos homens públicos tenham cedido ao relativismo; por mais que tenhamos aderido ao pragmatismo como o último deus, um país não pode mimetizar a rotina de um prostíbulo.
E tudo isso pra quê? Como diria o poeta, pra nada! As negociações desavergonhadas de Lula, se bem-sucedidas, manterão o país na desordem e ainda implicarão, necessariamente, o rebaixamento do atual padrão de gestão.
Se os moralistas de última hora reclamam da qualidade dos que mudam de lado e aderem ao impeachment, como vejo fazer alguns dos colegas colunistas, peço especial atenção, então, aos relevos de caráter dos que permanecem do lado de lá, aceitando a rotina das trocas.
Não bastasse, vem um recado do quarto de hotel: se o impeachment não for aprovado, Lula, então, assumirá o governo, e haverá uma nova gestão. Ora vejam: é uma gente capaz de chamar de golpe a ascensão do vice, que foi eleito, segundo a norma constitucional, e de entregar a Presidência da República a quem não obteve voto nenhum. Lula, aliás, acelerou a morte do governo Dilma. E vai ser impichado junto com ela.
A única possibilidade de haver um golpe branco na República é o impeachment não sair vitorioso -já que não tem como ser derrotado. Nesse caso, Lula continuaria à frente da Presidência, como está hoje, tendo Dilma como um fantoche. Para isso chegamos à democracia? Não creio.
As esquerdas inventam gestas que só existem na sua imaginação perturbada, talhada para justificar crimes. A deposição de Dilma seria só um rearranjo dos potentados econômicos, dispostos, mais uma vez, a espoliar o povo. Nem parece que o PT foi flagrado ora em decúbito dorsal, ora em ventral, com empreiteiros e outros membros das zelites menos impopulares no jornalismo.
Senhoras deputadas e senhores deputados, vocês escolherão neste domingo entre as possibilidades da esperança e o risco do caos.
E, no entanto, idiota da objetividade que sou deixo os voos subjetivos para os colunistas do outro lado, eu estaria aqui a defender o voto contra o impeachment se Dilma não tivesse cometido crime de responsabilidade. Mas ela cometeu. 
Chegou a hora. (Reinaldo Azevedo) 

A nação voltou-lhe as costas.
Raras vezes a presidente Dilma encenou tamanho festival de entrevistas e declarações como esta semana. Fala o que pretende, na hora em que bem entende, pelo tempo a que se dispõe. Também, pelo jeito, chegou ao limite. Domingo parece o seu limite maior. Depois, salvo surpresas, passará a carta fora do baralho. Mesmo ficando algum tempo como inquilina da presidência da República, não será mais presidente. Em seu lugar estará o vice Michel Temer, interinamente até 180 dias, para depois assumir em definitivo. Até quando não se sabe, pois o vento que sopra para lá também sopra para cá. Dilma parece haver perdido as esperanças. Ficou diferente tarde demais. Manteve a mesma postura por quatro anos e quatro meses: irascível, intolerante, superior. Desprezou quantos a respeitavam, só mais apenas os que a bajulavam.
É conhecido o episódio tantas vezes repetido de que Madame tratava os auxiliares como serviçais e subalternos. No avião presidencial, ia até a cabine do piloto para dar aulas de navegação e mostrar como furar uma nuvem carregada, não aceitando outras opiniões. Médicos e enfermeiras tremiam diante de seus ditames, muitos tendo pedido para sair em situações as mais constrangedoras. Nas viagens pelo exterior, exigia submissão total, não só de sua comitiva, mas de quantos funcionários estrangeiros postos à sua disposição. Queria distância de quase todos.
Tendo sido a primeira mulher presidir o Brasil, optou por manter auxiliares não só à distância, mas enquadrados. Mesmo quando chefiava a Casa Civil, até para com ministros, suas ordens eram ríspidas e grosseiras. Depois de levada ao trono, pior ainda.
Foi perdendo o respeito, claro que quando estava distante. Contam-se nos dedos de uma só mão as amigas e os amigos. Existem, é claro, mas olhados de viés e sem a certeza de estar agradando. Ainda mais por conta dessa barafunda em que o ministério foi-se tornando. Ministros existem, ainda hoje, que apenas despacharam uma vez com a presidente. Outros que a viram no dia da posse e nada mais. Entre eles e a chefona, só em datas solenes, mesmo assim, lá de longe.
Esse governo foi despertando senão rancores, ao menos distância. No Congresso, com raras exceções, deixou de prevalecer a proximidade entre a presidente e suas bases. As ruas ficaram cada vez longe. Claro que a performance de Madame pesa essencialmente na balança. Os reclamos da sociedade atingem suas diversas camadas, mas a presidente continua longe, como não se tratasse de seus problemas. Assim, quando precisou do apoio geral, ele não veio. Os cinco milhões e meio de votos conquistados em outubro passado evaporaram.
O resultado pode ser colhido nesses dias cruciais. A nação voltou-lhe as costas. Tanto por conta do lamentável desempenho de seu governo quanto da falta de alternativas por ela deixada. Resta saber o que virá daqui por diante. Poderá Michel Temer virar o jogo? Recuperar a confiabilidade e a confiança não será papel fácil. Afinal, até poucos meses atrás, o vice jurava de pés juntos seguir o roteiro da presidente. Quais seus planos e projetos? (Carlos Chagas) 

Momento ímpar.
Alvissareira - Mais do que sabido, o Brasil vive uma semana decisiva, que pode fechar de forma muito alvissareira caso a Câmara dos Deputados confirme a vontade da maioria do povo brasileiro, que exige o imediato afastamento da péssima presidente Dilma-Petista-Rousseff. 
Momento ímpar - É sempre importante lembrar (para todo o sempre para que nunca seja esquecido) que, independente da roubalheira que o PT comandou, que alijou por completo com a Petrobras e outras estatais; e da irresponsabilidade que resultou na destruição da nossa economia, ainda assim estamos vivendo um momento ímpar.
Política - Digo ímpar porque apesar de todo o sofrimento que já passamos, nunca estivemos tão próximos da expulsão definitiva destes verdadeiros crápulas, que além de corruptos ainda são péssimos administradores. Isto, por si só, já é motivo para nos deixar mais animados.
Descrença - Ainda que esteja exclusivamente focado no Impeachment, como tenho recebido inúmeras mensagens de leitores que se declaram descrentes com a política e, notadamente, com os políticos do nosso pobre país, me dirijo a eles com a seguinte afirmação: querendo ou não, gostando ou não, é através da política e dos políticos que podemos mudar o Brasil. 
Políticos - Antes de tudo é preciso que todos saibam que governantes, em todos os seus níveis, são eleitos pelo povo. O que os mais esclarecidos precisam fazer, constantemente, não é brigar com os eleitores por votarem em políticos safados e/ou incompetentes. É preciso ajudar para que escolham aqueles que, além de honestos são capazes. 
Diferença entre Temer e Dilma - Faço questão, inclusive, de tranquilizar aqueles que repetem a todo momento, que saindo Dilma e entrando Temer não vai haver diferença. Ora, em primeiro lugar isto é simplesmente impossível. Ninguém neste mundo pode ser mais cruel e incapaz do que a Dilma.
Temer - É certo que grande parte do povo não vê Temer como uma Brastemp, como se diz por aí. No entanto, como ele é o vice-presidente, a Constituição diz que cabe a ele assumir a presidência com a queda de Dilma. Mesmo que venha a fazer pouco, este pouco já será muito, se comparado com o que a dupla Lula/Dilma conseguiu destruir. (GSPires) 
Acredito que o melhor programa social é um emprego. (Ronald Reagan)

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