16 de mar de 2016

Um escárnio a manobra no país...

 photo areuniaoludil_zpssb5n49ln.jpg • Dólar sobe quase 2%, a R$ 3,84; Bovespa opera em queda de mais de 1%. 
• Lula é confirmado como novo ministro da Casa Civil. Planalto confirmou informação na tarde desta quarta-feira; Jaques Wagner deixa a pasta e assume a chefia do gabinete. Investigado por envolvimento ilícito com empreiteiras condenadas na Operação Lava Jato, Luiz Inácio Lula da Silva aceitou o convite de Dilma Rousseff para integrar o governo federal após reunião realizada na manhã desta quarta-feira (16), no Palácio da Alvorada. Em nota, a informação de que o ex-presidente é o novo ministro da Casa Civil foi confirmada nesta tarde pelo Planalto. 
• Nomeação de Lula é sinal da desorientação do governo Dilma, diz historiador. Empresários não apostam em guinada à esquerda com volta de ex-presidente. 
• Imprensa internacional diz que Lula aceitou ministério para fugir da prisão. 
• É escandaloso Lula ser ministro no momento em que é investigado, diz FHC. É um erro, do ponto de vista do funcionamento do governo, diz FH. 
• Janot diz que nomeação de Lula para ministério é problema dele. Procurador-geral da República diz que nomeação do ex-presidente Lula não mudaria nada para a Procuradoria. 
• Promotores de SP que pedem Lula na cadeia recorrem contra decisão de juíza. Lula é acusado por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica porque teria omitido ser o verdadeiro proprietário do apartamento 164/A no Condomínio Solaris, no Guarujá. 
• Delcídio diz que é profeta do caos e Mercadante, amigo da onça. Senador que fez acordo de delação afirma que sempre teve brigas com ministro. 
• Médico do INSS deixará de ter exclusividade nas perícias. Avaliações para benefícios como auxílio-doença poderão ser feitas pelo SUS. 
• Do Judiciário à Educação, servidores do Rio entram em greve por três dias.
• Pacientes sofrem sem médicos e aparelhos nos hospitais do município. 
• Um grupo de aproximadamente 500 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) tenta invadir a sede do Ministério das Cidades, em Brasília, em protesto contra os cortes no programa Minha Casa Minha Vida anunciados pelo governo. 
• Metade da população brasileira ainda não tem esgoto coletado em suas casas e cerca de 35 milhões de pessoas nem sequer têm acesso a água tratada no país. É o que revela levantamento feito pelo Instituto Trata Brasil com base nos dados de 2014 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgados no mês passado pelo Ministério das Cidades. O índice (49,8%) coloca o Brasil em 11º lugar no ranking latino-americano deste serviço, atrás de países como Peru, Bolívia e Venezuela. Os dados dessas nações são compilados pela Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), que divulga o índice de 62,6% para o Brasil porque inclui fossas. 

• Câmara dos Deputados da Argentina aprova pacote da dívida. 
• Novas medida dos EUA relaxam restrições a Cuba. Americanos poderão viajar à ilha sem intermédio de agências. 
• Brasil cria grupo de apoio a acordo de paz na Colômbia. Fórum terá senador, assessor presidencial, diplomata e sociedade civil. 
• Operadoras das Bolsas de Frankfurt e Londres se fundem. Negócio, no entanto, ainda precisa ser aprovado pelos órgãos reguladores. 
• Moody's diz que nomeação de Lula indica prioridade na conveniência política. 
• Turista americana é agredida com socos ao ser assaltada no Rio de Janeiro. 
• Alemanha e Itália salvam 951 migrantes na costa da Líbia. Desde o início do ano, 9.495 refugiados tentaram entrar na Europa, aponta o Comissariado das Nações Unidas. 
• Quatro são presos em Paris sob suspeita de planejar atentado terrorista. Ação na Bélgica caça 2 foragidos. 
• Bomba em ônibus mata 15 funcionários do governo Paquistanês. 
• Coreia do Norte condena estudante americano a 15 anos de trabalhos forçados. 
• Trump alerta para distúrbios se ele não for candidato. 
• Atentado suicida contra mesquita deixa 25 mortos no norte da Nigéria. 
• Fifa admite que votos para escolha de sedes da Copa foram comprados. 
• Comunidade internacional precisa agir com relação às atrocidades que vêm ocorrendo no Sudão do Sul. 

Galo novo no galinheiro.
Na última semana Lula já teve seu nome cogitado para os ministérios da Justiça, da Casa Civil, das Relações Exteriores, da Economia, da Defesa e das Comunicações. O processo pode chegar a um não referido ou até a nenhum. Na crônica da República, tivemos o caso de outro ex-presidente virar ministro: Nilo Peçanha substituiu Afonso Penna, morto no meio do mandato, do qual era vice-presidente. Terminado o mandato, voltou à política do Estado do Rio, concorrendo anos depois ao palácio do Catete, pela Reação Republicana, sendo derrotado. Mas antes foi excelente substituto do Barão do Rio Branco, nas Relações Exteriores.
A gente fica pensando para onde irá o Lula, se for. Em qualquer caso, nas condições políticas atuais, dará lambança. Tendo elevado Dilma à presidência, jamais se afastou do poder. Mesmo sem função efetiva, sua estrela sempre brilhou mais do que a dela. Talvez por questões de orgulho da sucessora, nunca recebeu missão, nem interna nem externa.
Agora, caso verdadeira a versão atual do Lula-ministro, será uma espécie de superpresidente. Não faltará às reuniões ministeriais e opinará em cada questão em debate. Como será consultado em cada entrevero governamental. Bater de frente com colegas de gabinete equivalerá ao mesmo do que impor sua vontade. Quando sua opinião e a dela se chocarem, não deverão ser esperadas explosões. Tentarão ocultá-las, tanto quanto não deixarão que a opinião pública tome partido de eventuais divergências. Mesmo assim, quinze minutos depois as manchetes exporão os detalhes.
Há quem suponha Madame não suportando a convivência, mas será assim ou não será. Em outras palavras, no terreiro manda o novo galo. As diretrizes de governo, por sinal hoje inexistentes, serão dadas pelo Lula. Por exemplo: mesmo sem o ex-presidente ser designado para a Fazenda (ou a Economia), iniciativas de contenção e sacrifício serão substituídas por medidas capazes de dar alento às classes menos favorecidas e esperanças à classe média. Mais impostos e dificuldades, do tipo reforma da Previdência Social ou nova CPMF ficarão guardadas no porão. Entrarão em campo a novas reservas monetárias excepcionalmente utilizadas, assim como dificuldades adicionais ao lucro dos bancos. Quem quiser que entenda, mas a reviravolta é condição essencial para o ingresso do Lula no ministério. Não significa que o governo vai mudar, nem que tudo se faça para livrar o primeiro companheiro das garras do Sergio Moro, pois a oportunidade é de uma reviravolta. Só que com o mesmo time. (Carlos Chagas) 

Asneiras sem reservas.
Uma empresa enfrenta um período de incerteza, durante o qual poderá enfrentar desembolsos expressivos, mas não sabe nem quando estes ocorrerão nem seu valor preciso. Como sua geração de caixa não é suficiente, tratou de tomar dinheiro emprestado, antes que viesse a precisar dele, partindo do pressuposto (geralmente correto) de que crédito costuma ser mais abundante antes de se tornar necessário.
Desde então mantém recursos em caixa, devidamente aplicados, é claro, mas a uma taxa de juros menor do que a que paga pelo empréstimo. Perde dinheiro, porém encara essa despesa como um seguro: sabe que os recursos estarão disponíveis quando (e se) forem requeridos, garantindo sua sobrevivência em tempos turbulentos.
Palpiteiros, que sempre há de sobra, contudo, sugerem que a empresa use o dinheiro em caixa para novos gastos, que, segundo eles, terão efeito positivo perante os acionistas da companhia. O diretor financeiro se recusa, mas a presidente, influenciada pelo seu antecessor no cargo (e palpiteiro-mor), balança.
É óbvio que a ideia não presta. Caso gaste o que tem em caixa, a empresa não só fica sem ter como enfrentar eventuais desembolsos (o que piora a qualidade do seu crédito) como perde as condições de pagar o que tomou emprestado para formar seu colchão de liquidez. Caso a presidente caia no conto dos palpiteiros, corre o risco de quebrar a empresa.
É também óbvio que se trata de uma metáfora do Brasil e da ideia cretina de usar as reservas hoje no Banco Central para aumentar o gasto.
À parte as limitações legais (que, diga-se, sempre podem ser contornadas no país da pedaladas), essa proposta teria efeitos desastrosos. Como as reservas foram constituídas por meio de endividamento (o BC as comprou com dinheiro que criou, mas, em seguida, trocou por títulos da dívida), usá-las significaria ter menos recursos para pagar o que deve, como a empresa em nosso exemplo.
Em segundo lugar, caso as condições externas piorem e os mercados de crédito se fechem para o país, teríamos que reduzir o deficit externo ainda mais rápido do que estamos fazendo, o que tipicamente exige queda do consumo e investimento, assim como contração mais aguda dos gastos públicos, ou seja, ajuste fiscal ainda mais urgente do que hoje.
É possível, claro, argumentar que temos reservas em excesso, mas, se esse for mesmo o caso (o que não sabemos), o curso ideal de ação seria usar esse excedente para reduzir a dívida ou liquidar os swaps cambiais. Em qualquer uma dessas circunstâncias a solvência do governo melhoraria, desde que fosse realmente verdade que o atual nível de reservas supera por larga margem o apropriado para a atual situação do país, pergunta ainda não respondida.
Por fim, note-se que nosso problema não é a falta de gasto público, que vai muito bem, obrigado, crescendo firme e forte há pelo menos 24 anos. O problema é gasto demais com eficiência de menos, questão que palpiteiros fingem não ser com eles. (Houve um que, há pouco, afirmou ter havido redução do gasto no atual governo, vejam só!)
Soluções mágicas não faltam; faltam soluções mágicas que funcionem. Enquanto essas não aparecem (e jamais aparecerão), melhor seria que os palpiteiros guardassem para si as asneiras, com sua defesa da Nova Matriz Econômica. (Alexandre Schwartsman) 

Para PSDB, delação boa é contra moral alheia.
Para o PSDB e seus aliados oposicionistas, a delação de Delcídio Amaral só merece crédito até certos pontos. Os pontos em que ele denuncia a corrupção praticada por Dilma, Lula, o petismo e seus sócios. Nesses trechos, Delcídio é tão verdadeiro que ajudará a derrubar a presidente da República. No entanto, nos pedaços da delação em que aponta o dedo na direção do tucano Aécio Neves, o delator passa a ser mentiroso e caluniador. Não merece o mínimo crédito.
As reações da oposição à delação de Delcídio, divulgada na íntegra pelo STF nesta terça-feira, dão uma ideia do oportunismo com que os rivais do Planalto manipulam a moralidade alheia. Fazem barulho com os pedaços convenientes das denúncias do ex-líder do governo. E dedicam o silêncio das catacumbas aos trechos que mencionam Aécio. Alega-se que o PT sempre tentou misturar as coisas para igualar todos à sua abjeção.
No momento, o melhor que a Procuradoria-Geral da República poderia fazer é misturar as coisas, para ver quem sobrevive às investigações. Aécio disse numa entrevista: Defendo que tudo seja apurado, investigado em profundidade. É isso que vai separar o que eventualmente é verdadeiro daquilo que é falso, daquilo que é uma tentativa de nivelar a todos. O procurador-geral Rodrigo Janot deveria dar ouvidos ao senador. A oposição renderia homenagens à coerência se enviasse um ofício a Janot cobrando a abertura de um inquérito sobre Aécio.
Num trecho de sua delação, Delcídio, um ex-tucano que foi diretor da Petrobras na gestão FHC, disse ter tomado conhecimento de um esquema de corrupção montado em Furnas. Comandava-o Dimas Toledo, um diretor da estatal elétrica nomeado no governo tucano. Numa viagem a Campinas, Lula perguntou a Delcídio quem era Dimas. O senador respondeu que se tratava de um companheiro do setor elétrico, muito competente.
Ao explicar as razões de sua curiosidade, Lula declarou, segundo o relato de Delcídio: Eu assumi e o Janene veio me pedir pelo Dimas, depois veio o Aécio e pediu por ele. Agora o PT, que era contra, está a favor. Pelo jeito ele está roubando muito.' Instado a dizer quem recebia dinheiro sujo de Furnas, Delcídio disse que Aécio, com certeza, estava entre os beneficiários.
Os relatos sobre a roubalheira de Furnas são quase tão antigos quanto a primeira missa. Roberto Jefferson começou a se transformar na bomba que implodiu o mensalão depois que perdeu uma disputa pela diretoria de Furnas, que era pilotada por Dimas Toledo. Deu-se em 2005. O personagem estava na poltrona havia 12 anos. Tornara-se um provedor pluripartidário. Sob Lula, passara a prover propinas também às arcas petistas, geridas à época pelo notório Delúbio Soares.
Excluído da boquinha, Jefferson cobrou a substituição de Dimas. Desatendido, encontrou pretextos para acender o pavio do mensalão. Desde então, Furnas frequenta o notíciario como uma linha de transmissão para a corrupção por ser investigada a sério. Algo criterioso, não os simulacros de inquérito feitos até aqui. Chegou a hora. Vamos lá, doutor Janot, em profundidade', como sugere Aécio. (Josias de Souza) 

Mulher de João Santana decide fazer delação premiada.
A publicitária Mônica Moura, mulher e sócia do marqueteiro João Santana, alterou sua estratégia de defesa e optou pela contratação de um criminalista com experiência em acordo de delação premiada para defendê-la na Operação Lava-Jato. Há duas semanas, o casal analisa a possibilidade de um acordo de colaboração. Segundo o Extra, os advogados negam que a mudança na estratégia de defesa seja motivada pela possibilidade de acordo.
Decidimos separar as defesas, porque eram muito diferentes as funções de cada um dentro da empresa. João sempre foi da criação e Monica, do financeiro, afirmou o criminalista Fabio Tofic Simantob.
O especialista segue representando Santana, responsável pelas campanhas da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, enquanto a defesa de Mônica começou a ser feita pelo advogado Juliano Campelo Prestes.
Assumimos hoje o caso da Mônica. Ainda não tivemos uma conversa sobre a estratégia de defesa, afirmou Prestes.
Na carceragem
Os dois advogados se encontraram nesta segunda-feira (14), em Curitiba, e debateram por meia hora com o casal na carceragem da Polícia Federal, onde os dois estão presos desde o dia 23 de fevereiro. Eles são acusados de receber ao menos US$ 7,5 milhões da construtora Odebrecht e do operador de propina da Petrobras Zwi Skornicki.
A possível delação de Mônica Moura pode unir as informações que faltam para a Lava Jato provar que o dinheiro desviado da Petrobras abasteceu ilegalmente campanhas eleitorais no Brasil, inclusive a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Novos documentos juntados às investigações nas útlimas duas semanas revelam que a Odebrecht fez repasses ao casal durante o período eleitoral. O criminalista, que fez o acordo de colaboração do lobista Milton Pascowitch, ligado ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, disse que é cedo para falar em delação. Juliano Prestes deve voltar a se encontrar com a empresária nesta semana para verificar as bases da defesa. Ainda é cedo para falar em estratégia. Vamos analisar as possibilidades, declarou o advogado.
Nota da redação - O operador de propinas Zwi Skornicki também está negociando uma delação premiada que vai complicar ainda mais a situação da Odebrecht, do PT e de Dilma Rousseff, porque envolve doações ilegais à campanha dela e de Temer. Enquanto isso, em Brasília, Lula e Dilma ainda sonham que podem escapar incólumes... (Notícias Ao Minuto)

Enfim, Lula ministro.
Nesta altura dos acontecimentos, onde 80% brasileiros aguardavam, cheios de ansiedade, por notícias alvissareiras, com informações de que Lula, enfim, acabou preso; e que o governo Dilma finalmente caiu; o que todos viram, no final desta manhã, foi exatamente o contrário: Lula assumiu como ministro-chefe da Casa Civil e Dilma continua (des)governando o país. Que tal.
Radiografia
Ora, quem se dispuser a fazer uma radiografia simples da situação que o país vive, certamente verá, com total nitidez, que as imagens mostram um povo mentalmente fraco, incapaz para mostrar qualquer tipo de reação a este péssimo governo.
Estado de torpor
Sem precisar fazer uso de lupa, os curiosos/interessados perceberão, que nas mãos do povo, dominado pela fraqueza, e tomado pela imbecilização, aparecem grandes quantidades de pílulas de populismo e assistencialismo, cujas doses elevadas definem o estado de torpor. 
Povo pacífico 
Situações assim só acontecem porque além de tudo o brasileiro é um povo pacífico. Melhor seria, talvez, se fosse um povo atlântico. Quem sabe deixaria de acreditar nas instituições, que se mostram claramente viciadas e altamente comprometidas contra o desejo da sociedade. 
Torpor e sem coragem
Para mostrar ao mundo todo que o povo brasileiro é tonto, domesticado e não oferece qualquer resistência, mesmo diante de situações de extremo sofrimento, o governo Dilma-Petista fez questão de provar que os remédios que provocam o torpor e tiram a coragem do povo por completo, realmente funcionam. O teste aí está: Lula foi feito ministro. Basta, não?
País democrático
O pior de tudo é que, ajudado pelos meios de comunicação que produzem conteúdos absurdos que levam a maioria do povo a acreditar, piamente, que o Brasil é um país democrático. Pode? Isto sem falar nas escolas, que pregam o socialismo como o grande maná. 
Sem volta
Assim, com um povo doente, totalmente desprovido de forças, tanto física quanto mental, o Brasil vai navegando rumo ao caos absolut*. Os indicadores econômicos que o digam. Pelo visto a permanência no inferno virou cláusula pétrea, ou seja, não tem volta. (GSPires) 
Uma caneta na mão de um político corrupto, mata mais inocentes que um revólver na mão de um bandido.

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