18 de mar de 2016

Passeatas, justiça e incógnitas...

• Decisão que suspendeu posse de Lula é ameaçada por processo anterior. Suspensão envolve grande polêmica jurídica e deve ser decidida, no final das contas, pelo Supremo Tribunal Federal, ao qual o governo já anunciou que vai recorrer. 
Me foram subtraídos direitos fundamentais, diz Lula em carta aberta. Um dia depois da divulgação de áudios em que classifica o STF como acovardado, petista recorre aos oito anos como presidente para tentar reverter o quadro. 
• Juíza do Rio concede outra liminar contra posse de Lula. Despacho diz que a indicação de Dilma para a Casa Civil configura prática ilegal e desvio de finalidade. Nomeação serviu, em seu entendimento, para dar a Lula o chamado foro privilegiado. 
• AGU recorre da suspensão da nomeação de Lula. O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, entrou com um recurso contra a decisão de um juiz federal do Distrito Federal que suspendeu a nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil. Cardozo diz que hipótese sobre Lula é patética. Para ministro, não ação para proteger o ex-presidente de eventual prisão.
• Posse de Lula é marcada por tensão e discurso duro. Dentro do Palácio do Planalto, duras críticas a Sérgio Moro, gritos em apoio ao governo, interrompidos por vergonha. Do lado de fora, manifestações contra e favor a Dilma Rousseff e ao ex-presidente. 
• Grupo mantém barracas bloqueando a avenida Paulista em protesto pela saída de Dilma. 
• Reações em série ampliam isolamento de Dilma e Lula. Presidente condena vazamento de diálogo com Lula e aponta métodos escusos; Lava Jato reage, e STF critica o petista; comissão do impeachment é instalada. 
• Em carta, Lula diz que gravações foram ato de violência. Ex-presidente rebate críticas ao conteúdo de suas conversas grampeadas. 
• PF acha minuta de venda de sítio de Atibaia para Lula. Documento de 2012 não foi assinado e previa aquisição por R$ 800 mil. 
• Analistas recomendam precaução a investidores. Crise traz oportunidades, mas é preciso avaliar riscos, afirmam consultores. 
• Novo Código de Processo Civil entra em vigor nesta 6ª. Reforma deve combater morosidade de processos e estimular a conciliação. 
• País ignora tipos de dengue em circulação. Saúde e maioria dos Estados não sabem quais sorotipos estão no país. 
• Cúpula do PMDB abandona Dilma e Lula. Além do vice-presidente Michel Temer, Renan Calheiros, Eunício Oliveira e outros dirigentes do partido não foram ao Planalto para a posse dos novos ministros. 
Moro jogou o país à beira de convulsão social, diz PT. Em nota, a bancada petista afirma que juiz, além de provocar confronto social, cometeu duas ilegalidades com a divulgação de conversa entre Lula e Dilma. 
• Protestos cercam Planalto e Congresso pelo 2º dia consecutivo. Quantidade de manifestantes oscilou entre dois mil e oito mil durante o dia. Ainda há movimentação no gramado do Parlamento. 
• Moro admite grampo fora do horário, mas inclui no processo. Registro de conversa telefônica entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula ocorreu duas horas depois de ele enviar comunicado à PF para encerrar as gravações. 
• Brasília vive manhã de protestos em frente ao Planalto. Em Brasília, manifestantes pró-PT ocupam a área próxima ao palácio gritando palavras de ordem: não vai ter golpe e vai ter Lula. O ex-presidente será empossado como ministro chefe da Casa Civil. 
• Ex-tesoureiro de Lula admite doações da UTC. Em depoimento à Polícia Federal, José De Filippi Jr admitiu ter arrecadado junto à UTC para as campanhas de Lula (2006) e Dila (2010)... 
• Juiz que suspendeu posse de Lula defendia no Facebook a saída de Dilma. Uma foto publicada no Facebook mostra o magistrado, rodeado por familiares, em uma manifestação. Para contextualizar a imagem, ele publicou a seguinte mensagem: Fora, Dilma. Ele também defendeu saída da presidente para baratear viagem para Miami. 
• Rosso vai presidir comissão do impeachment. Placar: 62 votos a 3. Jovair Arantes será relator do processo. Sob protestos, três vice-presidentes também assumem: Carlos Sampaio, Maurício Quintella Lessa e Fernando Coelho Filho. Eleita a comissão do impeachment; veja os integrantes. Eleição da comissão do impeachment ocorre três meses após a oposição derrotar o governo e emplacar uma chapa alternativa, em votação secreta. PP indica Maluf e investigados na Lava Jato para comissão do impeachment. Réu em três ações penais no Supremo, ex-prefeito de São Paulo deve integrar a comissão que vai discutir o futuro de Dilma. Outros quatro deputados indicados pela bancada respondem a inquérito da Lava Jato. 
• Advogados protocolam novo pedido de impeachment na Câmara. Dupla cita crime de responsabilidade para legitimar novo pedido de impeachment. Advogados caracterizam nomeação de Lula à Casa Civil como manobra totalmente pessoal
• Oposicionistas do PMDB pedem expulsão do ministro Mauro Lopes. Cunha barra indicação de governista na comissão processante. Deputado Altineu Côrtes vai recorrer ao STF contra decisão. Presidente do PMDB-SC quer rompimento imediato. 
• Major Olímpio é aplaudido em shopping. Expulso do Palácio do Planalto após gritar vergonha durante a posse de Lula, o deputado Major Olímpio foi aplaudido hoje na praça de alimentação de um shopping de Brasília...

• Economia e conciliação nacional desafiam Macri. Presidente da Argentina enfrenta inflação alta e desvalorização do peso. 
Viagem de Obama valida revolução de Cuba. Para historiador, retomada é irreversível mesmo com vitória republicana. 
• De acordo com o jornal La Libre Belgique, Salah Abdeslam e o seu cúmplice foram feridos e presos pela polícia belga. 
• Do ponto de vista de Moscou, intervenção militar na Síria pode ser considerado um sucesso.
 
Atenção à voz das ruas.
Acima e além das gravações de grosseiros diálogos do ex-presidente Lula com metade do governo, inclusive a presidente Dilma; superior à guerrinha suja entre Judiciário, Executivo e Legislativo; mais explosivo até do que o clima verificado na Praça dos Três Poderes, esta semana - chama a atenção um perigoso sintoma envolvendo as instituições.
Depois da presença no país inteiro de seis milhões de brasileiros indignados com o governo, domingo passado, dois dias depois, na terça-feira, assistimos aglomerados populares insurgindo-se nas ruas contra os mesmos responsáveis pela baderna nacional. Diante do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, além de grupos em outras cidades, o povo entendeu de seguir protestando. Fora Dilma! só não teve maior agressividade do que Fora Lula! Interpretando: fica difícil para as autoridades constituídas evitar a voz rouca das ruas. A escalada é trágica, se prosseguir nesse diapasão.
Não faz muito tempo que o Comandante do Exército, general Villasboas, numa entrevista nem tão amena assim, declarou haver apenas uma hipótese de os militares saírem dos quartéis: o tumulto ganhar as ruas. Quer dizer, assaltos a supermercados, depredações maciças de patrimônio público, desmoralização da autoridade e similares.
As imagens do povo demonstrando sua profunda irritação não deixam dúvidas, duas noites atrás. Dessa vez, ainda que em número bem menor, mais se pode aferir o esgotamento dos cidadãos comuns. Não foi diante do fracasso dos transportes de massa nem da falta de água, leite ou energia. Muito mais grave é perceber a explosão coletiva atingindo pessoas, governantes, parlamentares e categorias enredadas em atos de corrupção e incompetência. As manifestações atingem mais do que a falta de gêneros ou necessidades pessoais. Vão diretamente sobre carências éticas e morais, ou seja, visam maus e desmoralizados administradores.
Apesar de um reingresso infeliz nos domínios do poder, teria o Lula condições de dar a volta por cima, ou, como virou moda dizer agora, dar um cavalo de pau na viatura? Pode ser que sim. Experiência não lhe falta. No entanto, além de vir a ocupar um lugar subalterno no governo, chega sob a suspeição de enriquecimento ilícito e debaixo de maciça oposição, além de estar obrigado a enfrentar as piores crises econômicas e políticas de nossa História. Precisará carregar nas costas a presidente Dilma, anda por quase três anos.
De qualquer forma, é bom prestar atenção. Agora, também, para a voz das ruas. (Carlos Chagas) 

Golpe, coxinha.. Blá, blá, blá.
Golpe de estado
Todos os pensantes sabem o quanto é difícil, senão impossível, convencer petistas e demais aficionados por partidos esquerdistas, tipo PSOL, PDT, PCdoB, etc., daquilo que significa golpe de estado. Mais: tais aficionados, aliás, veem todos aqueles que contrariam suas ideias malucas, como coxinhas
Gente doente
Para essa gente doente, se o governante for da mesma linha ideológica, não há como ser afastado. Mesmo que tenha praticado crimes, como prevê a nossa Constituição. Esta regra, ou lei constitucional só vale para políticos e governantes não alinhados com o social-comunismo. 
Golpista
Como a grande maioria dos petistas é vítima da mais absoluta lavagem cerebral e da educação ideológica promovida por este governo com base na cartilha gramscista imposta pelo Foro de São Paulo, este contingente de brasileiros é levado a acreditar, sem questionar, que o PT e assemelhados estão acima da lei. Podem tudo! E que todos aqueles que entendem que o cumprimento da lei deve valer para todos, é golpista
República
Dos livros de história que li, pelo que me lembro o Brasil foi vítima de um Golpe de Estado na véspera da Proclamação da República, em 14/11/1889, quando os militares derrubaram o imperador D. Pedro II. Ou seja, o Brasil virou uma República através de um Golpe. 
Contragolpe
Em 1964, quando as Forças Armadas atenderam aos desejos do povo brasileiro, o que aconteceu, de fato, foi um contragolpe. Gostem ou não, o fato (documentado) é que inúmeros guerrilheiros e terroristas, treinados em Cuba, estavam prontos para realizar uma forte revolução com o propósito de implantar uma Ditadura Comunista no Brasil.
AI-5
Infelizmente, muitos jornalistas e intelectuais, obedecendo os 11 Princípios da propaganda de Goebbels, onde o principal dá conta de que repetir uma mentira até que a mesma soe como verdade, poucos sabem que a ditadura, ou golpe, só aconteceu mais tarde, em 13/12/1968, através do Ato Institucional nº 5, AI-5, baixado pelo general Costa e Silva. 
Blá, blá, blá!
Hoje, o Brasil volta a viver uma situação muito semelhante à de 1964. Como o nosso pobre país foi tomado por adeptos de comunismo bolivariano, com consequências terríveis para a economia e o social, o ambiente até seria propício para um novo contragolpe. No entanto, o que está para acontecer, de acordo com o princípio e/ou desejo democrático do povo brasileiro, é o impeachment da presidente Dilma, absolutamente respaldado por descumprimento da lei. Falar em Golpe, Coxinhas, etc., é só blá, blá, blá! (GSPires) 

Escolhendo chefias incompetentes.
Em um desses cursos de chefia comuns no serviço público, geralmente ministrados para pessoas que não querem aprender, por professores que não sabem ensinar, uma psicóloga distribuiu para cada um dos dez participantes um envelope contendo oito pedaços de cartolina recortados em formatos e tamanhos diversos. Colocados nas posições certas, os recortes formariam quadrados, um para cada envelope. Na realidade, cinco envelopes continham sete pedaços de cartolina, e os outros cinco continham nove, pois um pedaço de cartolina havia sido previamente retirado de cinco envelopes, e cada um dos outros cinco recebeu um pedaço a mais.
Ao distribuir um envelope para cada participante, a psicóloga informou que todos teriam de formar um quadrado no menor tempo possível, e recomendou que mantivessem o silêncio. Suponho que o mais rápido ganharia pontos para eventuais promoções. Critério, aliás, que não me parece válido para esse efeito, pois a maior rapidez nessa tarefa se adquire com a ajuda de golpe de vista, memória, agilidade manual, experiência prévia - nenhuma se relaciona diretamente com a capacidade para dirigir. Do mesmo modo que a facilidade para marcar gols, por exemplo, pode indicar o melhor artilheiro, mas não necessariamente o melhor líder de uma equipe nem o melhor treinador.
Após receber o envelope, cada um examinou o conteúdo, e logo depois todos começaram a montar o quadrado. Nenhum conseguiu, pois o pedaço de cartolina que faltava para um estava com outro, e este outro tinha um pedaço sobrando. Todos dependiam de encontrar o parceiro adequado. Como você pode concluir, talvez o teste seja bom para definir quem deve se casar com quem, tendo em vista que muitas vezes os casais se atraem em função do que falta em um e sobra no outro. Poderia ser útil numa agência matrimonial, não para promoções a cargos de chefia.
No caso concreto, o teste só conseguiu identificar o mais afoito e mais apressado dos dez. De certa forma, serviu também para caracterizá-lo como quem menos entende uma ordem recebida, além de mostrá-lo como prejudicial à atividade dos outros e aproveitador dos recursos alheios em benefício próprio. Como se concluiu tudo isso? Não, caro leitor, ninguém concluiu assim naquela ocasião, e mesmo eu estou fazendo esta avaliação agora, enquanto escrevo.
Quando o apressadinho percebeu que só lhe faltava uma peça para completar o quadrado, concluiu que ela devia estar com um dos outros, e teria que localizá-lo. Como? Procurando entre as peças dos outros, é claro, mas não podiam conversar. Decidiu fazer sinais aos outros, convocando-os a colocar no chão todas as peças que tinham. Ninguém contestou, pois estavam todos empacados. Como esse “bom geral” lhes pareceu mais avançado no trabalho, o coleguismo mandava ajudá-lo.
Calcule o leitor a barafunda de setenta e três peças amontoadas no chão, além das sete do bom geral. Encontrar a peça figurinha difícil tornou-se para ele uma tarefa parecida com procurar uma agulha num monte de agulhas. Daí para diante ele passou a agir como barata tonta. Não progrediu nada, além de impedir que os outros progredissem. Argumentou depois que a instrução da psicóloga poderia ser entendida como todos devem formar só um quadrado (um quadradão único, portanto), e ele resolvera assumir a tarefa.
Você, caro leitor, concluiria que aquele apressadinho tinha qualidades de liderança? Que conseguiria levar adiante tarefas de equipe? Que deveria ser promovido ao primeiro cargo disponível? Na evidente suposição de que a sua conclusão coincide com a minha, vou informar-lhe que poucas semanas depois o apressadinho havia sido promovido. Ninguém lamentou, afinal ele era um “bom praça” e muito bem intencionado. Mas basta isso para chefiar, liderar, comandar?
A solução de um problema deve ser procurada pela própria pessoa que deparou com ele. Se não conseguir, deve recorrer à ajuda de quem está mais próximo - a família ou amigos, por exemplo. Se o problema atinge número maior de pessoas, e supera as capacidades da família, deve recorrer a organismos de maior amplitude, como a prefeitura. O governo do estado pode ser acionado quando a solução se torna impossível em níveis mais baixos. Só em último caso o assunto deve ser levado ao governo federal, ou mesmo a governos de outros países.
Resumindo: O que pode ser resolvido pelo inferior não deve ser atribuído ao superior nem assumido por ele. Norma sábia, lógica, adequada e muito prática, mas muito esquecida por governos centralizadores. Estes tendem a assumir os problemas de todos, mas de fato não os resolvem. Pelo contrário, para tapar alguns buracos eles criam problemas muito maiores, que passam à categoria de insolúveis.
Você acha que a psicóloga entendeu assim o resultado do teste? Triste ilusão. (Jacinto Flecha)

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