29 de mar de 2016

O país continua a ser golpeado por...

• Dólar cai a R$ 3,63 com sinais de saída do PMDB. Para mercado, rompimento da sigla eleva a possibilidade de impeachment. 
• Pacientes chegam a esperar nove horas por consultas em UPAs do Rio. 
• Vacinação contra gripes H1N1, H3N2 e influenza B começa em 30 de abril. 
• Oficiais de Justiça cumprem mandado de reintegração de posse na Cidade de Deus em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Profissionais de imprensa foram agredidos durante cobertura jornalística de desocupação em bosque. O mandado nesta terça-feira. Segundo a Polícia Militar, o objetivo é retirar pessoas que construíram indevidamente barracos de madeira e hastearam lonas e plástico em um bosque, que fica na Rua Pintor Leandro Joaquim, na esquina com a Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Morais. 
• Maior sigla no Congresso, PMDB abandona governo. Partido de Michel Temer oficializa nesta terça-feira fim da aliança com Dilma. Decisão do PMDB de romper com o governo atesta quanto o partido considera provável o impeachment. Com rompimento do PMDB, Planalto quer separar joio do trigo no partido. 
• Dos sete ministros que representam o PMDB no governo Dilma Rousseff, três resistem à ideia de se exonerar dos respectivos cargos: Marcelo Castro (Saúde), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Kátia Abreu (Agricultura). Arriscam-se a enfrentar processos de expulsão. Alçada à Esplanada por escolha pessoal de Dilma, a senadora licenciada Kátia (TO) cogita deixar o PMDB. 
• Caixa eleva juros de financiamento da casa própria. 
• Se Dilma cair, Temer será o próximo, diz senador do PT. Líder do governo, Humberto Costa fez ameaça em discurso no plenário. 
• Delatora relata pagamento ilegal de campanha de Dilma. Danielle Fonteles confirma ter recebido R$ 6,1 por serviço prestado em 2010. 
• A nomeação de Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República deve ser mantida, mas investigações criminais e possíveis ações penais referentes a ele devem, em princípio, ser mantidas no primeiro grau de jurisdição. Esse é o teor da manifestação enviada, nesta segunda-feira (28), ao Supremo Tribunal Federal, pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. 
• Nomes de 69 políticos fazem moro enviar lista da Odebrecht para o STF. 

• Facção do Taliban provoca premiê do Paquistão após ataques na Páscoa. 
• Avião de passageiros da Egypt Air é sequestrado durante o voo e forçado a pousar no Chipre. 
• Após retomada de Palmira, regime sírio calcula destruição. Para arqueólogos, parte dos danos à cidade histórica é irreparável. 
• OAS é mencionada em escândalo de corrupção chileno. Segundo jornal, firma teria emprestado jatinho a ex-candidato a presidente. 
Semipresidencialismo não é solução para o Brasil, diz constitucionalista português. Segundo Jorge Reis Novais, origem dos problemas está no mau funcionamento do sistema partidário. Seminário em Lisboa gera polêmica e atrai atenções para crise política brasileira. 
• Investigações começam a revelar teia jihadista espalhada pela Europa. 
• O departamento de Justiça norte-americano (Doj, na sigla em inglês), órgão equivalente ao ministério da Justiça no Brasil, está investigando as ligações entre a Odebrecht, Braskem e Petrobras em casos de corrupção e em contratos firmados pela estatal para o fornecimento de nafta, matéria-prima utilizada nas operações da Braskem, informa o jornal Valor Econômico nesta terça-feira (29). 

Interromper ou desaparecer.
Há quem suponha poder a presidente Dilma Rousseff dormir tranquila, hoje ou na madrugada de amanhã, sem que os partidários do impeachment tenham alcançado na Câmara número suficiente de votos para afastá-la do poder. Também existirão os que estarão festejando a possibilidade de o Senado, nas próximas semanas, confirmar uma decisão dos deputados pró-impeachment. Uma terceira possibilidade refere-se à Câmara optar pelo impeachment e os senadores, não, garantindo o mandato de Madame.
Em suma, tudo pode acontecer. O que não dá mais é o país viver na corda bamba, entre a permanência ou a queda da presidente da República, com a economia paralisada e a política despencando. Situação e oposição obrigam-se a encerrar o conflito verificado há meses, sob pena de dissolução das instituições. Será interromper ou desaparecer.
Continuando Dilma, ela será forçada a mudar não apenas o governo, mas a forma de governar. A apelar para a união nacional. Do mesmo modo, se a vitória couber a seus adversários: Michel Temer enfrentará igual necessidade.
Com a presidente de inquilina do palácio da Alvorada até 2018, crescem as chances para o PT emplacar o Lula, naquele ano, claro que na dependência de fatos novos ao redor da Operação Lava Jato. Derrotados agora os companheiros, abre-se o leque: dos ortodoxos, tipo Aécio, Alckmin e Serra, até Marina Silva e Ciro Gomes. Surpresas sempre poderão sobrevir, mas o fundamental será, no caso de vitória ou derrota, uma completa reviravolta na forma de governar. (Carlos Chagas) 

A farra PTista na Petrobras começa a ser desmontada.
Como todo o País já sabe, a Petrobras virou o balaio de gato da farra PTista, desde 2.003. Começando na Gestão do sindicalista José Eduardo Dutra e continuando na Gestão do também sindicalista José Gabrielli, a Petrobras foi tomada de assalto por sindicalistas, cumpañerus e indicações políticas, não tendo nem lugar para assentar tanta gente. Alugaram prédios, construíram verdadeiros palácios como as Sedes da Pituba (Salvador) e a Sede de Vitória, onde rolou muita propina e muito superfaturamento.. As CPI`s que o digam!...
As recrutadoras Hope e Personal viraram o condão mágico do PT e dos sindicalistas para operarem concretamente a farra dos apadrinhados!... A Lava-jato sustenta que José Dirceu e altos gestores da Empresa, cobravam boas propinas desses fabricantes de terceirizados!... 
Segundo dados disponíveis, mesmo levando-se em conta a expansão dos investimentos da Empresa, na era Lulla, é impressionante constatar a elevação do quantitativo, após 2.003! Antes dessa data, o número de empregados próprios era de 40.395 e de terceirizados era de 121.225, perfazendo um total de 161.620 servidores. Na era Lulla, o número de empregados próprios saltou para 86.108 e de empregados terceirizados para 360.180, com um total de 446.288! Um aumento de 276 %!
Só para se ter um exemplo concreto da farra PTista e dos contratos que envolveram tanta gente e tanta propina: no auge da construção da Refinaria do Paraná (REPAR), trabalhavam lá 10.000 terceirizados! Na construção da Refinaria de Pernambuco (RNEST), muito menor e muito menos complexa, enfiaram na obra 40.000 terceirizados que deveriam ficar batendo cabeça, um no outro!
A volta da credibilidade da Petrobras, entre outras coisas, depende da depuração e da demissão desses sindicalistas e desses apadrinhados, que ainda permanecem na Empresa. Vamos torcer para que a atual administração faça efetivamente esse trabalho e consiga transformar novamente a Petrobras, na Empresa excelente que ela foi no passado! (Márcio Dayrell Batitucci) 

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Petrobras já demitiu 170 mil funcionários pós-Lava Jato. 
Maior parte dos cortes, no entanto, foi em projetos suspensos ou cancelados.
O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, concedeu entrevista coletiva em Santos (SP).
Desde que foram alvejadas pela Operação Lava Jato, há pouco mais de dois anos, a Petrobras e suas subsidiárias demitiram 169,7 mil pessoas. O corte já representa o equivalente a 61% da equipe atual, que estava em 276,6 mil em fevereiro de 2016. Em dezembro de 2013, eram 446,3 mil pessoas - de cada 10 trabalhadores empregados antes da Lava Jato, 4 foram dispensados.
Os dados foram compilados pela Folha, a partir de dados apresentados ao conselho de administração da estatal e da pesquisa nos relatórios publicados pela empresa nos últimos 12 anos. Os números mostram que, em meio à euforia das enormes reservas do pré-sal, a estatal saiu de 198,9 mil funcionários em 2004 para o recorde de 446,3 mil em 2013. 
Ressaca 
Os cortes começaram ainda em 2014, último ano da gestão Graça Foster, quando 74,3 mil perderam o emprego, e se intensificaram sob comando de Aldemir Bendine, que cortou 95,4 mil até fevereiro deste ano. Após as demissões, a Petrobras está hoje com um efetivo semelhante ao de 2007. A Petrobras disse por meio de nota que "está reduzindo seu nível de investimento e gasto operacional, o que acaba refletindo na contratação de serviços e em ajuste nos empregados próprios". Uma análise dos cortes mostram que 85% das demissões ocorreram entre prestadores de serviço que realizavam obras para a companhia. Esse contingente caiu de 175,8 mil pessoas em dezembro de 2013 para apenas 30,8 mil em fevereiro de 2016. A Petrobras foi obrigada a cortar drasticamente os investimentos para preservar seu caixa e tentar reduzir suas dívidas, que giram hoje ao redor de US$ 100 bilhões. 
Além disso, grandes obras foram paralisadas ou reduzidas com as denúncias de pagamento de propina pelas empreiteiras a ex-funcionários da empresa e a políticos. 
Reestruturação
Os cortes de funcionários não devem parar por aqui. Segundo a Folha apurou, a Petrobras finaliza uma reestruturação que deve ser analisada pelo conselho de administração nesta quarta (30). 
Os cargos executivos podem ser reduzidos em 40%, o que vai provocar demissões e redução de despesas, como viagens ou aluguéis. A estatal está devolvendo uma de suas sedes no Rio e prédios em outros Estados. 
O corte vai atingir empregados próprios e terceirizados administrativos e de operação, áreas em que até agora as demissões foram tímidas. 
O contingente de pessoal próprio caiu 8,7%, para 78,6 mil pessoas, entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2016. No mesmo período, a redução nos terceirizados das áreas administrativas e de operação foi de 9,3%. 
A área administrativa, segundo funcionários que trabalham na empresa, ouvidos pela Folha, sofre de inchaço por causa da pressão de partidos políticos pela contratação de apadrinhados. 
No ano passado, a Petrobras demitiu 6.000 funcionários administrativos. 
A Lava Jato também sustenta que o ex-ministro José Dirceu e ex-funcionários cobravam propinas de recrutadoras de recursos humanos, como Hope e Personal. 
Segundo a investigação, quanto mais recepcionistas, seguranças, jornalistas e outros profissionais eram empregados, maior era o valor dos contratos, e maior a propina mensal dos corruptos. 
Dirceu nega a acusação. (Raquel Landim (SP) e Nicola Pamplona (RJ))
Lindo demais o espetáculo ontem na Câmara para entrega da petição da OAB. Advogar também é isso. (AA)

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