4 de fev de 2016

Um país só de carnaval...

 photo ossilva_zpsiydiir7k.jpg • Cientistas dizem que é hora de cancelar Olimpíadas no Rio por surto do Zika. Segundo especialistas norte-americanos, é irresponsável prosseguir com Jogos e jovens não vão querer vir ao Brasil. Leia
• Dilma diz à Justiça que vetou emendas de interesse de acusados na Zelotes. 
• Dilma diz a juiz não ter o que declarar sobre compra de MPs. Dilma era chefe da Casa Civil e, mais tarde, presidente quando as normas sob suspeita foram editadas pelo Palácio do Planalto e aprovadas pelo Congresso. 
• Bandeira tarifária de março será amarela e custará 50% menos, a partir do mês que vem, a bandeira tarifária mudará de vermelha para amarela. Além disso, o valor desta última faixa (que é intermediária) cairá de R$ 2,50 para R$ 1,50 a cada 100kWh de energia consumida. 
• Negócios imobiliários de Lula foram sempre revestidos de suspeitas. Tríplex no Guarujá e sítio em Atibaia não são primeiros casos. Aqui
• Delator: O empresário Fernando Moura, ligado ao PT, afirmou ao juiz Moro que Dilma participou da reunião que definiu esquema de corrupção na Petrobras. 
• Samarco pede adiamento de depósito de R$ 2 bilhões para fundo de recuperação. A Samarco, a Vale e a BHP Billiton pediram à Justiça o adiamento do prazo para fazer um depósito de R$ 2 bilhões no fundo para a recuperação ambiental e social da bacia do Rio Doce, devastada pela lama liberada com o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), no dia 5 de novembro. Samarco elevou consumo de água em 74% em ano de seca. 
• Brasil mobiliza meio milhão de pessoas contra Aedes aegypti. O Brasil mobilizou mais de 500 mil pessoas para combater o mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus Zika. A maior operação da História do país busca frear o avanço da epidemia que pode causar a microcefalia. 
• Apontadas como culpadas por microcefalia, mães se veem abandonadas por maridos. Especialista diz ser comum que companheiros ou pessoas da família responsabilizem mães malformações. 
• Delator reafirma que Dirceu indiciou Duque para Petrobras. O empresário Fernando Moura Hourneaux, investigado na Operação Lava Jato, disse na quinta-feira (3), em depoimento ao juiz federal Sergio Moro, que recebeu propina por ter ajudado na indicação do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. Moura também reafirmou que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu deu a palavra final sobre a indicação de Duque para o cargo. 
• Butantan cobra verbas de 40 mi e diz que em três anos pode ter vacina contra zika. Ministério da Saúde prometeu, mas até agora não recebi nada, diz presidente do instituto à BBC Brasil; ministério responde que qualquer investimento público em tecnologia deve seguir um trâmite
• Conab reduz previsão de safra de soja do Brasil para 100,9 mi t.

• Brasil sonega amostras de zika para pesquisa, dizem cientistas. OMS pede que país envie mais material biológico para institutos de ponta. 
• Incêndio na Cinemateca destruiu rolos de cinejornais. Há suspeita de que os filmes tenham pegado fogo sozinhos. 
• Ex-dono dos direitos de Neymar detona pai do atacante: Me traiu. Representante do fundo DIS acusa Neymar Santos de ocultar negociação com o Barcelona. Antigo detentor de parte dos direitos econômicos de Neymar, o empresário Delcir Sonda, que representa o fundo DIS, criticou duramente a conduta de Neymar Santos, pai do atacante. Em entrevista ao jornal Marca, Delcir acusa o pai do jogador de ocultar negociação com o Barcelona, em 2011, quando Neymar se preparava para representar o Santos na final contra o time catalão, pelo Mundial de Clubes. O fundo DIS tinha direito a 40% dos direitos de Neymar. Delcir Sonda alega que Neymar Santos quis comprar a parte que pertencia ao fundo enquanto agia nos bastidores para transferir o filho sem o aval de Santos e do DIS. 
• Eleições nos EUA: Trump acusa Ted Cruz de fraude em Iowa por espalhar rumores. 
• Deputados venezuelanos começam pelo Brasil ofensiva contra Maduro. Escassez de itens agrava crise no país. 
• Bombardeio dos EUA mata líder da Al Qaeda no sul do Iêmen.
• Grécia tem greve geral contra reforma das aposentadorias. Governo pretende reduzir remuneração máxima a € 2,3 mil. 
• Para ONU, extradição de Assange, fundador do wikileaks, é arbitrária, diz BCC. Australiano disse que aceitaria ser preso se decisão fosse contrária. 
• Obama pede urgência nos desenvolvimentos de vacinas contra Zika. 
• Pentágono revê número de soldados americanos no Iraque. 
• Negociações entre Argentina e fundos credores avançam em NY. 
• Polinésia Francesa testa mulheres que abortaram fetos com má-formação para rastrear zika. 

Primeiro as comissões de frente.
Aproxima-se o Carnaval. Na Praça dos Três Poderes as fantasias vão ficando prontas. Vale, por hoje, referir as Comissões de Frente que abrirão o desfile. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, virá como Doutor Silvana, o inimigo número 1 da Humanidade, empenhado em implodir senão o planeta, ao menos o país. A informação é de que em seu laboratório secreto, nos porões da Câmara, o deputado pretende apresentar às arquibancadas a mais letal arma da atualidade brasileira, capaz de transferir para contas na Suíça os vencimentos devidos aos deputados.
Como Paladino das Transformações, o senador Renan Calheiros voará sobre o Congresso vestido de Capitão Marvel, disposto a proibir a apresentação da bancada do PT e seu patrono. O senador Aécio Neves usará o uniforme do Batman, Antonio Anastasia como Robin. Ambos entoando o samba-enredo Vão Passar, referência a José Serra e Geraldo Alckmin.
Ainda na abertura do desfile, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski e suas pastoras, sob os acordes de Saudades da Amélia, carregarão imensa fotografia de Joaquim Barbosa.
Para encerrar a passagem das Comissões de Frente, Branca de Neve e os Vinte e Sete Anões, com Madame em vestido de gala, estranhamente desfilando de costas e olhando para os derradeiros blocos à procura do Príncipe Encantado. Este, lá longe, em vez de cavalgar um corcel branco, virá montado num burro... (Carlos Chagas) 

Sem Lula, Dilma usa mosquito para unir o país.
Fraca e impopular, Dilma Rousseff fez o que costumam fazer os presidentes americanos quando precisam unir a nação em seu apoio: declarou guerra. Nada mais conveniente para entusiasmar os compatriotas e resolver as divisões internas do país do que um inimigo comum. Convoco cada um de vocês para lutarmos juntos contra a propagação do mosquito transmissor do vírus zika, disse Dilma, em cadeia nacional de rádio e tevê. Esse vírus deixou de ser um pesadelo distante para se transformar em ameaça real aos lares de todos os brasileiros.
O país está dividido entre os que acham que Dilma e sua inépcia devem ser banidos do Planalto e os que avaliam que seu castigo não deve chegar a tanto. Essa divisão fulmina a credibilidade da presidente e paralisa o seu governo. Sem poder recorrer a Lula, que se dedica a debater diariamente com sua assessoria os termos da penúltima nota oficial de desmentido sobre o triplex do Guarujá e o sítio de Atibaia, Dilma acionou o mosquito.
O governo poderia ter encomendado uma campanha de utilidade pública para prevenir o brasileiro sobre os novos perigos do Aedes aegypti. Mas Dilma preferiu agir como Dilma. Colocando o marketing à frente dos resultados, cuidou de realçar o caráter traiçoeiro do inimigo que seu governo tardou a enxergar. Ele só precisa depositar seus ovos em água parada, limpa ou suja, para nascer, se proliferar e picar pessoas de modo a contaminá-las. […] A maneira mais eficaz é não deixando ele nascer, destruindo os seus criadouros, que em mais de dois terços estão dentro das nossas residências.
Dilma busca novos aliados: Conversei com o presidente Obama e acertamos colaborar nesse desafio. Anunciou o envio de tropas à frente de batalha. No próximo dia 13, vão à caça das larvas inimigas 220 mil homens e mulheres das Forças Armadas. A guerra contra o mosquito transmissor do zika é complexa, porque deve ser travada em todos os lugares e por isso exige engajamento de todos, a presidente alertou.
Dilma prometera a si mesma que não faria mais discursos na tevê enquanto não recuperasse a popularidade. Mas os sábios do seu governo avaliaram que a declaração de guerra ao mosquito livraria a presidente das vaias e dos panelaços. Não funcionou. Ouviram-se protestos em várias localidades. Dilma talvez devesse considerar a hipótese de eleger novos inimigos. Além do mosquitos, poderia bombardear os parasitas que infestam o seu governo. (Josias de Souza) 
Os miseráveis não têm outro remédio a não ser a esperança. (William Shakespeare)

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