20 de fev de 2016

O fiasco de um país e uma gerentona...

• Horário de verão termina neste sábado. Relógios devem ser atrasados em 1 h nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. 
• Governo admite travar reajuste do mínimo para conter gastos. Proposta a ser enviada ao Congresso visa recuperar credibilidade fiscal. 
• Domésticos têm a maior queda de renda entre as profissões. Rendimento real da categoria recuou 2,4% de setembro a novembro de 2015. 
• FHC não pediu contrato de Mirian, diz firma. Empresa disse que jornalista foi contratada para pesquisar preços na Europa. Petistas cobram investigação sobre FHC. PSDB irá tratar caso como drama pessoal do ex-presidente. 
• Justiça manda soltar Delcídio, que volta ao Senado. Senador do PT estava preso desde novembro, acusado de obstruir a Lava Jato. 
• Governo quer aval para rombo de R$ 60 bi. Dilma pedirá ao Congresso autorização para fechar o ano com déficit de 0,97%. 
• Petrobras não fecha patrocínio com Rio-16. Sem a estatal, comitê terá que bancar combustíveis na Olímpiada. 
• Ingressos para Paraolimpíada encalham. Com apenas 10% de vendas, comitês culpam comunicação e cultura. 
• BC mede queda de 4,1% na atividade do país. Banco diz que economia piorou, mas não há espaço para cortar juros. 
• Gás de dejetos de animais começa a abastecer frotas. Combustível pode ser utilizado em qualquer veículo adaptado para o GNV. 
• Alckmin recua de novo sobre sigilo em documentos. Após desgaste, governo desistiu de prazo para manter segredo de dados. 
• Aumento de 117%: Número de cirurgias plásticas pagas por plano mais que dobra em 5 anos. 

• Morre Harper Lee, autora de O Sol É para Todos, aos 89. Reclusão da escritora depois de libelo antirracista era considerada mistério. 
• Escritor Umberto Eco, de O Nome da Rosa, morre aos 84. Ensaísta e filósofo italiano, que tinha um câncer, estava em casa, em Milão. 
Trumpismo floresce na Carolina do Sul. Religioso e militarizado, Estado abraça discurso que apela à classe média. 
• Caracas veta contato direto de diplomatas com Assembleia. Estrangeiros têm de pedir aval do governo para se encontrar com deputados. 
• Surto de zika leva papa a indicar uso de contraceptivos. Para Francisco, existe diferença moral entre abortar e prevenir gravidez. 
• PIB da Venezuela recua 5,7% em 2015. Inflação chegou a 180, 9% no ano passado, segundo dados do governo. 
• Papa diz que Trump não é cristão ao propor muros. Pré-candidato republicano faz promessas de deportar imigrantes. 
• Obama visitará Cuba em março e discutirá direitos humanos. Viagem oficial sela movimento de distensão que marca legado do presidente. 

 photo saindo..._zps7xilgczt.jpgCrise não chegou ao planalto: Dilma afronta o país com luxo e riqueza.
Essa incrível gastança da Dilma é um absurdo, uma afronta para um País pobre e mergulhado em frenética recessão. As viagens da Dilma para o exterior são infrutíferas, não trazem benefícios ao país. Servem apenas para ela fugir da crise e gastar R$ 2 milhões por ano apenas com comida a bordo do avião presidencial, dinheiro do contribuinte que, como idiota, continua sustentando o luxo dela e bancando suas despesas em bons e sofisticados restaurantes lá fora.
O jornalista José Casado, do Globo, fez um levantamento minucioso dos gastos da estrutura presidencial e chegou a números espantosos. Foram R$ 9,3 bilhões no ano passado para sustentar a entourage que gira em torno dela com alimentação, vestuário, viagens aéreas, servidores, jardinagem, deslocamentos internos e externos, carros, combustíveis, cartões corporativos, vigilância privada e órgãos à sua disposição.
Essa despesa astronômica em um país em crise, mostra que a reforma ministerial da Dilma é pura balela. Como foi também para inglês ver o corte de 10% nos salários dos ministros. Não se conhece até hoje nenhum resultado positivo para a economia do país advinda das viagens da Dilma. O custo benefício é praticamente zero, danoso para a nação. Na verdade, o que se conhece muito bem são as suas gafes quando fala com a imprensa internacional. A mais recente delas é a da falta de tecnologia para estocar ventos. Esse folclore gerado por uma presidente tonta e descoordenada tem sido motivo de pilhérias e a descredencia a falar em nome do Brasil.
A falta de preparo para enfrentar os problemas da economia, aliada a incompetência para colocar novamente o país nos trilhos do desenvolvimento, é fruto de erros sucessivos que se acumulam nos últimos cinco anos desse desgoverno, que tem na chefia uma presidente que caiu de paraquedas no maior cargo público da nação. A última pesquisa mostra que os brasileiros não querem mais sustentar um governo incapaz e inepto como esse. Os números indicam que de dez brasileiros, sete não a querem mais no cargo, índice jamais alcançado por outro presidente no poder.
Além da notória incompreensão dos problemas sociais e econômicos do país, a Dilma tem dificuldades para dialogar com os políticos e empresários, hoje órfãos de uma interlocução consistente. É desse vazio de comando que muitos petistas se prevalecem para assaltar os cofres públicos. 
Veja aqui apenas um aperitivo do que apurou José Casado para sustentar a sua matéria no Globo: 
Ano passado, as despesas do núcleo administrativo diretamente vinculado a Dilma somaram R$ 747,6 milhões. Pouco mais da metade disso (R$ 390,3 milhões) foi usado para pagar assessoria e serviços prestados à presidente nos palácios onde trabalha e reside e durante as viagens. Dilma já custa para os brasileiros praticamente o dobro do que a rainha Elizabeth II e a família real para os súditos britânicos. 
O luxo anual: 
- R$ 3 bilhões com serviço de vigilância privada pagos às empresas Confederal, TBI, Albatroz e Santa Helena Vigilância;
- R$ 220 milhões com serviço de manutenção do Palácio do Planalto;
- R$ 302 milhões gastou com festas e comemorações o ano passado;
- R$ 16 milhões com alimentação no Planalto. Desse total, uma fatia de R$ 1,3 milhão fica reservada para prover a despensa, os cardápios sob encomenda e a adega da presidente, com capacidade para 2.000 garrafas;
- R$ 7,4 milhões para manter 28 copas, por onde transitam 88 garçons e 58 copeiras impecavelmente vestidos;
- R$ 4 milhões anuais com jardinagem e irrigação do Palácio da Alvorada. 
- Em viagens ao exterior, segundo José Casado, Dilma prefere hotéis às residências oficiais nas embaixadas brasileiras. Em junho, passou três dias numa suíte do St. Regis, em Nova York, decorada por joalheiros da Tiffany. Depois, passou um dia em São Francisco, Califórnia, no hotel Fairmont, cuja suíte principal tem um mapa estelar em folhas de ouro contra um céu de safira. O custo médio das diárias nos EUA foi de R$ 36 mil. Para servi-la e à comitiva foram contratadas 19 limusines, 15 motoristas, dois ônibus e um caminhão para transportar bagagens. Custou R$ 360 mil. Em Atenas, na Grécia, em 2011, a presidente gastou R$ 244 mil numa escala técnica de 24 horas - mais de R$ 10 mil por hora
Pois é, é pura demagogia o corte de 10% que ela determinou nos seus salários (R$ 26,7 mensais) e dos seus 31 ministros. E o brasileiro, coitado!, mesmo desempregado, continua sustentando essa orgia de gastos da presidência. (DiariodoPoder)
Assim com está explicitado que corresponde ano de 2015, no ano de 2014 a arrecadação foi maior do que a deste ano, e numa certa data eu estava assistindo o Jornal da noite, quando a apresentadora Cristiane Pelajo informou que o valor apontado no impostômetro em 31.01.2014, teriam sido um total de R$ 875.---,---, bilhões, com o que eu não concordei e mandei uma fotografia semelhante a esta informando o valor arrecadado durante o ano de 2014, que foi da soma de R$ 2.trilhões e quase 300 bilhões, informando ela, no Jornal da noite de que havia falado de forma errada o valor de arrecadação que não foram somente os R$ 835.---.---,-- mas conforme a prova da fotografia; no ano anterior idem, e no anterior idem, sendo que deste total (o governitcho), sempre leva a parte dele sem o menor pudor ou vergonha na cara, se apodera, e quem reclama depois, é que infelizmente o povo brasileiro deixa tudo muito barato, como é que a gente trabalha tanto e não recebe pelo que fazemos e este que não ou muito pouco fazem, levam tudo sem a menor respeito a nada, muito menos o nosso estado de direito que vivemos, mas não fazemos valer. (Jorge Oliveira) 

AEDES PETYSTI
Ataque à consequência - A campanha de combate ao mosquito AEDES AEGYPTI, que o governo Dilma Zika Rousseff está promovendo no Brasil todo, além de tardia é um legítimo ataque à consequência.
A grande causa, o saneamento básico, que tem efetivo poder de minimizar os problemas de saúde pública, por vontade política deste péssimo governo petista, jamais mereceu atenção. Aliás, a Copa de 2014 deixou claro que o governo só se preocupa com estádios de futebol. 
Bolinhas de sabão
Pois, justamente por conta deste terrível mosquito, que está promovendo um enorme estrago no nosso pobre país, me veio à lembrança as dez pragas do Egito.
Consideradas pelo livro bíblico do Êxodo como as mais terríveis calamidades, as pragas do Egito, se comparadas com as pragas do PT, que vem sendo impostas ao pobre e incauto povo brasileiro desde 2003, com Lula, e a partir de 2011, com Dilma, não passam de bolinhas de sabão
Pragas do Egito
As pragas do Egito (1. Água transformada em sangue; 2. As rãs; 3. Os mosquitos; 4. As moscas; 5. A peste dos animais; 6. As úlceras; 7. A chuva de pedras; 8. Os gafanhotos; 9. As trevas; e 10. A morte dos primogênitos) foram flagelos naturais, com força fora do comum.
Pragas do PT
2 - Já as pragas do PT, que cito abaixo apenas algumas, têm se constituído em constantes e intermináveis flagelos econômicos e sociais, com resultados extremamente arrasadores para a nossa pobre população. Eis aí, independente de ordem:
Corrupção devastadora.
Populismo/Assistencialismo.
Aumento das despesas públicas.
Déficit Fiscal incomensurável.
Mentiras em profusão.
Matriz Econômica Padrão Foro de São Paulo.
Inflação fora de controle.
Crescimento econômico negativo-continuado.
Desemprego em massa.
Assalto aos cofres Público e Empresas Estatais.
Lavagem cerebral.
Faraós
A vantagem que o Egito levou é que ao chegar na 10ª praga, o Faraó acabou cedendo e, finalmente, deixou o povo partir em direção à Terra Prometida.
No Brasil, os Faraós, Lula Atibaia e Dilma Zika Rousseff, não se dão por vencidos. Como o povo é extremamente tolerante, as pragas não promovem qualquer mobilização efetiva. 
AEDES PETYSTI
Como se vê, o Aedes Aegypti, diante de tantas pragas petistas, não passa de um mosquito inofensivo. O que está deixando o povo brasileiro na miséria é o AEDES PETYSTI Daí a minha preferência pela Campanha do MPF, que combate a Corrupção. Não vou sossegar enquanto não forem obtidas as 1,5 milhão de assinaturas.
A propósito: faltam apenas 73 mil assinaturas, como informa o Assinômetro do MPF. Vamos nessa? 
Ovo de tributo
Pelo que informam os supermercadistas, neste ano de 2106 (pelo menos), o ovo de chocolate, considerado produto símbolo da Páscoa será substituído pelo ovo de tributo.
Insisto: por exclusiva vontade do governo, a segunda melhor data em vendas para o comércio, atrás apenas das festas de fim de ano, os bombons e ovos de Páscoa serão recheados com impostos. Que tal? (GSPires) 

Minas vai à falência.
Ícones da economia mineira como Vale, Samarco, Açominas (hoje Gerdau) e Acesita (hoje AcelorMittal), as construtoras Mendes Júnior e Andrade Gutierrez apresentam quedas de receitas que nunca foram imaginadas em suas longas trajetórias. Defrontam-se com quadros sombrios no curto prazo. A Fiat (agora FCA) amarga 50% de carros vendidos a menos que em 2012.
Se nesta altura as coisas são preocupantes, no andar de baixo, no cinturão de fornecedores e prestadores de serviços, os ventos já levam empresas embora como folhas secas no inverno.
A produção industrial de Minas precipitou em 12% até dezembro de 2015, um desastre que ainda se acelera. Em janeiro deste ano, o setor automotivo registrou um afundamento de 39,8% sobre janeiro de 2015, que foi um dos piores da história.
O Estado de Minas Gerais voltou a ter níveis de produção como os da década de 90, apesar de a população ter crescido 20% desde aquela gloriosa década.
As sirenes já tocavam em 2014 durante a campanha presidencial, entretanto, no lugar que caberia a uma figura de ampla visão, a reeleita Dilma Rousseff deu as rédeas a Joaquim Levy, saudado pela imprensa especializada e pelo próprio PSDB como um dos nossos. Na realidade, um fracasso sem precedente que poderia ser considerado o cavalo de Troia que fez ruir a cidade petista. Ele está para o Brasil assim como o tsunami foi para a Tailândia ou a guerra de 1964 para o Vietnã.
Maior desgraça seria impossível. A economia nacional perdeu o rumo e aniquilou a competitividade. As contas públicas se esgarçaram.
Levy, enquanto tentava aumentar impostos para arrecadar mais R$ 50 bilhões, elevou os juros pagando R$ 501 bilhões a banqueiros. Para arrecadar R$ 50 bi a mais, aumentou o serviço da dívida em R$ 180 bilhões. Perdeu 5,6% de arrecadação. Um aprendiz faria melhor.
E Dilma pretende ainda a CPMF, o mais regressivo dos impostos, um golpe a ser pago pela economia popular e com mais desempregos. O que falta ao Brasil é cortar pela metade os cargos e os gastos do Legislativo e também o número de cargos de nomeação ampla. Implantar austeridade e respeito com o que se tira do contribuinte.
As culpas não são todas de Levy, mas ele se prestou a fazer apenas o interesse dos especuladores. Concedeu aos bancos os maiores lucros de todos os tempos, enquanto o Brasil se desgraçava e afundava. Isso, como criticado pelas melhores inteligências econômicas do planeta, devasta a economia. Neste momento dá-se ênfase ao crescimento econômico como solução para fugir da queda de arrecadação e da geração de desequilíbrios sociais. No Brasil, se asfixia exatamente a produção, que é como aumentar água na garganta de alguém que está se afogando.
A crise em Minas decretou 200 mil desempregados em 2015, e esse número catastrófico poderá se repetir já no primeiro trimestre de 2016 com mais uma quebra: a Usiminas.
Considerada a estrela da siderurgia brasileira, a empresa de Ipatinga, engasgada com dívidas e prejuízos bilionários, está para fechar as portas.
A deterioração da histórica siderúrgica de Minas determinou-se não apenas pela conjuntura adversa e nem pela briga entre sócios - de um lado, os nipônicos da Nippon Steel, e, do outro, os ítalo-argentinos da Ternium.
A Usiminas vinha se reestruturando com a gestão dos argentinos. As ações na Bovespa chegaram a seu melhor momento, R$ 14, e a credibilidade protegia a empresa. Entretanto, o acordo entre acionistas foi ruidosamente implodido pelos nipônicos, com acusações que até hoje não passam da ineptidão. O grupo Ternium, até pela falta de articulação política no Brasil, perdeu a queda de braço; os diretores saíram e, de lá pra cá, a empresa entrou em parafuso com ações não valendo um insignificante 5% do já que valeram há dois anos.
Joaquim Levy de fora e um grupo desastroso de dentro reduziram a geração de caixa em 18 vezes, até esvaziá-la; o saldo de liquidez hoje não cobre um dia de necessidades. A insolvência se dará a qualquer momento. Os bancos exigem um aporte de R$ 4 bi de capital dos acionistas para diminuir a exposição e ainda querem avaliar um plano de recuperação que não existe.
Como um barco que quebrou o leme, perdeu as velas e bateu num rochedo, a Usiminas está afundando. Os japoneses, conhecidos pela frieza e orgulho, parecem dispostos ao haraquiri antes de recuarem de suas posições.
Na Cidade Administrativa, na última sexta, o nervosismo estava no ápice. A Usiminas se perdeu e, por fim, perdeu também a credibilidade e o crédito. Sua avaliação internacional precipitou para CCC1. Quer dizer: empresa falida.
Que os japoneses percam aqui alguns bilhões, para eles pode não fazer diferença, mas para Minas será uma catástrofe de desemprego e perda de renda. O Vale do Aço, vermelho de lama da Samarco, pode se transformar num vale das lágrimas da Usiminas.
Agora o governo de Fernando Pimentel, que se queixa de ter encontrado as contas do Estado arrasadas e com R$ 7 bilhões de dívidas inadministráveis, mantidas fantasiadas ao longo do governo tucano, será testado. A falência da Usiminas vai exigir muito dele para evitar a perda de milhares de empregos e garantir uma arrecadação fundamental para o erário mineiro. (Vittorio Medioli, matéria divulgada pela Gerdau aos gerentes, publicado em 07/02/16 - 03h00) 

Combinando com o João de lá.
Em alguns momentos da minha vida profissional, precisei acompanhar a fabricação de frascos e objetos de plástico. Acabei conhecendo desse ramo o suficiente para avaliar se alguma ideia nova é viável ou não. Conhecimento muito útil, que me permite excluir projetos inventivos quando já sei que as máquinas não conseguem fazê-los. Isso me poupa tempo, despesas e aborrecimentos.
Um disco voador, que meu irmão e eu projetamos e executamos quando éramos crianças, não dependeu desses conhecimentos. Usando material improvisado em casa, recortamos uma lata com forma de hélice e fizemos no meio dela dois furos, que permitiam encaixá-la em dois preguinhos sem a cabeça, fixados em uma das extremidades de um carretel de linha. Enrolamos no carretel um cordão conhecido como barquinha, e seguramos o conjunto por meio de um suporte de madeira introduzido no furo do carretel. Puxando com força o cordão, a hélice girava junto com o carretel, até se destacar e sair voando como se fosse um disco. Funcionava bem melhor que um modelo de plástico parecido, lançado no mercado dois anos depois.
Num trabalho inventivo recente, consegui incluir vinte ferramentas em uma única chapa metálica de 6x6 cm. Uma verdadeira caixa de ferramentas quebra-galho, para pequenos serviços, contendo 4 chaves de fenda, 3 chaves de porca, 3 limas, apontador de lápis e grafite, todos os instrumentos para lidar com fios elétricos, removedor de grampos, abridor de garrafas, abridor de latas, perfurador de latas, removedor de pregos. Tão pequena e tão cômoda, que pode ser transportada em algibeira, bolsa, mochila, porta-luvas, até entre as páginas de um livro ou caderno.
Agora vem a decepção. Eu a projetei em função do que conheço sobre máquinas para injeção de plástico; mas ela tem de ser feita em metal, e eu não conhecia algumas limitações da indústria metalúrgica, maiores que as do plástico.
(E o que tenho eu a ver com a sua falta de conhecimento técnico?)
Se eu lhe conto tudo isso, não é para enaltecer minhas aptidões nem lamentar as que não tenho. Minha função, nesta coluna, é atirar flechas, e não posso atirá-las em mim mesmo. Não me consta, pelo menos, que um infeliz tenha conseguido o suicídio crivando-se de flechas. Portanto, é bom alguém por aí se preparar, porque só me falta completar a pontaria e disparar.
Quando alguém elabora um projeto, mas esquece, desconhece ou deixa de avaliar um dado importante, um obstáculo a ser removido, um cronograma a ser seguido, uma verba a ser conseguida, o mais provável é não dar certo. Projetos pequenos, projetos grandes, megaprojetos, dá no mesmo. A remoção ou superação dos empecilhos precisa ser avaliada na fase de elaboração e combinada com os agentes, do contrário poderá tornar-se inviável um projeto em andamento. E quando o projeto é do governo, onde ninguém é dono de nada e age como se fosse dono de tudo, inclusive do que é meu, a probabilidade de dar errado torna-se quase uma certeza.
Assim as obras inacabadas no Brasil vão se multiplicando: Parques eólicos concluídos, sem combinar a rede de transmissão; pista de aeroporto concluída, sem combinar as instalações para embarque e desembarque; ferrovia para exportação, sem combinar o porto correspondente; trem de alta velocidade, sem combinar os passageiros para ocupá-lo; montanhas de computadores para as escolas, sem combinar o treinamento dos professores; máquinas caras enferrujando em almoxarifados, por falta de combinar as instalações; bolsas de estudos no exterior, sem combinar o envio do dinheiro. E a lista ainda iria muito longe.
Se alguém quer saber quem é culpado por tudo isso, desista, pois nessa área ninguém é dono de nada nem responsável por nada. Punição? Nem pensar, está todo mundo em casa. Solução? Nenhuma possível enquanto um bando de aventureiros age como se não existisse o João de lá.
(E essa agora! Quem é esse João, que surgiu abruptamente do nada?)
Conta-se do nosso saudoso Garrincha que ele não conseguia aprender os nomes dos adversários estrangeiros, e chamava a todos de João. Um dia o técnico explicava ao time uma jogada genial, em que uns tinham de fazer isso mais aquilo, outros deviam driblar não sei quantos, e afinal um último estaria à espera do passe (fora da banheira, é claro) para chutar em gol. Garrincha indagou do técnico: - Sêu Feóla, sem que mal lhe pergunte, o senhor já combinou isso tudo com o João de lá?
Uma variante do caso é combinar com os russos, mas dá no mesmo quando se trata de combinações imprescindíveis. Falta combinar ou PACtuar muita coisa com o João de lá. Ele sempre existe, e disposto a fazer exatamente o contrário. (Jacinto Flexa) 
Hipocrisia e simulação; eis duas pragas capazes de destruir a humanidade. (Maomé)

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