7 de fev de 2016

Brasil politicamente segue Carnaval e samba...

• País caminha para a pior recessão de sua história. Dados negativos recentes levam a piora de projeção sobre economia brasileira. 
• Lei assinada por Lula abriu negócio para sócio de seu filho. Dono de sítio usado pelo petista investiu em plataforma virtual de livros. 
• Epidemia do vírus da zika reclama plebiscito sobre descriminalização de interrupção da gravidez. Médicos apuram danos da zika além da microcefalia. Problemas de visão e audição foram identificados em bebês em Pernambuco. Pernambuco busca bebês com suspeita de microcefalia sem diagnóstico. Centro de Referência de Microcefalia tem só 30 de 72 vagas ocupadas. Semelhança com zika inflou casos de dengue no Brasil em 2015. 
• Perereca da bacia do Rio Doce. Espécie de anfíbio é achada em MG, mas lama destrói parte de seu habitat.
•  Aliados cobram que Lula dê sua versão sobre sítio em Atibaia e tríplex. 
• Por reformas, presidente negocia com PT e centrais. Dilma quer convencer sua sigla a rever posições sobre CPMF e Previdência. 
• No auge da crise, Temer se encontrou com Aécio. Encontro entre vice e senador tucano aconteceu no ano passado. 
• É tudo coisa de malandro coca-cola, que deixa rastro dos delitos praticados. A quadrilha petralha prova, o tempo todo, que é incompetente em tudo em que se mete, até nas roubalheiras, e o chefão Lula é só um modelo. (AC) 
• O funcionário da OAS. A OAS comprou as cozinhas de Lula; Foram um presente desinteressado, claro. Tão desinteressado que a empreiteira fez questão de desaparecer; O depoimento do funcionário da Kitchens, obtido pelo Estadão, mostra que o caminho do dinheiro da OAS até Lula foi cuidadosamente apagado; Um executivo da empreiteira, Paulo Gordilho, encomendou as cozinhas e fez os pagamentos em espécie, para eliminar todos os rastros; Em seguida, mandou preparar a nota fiscal com os dados de Fernando Bittar, o laranja de Lula; Diz o depoimento: Para a empresa Kitchens, o tal Fernando Bittar seria um diretor da OAS, uma vez que o projeto inicial e o orçamento foram solicitados pela OAS, além da intermediação e pagamento; E quem disse que Fernando Bittar não é laranja de um funcionário da OAS?; Só pagamento em espécie; A OAS pagou em dinheiro vivo as cozinhas de Lula; O Antagonista deu os detalhes dessa compra em meados de janeiro, mas agora eles foram confirmados por um funcionário da Kitchens, em depoimento ao Ministério Público, obtido pelo Estadão; A testemunha disse que recebeu uma entrada de 50 mil reais, em espécie, de um executivo da empreiteira: Em relação aos móveis da cozinha e área de serviço do sítio, além do pagamento do sinal em pecúnia (de R$ 50 mil), que presenciou, obteve, ao levantar informações documentais para entrega ao MPF, que as demais parcelas também foram quitadas mediante pagamento em espécie, na loja.


PT vive drama: Lula virou um fardo de si mesmo.
No mês em que completa 36 anos, o PT vive um drama. Com a imagem estilhaçada, o partido já tinha perdido o recato, o discurso e o monopólio das ruas. A três anos de 2018, começa a perder também as esperanças de permanecer no poder federal depois de Dilma Rousseff. Lula, derradeiro trunfo da legenda, caiu do pedestal. Tombou sozinho, sem a ajuda da oposição. Lula já foi imbatível. Em 2006, reelegeu-se nas pegadas do mensalão. Em 2010, carregou Dilma, seu poste, nos ombros. Em 2014, a despeito do estrago produzido pelos primeiros delatores da Lava Jato, Lula reeletrificou Dilma com a ajuda da marquetagem anabolizada de João Santana, que transformou a política em mais um ramo da publicidade. Desde então, Lula definha. O petrolão caiu no colo de Dilma, mas a plateia notou que o óleo queimado que escorre da Petrobras teve origem na gestão de Lula. Percebeu também que a competência gerencial de Dilma é uma fábula 100% criada por Lula. Agora, o inferno imobiliário transformou Lula numa caricatura do guerreiro do povo brasileiro. É como se o grande líder assumisse o papel de pardal dele próprio, esforçando-se para sujar a testa de sua estátua de bronze. Em litígio com o personagem que criou, Lula admite que desistiu de incorporar o triplex do Guarujá ao seu patrimônio depois que a revelação de que a OAS despejou mais de R$ 800 mil numa reforma fizera do imóvel um escândalo. Lula admite também que frequenta como se fosse dono o sítio de Atibaia, um Éden reformado com esmero por um pool de empresas que inclui a OAS e a Odebrecht, estrelas da Operação Lava Jato. É a coisa mais normal do mundo, absolveu o amigo e ex-ministro petista Gilberto Carvalho, adicionando uma pitada de insensatez ao escárnio. Não há ilegalidade nos procedimentos, alega o petismo, sem se dar conta de que o drama não é apenas jurídico. Dissemina-se entre os brasileiros a sensação de que aquela conversa toda, aquele idealismo, aquela vontade de servir à sociedade, aquela entrega altruísta ao bem público, tudo aquilo era impulsionado pelo dinheiro. Lula virou um fardo de si mesmo, eis o drama do aniversariante PT. (Josias de Souza) 

• Síria, crise mundial: Guerra no país, que já dura cinco anos, resultou numa catástrofe que ultrapassa o Oriente Médio. 
• Coreia do Norte lança foguete de longo alcance. Comunidade internacional afirma ser um disfarce para teste balístico. 
• Dívida estudantil vira tema eleitoral e alavanca Sanders. Democrata atrai jovens ao propor ensino público superior gratuito.  Leia

Brasileiros viúvos de Cristina choram por ti, Argentina.
Transcrevo pequeno trecho de um necrológico maior, publicado em site brasileiro (*) sobre os primeiros movimentos do governo Macri na Argentina. A leitura é muito instrutiva sobre essa disfunção mental que leva os esquerdistas a virarem a realidade pelo avesso como se fosse um par de meias.
"O eleitorado argentino deu um prêmio quase inesperado à direita mundial, os capitais internacionais, os banqueiros, as transnacionais e, muito em particular, aos Estados Unidos. Mas, em menos de 30 dias já suspeita que deu um tiro no pé. A república macrista fantástica que se prometia em Clarinlândia era mentira, como a maioria do que vende Clarín, e vendeu gato por lebre. Macri está destruindo a Argentina para dentro do país, e para fora, entregando-a de mão beijada. A democracia presente na Argentina é atingida de forma violenta e ícones e símbolos da malha social e pensante do país sofrem a perseguição diária, simbólica e prática, por parte desta espécie de ditadura democrática que encarnam Macri e sua equipe. Não se salva ninguém, nem sequer o Parlamento, nada. A buldozzer macrista não descansa.
A soberania monetária foi atingida na linha de largada. A moeda argentina foi desvalorizada com relação ao dólar um 40%. O passo imediato foi atingir a Lei de Meios que durante mais de 20 anos o povo argentino procurou com debates setoriais e populares ao longo do país. Um agrado especial ao CEO do Grupo Clarín, Héctor Magnetto, capo da campanha de toda e qualquer direita argentina, especialmente das ditatoriais. O seguinte foi uma agressão não muito bem explicada à Sede da Rádio das Mães de Praça de Maio, com apedrejamento e agressão a um funcionário da emissora. Dias depois foram liberados da prisão cinco militares da repressão. Depois veio o anúncio da demissão em massa de 2.035 trabalhadores do Senado argentino e, a repressão social, a proibição de trabalhar aos médicos formados em Cuba, e um ar de ameaças de clausura contra o Centro Cultural Néstor Kirchner além de demissões de 85% dos trabalhadores. Essas são as ações na linha de largada imputáveis a este governo antipopular e conservador que votaram os argentinos."
O autor do texto acima tem todo o direito de chorar a derrota da esquerda e de se lamuriar diante das medidas tomadas por Macri (nem todas as alinhadas pelo jornalista são decorrentes de ordens expedidas pelo novo governo). No entanto, o que se observa é que ele critica o governo por seus méritos, convencido de que o contribuinte argentino tinha deveres idênticos aos que o PT impôs aos pagadores de impostos no Brasil: custear servidores públicos desnecessários, pagar ao governo cubano um overhead de 80% por seus médicos de meia receita e sustentar os símbolos da malha social pensante do país instalados em estruturas onerosas para fazerem, ali, a militância política da esquerda e do partido do governo.
Obviamente, porém, não é pela Argentina que choram os viúvos brasileiros da Era K.. O que lhes arranca suspiros e gemidos é o que vêm no próprio horizonte com os estertores do lulopetismo em nosso país. (*) Desacato.info (Raul Fitipaldi) (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor)

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