2 de fev de 2016

Após recesso, outro mini recessinho: carná...

• Após ter batido menor valor do ano, dólar opera em alta, a R$ 3,98. Em três meses, a divisa registrou valorização de 4,18%. 
• Instituto Ipsos diz que aprovação de Dilma despenca para 5%; 60% apoiam o impeachment. 
• Crise faz Pezão se mudar de Laranjeira. Governador retornou ao apartamento do Leblon. Desde dezembro, ele decidiu reduzir em 10% próprio salário. Há três dias, o governador do Rio está de endereço novo. Depois de dois anos morando a cem metros do Palácio Guanabara, onde dá expediente, Pezão retornou para seu apartamento no Leblon. Ele e a mulher, Maria Lúcia, deixaram o prédio da Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, sob a alegação de que o preço do aluguel estava muito caro. Um imóvel de padrão semelhante ao que o casal ocupava custa em média R$ 3 mil, fora as taxas de condomínio e de IPTU. Em meio à crise do estado, Pezão decidiu reduzir em 10% o próprio salário - desde dezembro, ele ganha R$ 19,6 mil brutos. Com a mudança, o governador voltará a ser vizinho de seu antecessor Sérgio Cabral. (Eugênia Lopes) 
• Ainda no cargo, um quadro desabonador! Em evento marcado por constrangimento, Janot ignora Cunha e exalta Lava Jato. 
• Governo planeja unificar regras de aposentadoria. Plano prevê padronização de homens e mulheres e setores público e privado. 
• Com clima tenso, Congresso retoma trabalhos. Papel dos senadores será fundamental na análise das contas de 2014. Câmara volta à ativa com foco no impeachment. Casa pede ao STF que reveja decisões tomadas sobre rito do impedimento. 
• Ano legislativo começa com três MPs trancando a pauta da Câmara. Reunião de líderes de partidos com o presidente da Casa na próxima quarta-feira vai definir se haverá votação de matérias antes do Carnaval ou não. 
• Declaração do IR deve ser entregue à Receita entre 1º de março e 29 de abril.
• STF suspende regra de renegociação de dívidas. Em decisão liminar, Cármen Lúcia liberou estados e municípios da exigência de autorização prévia de seus legislativos e da retirada de ações contra a União para renegociar dívidas em índices menores. 
• Dilma cogitou deixar PT no auge da crise. Aliados avaliaram que estratégia acabaria por isolá-la completamente. 
• Produção industrial encolhe 8,3% em 2015, maior queda em 13 anos. 
• Receitas da Farmácia Popular passam a valer por 6 meses. 
• Justiça Federal suspende decisão da ANS de fechar a Unimed Paulistana.
• OMS declara emergência por zika, mas não veta viagens. Entidade, no entanto, recomenda que gestantes adiem visita a países afetados. País não tem real dimensão dos casos de microcefalia. Secretarias usam critérios diferentes para notificar casos da má-formação. Brasília acorda tarde para obrigação de mobilizar o país contra doenças de mais de um século atrás. 
• Lula é achincalhado por coxinhas, diz advogado. Defensor nega que petista tenha mudado posição sobre apartamento.
• Não aceito minha prisão, diz Dirceu a juiz da Lava Jato. Em depoimento, ex-ministro disse que estava colaborando com a Justiça. 
• Aéreas vão permitir remarcar bilhete devido à greve. Cerca de 300 voos serão afetados nesta quarta-feira (3), estima sindicato. 
• Real desvalorizado começa a beneficiar indústria nacional. Estudo da LCA mostra que fatia das vendas externas na produção cresceu. 

• Prévias de eleição americana começaram nesta 2ª em Iowa. Pesquisas davam Donald Trump e Hillary Clinton na liderança. Ted Cruz bate favoritismo de Trump em prévia de Iowa. Entre os democratas, Hillary Clinton e Bernie Sanders ficam empatados. 
• Surto de zika é emergência de saúde pública em todo o mundo, diz OMS. Zika: de doença misteriosa a emergência global em 13 momentos. Especialistas apoiam alerta da OMS. 
• Venezuela prende dois ex-chefes de estatais alimentícias. Acusados desviavam produtos, segundo o governo Maduro. 
• Ações chinesas sobem mais de 2%. BC da China alivia regras de pagamento para hipotecas. China injeta US$ 15,2 bi na economia.
• França vai aliviar parte da dívida cubana. Ao receber Raúl Castro, Hollande anuncia redução progressiva dos juros. 

A desunião nacional.
O Congresso parou antes de iniciada a segunda quinzena de dezembro do ano passado. Só recomeça a trabalhar a 15 de fevereiro. Natal, Ano Novo, recesso e por último Carnaval imobilizaram as atividades parlamentares.
Enquanto isso, a crise avança, tanto política quanto econômica e social. As denúncias de corrupção seguem cada vez mais escandalosas, mas o Legislativo dá de ombros. E não apenas ele. O Judiciário comporta-se no mesmo ritmo de tempos atrás, sempre atrasado. O Executivo nada produziu em termos de combate ao desemprego galopante, o aumento de impostos, taxas e tarifas, além da vertiginosa elevação do custo de vida. Assim como da estagnação.
Indaga-se até onde poderá chegar a falência de nossas instituições, com cada poder da União sem curiosidade a respeito do que faz o outro, ou deveria fazer. Os presidentes do Congresso, da República e do Supremo Tribunal Federal deveriam reunir-se todas as semanas, conscientes de que são comuns os problemas a enfrentar. Não dialogam, não equacionam, muito menos se preocupam com as questões que obrigatoriamente precisariam enfrentar em conjunto. Praticam a desunião nacional.
Faz muito que os três Poderes deixaram de ser harmônicos e independentes. Até mesmo o Executivo legisla, o Judiciário executa e o Legislativo julga. O resultado é que nenhum cumpre o seu destino. No máximo perdem-se em tertúlias desimportantes, acusando-se muito mais do que cooperando. Com todo o respeito, Dilma Rousseff, Renan Calheiros e Ricardo Levandowski são competentes apenas porque competem e não chegam a lugar algum. Melhor seria saírem de cena, mas substituí-los por outros iguais, praticando o mesmo modelo, equivaleria a trocar seis por meia dúzia.
A hora seria de ampla reforma institucional, com uma Constituição capaz de recompor as funções dos três poderes, unidos e interligados, ainda que sem a predominância de um deles. No passado, Roma foi gerida por dois triunviratos, redundando em guerra civil e na prevalência do mais forte ou do mais esperto. Também já tivemos Juntas Militares, quando as forças armadas não conseguiam entender-se em torno de um general. Não deu certo, logo ocupando a chefia aquele que tivesse mais tanques.
Em suma, não sabemos por onde ir, mas conhecemos muito bem o contrário: sabemos por onde não ir. No caminho que hoje trilhamos... (Carlos Chagas) 

O inimputável Lula.
Não tem viva alma mais honesta do que eu” - Lula da Silva.
Seria cômico se não fosse trágico. Nos últimos meses, numa prática que já se tornou rotina, o ex-presidente Lula da Silva, o Ogro Pilantrópico dono do PT, só aparece na Polícia Federal para depor na qualidade de informante. Desde logo, a pergunta que se impõe à nação é a seguinte: por que o Dr. Lula, mentor de um partido reconhecidamente criminoso, depõe apenas como informante?
Segundo a mídia amestrada, a trupe do Supremo Tribunal Federal, nomeada na vigência do arbítrio petista, não admite que o Ogro deponha na condição de investigado ou mesmo que seja arrolado como testemunha (quem sabe para não ferir a reputação de Sua Excia ou talvez para evitar que ele seja levado, mais cedo do que se imagina, às barras dos tribunais).
Mas não deixa de ser notável, para não dizer esdrúxulo, que um tipo que nunca viu nada nem sabe de nada seja convocado para dar ciência sobre escândalos nos quais se vê envolvido como eminência parda - embora ele seja considerado por muitos, tal qual o lúbrico cacique Paiakan, uma figura inimputável.
De relance, são incontáveis as estripulias que envolvem Lula. As mais recentes, questionadas pela Policia Federal, são as seguintes:
1) Foi mesmo por gratidão que o líder carismático indicou Nestor Cerveró diretor da BR Distribuidora, logo depois de o delator ter fechado contrato de R$ 1,300 bilhão com o enrolado Grupo Schahin, dos quais 12 milhões de reais teriam abastecido o saco sem fundo do PT para financiar a reeleição do honorável Lula?
2) Por que Léo Pinheiro, empreiteiro da 0AS condenado pela Justiça Federal a 18 anos de prisão por negócios escusos com o PT, foi instado por Lula para dar apoio a Rosemary Noronha, sua amiga íntima, ex-secretária da Presidência da República-SP, curiosamente indiciada pela Polícia Federal por corrupção passiva, formação de quadrilha e tráfico de influência? Detalhe: numa anotação, o empreiteiro, debochado, comenta, tratando Lula pelo apelido de Brahma: O nosso amigo voltou a se queixar. Segundo ele, o assunto (apoio) não andou nada. Agradeceu e pediu para esquecer. Disse-lhe que encontraríamos uma solução. Adendo: ainda que indiciada, Rose, amiga intima de Lula, está sendo resguardada por banca de advogados caros.
3) Outro pepino de difícil digestão: os R$ 2 milhões que o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente e portador de passe livre para entrar a qualquer hora no Palácio do Planalto, repassou a uma das noras do ex-presidente. Para o delator Fernando Baiano, o dinheiro era proveniente de negócios escusos da Petrobras. De acordo com a mídia, por conta da amizade com Lula, Bumlai obteve empréstimo de R$ 101 milhões do BNDES para financiamento da problemática Usina São Fernando, hoje em processo de falência.
4) Outro escândalo de clamor nacional: no rescaldo investigativo da Operação Zelotes sobre manipulações de medidas provisórias do governo, Luiz Cláudio Lula da Silva, o Lulinha II, dono da LFT Marketing Esportivo, é acusado de ter recebido R$ 2,400 milhões de lobista por consultoria copiada de material de livre circulação na Wikipedia. Em entrevista televisiva, Lula, o pai, disse que o filho é que tem de se explicar (mas o fato recente é que Lulinha II foi expulso de restaurante em Angra dos Reis por clientes que exigiam para ele o uso de tornozeleira eletrônica).
Lula e seu governo comunista transformaram o País num imenso bordel. Escândalos públicos e privados, fomentados pela prática de atos e projetos criminosos amparados na tessitura do chamado Estado Forte petista, atingiram proporções catastróficas. Nele, onde a Polícia Federal e o Ministério Público apertam, escorre pus em abundância.
Para completar a obra, e deixar Lula de cabelo em pé, Marcos Valério, operador do esquema do mensalão, propôs acordo de delação premiada aos procuradores da Operação Lava Jato em troca da redução da pena de 37 anos a que foi condenado (injustamente, segundo ele). Para Valério, mensalão e petrolão são faces da mesma moeda e, se o procurador-geral da República Rodrigo Janot não impedir, promete fazer novas revelações que vinculam o amigo Bumlai, Lula, Zé Dirceu e Gilberto Carvalho ao rolo do assassinato de Celso Daniel, prefeito de Santo André, em 2002.
PS - No caso de Rose Noronha, a informação é de que o Tribunal Regional Federal (3ª Região) negou recurso que pedia o desbloqueio dos bens da hoje considerada ex-Segunda Dama. (Ipojuca Pontes, ex-secretário nacional da Cultura, cineasta, documentarista do cinema nacional, jornalista, escritor, cronista e um dos grandes pensadores brasileiros de todos os tempos) 
Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho, e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor. (Johann Goethe)

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