7 de jan de 2016

Um mundo novelesco...

• Dólar opera em alta, acima de R$ 4, com preocupação com a China. Na véspera, moeda subiu 0,7%, vendida a R$ 4,0214. Nas três primeiras sessões de 2016, a moeda acumulou alta de 1,86%. 
• Produção da indústria tem queda de 2,4% em novembro, diz IBGE. Na comparação com 2014, recuo de 12,4% é o maior desde 2003. Indústrias extrativas caíram 11%, influenciadas pelo desastre em MG. 
• Prazo para pagar guias do eSocial de dezembro e 13º termina nesta quinta. Neste mês, patrões devem emitir duas guias de pagamento. Uma será para encargos do 13º e outra, para o pagamento mensal. 
• Juros do cartão de crédito ao ano se aproximam de 400%, diz Anefac. Em dezembro, as taxas subiram pelo 15º mês seguido. No cheque, taxa de 240,88% é a maior desde 1999. 
• Conta de luz no país pode começar a cair em fevereiro. Cálculos mostram que usinas geradoras mais caras não serão necessárias. 
• Indústria acumula queda de 8,1%, diz IBGE. O resultado registrado em novembro foi a mais intensa desde dezembro de 2013. 
• Inoperância ou... Governo do Estado garante que não vai voltar a administrar o Maracanã. 
• Com apoio do governo federal, área de Saúde do Rio ganhará reforço de 2,9 mil profissionais. 
• MP Estadual do Rio cria força-tarefa contra empresas fraudadoras do pagamento de impostos.
• Microcefalia já atingiu 121 bebês no estado do Rio.
• Patrimônio de Cunha cresceu além da renda, indica Receita. Alta incompatível de deputado e família foi de R$ 1,8 mi em 4 anos; ele nega. 
•  Lama da Samarco interdita mais três praias capixabas. Com a chegada dos rejeitos ao litoral norte do Espírito Santo, banho foi proibido em Pontal do Ipiranga, Degredo e Barra Seca; não há previsão para o fim da interdição. 
• Para garantir presidência do PMDB, Temer recua sobre o impeachment. 
• Preso fez lobby para aprovar medida provisória sob Lula. Lobista preso na Zelotes agiu em favor de interesses de montadoras. 
• Minas sinaliza atrasos em salários até abril. Governador vai apresentar cronograma de pagamento a servidores. 

• Iraque quer ajudar a pôr fim a conflito entre Irã e Arábia. País se ofereceu para tentar resolver crise entre vizinhos.
• Bolsas da China despencam e pregão para pela 2ª vez. Decisão do BC do país de desvalorizar yuan causa nervosismo no mercado. Dados mais recentes sobre economia da China provocam instabilidade nas Bolsas de todo o mundo. 
• Coreia do Sul pede armamento aos EUA depois de teste nuclear do Norte. Bomba de hidrogênio deixou mundo em alerta e violou acordo entre os dois países, informou autoridade sul-coreana. 
• Norte-coreanos festejaram teste nuclear, diz embaixador. Para brasileiro, medida pode ser vista internamente como fundamental. Sem freio na China, cresce o perigo que vem de Pyongyang. Teste nuclear da Coreia do Norte mostra limites da influência chinesa. 
• Sob incertezas, França lembra 1 ano de ataques ao Charlie Hebdo. País busca aprovar pacote antiterror, mas projeto sofre críticas de governistas. 
• Funcionários da Assembleia Nacional retiraram retrato do ex-presidente Hugo Chávez, no dia em que opositores, impedidos pela Justiça de assumir cargos, conseguiram ser juramentados. 

Negociações entre a guilhotina e o pescoço.
Do palácio do Planalto, más notícias: entrou em terreno de areia movediça o projeto de reformas econômicas destinadas a superar a crise e retomar o desenvolvimento, com o combate ao desemprego e a alta de impostos e do custo de vida. Acirra-se o eterno conflito entre o capital e o trabalho, porque as empresas exigem crédito mais fácil, desoneração fiscal, contenção salarial, desburocratização e livre negociação entre patrões e empregados. Já as centrais sindicais querem imposto sobre grandes fortunas e heranças, correção de salários, manutenção de direitos trabalhistas e garantia de emprego.
O choque é evidente, a ponto de levar o governo a arrefecer o ímpeto reformista e reduzir reformas que na teoria poderiam conduzir a mudanças de vulto na situação econômica. Se a montanha vai gerar um rato, os gatos continuarão soltos e o país não sairá do sufoco.
Tome-se a reforma da Previdência Social. Os custos de uma necessária redução de despesas cairão sobre os ombros dos aposentados e seus benefícios, a começar pelo tempo de idade dos que adquirem o direito de parar de trabalhar. Mas continuando a valer as atuais regras do jogo, logo a Previdência Social explodirá as contas públicas e levará o país à falência. Os dois lados permanecem irredutíveis. Se as coisas ficarem como estão, o inevitável aumento de impostos alimentará a inflação, o desemprego e a estagnação econômica, mas se a conta for canalizada para os assalariados, mais cruel se tornará a retomada do crescimento.
Dividir o sacrifício entre empresários e trabalhadores pode dar certo na teoria, mas seria preciso coragem e vontade política dos dois lados, bem como imaginação por parte do governo, produtos em falta nas prateleiras da política econômica. A presidente Dilma gira em círculos, importando menos se dá ouvidos a Joaquim Levy, a Nelson Barbosa ou a nenhum. Ambos são faces da mesma moeda, se não aparecer uma liderança capaz de enquadrá-los. Madame poderia exercer esse papel, mas tanto o empresariado quanto as centrais sindicais desconfiam dela. Até o PT mostra-se dividido.
Quando se fala em reforma trabalhista, leia-se a redução de direitos sociais substituídos pela livre negociação entre patrões e empregados. Na realidade, o diálogo entre a guilhotina e o pescoço. (Carlos Chagas) 

"Semana mais do que inglesa"...
A semana inglesa é uma expressão que caracteriza a jornada de trabalho de oito horas, de segunda a sexta-feira e de quatro horas pela manhã do dia de sábado. Era uma antiga reivindicação dos movimentos sindicais, em razão da legislação trabalhista manter a jornada semanal de 48 horas semanais e de 240 horas mensais. A Constituição de 1988 passou a jornada semanal para 44 horas semanais e para 220 horas mensais.
Recorrentemente, existem movimentos sindicais que lutam pela redução da jornada, para 40 horas semanais... 
Independente de Legislação, de regras e de regulamentos, no Brasil, alguns segmentos oficiais, adotam a chamada semana mais do que inglesa, onde somente se trabalha de terça a quinta feira... São os privilégios de alguns de nossos Poderes...
Agora, segundo notícia abaixo, essa moda começa a chegar na nova Petrobras PTista-sindical, trazida por ninguém menos que seu próprio Presidente! Segundo a notícia, o Sr. Aldemir Bendine, alcunhado de TQQ (terça, quarta, quinta), não dá expediente em seu posto, às segundas e sextas feiras, mesmo neste momento de agruras e de incertezas pelos quais passa a nossa Empresa!
Novos tempos, novos costumes! O Xerife designado pela sra. DIImáh para limpar a Empresa na sequência do enorme escândalo de corrupção, o petrolão, só exerce as suas funções, em 60% do tempo exigido, para ele e para os milhares de colaboradores!
Sugiro aos Sindicatos parceiros da FUP que, na próxima campanha do ACT, seja solicitada a extensão dessa semana mais do que inglesa para todo o corpo de empregados... O objetivo de destruição de nossa Petrobrás, que tanto perseguem em parceria com o governo PTista-sindical, será conseguido de modo muito mais rápido e eficaz...
Lembram-se daquilo que tenho falado há anos? ...A Petrobrás está sendo destruída de dentro para fora!... (Márcio Dayrell Batitucci) 

Apesar dos desafios, Bendine TQQ só aparece na sede 3 dias na semana.
Apesar dos desafios, CEO da Petrobras só aparece na sede da empresa terça, quarta e quinta.
Falta de iniciativa para enfrentar os desafios da estatal é uma das principais críticas em relação a Aldemir Bendine, que está no comando da Petrobras há quase um ano.
Aldemir Bendine, que ocupa a presidência da Petrobras há 11 meses, é alvo de críticas em uma recente matéria do Wall Street Journall. Apesar dos desafios crescentes da empresa, o CEO só aparece na sede da empresa terça, quarta e quinta-feira, disse uma fonte familiarizada ao assunto ao jornal. Um comportamento que rendeu, nos corredores da empresa, o apelido de TQQ ao executivo, cuja sigla representa as letras iniciais dos dias da semana em que comparece na sede da petrolífera no Rio de Janeiro.
O motivo para a ausência, diz a fonte, é que Bendine gasta muito tempo em São Paulo, onde mora, não tendo tempo suficiente para ficar no edifício carioca da gigante brasileira do petróleo. O que reflete também a crescente frustração entre os executivos, membros do conselho e investidores da Petrobras, alguns dos quais dizem que ele não tem feito o suficiente em seu primeiro ano no comando da estatal para enfrentar os problemas da empresa, comentou a fonte.
A ausência por dois dias na semana na sede da empresa no Rio de Janeiro tem levantado preocupações de que ele não esteja totalmente engajado. “Ele não parece querer ter uma carreira no negócio de petróleo”, disse um executivo sênior da Petrobras ao jornal. É um trabalho a tempo parcial para ele.
Como complemento, os resultados obtidos por ele têm sido abaixo das expectativas, comentou o analista do setor de petróleo Adriano Pires, que trabalha no Rio de Janeiro, ao jornal. As iniciativas que foram tomadas são muito pequenas considerando os desafios que a Petrobras enfrenta.
A presidente Dilma Rousseff escolheu Bendine para o cargo em fevereiro do ano passado para ajudar a limpar a Petrobras, na sequência de um enorme escândalo de corrupção na empresa, mas a indicação não tem surtido muito efeito. Assim como o Brasil, as perspectivas para a Petrobras em 2016 são terríveis, disse Sergio Lazzarini, economista da escola de negócios Insper, ao WSJ.
Procurada pelo jornal, a estatal não respondeu perguntas sobre a liderança de Bendine e recusou-se a fazê-lo disponível para uma entrevista. Em uma mesa redonda recente com jornalistas, Bendine reconheceu que a empresa tem sérios desafios, mas que a situação fiscal esse ano é totalmente gerenciável. Eu sei que a empresa ainda gera muita ansiedade, acrescentou, mas que tinha a sensação de que estava no caminho certo.
Apesar de certo otimismo demonstrado pelo CEO, a reportagem reforça que o mercado tem expressado ceticismo quanto algumas metas traçadas por Bendine, como alienar mais de US$ 15 bilhões em ativos para tentar pagar a dívida de cerca de US$ 24 bilhões que está vencendo nos próximos dois anos. Entre os motivos para o ceticismo, estão os preços baixos do petróleo e o fato de que outras empresas internacionais também estão vendendo ativos. (Fonte
A maioria da população parece que não leva a sério a situação do país. Econômica, política e gerencial passa longe das preocupações diárias das pessoas. O dinheiro, quem sabe! A apatia, talvez, deva-se a enxurrada (não a da Samarco) da mídia, revistas e tvs. Afinal tudo cansa. E o Brasil, ó! (AA) 

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