31 de jan de 2016

Sol, mar, samba, para que mais...

• Alckmin diz que Lula é o retrato do PT, sem ética e sem limites.
• Nota fiscal de barco reforça elo de Lula com sítio em Atibaia. Marisa Letícia, mulher do ex-presidente, adquiriu embarcação de pesca. Instituto do ex-presidente não comenta o caso. Obras em imóveis que beneficiariam Lula indicam relações além dos limites impostos pela ética. Caso do sítio pode ser pá de cal para o que resta de futuro para o PT. Obra em tríplex atendia ao gosto de Lula, diz engenheiro. Igor Pontes, da OAS, deu declaração a procuradores sobre imóvel no Guarujá. 
• Força-tarefa investiga apartamento do presidente da CUT enroscado com OAS. Chefão da CUT que ameaçou pegar em armas por Dilma, tem imóvel em nome da OAS.
• Dilma pedirá ao Congresso apoio contra crise econômica. Apelo deve ressaltar importância de medidas de ajuste fiscal ainda pendente. Em vez de pacotes de crédito, governo Dilma precisa apresentar um conjunto de reformas do gasto público para devolver rumo ao país.
• Governo quer acabar com piloto automático dos gastos. O ministro do Planejamento, Valdir Simão, reavaliará programas federais. 
• Cunha é acusado de receber mais de US$ 3,9 mi na Suíça. Delatores apontaram cinco novas contas do presidente da Câmara. 
• Contra Aedes, MP autorizará entrada à força em imóveis. Agentes públicos poderão requerer o auxílio policial para efetivar a medida. Mosquito Aedes aegypti pode viver até 450 dias, explica bióloga Vanessa Mendes, de Itapetininga (SP). Acabar com criadouros é o caminho para bom resultado contra doenças. 
•  Área de transmissão da dengue mais que quadruplica em 10 anos no Brasil. Grávidas com zika fazem aborto sem confirmação se feto tem microcefalia. Preço do procedimento em clínicas particulares varia entre R$ 5 mil e R$ 15 mil. 
• Deputados gastarão equivalente a meia CPMF neste ano. Apesar da crise, assembleias estaduais ampliaram seus caixas em relação a 2015.
• Dirceu admite que lobista pagou reforma de apartamento. Ex-ministro prestou pela primeira vez depoimento ao juiz Sergio Moro. 
• Neymar é denunciado por sonegação e falsidade ideológica. Ele é suspeito de receber ganhos por meio de empresas para diminuir impostos. 
• Filho de Lula diz não ter arquivo digital de relatórios. Documentos justificariam o recebimento de R$ 2,5 milhões de lobista. 
• Apuração sobre merenda escolar começou após briga. Funcionário da Coaf se desentendeu com a direção da associação.
• Os Brics morreram. Foi o que decretou o Financial Times; Em seu lugar, há os Ticks: Taiwan, Índia, China e Coréia; Quem matou os Brics?; O B - de Brasil - e o R - de Rússia. (O Antagonista) 

• Chanceler da Venezuela pede que Brasil ajude comércio. Segundo a ministra, gravidade da situação foi reconhecida por Maduro. 
• Japão adota juros negativos para animar economia. China e países emergentes estão no centro da decisão japonesa. 
• Iraque precisa de mais de US$ 1 bilhão em ajuda humanitária. Dinheiro é necessário para contornar impacto da guerra contra EI. Conflito desalojou mais de 3,3 milhões de pessoas desde 2014 
• A imprensa internacional acordou para o assunto zika e a Olimpíada
• Corrida para as eleições presidenciais deste ano nos EUA começa com radicais bem posicionados. Líderes, Trump e Cruz enfrentam 'fogo amigo' na disputa. Bilionário larga na frente na primeira prévia do partido republicano, em Iowa. 
• Irã dá medalhas por captura de marinheiros dos EUA. 
• Aparato midiático expande alcance do Estado Islâmico. Complexa estrutura de comunicação é usada para divulgação e recrutamento.
• Oposição síria se reúne com enviado da ONU, pede ação sobre questões humanitárias.

Se meu apartamento falasse.
Carlos Lacerda da janela de seu apartamento no 13° andar do número 224 da Praia do Flamengo. Ele foi execrado quando comprou esse imóvel ao deixar o governo do Estado da Guanabara.
Afinal, o Lula teve, não tem mais, ainda tem e continuará tendo o triplex no Guarujá? Pagou pelo imóvel, não pagou, arcou com as despesas da reforma feita pela OAS ou a empreiteira trabalhou de graça por conta de contratos celebrados com a Petrobrás?
Por duas vezes o ex-presidente confirmou a propriedade: na declaração de bens exigida para candidatar-se à reeleição, em 2006, e em nota oficial do palácio do Planalto, em 2010. Ano passado, desmentiu. Informou que sua mulher era dona de uma cota da empresa construtora, equivalente ao apartamento. Mas também não explicou a fonte de renda de D. Marisa.
A grande pergunta continua sem resposta. A família Silva pagou pelo imóvel e por sua reforma ou o recebeu como doação da OAS? Nesse caso, por serviços prestados?
Políticos e triplex costumam não se dar bem. Carlos Lacerda foi execrado quando comprou um, na praia do Flamengo, ao deixar o governo da Guanabara. (Carlos Chagas) 

The Economist destaca que o Brasil festejará o carnaval no precipício.
A revista britânica The Economist publica reportagem na edição desta semana para atualizar o difícil cenário político e econômico do Brasil. O título da reportagem é Festejando no precipício.
A publicação afirma que o feriado de carnaval não vai proporcionar nenhuma pausa na crise do país, que sofre com o aprofundamento da situação política e econômica e ainda tem de lidar com o surto do Zika vírus.
A revista ainda critica a estratégia de comunicação do Banco Central, que sinalizou manutenção dos juros a poucas horas da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom). Ao invés de apoiar a credibilidade financeira do Brasil, o BC conseguiu prejudicar ainda mais.
A reportagem aponta que outros problemas econômicos continuam crescendo no país e apenas no ano passado 1,5 milhão de trabalhadores foram demitidos das empresas. A revista destaca que outro 1 milhão de empregados podem perder o trabalho em 2016.
Enquanto ainda tem de lidar com a ameaça de impeachment, a presidente Dilma Rousseff e o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, tentam avançar com as reformas.
A The Economist finaliza afirmando que alas do PT já demonstraram ser contrárias à intenção de aumento da idade mínima para aposentadoria.
Muito além da matéria jornalística que enfoca o cenário caótico em que se dará a folia momesca tupiniquim é preciso recordar o carnaval de promessas mentirosas de Dilma Rousseff durante a corrida presidencial de 2014.
Na ocasião, a presidente-candidata, que conquistou nas urnas um novo mandato, afirmou que o Brasil estava em momento excepcional, vendendo aos cidadãos incautos a falsa ideia do País de Alice, aquele das maravilhas.
Como disse certa feita um conhecido e sempre ébrio comunista de botequim, nunca antes na história deste país. (Ucho.Info) 

Feche a boca e abra os braços.
Uma amiga ligou com notícias perturbadoras: a filha solteira estava grávida.
Relatou a cena terrível ocorrida no momento em que a filha finalmente contou a ela e ao marido sobre a gravidez. Houve acusações e recriminações, variações sobre o tema Como pôde fazer isso conosco? Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídos e pela filha que se envolveu numa situação complicada como aquela. Será que eu poderia ajudar, servir de ponte entre as duas partes?
Fiquei tão arrasada com a situação que fiz o que faço - com alguma frequência - quando não consigo pensar com clareza: liguei para minha mãe. Ela me lembrou de algo que sempre a ouvi dizer. Imediatamente, escrevi um bilhete para minha amiga, compartilhando o conselho de minha mãe: Quando uma criança está em apuros, feche a boca e abra os braços.
Tentei seguir o mesmo conselho na criação de meus filhos. Tendo tido cinco em seis anos, é claro que nem sempre conseguia. Tenho uma boca enorme e uma paciência minúscula.
Lembro-me de quando Kim, a mais velha, estava com quatro anos e derrubou o abajur de seu quarto. Depois de me certificar de que não estava machucada, me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser uma antiguidade, sobre estar em nossa família há três gerações, sobre ela precisar ter mais cuidado e como foi que aquilo tinha acontecido - e só então percebi o pavor estampado em seu rosto. Os olhos estavam arregalados, o lábio tremia. Então me lembrei das palavras de minha mãe. Parei no meio da frase e abri os braços.
Kim correu para eles dizendo: - Desculpa... Desculpa - repetia, entre soluços. Nos sentamos em sua cama, abraçadas, nos embalando. Eu me sentia péssima por tê-la assustado e por fazê-la crer, até mesmo por um segundo, que aquele abajur era mais valioso para mim do que ela.
- Eu também sinto muito, Kim - disse quando ela se acalmou o bastante para conseguir me ouvir. - Gente é mais importante do que abajures. Ainda bem que você não se cortou.
Felizmente, ela me perdoou. O incidente do abajur não deixou marcas perenes. Mas o episódio me ensinou que é melhor segurar a língua do que tentar voltar atrás após um momento de fúria, medo, desapontamento ou frustração.
Quando meus filhos eram adolescentes - todos os cinco ao mesmo tempo - me deram inúmeros outros motivos para colocar a sabedoria de minha mãe em prática: problemas com amigos, o desejo de ser popular, não ter par para ir ao baile da escola, multas de trânsito, experimentos de ciência malsucedidos e ficar em recuperação. Confesso, sem pudores, que seguir o conselho de minha mãe não era a primeira coisa que me passava pela mente quando um professor ou diretor telefonava da escola. Depois de ir buscar o infrator da vez, a conversa do carro era, algumas vezes, ruidosa e unilateral.
Entretanto, nas ocasiões em que me lembrava da técnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu mordaz sarcasmo, me desculpar por suposições errôneas ou suspender castigos muito pouco razoáveis. É impressionante como a gente acaba sabendo muito mais da história e da motivação por trás dela quando está abraçando uma criança, mesmo uma criança num corpo adulto. Quando eu segurava a língua, acabava ouvindo meus filhos falarem de seus medos, de sua raiva, de culpas e arrependimentos. Não ficavam na defensiva porque eu não os estava acusando de coisa alguma. Podiam admitir que estavam errados sabendo que eram amados, apesar de tudo. Dava para trabalharmos com o que você acha que devemos fazer agora, em vez de ficarmos presos a como foi que a gente veio parar aqui?
Meus filhos hoje estão crescidos, a maioria já constituiu a própria família. Um deles veio me ver há alguns meses e disse Mãe, cometi uma idiotice...
Depois de um abraço, nos sentamos à mesa da cozinha. Escutei e me limitei a assentir com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criança maravilhosa passava o seu problema por uma peneira. Quando nos levantamos, recebi um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões.
- Obrigado, mãe. Sabia que você me ajudaria a resolver isto.
É incrível como pareço inteligente quando fecho a boca e abro os braços. (Diane C. Perrone)

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