30 de jan de 2016

Domingão bão pra se ler...

Agora, dá pra entender...
. Agora dá para entender a razão da gritaria das esquerdas, da petralha principalmente, quando se fala em vender a Petrobrás. Sem a estatal, onde é que as quadrilhas iriam enfiar a militância vagabunda? (AC) Leia

Salvação contra eleição.
O reinício dos trabalhos do Congresso, segunda-feira, faz prever mais do que tertúlias, senão embates virulentos das tribunas do Senado e da Câmara. O PSDB e penduricalhos da oposição concluíram, durante o recesso, pela necessidade de recuperar o tempo perdido, ou seja, aproveitar os escândalos que a cada dia mais expõem as entranhas do PT e do governo para vibrar golpes definitivos nos companheiros e nos detentores do poder. Aguarda-se para a semana contundente pronunciamento de análise da conjuntura pelo senador Aécio Neves. O Lula não será poupado, assim como outros companheiros e alguns ministros. Sem esquecer Madame, mesmo por motivos alheios à corrupção. Certamente por conta da inoperância administrativa.
Para os tucanos, 2018 se resolverá em 2016,ou seja, vai recrudescer a tentativa do impeachment da presidente, mais pelo conjunto da obra do que pelas acusações de pedaladas orçamentárias. Quer o PSDB liderar um movimento nacional capaz de demonstrar que o país se esfacelará caso Dilma e o PT continuem no comando até o termino do atual mandato presidencial.
Da roubalheira que vai sendo comprovada sempre com maiores evidências até o desemprego em massa, o aumento de impostos, taxas e tarifas, a elevação do custo de vida e a débâcle da atividade econômica, tentarão os adversários do governo que o país logo se tornará inviável. Foram reeleitos ano passado, é verdade, mas acima da eleição está a salvação. A sobrevivência das instituições.
Embarcado no mesmo projeto está o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ainda há dias reforçado pela decisão do Supremo Tribunal Federal de não afastá-lo da função, conforme pretendia o Procurador Geral da República. Quanto ao Senado, parece mais débil o apoio do presidente Renan Calheiros, informado de que a Operação Lava Jato vai estreitando o círculo, além de parte da bancada do PMDB dê a impressão de estar saltando de banda.
Em suma, ou o governo e o PT mudam de postura e partem da defesa para o ataque ou poderão estar assinando sua sentença de morte. Faltava um componente nessa equação, agora não falta mais: as manifestações populares de inconformismo, estimuladas pelo aumentos no preço dos transportes coletivos.
Vale repetir que a temperatura se elevou durante as férias parlamentares, e Suas Excelências não poderão deixar de refletir o que julgam ser a voz das ruas. As sucessivas denúncias do envolvimento de líderes petistas de primeira grandeza na lambança que a Polícia Federal e o Ministério Público investigam, atingem agora o próprio ex-presidente Lula.
Voltavam-se ontem as atenções para o depoimento que o ex-ministro José Dirceu prestará hoje diante do juiz Sergio Moro. Mesmo disposto a não se transformar em delator, ele será capaz de tornar mais amargas as agruras do grupo que um dia mandou no Brasil. (Carlos Chagas) 

Impeachment, Democracia e Estado de Direito.
Se o que se quer, na política, é promover o bem comum, as divergências terão como foco principal o conceito de bem comum, seu conteúdo e o modo de produzi-lo em cada momento histórico. No entanto, se o objetivo é apenas alcançar o poder, ou mantê-lo, então a honestidade intelectual se torna um transtorno e o senso moral deve ser apartado, assim como se retira o incômodo ferrão em picada de marimbondo. Sob tais padrões, a estratégia, a propaganda e a arte do convencimento são concebidas e mobilizadas apenas pelo desejo de convencer e vencer, aferindo-se a qualidade dos meios pela eficácia em relação aos fins desejados e não por sua relação com a verdade e o bem.
Digo isso porque a defesa do governo na questão do impeachment tem-se valido de todos os meios possíveis de enganação. Não estou recusando aos governistas o direito de escudar o governo. O que estou afirmando é que quase todos os seus argumentos, a partir do mais constantemente repetido, são concebidos para iludir. Repetem, insistentemente, que: 
1) o impeachment fere a democracia; 
2) impeachment é golpe. 
Ora, não é possível que experientes jornalistas e doutos congressistas dardejem fogo dos olhos em frêmitos de indignação afirmando que impeachment fere a democracia. A democracia, a soberania popular, senhores, é ferida quando quem governa só tem apoio de 10% da população!
Talvez se inquiete o leitor: Nesse caso, todo governo que perde o apoio da maioria da população deveria cair?. A resposta a essa pergunta é afirmativa em praticamente todos os países parlamentaristas (cerca de 95% das democracias estáveis). No presidencialismo, eu afirmo, sem pestanejar: nas atuais condições, um governo de democratas deveria renunciar. E mais, há algo muito errado num sistema político em que governos rejeitados são mantidos por força da Constituição.
O que sustenta esse governo no poder, então, não é a democracia, obviamente, mas a regra do jogo político, o Estado de Direito como o temos. Há em nossa Constituição uma norma que determina em quais situações e mediante quais procedimentos, quem preside a república pode ser afastado do cargo. E a perda da aceitação social não está entre elas.
Entendido isso, fica mais fácil compreender o quanto é falso chamar de golpe o pedido de impeachment da presidente Dilma. Essa demanda nacional, nascida nas ruas, sem partido nem patrocínio, sem tanques nem canhões, deu causa a três dezenas de requerimentos, Brasil afora. Como o processo de impeachment é jurídico e político, as motivações políticas dispensam apresentação. Estão nas vozes das ruas. As motivações jurídicas, por seu turno, foram avalizadas unanimemente pelo TCU e são de perfeito conhecimento público.
Golpe, portanto, de um lado, é usar o que pertence ao Estado para subornar votos no Congresso, como vem fazendo o governo de modo a evitar que o impeachment prospere. E, de outro, é golpe fazer do STF, com o mesmo fim, um puxadinho do partido governista.
Em resumo: quem atenta contra a democracia é o governo quando insiste em ancorar-se no poder, enterrando o futuro do país contra a vontade nacional; e é ele quem novamente golpeia as instituições quando se defende com os meios que para tanto vem empregando. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor) 

Lula, o escapista.
Nos idos de 1950, no governo de Getúlio Vargas, foram construídas milhares de residências para funcionários dos institutos de previdência da União: IAPC, IAPTEC, IAPB, e tantos outros.
Meu pai era funcionário do IAPC e recebeu, para morar com a família, um apartamento no conjunto do Irajá, subúrbio carioca, naqueles tempos, lá nos cafundós do Judas. Os conjuntos eram separados pela então Avenida das Bandeiras que é, hoje, a Avenida Brasil.
A periferia das residências, por distante de tudo, acabou se transformando em reduto de marginais que buscavam refúgio em bairros pouco policiados. A polícia, como acontece até hoje, raramente está presente nas áreas que mais precisam dela.
Foi lá que conheci um dos príncipes da malandragem e da astúcia em provocar confusões e escapar sem ser detido. Era o Chico Quiabo; mulato esguio, cheio de trejeitos no andar, ágil nas brigas de rua e sempre armado com uma navalha. Quiabo, escorregadio, livrava-se dos inimigos com a ameaça da navalha, que só empunhava quando precisava encarar mais de dois homens até a entrada de mais gente contra ele; o malandro usava a capoeira para atingir e derrubar os que chegavam muito perto dele.
A confusão, quase sempre provocada por Chico Quiabo para não pagar a despesa do bar, só acabava com a chegada da rádio-patrulha que, com seus chapéus-vermelhos descia enfiando porretadas em qualquer um que ficasse no caminho. O personagem, ao perceber a chegada dos policiais, corria para a viatura e se sentava calmamente até o final da contenda. Os meganhas, que já sabiam da habilidade do espontâneo detido, riam da atitude, o levavam e liberavam nas proximidades do cemitério. Naqueles tempos, raramente a polícia prendia alguém envolvido em brigas de rua, só o faziam quando havia mortos ou feridos com gravidade.
Outro personagem interessante foi o ilusionista Harry Houdini que fez muito sucesso na década de 1920. Houdini, que começou a vida como trapezista em circo, se dedicou à arte da dissimulação criando equipamentos para oferecer à platéia a sensação de realidade em suas apresentações deixando o público extasiado com o resultado. Houdini ao longo da vida enganou imperadores, reis, presidentes entre outras pessoas de notável conhecimento, inclusive Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes e especialista em espiritismo. Doyle se aproximou de Houdini tentando convertê-lo, sem sucesso. Depois de famoso, Houdini, que também se exibia recebendo socos no abdômen, decidiu se especializar em se desvencilhar de amarras e passou a ser conhecido como escapista.
Estes relatos servem apenas para chegar ao ex-presidente Lula que, nos últimos tempos, quando percebe a aproximação da Lei e da Justiça faz como Chico Quiabo e corre para prestar depoimentos espontâneos nos órgãos de investigação das muitas operações do Ministério Público e da Polícia Federal, e sai declarando não haver viva alma mais honesta do que ele; o homem deve ter confundido as almas, pois, segundo a mídia ele possui uma adega recheada de vinhos especiais, dentre eles, talvez, o Alma Viva.
Lula, não sendo pessoa investigada em nenhum dos inquéritos em apuração, segundo os investigadores, é, com certeza, um dos inocentes que mais depoimentos prestou; sem, no entanto, se livrar da desconfiança que as autoridades e o povo têm em relação ao seu envolvimento nos muitos malfeitos desvendados nos últimos 13 anos.
A cada semana surge uma nova denúncia e lá vai o escapista e ilusionista depor informalmente para dizer que não sabe de nada, que nunca conviveu com nenhum dos acusados, que não tem imóveis presenteados por empreiteiros, que a sua fortuna tem origem em palestras proferidas ao redor do mundo, que o seu filho é empresário de sucesso por seus próprios méritos, que nunca neste país existiu alguém mais honesto do que ele, que as insinuações contra ele são promovidas pela imprensa desonesta, que o mensalão não existiu, que o Zé agiu por conta própria e, por isto, merece estar em cana, e, como nos depoimentos que se presta às autoridades policiais, nada mais lhe foi perguntado, e aos costumes disse nada!
Sobre Chico Quiabo, dizem que morreu dentro de um caldeirão de galinhada; Houdini, não escapou de uns socos, desprevenido, foi espancado por um universitário e morreu de peritonite, e, Lula, continua escorregando e escapando das malhas da Justiça; até quando, não se sabe. Parece até alma do outro mundo! (Paulo Castelo Branco) 

2015: bolivarianismo foi estrela cadente no firmamento latino-americano.
1) Venezuela: Maduro leva surra eleitoral e atenta contra a ordem institucionalsurra eleitoral e atenta contra a ordem institucional.
2015 foi um annus horribili do socialismo bolivariano, cujo naufrágio na Venezuela tornou-se patente já nos primeiros meses. 
À insatisfação causada pela carência de produtos básicos - alimentares, hospitalares, de higiene pessoal, e muitos outros - o governo reagia prendendo executivos das respectivas redes distribuidoras ou os próprios fabricantes.
A mídia estava quase toda nacionalizada e o governo se irritava com a atuação de jornalistas estrangeiros.
Altas patentes das Forças Armadas foram presas por conspiração, enquanto o presidente do Legislativo, Diosdado Cabello, foi apontado como chefe de uma rede de generais que controla a exportação de droga.
Maduro racionou a energia elétrica e sugou as moedas estrangeiras, a ponto de companhias internacionais fecharem seus negócios e empresas aéreas cancelarem seus voos. 
As Forças Armadas reprimiram protestos, invadiram fábricas para impedir que se tirassem fotos das filas em busca de alimentos.
A inflação oscilou entre 200% e 500% segundo as fontes, as cédulas perderam valor (a maior valia R$ 0,42, hoje não se sabe), fazendo com que os próprios bandidos se desinteressem de roubá-las. 
O governo não tinha sequer papel para imprimir. Nos mercados oficiais, só se compram farinha, leite, xampu, papel higiênico e outros produtos essenciais, num sistema de rodízio semanal definido pelo último número do RG! 
A carência de itens chegou a 75% em agosto e gerou saques e violências com mortos. Nos hospitais, os parentes dos doentes procuram fora insumos médicos.
Mais de mil médicos cubanos enviados ao exterior para sustentar o regime procuraram asilo nos EUA, a fim de fugir da miséria e da violência.
Maduro forjou atritos fronteiriços visando uma onda de popularidade nacionalista. Muitos colombianos tiveram de abandonar o país em condições dramáticas, cruzando córregos a pé, com os pertences nas costas. 
Eles foram arrancados de suas casas como nos tempos stalinistas . O pretexto foi a acusação de atuação de que atuavam em máfias de contrabandistas, muitas vezes, aliás, ligadas ao socialismo do século XXI.
Maduro pediu às Forças Armadas defender a pátria contra a burguesia capitalista que lhe tirou o Legislativo.
Os distritos eleitorais foram reconfigurados, rebaixando o número de deputados elegíveis em regiões opositoras e aumentando as cadeiras em bastiões chavistas. 
Líderes opositores foram encarcerados e candidaturas adversas, vetadas. Muitos venezuelanos fugiram da opressão socialista, da miséria e da criminalidade buscando o exterior.
Em dezembro, a oposição conquistou - mesmo com as irregularidades denunciadas - dois terços das cadeiras do Legislativo. 
Maduro reconheceu a derrota, mas logo convocou o exército para uma guerra não convencional contra a direita e a burguesia, que entregam a partir das posições que conquistaram.
A nova legislatura tomou posse protegida por um intimidador esquema de segurança militar formando cinco círculos de controle.
O que Maduro diz, os deputados contestam, e vice-versa.
Não se sabe quem manda nem no que é que vai dar a imensa desordem legal, social, econômica e moral.
2) Argentina: peronismo cai de podre e Macri tenta reerguer o país.
Na Argentina, Cristina Kirchner começou o ano com um cadáver no colo: o promotor Alberto Nisman, assassinado quando ia apresentar no Congresso o resultado das investigações do atentado perpetrado contra uma associação hebraica, que matou mais de uma centena de pessoas. 
O relatório indiciava figuras do governo relacionadas com o extremismo árabe anti-EUA. O crime evocou a eliminação de dissidentes na Rússia e sua sombra acompanhou o governo populista argentino até a débâcle final. O Senado americano requereu um inquérito claro e o The New York Time” pediu uma investigação internacional sobre a morte suspeita do promotor. 
O governo nacionalista multiplicou laços com a China e a Rússia. A presidente franqueou à combalida petrolífera russa Gazprom a exploração das imensas jazidas de gás da Patagônia. 
Também propiciou exercícios militares conjuntos e troca de informações policiais. Putin considerou a Argentina como melhor aliado na América Latina e prometeu investimentos. 
Mas estes se revelaram inconsistentes quando o Banco de Desenvolvimento russo não depositou os US$ 2,6 bilhões prometidos para uma barragem.
Com a China, Cristina Kirchner assinou dezenas de acordos, alguns deles secretos, que permitiram a instalação de uma base chinesa na Patagônia com objetivos também militares e em cujo recinto não vigora a soberania argentina.
O governo peronista sofreu reveses eleitorais até o advento de eleições nacionais em outubro, quando foi seriamente derrotados em todos os níveis. 
Circunscrições eleitorais-chave, governos estaduais e grandes prefeituras passaram para o domínio da oposição. No segundo turno, a enorme onda de insatisfação conduziu o oposicionista Mauricio Macri à Casa Rosada.
A catástrofe peronista-bolivariana pressagiou um recuo geral da esquerda latino-americana. 
O novo presidente anunciou que vai desestatizar a economia, devolver à rua os funcionários públicos nhoques (fictícios), enfrentar os governos antidemocráticos da Venezuela, de Cuba e da Bolívia, e estreitar os laços diplomáticos e econômicos com os EUA. 
Cristina Kirchner não suportou a derrota. Ausentou-se da cerimônia de transmissão da presidência, fazendo temer futuros atritos nacionais.
 Dilma não morreu de amores por Macri e mandou beijinhos para Maduro. (Luis Dufaur) 
Ah, por favor não esqueça: continue a sujar mais e mais ruas, rios, mares e dengue(s). O mundo agradece. (AA)

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