3 de jan de 2016

Confiar desconfiando, meta de povo...

• O PT se lambuzou, diz Jaques Wagner, chefe da Casa Civil. Para ministro, partido errou ao não fazer reforma política na gestão Lula. 
• Pacote de medidas contra a corrupção já tem 1,2 milhão de apoios. Aqui
• Governo encerra Bolsa Empresário; dívida é de R$ 214 bi. Empréstimos para compra de máquinas somaram R$ 362 bi até 2014. 
• Os governos do PT torraram R$ 8,3 bilhões nos últimos 12 anos com o pagamento de diárias a servidores do Executivo federal. A farra iniciou em 2004 quando o ex-presidente Lula distribuiu R$ 385,6 milhões logo no segundo ano de mandato e continuou até atingir R$ 1,08 bilhão em 2010. Dilma assumiu e não fez questão de estancar a sangria de grana pública. Torrou R$ 702,5 milhões em 2011 e R$ 1,03 bilhão em 2014. 
• Sucessão no Planalto é incerta em ação no TSE. Lei tornou obrigatória realização de novo pleito em caso de cassação. 
• Relatório da Polícia Federal apontou rombo de R$ 5 bilhões no fundo de pensão Postalis, dos funcionários dos Correios, e acendeu holofotes sobre empresas que prestam serviços às fundações. 
• Filho do presidente do TCU domina teleféricos no Rio. Tiago Cedraz, investigado pela Lava Jato, nega conflito de interesses. 
• UPP modelo trouxe paz, mas tráfico de drogas se mantém. Santa Marta, na zona sul do Rio, inaugurou sistema há sete anos. 

• Tiros são ouvidos perto de base aérea invadida na Índia. Confronto com a polícia dura mais de 30 horas e já deixou 11 mortos. 
• Mulheres xiitas fazem protesto contra execução do clérigo dissidente Nimr Baqir al Nimr. 
• Marrocos faz reforma religiosa para conter radicalismo. País fez reforma para não cair nas mãos de extremistas, diz conselheira do rei. 
• Disparada de Donald Trump expõe dilema de republicanos. Partido teme afastar eleitor moderado ao promover agenda conservadora. 
• Mudança de Macri na Argentina podem trazer lições para toda a região. 
• Diplomacia da birra: Israel ameaça o Itamaraty. O imbróglio diplomático entre Brasil e Israel, desde que Benjamin Netanyahu decidiu nomear como embaixador um dos símbolos dos assentamentos ilegais em territórios palestino. 
 • Diplomacia brasileira tem o dever de cobrar o governo venezuelano. 

O Fim do PT...
Começo este ano de 2016, com uma dúvida insolúvel, para a qual não consigo conclusão definitiva, considerando as dois caminhos possíveis à vista:
Para enterrar definitivamente o PT e alijá-lo da vida pública brasileira:
1 - Jogamos todas as nossas fichas no impeachment da sra. DIImáh? ou
2 - Deixamos que o PT se acabe por si mesmo, com mais três anos de esbórnia e de total degradação do País?
A opção um, que parece ser a mais óbvia e eficaz, pode trazer em seu bojo uma terrível armadilha: alijada agora a sra. DIImáh do Poder com sua troupe PTista-sindical, qualquer um, ou qualquer sistema que vier a substituí-la, estarão fadados ao fracasso, tal o estado de descalabro e de descontrole em que se encontra hoje o nosso País! Não há milagre nem santo algum que consigam reerguer este País, em três anos, no estado em que ele será deixado por esses criminosos! Aí, a armadilha escondida se fará presente, em 2018, com a volta dos mesmos salvadores da Pátria - Lulla e toda a sua gangue de criminosos - que se postarão de arautos de um novo tempo, em cima do que restou da destruição deixada pelo próprio PT até 2016 e não resolvida até 2018, por quem assumir o bastão!...
No estado em que se encontra hoje o PT, o impeachment da sra. DIImáh é a única opção para a sua possível sobrevivência!... É sua única tábua de salvação! 
A opção dois, mais demorada e mais sofrida, pode produzir frutos duradouros a longo prazo, apesar de nos deixar com uma incógnita preocupante: o Pais e todos nós, conseguiremos chegar vivos até 2018, diante da calamidade global em que estão vivendo nossas Instituições e todos nós? Mas, uma coisa é certa: não havendo impeachment, o PT se enterra a si mesmo...
Estão, pois, aí, essas duas opções para sua análise e reflexão... Se você encontrar uma saída inquestionável, avise-me... De minha parte, apesar dos riscos, tenho uma certa inclinação pela opção nº dois!...
De qualquer modo, parece que, em ambos os casos, poderemos estar diante de uma inútil vitória de Pirro: nessa altura, diante do descalabro a que chegamos, ainda haverá alguma saída? (Márcio Dayrell Batitucci) 

Só um golpe salva o PT.
Não é à toa que dia sim, outro também, petistas vivem a bradar palavras de ordem contra possível golpe para tirar Dilma do governo. Na verdade, é um apelo, quase um grito de misericórdia, para que a oposição caia na provocação e cometa essa inconsequência. Hoje, o partido agoniza em praça pública em decorrência direta dos próprios malfeitos que perpetrou ao longo de mais de 12 anos de governo.
Rejeitado e impopular como nunca antes na história deste país, o PT teme sair estraçalhado das urnas nas eleições do ano que vem. Mas não, claro, se tiver a mãozinha de algum aloprado que abrevie a agonia da presidente. Renunciar pega mal. Mas, sabem bem os petistas, é preciso, urgentemente, jogar essa herança maldita, urdida por Lula e Dilma, nas costas de um sucessor qualquer.
Como num passe de mágica, quem assumir o país quebrado logo passará de Cinderela a Geni. É tudo o que Lula gostaria. É tudo o que o PT quer. No mesmo dia, eles iniciariam o marketing da redução de danos, deixando o papel de vilões para se transformar em vítimas de golpe das elites. Estaria ressuscitada a campanha do nós contra eles. Ricos seriam acusados de derrubar o governo que mais fez pelos pobres na história do Brasil. Duvidam que a encenação prospere?
Hoje, sem rumo, o PT - que chegou ao Planalto com o discurso de que não rouba, nem deixa roubar - paga um justo preço pela traição à agenda ética; pelas veias abertas da roubalheira institucionalizada que as investigações da Lava-Jato expuseram e ainda expõem na Petrobras; pela prisão de dirigentes do partido acusados de envolvimento na rapina; pela incompetência em fazer reformas estruturais mínimas capazes de levar cidadania a todos os estratos sociais da população. Sim: bolsa distribui renda e rende voto. Mas só isso basta?
Sem um golpe para salvá-lo, o populismo petista cava o próprio buraco. Chega ao fim sem nunca ter feito nada para alçar a educação à prioridade nº 1 da República. O slogan Pátria Educadora é uma vergonha: no país, só 11% dos alunos de escolas públicas que concluem o 3º ano da educação fundamental têm o nível ideal de leitura. Pior, os avanços sociais, talvez a única iniciativa louvável do partido, já começam a ser destroçados pelo próprio governo em meio à crise que o devora - e também a todos nós - sem dó, nem piedade. (Plácido Fernandes Vieira, Correio Braziliense) 

2015, um ano difícil para o PT.
A reprovação à presidente Dilma chegou a 71%, pior índice já registrado pelo Datafolha.
É consenso entre analistas e integrantes da política partidária brasileira: 2015 foi um ano particularmente difícil para o PT.
Atingido por sucessivas crises, o partido sofreu desgastes provocados pela prisão de nomes importantes da legenda, por corrupção, como o senador Delcídio do Amaral e o tesoureiro João Vaccari Neto, pelas revelações da operação Lava Jato, pela alta reprovação à presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula, pelas dificuldades na economia e pela insatisfação da própria base social com os rumos do governo.
Agravado pelo acolhimento de um pedido de impeachment contra Dilma, no Congresso, em dezembro, o atual cenário político anuncia um 2016 pouco previsível, mas com prognósticos eleitorais pessimistas. Para cientistas políticos ouvidos pelo UOL, este ano pode ter marcado o fim de um ciclo para o Partido dos Trabalhadores. 
O PT já é considerado um capítulo da história política recente do Brasil, mas não acredito que ele ainda possa ser um fator de inovação, opina Michel Zaidan, professor da coordenador do Núcleo de Estudos Eleitorais, Partidários e da Democracia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). Ele já deu a sua contribuição, como o PSDB e o PMDB também já deram, completa.
Para Zaidan, o partido está no seu anticlímax, recolhendo não os louros das realizações de 13 anos no poder, mas os espinhos. Acredito que o PT não sairá incólume do fim desse processo. Mas o mais grave é sair com um arranhão grande na sua biografia política, conclui. Ex-governador do Rio Grande do Sul e ministro das Cidades no primeiro governo Lula, Olívio Dutra é um dos fundadores do partido, que celebrou os 35 anos de criação em fevereiro. Duro em suas declarações, o gaúcho diz que o cúpula do partido precisa fazer uma autocrítica séria e profunda e deve um pedido de desculpas à sociedade brasileira.
Esse ano realmente mostrou a debilidade do PT no que diz respeito a sua relação com o projeto estratégico de um partido que não surgiu de cima para baixo e foi se deixando envolver em um projeto político que nada tem de transformador, que na verdade é uma imitação desqualificada da política tradicional, contra a qual sempre nos opomos, declara Olívio. Muitas pessoas ingressaram no PT porque viram a possibilidade de chegar ao poder, e o partido foi deixando isso acontecer.
Desapontados com a mudança na agenda no início do segundo mandato, em decorrência da crise econômica, militantes do partido deram logo no primeiro dia do ano, durante a posse de Dilma, mostras do distanciamento e o desprestígio do partido com suas bases sociais. Após o PT ter dito que tentaria trazer cerca de 30 mil pessoas para assistir à cerimônia, apenas 6.000 apareceram na Praça dos Três Poderes.
Apesar da decepção evidenciada quando diz que o partido virou exclusivamente institucional, o petista credita a essas bases um papel fundamental em uma possível recuperação dos princípios que nortearam a criação da legenda. Devem e têm condições de se reanimar, de reincendiar um processo de cidadania importante. O PT pode não liderar esse processo, mas tem que fazer parte, afirma.
O cientista político Ricardo Ismael, professor da PUC-Rio, diz que as eleições do ano que vem podem responder qual foi o tamanho do estrago. Para que o PT possa ter alguma chance, vai depender de Lula e de algumas figuras como o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, opina. Ele destaca ainda que existe uma crise no sistema partidário, que chama atenção desde as manifestações de 2013, muito maior que somente o PT.
Mas por que o Partido dos Trabalhadores parece ser o mais atingido? Certamente há um cansaço com o partido, por estar há muito tempo no poder, mas o problema maior é de outra natureza. Em 1992, o PT foi às ruas cobrando a queda de Collor por conta da corrupção, pela ética na política. A impressão é que aquele discurso foi jogado fora, e isso atinge a duramente a imagem do partido.
No início do ano, a senadora Marta Suplicy deu uma entrevista criticando o próprio partido e afirmou que ou o PT muda ou acaba. Meses depois, ela se desfiliou da legenda e divulgou vídeo no qual disse que o partido acabou se desviando do caminho e se contaminando com o poder. Ela se filiou ao PMDB e pretende disputar a prefeitura de São Paulo em 2016.
Com a experiência de ter participado da fundação em 1980 e de ter cumprido três mandatos como senador pelo partido, Eduardo Suplicy é categórico: este foi o ano mais difícil da história do PT. Houve alguns erros graves e alguns gravíssimos. Todos eles nos machucaram muito. Foi muito difícil, especialmente por causa de tudo que apareceu na operação Lava Jato. Acredito que a responsabilidade de cada um deve ser apurada para prevenir e corrigir os problemas, diz o ex-senador, hoje secretário de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo. "Devemos procurar agir da forma mais correta e condizente com os propósitos que nos fizeram fundar e acreditar no partido, conclui. 
Os partidos de proa ou pequenos continuam no recesso, mas agindo no se refastelar no poder, se reunindo aqui e acolá, meios a manter cargos, custos no tema impeachment e olham os Três Poderes com um pessimismo e o povo com certo temor. O eleitor, aparentemente apático, poderá mudar, ou iremos até as calendas vendo naufragar mais e mais o país com a presidente mentindo que tudo mudará. (AA)

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