20 de jan de 2016

Cada país com seu Zé Maria...

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• Advogado-geral da União diz ser contra anistia a executivos envolvidos em fraudes. Posição de Adams contradiz proposta sobre acordo de leniência defendida pelo deputado Vicente Cândido. Para especialista, MP ganhou pecha de arrego a empreiteiras.
• Sob pressão, Banco Central define hoje taxa de juros. Mercado prevê aumento; hoje, Selic está em 14,25% ao ano. 
• Casos de dengue no Rio têm aumento de mais de 200%.
O negócio do Collor é dinheiro, afirma Cerveró. Ex-diretor da Petrobrás afirma que senador não arrecada para partido, mas para ele mesmo
• Dilma e Temer ensaiam reaproximação. Presidente e vice têm encontro hoje; esta é a primeira reunião após envio de carta com reclamação a petista.
• Fundo da Petrobrás barra recuperação da Sete Brasil. Sete Brasil esperava sensibilizar a Petrobrás e o governo para a necessidade de fechar o acordo e evitar a demissões. Para a Petros, pedido de recuperação só pioraria a já frágil condição da empresa de sondas.
• Vírus zika cruza placenta durante a gestação, aponta estudo. Cientistas do Instituto Carlos Chagas, da Fiocruz, começam a ver os primeiros indícios de como seria a transmissão. Falta de recursos para pesquisa afeta laboratórios. 
• Delcídio pedirá quebra de sigilo telefônico de filho de Cerveró.
• Juiz federal aceita denúncia sobre corrupção na Petrobras desde 1999.
• Firmas ligadas a lobista captaram R$ 570 milhões do fundo Postalis. 
• Moro convida advogados a refutarem as provas.
. Acusado num manifesto firmado por 105 advogados de transformar a Lava Jato numa espécie de inquisição, o juiz Sérgio Moro reagiu com precisão cirúrgica. Num despacho referente a processo estrelado por Marcelo Odebrecht, o juiz insinuou que os doutores deveriam parar de tentar retocar a radiografia, para começar a cuidar dos pacientes. Tomados pelas evidências, encontram-se em maus estado.
. Divulgado na última sexta-feira (15), o manifesto dos advogados, entre eles os da Odebrecht, anotou que consolidam-se como marcas da Lava Jato o desrespeito ao direito de defesa e o desvirtuamento do uso da prisão provisória, dentre outros vícios. Sem mencionar os críticos, Moro deu a entender que o problema é outro: falta aos advogados um certo nexo e alguma matéria-prima para enfrentar os fatos...
• Relatório da OIT revela que Brasil terá 700 mil desempregados em 2016. Entidade diz que 700 mil devem ficar desempregados no País, que terá maior alta entre grandes economias. 
• AGU admite novo prazo para pagamento de multa por rompimento de barragem em Minas. O rompimento da barragem derramou 32 milhões de metros cúbicos de lama de rejeitos no Rio Doce. Samarco ganha mais prazo para depositar R$ 2 bilhões após rejeitos de barragem que tomaram cidades em Minas. Em ação, empresa deve pagar, no total, R$ 20 bi; parcela inicial deveria ser paga até esta quarta. 
• CPMF só deve ser discutida após impeachment, diz vice-líder do governo. Entidades dizem que governo Dilma não tem legitimidade para aumentar impostos. 


• Petróleo derruba as principais Bolsas europeias. Petrobras diz que iniciou negociações para vender fatia em ativos na Argentina. 
• Ações chinesas caem com aprovação de novas IPOs; Japão recua com força. 
• Maduro pede à oposição e ao setor privado apoio na crise. 
• Quase 300 cidades chinesas registram em 2015 poluição acima do recomendado. 
• Coreia do Sul e EUA discutem resposta ao teste nuclear norte-coreano. 
• Estado Islâmico liberta 270 civis sequestrados na Síria. 
• Ataque a universidade no Paquistão deixa pelo menos 25 mortos. 

O mais rico dos carnavais.
O costume tem sido programar o Carnaval com bastante antecedência. Como agora, porém, jamais aconteceu. Porque logo depois de encerrado o desfile da última escola de samba, daqui a duas semanas, a turma já começou a trabalhar para o próximo, de 2017. Por conta da crise que nos assola, mudanças estão sendo engendradas. Novas escolas se organizam, antes mesmo de as atuais terem pisado o sambódromo.
Unidos do Lava Jato é uma escola em formação que pensa arrebentar as arquibancadas com o samba enredo Não Sobrou Ninguém, entoado pelo coro da Papuda. O destaque vai para a Ala dos Delatores. A Bateria das Empreiteiras e dos Advogados empolgará o público pela riqueza de recursos já postos à sua disposição. 
Também forte candidata ao primeiro lugar, seguir-se-á a Estação Primeira dos Depósitos no Exterior, com a Comissão de Frente composta por ex-deputados e senadores então destituídos de seus mandatos, exibindo recibos de repatriamento de grandes fortunas e distribuindo notas de dólar para a plateia. Fantasiados de Irmãos Metralha desfilarão os que contribuíram para a desvalorização do real, seguidos por singular bateria, onde em vez de bumbos, seus integrantes portarão elegantes maletas de couro com ressonância especial.
Lugar de honra será ocupado pela Escola dos Companheiros do Ali Babá, muito mais do que 40, com o bloco Dólar na Cueca dando passagem aos Abandonados Pelos Chefes, coro de lamentações destinado a arrancar lágrimas da assistência. Para compensar a tristeza, um carro alegórico na forma de imenso jatinho, ocupado por beldades peladas que homenagearão as rosas e cantarão Está Faltando Um.
Os planos vem sendo elaborados em completo sigilo, por isso as informações são curtas, a ser confirmadas apenas no próximo ano, ignorando-se quais os novos grupos em preparação e, acima de tudo, os seus patrocinadores. Uma coisa, porém, é certa: será o mais rico carnaval de todos os tempos, mesmo sob o risco de ser financiado do fundo da cadeia. (Carlos Chagas) 

O laço e o abraço.
Meu Deus! Como é engraçado! 
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas. Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido. 
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço. 
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita. Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade. 
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços. E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam. 
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço! (Mário Quintana) 

Extraordinária animação, num restaurante com retroprojector sobre a mesa, para distrair os seus clientes enquanto esperam para serem servidos.
Balanço da situação.
Balanço prévio - De tempos em tempos, com o propósito de analisar e/ou avaliar as ações e decisões tomadas no passado, nada mais recomendável do que fazer um minucioso balanço. Por óbvio, quanto mais rica for a análise mais transparente fica a taxa de êxito ou de fracasso das decisões.
Paraíso perdido - Pois, quem fez um importante balanço, elencando perguntas e respostas dos resultados obtidos desde o momento em que a dupla Lula/Dilma sentou no trono do nosso pobre país, foi o jornalista J.R.Guzzo, da revista Veja. Com o título: Paraíso Perdido, Guzzo descreve assim o levantamento que fez: Onde?
1 - Onde foi parar neste começo de 2016 o carrinho novo que, segundo o ex-presidente Lula, o operário brasileiro finalmente teve dinheiro e crédito para comprar, por conta das virtudes de seu governo?
2 - Onde andariam todos os trabalhadores humildes que deixaram a elite inconformada por começarem a viajar de avião, pela primeira vez na história deste país?
3 - Onde poderia estar circulando neste momento o Trem-Bala que, segundo Lula garantiu mais de uma vez, seria inaugurado dali a pouquinho e calaria a boca dos que torcem contra o governo? Alguém sabe?
4 -Alguém já conseguiu tirar uma caneca de água da transposição do Rio São Francisco?
5 - O que aconteceu com a conta de luz barata e com a lição de economia que a presidente Dilma Rousseff deu ao planeta em 2013?
 O Brasil, assegurou ela, acabava de provar que era possível, sim, crescer, distribuir renda, baratear a vida para os pobres e ter finanças sadias, tudo ao mesmo tempo, em meio a um mundo cheio de dificuldades. Não só isso. Seu governo acabava de colocar o Brasil numa situação privilegiada perante a comunidade das nações, com energia cada vez melhor e mais barata, mais que suficiente para o presente e o futuro. Os pessimistas tinham sido derrotados, informou Dilma.
Como ficou?
6 - E os juros? Na mesma ocasião, a presidente comunicou que os juros estão caindo como nunca - e hoje?
7 - Outra coisa: sabe-se da existência de algum posto onde seria possível comprar gasolina barata, feito de que o governo tanto se orgulhava até o encerramento da eleição presidencial de 2014?
8 - O Brasil entrou, afinal, na Opep, como Lula previa diante da nossa transformação em potência na produção de petróleo? 
Aliás, por falar nisso, quando foi a última festa para comemorar mais uma descoberta do pré-sal, com Lula e Dilma fazendo aquelas marcas pretas de óleo nos uniformes cor de laranja com que eram fantasiados?
Procuram-se notícias, também, do real forte - tão forte que iria dispensar o dólar nas transações internacionais do Brasil, pelas altas análises do Itamaraty.
Mais ainda...
9 - Seria interessante saber onde foi parar o investment grade que as grandes agências mundiais de avaliação de risco deram ao Brasil pouco tempo atrás - prova definitiva, segundo o governo, de que o mundo capitalista enfim se curvava diante da gestão econômica de Lula, Dilma, PT e de suas políticas sociais.
10 - O mesmo se pode perguntar em relação ao gostinho declarado pelo ex-presidente em ver o Primeiro Mundo em crise e o Brasil correndo para o abraço.
11 - Onde está o pleno emprego?
12 - Onde está a Pátria Educadora?
13 - Onde está o maior programa de distribuição de renda já visto na história da humanidade?
14 - Carrinho novo? A indústria automobilística acaba de ter, em 2015, o pior desempenho em quase trinta anos - isso mesmo, desde 1987, nas remotas profundezas do governo José Sarney. 
Mais mentiras
15 - As companhias de aviação estão de joelhos; se estão perdendo até os passageiros ricos, imagine-se os pobres.
16 - A energia barata virou uma piada: as contas de luz subiram 50% em 2015, e vão subir de novo neste ano.
17 - Os juros andam perto de 15% - um paraíso mundial para os rentistas com os quais a esquerda brasileira tanto se horroriza nos discursos e a quem tanto favorece na vida real. 
18 - No assunto petróleo, o que se tem, acima de tudo, é uma Petrobras que o governo quebrou, por ladroagem e incompetência, e hoje não tem dinheiro para investir nada; na verdade, ela jamais deveu tanto. 
19 - O real perdeu 50% do seu valor no ano passado, e voltou, após mais de vinte anos, à sua condição de moeda bananeira.
20 - O governo presidiu uma recessão de 3,5% em 2015 - isso em cima de crescimento zero em 2014 - e prepara-se para socar na economia outro recuo neste ano, de 2,5% ou mais. 
21 - Há 10 milhões de desempregados neste país, no corrente mês de janeiro. 
22 - O último IDH, uma das medidas mundiais mais respeitadas para avaliar o bem-estar dos países, deixou o Brasil em 75º lugar - e quem pode achar que está bem, em qualquer coisa, se fica no 75º lugar? 
23 - O investment grade sumiu: como o Senhor, na Bíblia, a Moody’s, a S&P e a Fitch dão, a Moody’s, a S&P e a Fitch tiram.
É este o país que resultou, na prática, dos treze anos de Lula, Dilma e PT. Ninguém no governo tem a menor ideia de como sair disso - nem poderia ter, quando o seu único objetivo, hoje em dia, é ficar de bem com o senador Renan Calheiros e traficar no Congresso um jeito para escapar do impeachment. Daí só se pode esperar que as coisas continuem piorando, piorando, piorando - até que chega um dia em que continuam a piorar
Entre os destaques de indicadores desta terça-feira está o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que subiu 0,83% na segunda prévia de janeiro, ante 0,50% na segunda prévia do mês anterior. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, este resultado representa uma alta de 10,61% no índice no acumulado de 12 meses.
O FMI piora as projeções para o Brasil e estima uma retração de 3,5% da economia em 2016, além de PIB estagnado em 2017. Alguém duvida?
Dez medidas contra a corrupção - Como pode ser visto através do contador que o MPF disponibiliza no seu site, o número de assinaturas colhidas chegou a 1.237.015. Vamos lá gente. Façam de tudo para que seus amigos e familiares assinem. Quanto mais rápido chegarmos ao número mínimo (1,5 milhão), mais rápido a Lei de Iniciativa Popular entrará em vigor. (GSPires) 

D. Pedro II
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Uruguaiana/Museu Estaleiro Martimiano Benites.
Dom Pedro II, brilhava como o sol aqui em Uruguaiana, era o imperador que estava aqui...para expulsar as tropas invasoras, guerra do Paraguai, 1865.
Após 2 dias da expulsão da família Imperial, todos seus bens foram saqueados pelos militares e outros leiloados por preços irrisórios. Dona Teresa Cristina morreu em poucos meses (o enterro foi pago por amigos, devido a difícil situação financeira do Imperador), Pedro Augusto teve que ser trancado em uma cabine pois não parava de gritar e tremer. O único que o acalmava era seu avô Pedro II, que entrava na cabine sentava ao chão e o abraçava em prantos, dizendo que tudo ficaria bem. Quando a família Imperial chegou a Lisboa uma multidão esperava no porto junto aos seus familiares, aonde foi oferecido um palácio e uma voluptuosa fortuna e renda mensal para Pedro. Porém eles não aceitaram qualquer tipo de ajuda financeira dos parentes portugueses, mesmo Pedro tendo o título de Arquiduque em Portugal, Filho do Rei Pedro, Irmão da Rainha Maria da Glória e Tio do reinante da época. Dona Isabel, Conde D’eu e seus 3 filhos foram para o palácio D’eu, de seu pai o Duque D’eu, na França. Aonde tiveram uma vida confortável diante a fortuna que a família D’eu possuía. Pedro II e Pedro Augusto partiram para o centro de Paris, aonde se hospedaram em um simples hotel de 3 estrelas, pago por um grande amigo de Pedro, que viajou logo em seguida para Europa quando soube do acontecido. Pedro Augusto preferiu ficar em casa de uma amiga íntima de Freud, que tinha grande estima pelo rapaz, um lugar maior e mais sossegado para acalmar o sofrido jovem. A casa ficava 2 quarteirões do hotel aonde Pedro se hospedara, então as visitas de seu avô eram diárias, onde levava seu neto aos museus e bibliotecas da cidade luz.
Tudo parecia que estava em formação, uma nova realidade para todos, e a vida continuava. Pedro adorava dar aulas na principal biblioteca de Paris para universitários, de história, geografia, botânica, grego e inglês. Sua rotina se resumia em acordar bem cedo, preparar suas aulas, ir para biblioteca, visitar exposições, visitar amigos, tomar café pela tarde e ler até 5 livros em uma única madrugada. Pedro adorava traduzir de forma perfeita as maiores obras literárias para o português, e foi o primeiro a traduzir a obra Mil e uma Noites do árabe original para o português do Brasil. A relíquia encontra se na biblioteca nacional de Coimbra em Portugal.
Em 1890, uma pneumonia instalou-se em seus pulmões, o limitando a ficar na cama de solteiro de seu quarto, escrevendo seus amados contos e poesias e lendo seus livros preferidos.
Alguns meses após a doença e tratamento sem bons resultados, morrera naquela cama sozinho, com um saco de areia da praia de Copacabana em seu bolso. O velório foi digno de um imperador da França, devido a tal prestigio que Pedro gozava entre os intelectuais e nobres da Europa. Um cortejo de mais de 500 mil pessoas tomou a rua de Paris, e todas as honras Monárquicas foram feitas pelo governo Francês. Um fato histórico, pois nunca Paris tinha se mobilizado tanto, nem mesmo por falecimento de governantes locais. Reis, Rainhas, nobres, burgueses de todo o mundo estavam presentes no velório e no cortejo, como a Rainha Vitória da Inglaterra, o presidente dos Estados Unidos e centenas de amigos intelectuais como o próprio Freud e o filósofo Friedrich Nietzsche./ O Governo Militar ditatorial brasileiro, revoltou-se pelo tamanho da comoção mundial envolta do falecimento de Pedro II. Rompendo acordos diplomáticos com a França, Inglaterra e Alemanha. Nenhum representante do novo governo brasileiro foi mandado para o enterro do expulso Imperador. A mídia fechada pelos militares no Brasil, não puderam ao menos noticiar o falecimento do Monarca. A grande maioria do povo brasileiro só soube do acontecido 3 meses depois. 
Fonte: Diário Barão e Baronesa de Loreto, Museu Imperial de Petrópolis, Biblioteca Nacional RJ.

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