12 de dez de 2015

Zikando por aí...

• MP do Rio diz que policiais do Bope presos pediam desculpas a traficantes. 
• Árvore de Natal da Lagoa será inaugurada neste sábado no Rio. 
• Após Levy ameaçar sair, ministro e Dilma se reconciliam. Levy disse poder deixar comando da Fazenda se a meta fiscal for zerada. 
• O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a transferência do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) da carceragem da Polícia Federal em Brasília para o quartel da Polícia Militar do Distrito Federal; o pedido foi feito pela defesa do senador. 
• Definição do rito do impeachment abre disputa entre Renan e Cunha. Para Calheiros, caberia ao Senado dizer se decisão dos deputados deve prosperar. 
• Presidente da OAS é preso em investigação de desvios. Operação apura superfaturamento na transposição do rio São Francisco. 
• OAB pede afastamento de Cunha do comando da Câmara. 
• Samarco fazia obra no dia do rompimento de barragem. Unificação de Germano e Fundão criaria megabarragem; empresa não comenta. 
• PF mira Transposição do Rio São Francisco e de cara já acha desvio de R$ 200 milhões. A PF vai ter serviço até a próxima geração de policiais, sobretudo, quando mexerem na caixa-preta do BNDES. Por hora, essa da Transposição que nunca acaba. 
• Janot opina por anular comissão do impeachment. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomenda a procedência parcial da ação que questiona o rito de impeachment de Dilma Rousseff adotado pela Câmara; ele considera inconstitucional a sessão secreta que escolheu os integrantes da comissão especial do impeachment, e recomenda aos ministros do STF que decidam pela anulação da sessão e determinem a realização de uma nova, aberta. 
Crise? é só deixar de comer carne diz ex-presidente Lula ao jornal espanhol El País
• PGR condena voto secreto para escolha de comissão do impeachment. 
• Dilma tenta judicializar o debate sobre o impeachment. Dilma pede ao STF anulação do impeachment aceito por Cunha. 
• Operação da PF em obras do Rio São Francisco prende presidente da OAS.
• Aliados manobram para que Cunha seja julgado só depois do impeachment de Dilma. 
• FHC contraria Aécio na acusação de que Dilma usa estrutura do governo em sua defesa. 
• A Polícia Federal expediu mandado para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja intimado a prestar depoimento na Operação Zelotes sobre o suposto esquema de compra de medidas provisórias editadas em seu governo e no da presidente Dilma Rousseff. O mandado 6262 é do dia três de dezembro e define o comparecimento do ex-presidente na próxima quinta-feira, dia 17, na sede da Polícia Federal em Brasília. PF intimará Lula a depor sobre os negócios de filho. Investigadores querem ouvi-lo sobre empresa de Luís Cláudio Lula da Silva. 
• Indústrias atrasam parcelas de crédito do BNDES. Empresas querem condições ainda mais favoráveis de pagamento. 
• Anvisa libera fase final de testes para vacina da dengue. Imunização será em dose única e servirá para os quatro tipos da doença. 
• Justiça do Rio suspende eleição para vice-presidente da CBF. O dirigente paraguaio Juan Ángel Napout foi preso na Suíça por suspeita de corrupção.

• Fidel Castro aconselha Maduro a ir para guerra e matar todos oposicionistas. 
• Preso na Suíça, Napout renuncia e uruguaio assume presidência da Conmebol. 
• Desafios argentinos: Mauricio Macri tem a missão de reunificar seu país e recuperar a credibilidade perdida. Novo governo argentino deve encerrar acordo com Irã. Ministro da Justiça anunciou fim da luta pela legalidade do tratado. 
• Proposta para o clima prevê revisão do acordo a cada 5 anos. Cientistas veem novo esboço de acordo como insuficiente. Texto negociado apresentado na manhã deste sábado, em Paris. 

Eduardo no Planalto.
Sobreviverá a Câmara dos Deputados a um ano inteiro, no caso, 2016, com Eduardo Cunha na sua presidência? Na hipótese dele escapar do Conselho de Ética e, eventualmente, até do Supremo Tribunal Federal, não haverá outro jeito senão aceitá-lo na direção dos trabalhos, aliás, até fevereiro de 2017. Poderá aprontar o que quiser. Com Dilma, o parlamentar fluminense permanecerá como o segundo na linha sucessória. Se Madame for afastada e Michel Temer assumir, quantas vezes Eduardo Cunha ocupará o palácio do Planalto? Afinal, faz tempo que viagens presidenciais ao exterior tornaram-se obrigatórias.
Vale prospectar, assim, possibilidades variadas para os períodos em que o atual presidente da Câmara estará exercendo a chefia do governo. Para começar, ele poderia mudar o regime, alegando a iminência da desagregação nacional. Motivos de força maior exigiriam a volta à Monarquia. Eduardo I colocaria em sua cabeça a coroa imperial, distribuindo títulos de nobreza a todos os aliados, quem sabe até dissolvendo o Congresso e nomeando interventores nos estados.
Outra alternativa seria decretar o Estado Novíssimo, alegando o perigo comunista e tornando-se ditador. Criaria outro Tribunal de Segurança Nacional, encarregado de julgar e condenar todo cidadão brasileiro que ousasse falar em democracia. Extinguiria a liberdade de imprensa, as eleições e os tribunais, editando uma nova Constituição, cujo primeiro artigo estabeleceria que obedecer é obrigação de quantos habitam nosso território.
Haverá que cogitar na prerrogativa de o presidente interino baixar Atos Institucionais, começando por transformar a interinidade em permanência indefinida. Como também dispor que o tesouro nacional passe a ser propriedade integral do chefe do governo. Por que não mudanças no Código Penal, determinando a flagelação preventiva aos maiores de dezoito anos, de forma a enquadrar a população na arte da obediência eterna? Ou o banimento para quem se insurgir contra a obrigação de, três vezes por dia, em casa, no trabalho ou na rua, gritar viva Eduardo! Sem esquecer que cada contribuinte, sob pena de perda de cidadania, passe a depositar metade deu salário na conta presidencial aberta em todos os bancos públicos e privados.
Mil novas sugestões estão em aberto, bastando enviá-las por meios eletrônicos, cartas ou pombo-correio para a presidência da Câmara dos Deputados. (Carlos Chagas) 

A capa de herói de Roberto Jefferson.
Se o mensalão não tivesse existido, ou se não fosse descoberto, ou se Roberto Jefferson não o denunciasse, muito provavelmente não seria Dilma, mas Zé Dirceu o ocupante do Palácio da Alvorada, de onde certamente nunca mais sairia.
Roberto Jefferson tem todos os motivos para exigir seu crédito e nossa eterna gratidão por seu feito heroico: Eu salvei o Brasil do Zé Dirceu.
Em 2005, Dirceu dominava o governo e o PT, tinha Lula na mão, era o candidato natural à sua sucessão. E passaria como um trator sobre quem ousasse se opor à sua missão histórica. Sua companheira de armas Dilma Rousseff poderia ser, no máximo, sua chefe da Casa Civil, ou presidente da Petrobrás. Com uma campanha milionária comandada por João Santana, bancada por montanhas de recursos não contabilizados, vindos da corrupção deslavada pelo nosso Delúbio, e Lula com 85% de popularidade animando os palanques, massacraria Serra no primeiro turno e subiria a rampa do Planalto nos braços do povo, com o grito de guerra ecoando na esplanada: Dirceu guerreiro/do povo brasileiro. Ufa!..
A Jefferson também devemos a criação do termo mensalão. Ele sabia que os pagamentos não eram mensais, mas a periodicidade era irrelevante. O importante era o dinheirão. Foi o seu instinto marqueteiro que o levou a cunhar o histórico apelido que popularizou a Ação Penal 470 e gerou a aviltante condição de mensaleiro, que perseguirá para sempre até os eventuais absolvidos. O que poderia expressar melhor a ideia de uma conspiração para controlar o Estado, com uma base parlamentar comprada com dinheiro público e sujo, roubado do povo brasileiro? Nem Nizan Guanaes, Duda Mendonça e Washington Olivetto, juntos, criariam uma marca mais forte e eficiente.
Mas, antes de qualquer motivação política, a explosão do maior escândalo do Brasil moderno, quiçá do mundo, é fruto de um confronto pessoal, movido pelos instintos mais primitivos, entre Jefferson e Dirceu. Como Nina e Carminha da política, é a história de uma vingança suicida, uma metáfora da luta do mal contra o mal, num choque de titãs em que se confundem o épico e o patético, o trágico e o cômico, a coragem e a vilania. Feitos um para o outro!
O chefe sempre foi José Dirceu. Combativo, inteligente, universitário - não sei se completou o curso - fala vários idiomas, treinado em Cuba, de onde é e sempre será agente do serviço secreto de Castro, e na Antiga União Soviética, entre outras coisas, se aprimorou em guerrilha e guerra ideológica. E com uma fé cega em implantar a Ditadura do Proletariado a La Cuba, no Brasil e no resto do continente.
Para isso usou e abusou de várias pessoas e, a mais importante - pelos resultados alcançados - era Lula. Ignorante, iletrado, desonesto, sem ideais, mas um grande manipulador de pessoas, era o joguete ideal para o inspirado José Dirceu. Lula não tinha, nem nunca terá, caráter nem ética, e até contava, entre risos, que sua família só comia carne quando seu irmão roubava mortadela no mercado onde trabalhava. Ou seja, o padrão ético era, e sempre será, vil e horrendo. E ele, o Dirceu, que fizera tudo direitinho, estava na hora de colher os frutos e implantar seu sonho no país.
Aí surgiu Roberto Jefferson... E deu no que deu. Ladrão que ferra ladrão, a lei lhe confere um tanto de perdão. (Nelson Motta)

Hesitação inexplicável.
Grau de investimento - A perda do grau de investimento por parte do nosso pobre país, que as agências de classificação de risco estão demorando para anunciar, é tida como certa e indiscutível faz tempo. Ou seja, quando a nota for divulgada, nenhum habitante do planeta ficará surpreso. 
Mão firme - Aliás, a surpresa está apenas na inexplicável hesitação dos analistas. Coisa que não acontece com o governo Dilma Petista, que para mostrar ao mundo todo que tem mão firme e decide com presteza e determinação, a cada dia que passa afunda ainda mais a pobre economia do nosso país. 
Exorcismo - Para bom entendedor está mais do que evidente que para os petistas e assemelhados o grau de investimento é o selo do demônio. Como tal fica claro que a Matriz Econômica Bolivariana, urdida nos laboratórios do Foro de São Paulo, foi imposta com o propósito de fazer o exorcismo de tudo que levou o país a obter o investment grade
Possessão demoníaca - Aliás, a possessão demoníaca petista é tão devastadora de mentes, que até o ministro Levy, em entrevista que concedeu à GloboNews, na sexta-feira da semana passada, mostrou o quanto está com o diabo no corpo ao dizer que o aumento de impostos que o governo está pretendendo tem como propósito ajudar nas contas altamente deficitárias da Previdência.
Verdugo - Ora, tal declaração faz do ministro um verdadeiro verdugo, ou seja aquele que dá o golpe fatal no povo, tirando-lhe os órgãos vitais para entregar de mão beijada aos funcionários públicos, considerados Cidadãos de 1ª Classe, que recebem inúmeras vantagens e aposentadorias privilegiadas.
Reforma radical - O que impressiona, e muito, é que a capacidade de discernimento dos governantes em geral, principalmente os petistas, é praticamente nula. A Previdência Social, tanto a do INSS (que atende ao público de segunda classe) quanto a dos funcionários públicos (que fazem parte da seleta primeira classe) precisa, urgentemente, de uma reforma radical e não de mais impostos.
Zerocefalia - Infelizmente, o ministro Levy, que pensa de acordo com todos que já estão dominados pela zerocefalia, só pensa em aumentar impostos para diminuir o crescente rombo das contas da previdência. Pode? (GSPires)

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