27 de dez de 2015

Um país de Natal e pechinchas....

• Dilma cumpre apenas 11 das 34 metas definidas no início do ano. Metade dos objetivos foi abandonada pela presidente ao longo de 2015. 
• Governo faz manobras para fechar contas de 2015. BNDES repassará R$ 4,8 bi à União para ajudar a pagar pedaladas fiscais
• Tarifas de energia elétrica devem subir, em média, 15% em 2016. 
• Lago de Sobradinho, na Bahia, chega perto do volume morto e pode deixar de gerar energia. 
• Samarco não vai reativar a barragem que ruiu em Minas. Em entrevista à Folha, presidente da mineradora diz que plano de segurança foi seguido e que futuro da empresa terá de ser discutido com a sociedade. 
• Governo eleva impostos enquanto não aprova a CPMF. Receita extra com bebidas e eletrônicos é estimada em R$ 7,7 bilhões. 
• Cunha quer vice no comando da Câmara caso seja afastado. Aliado do peemedebista, Waldir Maranhão (PP-MA) também é alvo da Lava Jato. 
• Dirceu e Delúbio vão pedir fim de suas penas. Petistas condenados no mensalão querem se beneficiar de indulto. 
• Governo bane 288 suspeitos de corrupção. Número é 12% inferior ao do mesmo período de 2014; dados são da CGU. 
• Base política de Delcídio se desintegra depois de prisão. Senador fecha escritório na capital sul-matogrossense e família se muda.
• Depoimentos ligam Lula a reforma de imóvel da OAS. Ministério Público de SP investiga se empreiteira favoreceu ex-presidente.
• Itamaraty economiza 10% do Orçamento com cortes. Pasta poupa R$ 130 mi, mas gasta R$ 330 mi a mais devido à alta do dólar. 
• Governo e estatais lideram a queda no investimento. Tesouro e empresas públicas respondem por 30% da redução dos gastos. 
• Venda de Natal nos shoppings é a pior em 10 anos. Lojistas e redes devem incrementar liquidações em janeiro para compensar. 

• Fio de esperança na Síria: Conselho de Segurança da ONU adota de modo tardio resolução para tentar encerrar guerra no país. 
• Enchentes forçam remoção de 150 mil na América do Sul. Além do Brasil, chuva atingiu pessoas na Argentina, Uruguai e Paraguai. 
• Premiê indiano faz visita surpresa ao Paquistão. Líder indiano se reúne com governante de país rival pela 1ª vez em 11 anos. 
• Israel reagirá ao Brasil, diz indicado a embaixada. Governo debaterá medidas a tomar dentro de dias, afirma Dani Dayan. 

O que significa a aposta na trapaça? 
Desde que o STF jogou o impeachment no colo do Renan, Jacques Wagner não para de comemorar.
Já ganhou! Já ganhou! 
O resto da tropa cumpre linha por linha o script tantas vezes antecipado aqui. No momento tratam de legalizar a corrupção. Liberaram os contratos do governo com as empreiteiras da Lava-Jato; estão legalizando a repatriação do dinheiro roubado…
Agora tem um senadorzinho da gangue do Renan determinando que a rejeição por unanimidade das contas da Dilma pelo TCU não vale nada, tá tudo aprovado
Eles não vão entender nunca. Vão nos matar e morrer junto achando que a vontade deles muda alguma coisa.
Já ganhou! Já ganhou! 
Ganhou o quê?!
A crise só acaba com a vitória da regra. A vitória sobre a regra, essa é a própria crise.
A descrição das amputações e mutilações das instituições por um Luis Inácio Adams fazendo cara de Madre Teresa de Calcutá ou um Edinho Silva com ar de Madalena Arrependida não altera um milímetro o seu caráter criminoso nem reduz o seu efeito corrosivo.
O Nelson Barbosa fica falando sozinho e ninguém perde um minuto com ele. No ano passado, enquanto apunhalava o Levy, só conseguiu cortar R$ 1,5 bi das despesas sob seu controle para uma diferença entre gastos e arrecadação de mais de R$ 50 bi.
Agora o buraco é bem mais embaixo. Quase 21% da dívida pública de R$ 538 bilhões vencem em 2016. Só em janeiro R$ 138 bilhões em títulos pre-fixados terão de ser resgatados.
A arrecadação de todos os níveis de governo está despencando na mesma velocidade vertiginosa com que a economia está derretendo. O crédito privado, assim como o estrangeiro, já sumiu do mapa. Os bancos estatais continuam fingindo que estão vivos mas cheiram mal. E por cima de tudo tem os cacos da Petrobras com o seu meio milhão de funcionários e o petróleo a US$ 38…
Os governadores estão todos quebrados. Não têm dinheiro nem pra pagar o funcionalismo. O povo está morrendo de zika e microcefalia na porta dos hospitais caindo de podres deles. O Pezão e o Eduardo Paes choram que querem mais pra mamãe Dilma mas continuam gastando o que não têm só naquilo que é pra inglês ver um mês na vida, na roubalheira da Olimpíada.
Vão acabar com a Lei de Responsabilidade Fiscal e voltar ao padrão Sarney de gestão de contas públicas - sacar dinheiro que não existe pra ver como é que fica - e, é claro, aumentar e aumentar de novo os impostos. Mas a galinha dos ovos de ouro continuará morta como já está.
E a Dilma lá, feito um zumbi: CPMF!, CPMF!, CPMF!…
 Todos eles sabem pra onde está indo esse barco. É tudo macaco velho. Ganhar eleições é coisa que está completamente fora do horizonte desse pessoal. Foi isso que os levou a apostar tudo na trapaça. Resta saber o que, exatamente, isso significa na cabeça deles: acaba a festa do poder depois de um último free for all ou … ? 
 O Alberto Youssef, que sabe bem com quem está lidando, achou melhor, por via das dúvidas, pensar no assunto na segurança da cela dele lá na cadeia. (Fernão Lara Mesquita) 

Defensores da irresponsabilidade fiscal! 
Em julho de 2007 eclodiu nos Estados Unidos a Crise do subprime, que se derramou em cascata sobre as economias livres. Aqui no Brasil, porém, marxistas dos mais variados tons espocaram rojões. Tempos de festa! Comemoravam o fim do capitalismo.
Era compreensível. Ninguém pode ser comunista se não tiver fé irrestrita no profeta do Das Kapital e em suas escrituras. A festejada catástrofe haveria de mostrar aos infiéis que Marx tinha razão. Surgira a hora do Juízo Final para a economia de mercado. Lembro-me bem de Lula e seus companheiros, Brasil afora, vangloriando-se de que entre nós, sob comando de um governo de esquerda, aquele tsunami não passava de marolinha. De lá para cá, as economias livres foram buscando suas soluções, retomaram fôlego, e o Brasil se arrasta, na contramão e no acostamento, numa recessão de extensão imprevisível.
Além da corrupção, da proverbial e bem motivada incompetência dos governos petistas para quaisquer ações na área da economia, a crise de muitas faces vivida pelo país é causada, também, pela irresponsabilidade fiscal. O petismo sempre foi contra leis de responsabilidade fiscal. Sempre jogou os piores adjetivos sobre quem exigisse dos governantes uso parcimonioso dos recursos públicos. E sempre foi predador de quantos, no exercício das funções de Estado, seguissem critérios de responsabilidade fiscal. O partido se opôs à lei federal que disciplinou a matéria e, no poder, violou-a de um modo que ela define como criminoso. O PT, contra tudo e contra todos, vê mérito no que faz.
Recentemente, aqui no Rio Grande do Sul, o governo Tarso Genro, após quatro anos de gestão, deixou o Estado em situação falimentar de tal proporção que a seu sucessor não restaram nem mesmo as batatas de Quincas Borba. E saiu cheio de razão! Nestes dias, quando o novo governo gaúcho envia à Assembleia Legislativa um projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal estadual, quem se insurge contra ele? Pois é, os mesmos de sempre.
A inevitável conclusão que se extrai de tais condutas é a seguinte: quem se põe contra a responsabilidade fiscal está avisando a todos que quer liberdade para usar desmioladamente os recursos públicos. A nação está constatando isso e pagando o prejuízo.
Convém lembrar que o consentimento sobre tributos, dado por quem os haveria de pagar, e o respectivo controle, estão na origem dos parlamentos e, portanto, do moderno constitucionalismo. No sentido inverso, o desvario gastador leva descrédito às instituições, sobrepeso ao Estado, atrofia e miséria à sociedade. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor)

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