1 de dez de 2015

Será hoje? Dúvida que assalta o povo...

• Governo teme que crise atual leve a alta nos juros em 2016. Assessores presidenciais não descartam que BC eleve a taxa já em janeiro. 
• Dilma entra em campo para salvar meta fiscal. Presidente chamará nesta terça cada um de seus ministros políticos. 
• Presidente impõe prejuízos à diplomacia ao cancelar visitas e ocultar custos. 
• Acordo da Andrade Gutierrez deve prejudicar Odebrecht. Empreiteiras são parceiras em obras; revelações devem respingar na rival. As empreiteiras são parceiras em algumas das maiores obras investigadas, como o Comperj, a usinas Angra 3 e Belo Monte e a reforma do estádio do Maracanã. 
• O último dia do mês de novembro começou em tom negativo: o Boletim Focus mostra que economia doméstica piorou frente à semana anterior. A nova projeção do PIB para 2015 é de queda de 3,19% Para 2016, a queda, por enquanto, é de 2,04%. Já o IPCA esperado para o final de 2015 passou de 10,33% para 10,38%, mas manteve-se estável em 6,64% para o próximo ano. 
• PGR pode pedir o afastamento de Cunha. Ação da Procuradoria pode ser apresentada antes mesmo de o STF decidir se acolhe ou não a denúncia contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro desviado da Petrobras; o caminho seria entrar com uma ação cautelar no Supremo Tribunal Federal, medida jurídica usada no caso da prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS); percepção dos procuradores é que o cenário pode não ser tão favorável a Cunha no Congresso; hoje é o dia da eventual abertura de processo de cassação contra ele no Conselho de Ética da Câmara, em pedido apresentado pelo PSOL. 
• Presidente do PT vai pedir a expulsão de Delcídio. 
• Cunha ameaça impeachment, e petistas discutem salvá-lo. Relatório preliminar de cassação do presidente da Casa será votado nesta terça. Congresso decide futuro de Delcídio, Cunha e do governo. Governo aposta na aprovação da revisão da meta fiscal para não entrar em colapso. No Senado, oposição prepara representação contra petista. Na Câmara, Cunha tenta barrar sua cassação. 
• Bernardo Cerveró, pivô da prisão do senador Delcidio Amaral (PT-MS) e do banqueiro André Esteves, afirmou em depoimento à Procuradoria-Geral da República que o ex-advogado de seu pai Edson Ribeiro, que também foi preso na Lava Jato, lhe entregou R$ 50 mil em espécie durante uma reunião entre os dois, enviado pelo ex-líder do Governo. 
A atuação de um ministro de país emergente deve ir além do compromisso com o equilíbrio fiscal. Precisa incluir um plano de crescimento da economia, investimentos e criação de empregos. Além disso, o ministro tem a obrigação de propagandear seu plano, mostrar que acredita nele, para transmitir e sonhar confiança, diz o dono da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), Benjamin Steinbruch, sobre uma possível troca de Joaquim Levy na Fazenda. 
• Deputados driblam governo e legalizam supersalários. CCJ desfigura projeto do governo que regulamenta o teto do funcionalismo. Pela nova versão, servidor poderá receber até mais que o dobro do atual teto, que é de R$ 33,7 mil, ou seja, mais de R$ 67,5 mil. 
• Petrobras põe à venda duas áreas em produção. Para fazer caixa, a estratégia inicial era negociar áreas em fase de exploração. 
• Paraguai chantageia Petrobras e governo se omite: O Brasil anda tão desmoralizado que o Paraguai resolveu chantagear a Petrobras. O Ministério de Indústria não deixa a subsidiária local da Petrobras importar nafta virgem, não vende o produto e proíbe, sob ameaça, outras distribuidoras de fornecer a matéria-prima, essencial à produção gasolina. Tudo porque exige que a Petrobras compre diesel e gasolina da estatal Petropar, a preços superiores aos de mercado. O governo brasileiro mantém obsequioso silêncio à grave agressão; Eternidade: A demora na liberação da matéria prima para a produção da gasolina e do diesel provoca prejuízos incalculáveis à Petrobras; Pressão paraguaia: A Petrobras é pressionada a comprar gasolina e diesel da estatal Petroleos Paraguayos (Petropar), a preços superiores aos de mercado; Prática antiga: São antigas as pressões do Paraguai para obter vantagens do Brasil. Nos corredores de Itaipu Binacional já virou piada. (Diário do Poder) 
• Presidente da Samarco tem trabalho colocado em xeque. Ricardo Vescovi recorre à Justiça para não ser preso após desastre em MG. 
• Sócios do BTG negociam compra de ações de Esteves. Eles visam proteger a instituição do envolvimento nas acusações contra André Esteves, preso na Lava Jato por tentar atrapalhar as investigações e impedir a delação de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras; o banco também tenta honrar com seus compromissos de curto prazo, com a venda de alguns ativos como Estapar e BR Pharma que, juntos com a fatia da Rede D’Or, poderiam levantar até R$ 5 bilhões. 
• Minha Casa Minha Vida é alvo de mais de 300 inquéritos, diz jornal. Segundo O Globo, em pelo menos três estados foram descobertos quatro casos semelhantes ao esquema de cartel que atuava na Petrobras, desmontado pela Operação Lava Jato. 
• A 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) manteve a condenação por improbidade administrativa dos ex-prefeitos de Porto Alegre Tarso Genro, Raul Pont e João Verle, todos do PT. A decisão é do dia 26 de março. Cabe recurso. 

• Dono da Cyrela doa 60% de sua fortuna para causas sociais. Aos 71 anos, Elie Horn, dono da Cyrela, é o primeiro brasileiro a aderir ao The Giving Pledge (Chamada à Doação, em tradução livre), programa criado em 2010 por Bill Gates e Warren Buffett, segundo a colunista Eliane Trindade; seu patrimônio pessoal é estimado em US$ 1 bilhão; Queria doar 100%, disse Horn, ao participar no 4º Fórum Brasileiro de Filantropos & Investidores Sociais. 
• Dilma descarta suspensão da Venezuela do Mercosul. A cláusula democrática é integrante do Mercosul, mas para usá-la não pode ser com hipóteses. Tem de qualificar o fato. Sempre o Mercosul contou com ela. Foi ela que permitiu que o Mercosul não concordasse com a saída do presidente [Fernando] Lugo, do Paraguai. Precisa de fato determinado. Não é genérica, disse a presidente Dilma Rousseff, em Paris, sobre a ação defendida pelo presidente eleito da Argentina, Maurício Macri, contra a Venezuela, de Nicolas Maduro. 
• Brasil é o 61º país mais conectado do mundo. A União Internacional das Telecomunicações, órgão ligado à ONU, liberou uma nova edição de seu ranking que mede o grau de desenvolvimento da sociedade da informação. O documento mostra que o Brasil evoluiu nos últimos cinco anos e deu um bom salto na lista, atingindo uma nota 6,03. 
• Ministra da Defesa da Alemanha descartou qualquer cooperação entre as forças alemãs que irão participar da campanha militar contra o Estado Islâmico na Síria e o presidente sírio, Bashar Al-Assad: Deixe-me ser clara - não haverá futuro com Assad, destacou Ursula Von Der Leyen. 
• Governo da China ordenou o fechamento de 2.100 fábricas e pediu à população para que não saia às ruas devido ao agravamento da poluição, que em Pequim registra valores 24 vezes acima do que é considerado seguro para a saúde; uma densa névoa cinzenta envolve a capital nesta terça-feira (1º/12), com a concentração de PM2,5 - partículas microscópicas que penetram os pulmões - subindo até os 598 microgramas por metro cúbico. 

Renuncias, eleições gerais e Constituinte: solução para a crise?
. O shutdown (paralisação de atividades do governo) já aconteceu 17 vezes nos Estados Unidos. O período mais longo foi em 1995, quando durou 21 dias (governo Bill Clinton).
. No Brasil, a partir desta segunda feira, 30, ninguém sabe o que poderá acontecer com o shutdown implodido em plena ebulição da pior crise econômica já sofrida pelo país, em todos os tempos.
. O shutdown brasileiro ocorre, diante do travamento no Congresso Nacional, da votação do ajuste fiscal para 2016.
. Não faltou aviso, de parte dos ministros Joaquim Levy e Nelson Barbosa, de que a catástrofe seria iminente.
. Há meses, a economia nacional está na UTI, com o quadro, agora, definitivamente agravado.
. Sem a aprovação do ajuste fiscal, não haverá saída.
. Em economia, dois mais dois são quatro, quer estejam no poder os atuais governantes, ou, quem eventualmente sucede-los.
. A realidade é que o Congresso não votou a mudança na meta fiscal de crescimento da economia, cuja projeção, no início do ano, era de superávit primário (economia para pagamento de juros) de R$ 66,3 bilhões.
. No momento, o cenário inverteu-se totalmente e o déficit primário, já constatado, é de R$ 51,8 bilhões (que pode chegar a R$ 119,9 bilhões com o pagamento das pedaladas fiscais), valor que se aproxima de 1% do Produto Interno Bruto (PIB).
. Sem a aprovação da nova meta fiscal, o governo teria que gerar um superávit primário de 1,1% do PIB, o que é impossível.
. Tesouro, Previdência e Banco Central (BC) já acumulam déficit primário de R$ 33 bilhões, ou seja, 0,69% do PIB. Só em outubro, registrou-se déficit primário de R$ 12,279 bilhões.
. Para onde caminha o Brasil?
. Essa é uma pergunta difícil de ser respondida.
. Os cortes já anunciados atingem inicialmente a União.
. Fatalmente, chegarão aos estados e municípios, com a inevitável redução das transferências de FPE e FPM, em razão do fraco desempenho da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
. Prenuncia-se o caos nacional.
. É possível que, após tantas omissões repetidas, o Congresso, a partir desta, terça, 1, queria dá uma de herói e resolva votar a nova meta fiscal.
. Será apenas um curativo, aplicado à crise e não evitará o seu agravamento.
. A conjuntura impõe algo mais.
. Sugerir alternativa é dificílimo.
. Porém, algo terá que ser feito a curtíssimo prazo, sob pena da instabilidade política, econômica e social alastrar-se no país, sem controle.
. Para não mostrar a enfermidade, sem sugerir a medicação, o autor do artigo ousa sugerir que o Congresso, convencido de que não há outra saída, convoque urgentemente sessão extraordinária pós-recesso, renuncie a ajuda de custo e em janeiro de 2016 vote o que é essencial para tirar o país do buraco, sinalizando positivamente para a economia global.
. Dentre outros, dois pontos colocam-se como absolutamente fundamentais.
. CPMF para custear a previdência (sob a forma de lei temporária, com prazo de vigência definido) e aumento da idade mínima para aposentadoria.
. São propostas agradáveis e populares?
. Certamente, que não.
. Entretanto, parece não haver outros caminhos, salvo se o Congresso encontrar.
. A CPMF, numa alíquota mínima, significaria menos do que o preço desembolado por um casal, em jantar de fim de semana, para quem ganhe, por exemplo, 30 mil reais (são poucos).
. Para os assalariados, a isenção os beneficiará.
. Talvez, o maior problema seja para os sonegadores, que não podendo numa economia global fazer transações em dinheiro vivo, terão prejuízos, por não poderem mais sonegar.
. Do ponto de vista político, a convocação de uma Constituinte originária, visando passar o Brasil a limpo, terá que ser analisada, com prioridade.
. A viabilização da Constituinte exigirá um gesto de estadista da Presidente Dilma Rousseff, que seria propor a convocação de eleições gerais, renunciando ao mandato, em nome de um futuro melhor para o país, o que implicaria também em redução dos mandatos dos atuais congressistas.
. Em recente entrevista ao Correio Braziliense, o mestre David Fleischer, professor emérito da UnB e um dos maiores cientistas políticos latino-americanos, mencionou exemplo paralelo da crise brasileira na história.
. Disse ele: O paralelo que faço é de Richard Nixon e o Watergate, em agosto de 1974. O impeachment na época parecia evidente. O Partido Republicano chegou para ele e disse: Pelo amor de Deus, você tem que renunciar, senão o nosso partido vai ser liquidado nas eleições de novembro.
. Será que o PT será capaz de agir como os Republicanos americanos? (Ney Lopes) 

Competição acirrada.
Apagar das velas - No apagar das velas deste 2015, que se mostraram absolutamente incapazes de iluminar o nosso pobre país atingido por fortes neblinas advindas da incompetência e por espessas colunas de fumaça preta emanadas por excessiva corrupção, o povo brasileiro ainda se vê obrigado a assistir uma acirrada competição patrocinada pelo governo Dilma-Petista. 
Duas crises - Tal competição, como está escancarado em todos rostos e noticiários, se dá entre duas grandes crises econômica e política, que se alimentam de um mesmo combustível, cujo poder de explosão está levando o país a sucessivos acidentes ao longo do percurso que não se tem noção de quando termina. 
Matriz bolivariana - Como as duas crises entraram no campo da disputa obedecendo, rigorosamente, as regras impostas pela matriz bolivariana, que foram plenamente aceitas pela sociedade brasileira ao elegerem Lula e Dilma para presidir o nosso cada dia mais pobre país, a única coisa que se sabe é que quanto mais tempo durar a contenda, mais o Brasil se afunda. 
 Década perdida - Pelo que estamos assistindo, pouco importa ao governo Dilma-Petista que o povo queira, desesperadamente, que ambas as crises acabem. Por enquanto, pelo andar da carruagem, já está confirmado que a recessão, ou depressão, vai permanecer em 2016, 2017 e 2018. E, se ainda houver algo de pé até lá, e as crises continuarem firmes, esta década estará definitivamente perdida. Com prejuízos de difícil recuperação.
Abismo - Fica cada dia mais evidente, portanto, ainda que já tenha alertado em várias editoriais, que o foco e interesse petista é levar o nosso pobre país a um abismo sem volta. Sem uma troca de comando, o Brasil está condenado a ter crescimento negativo, inflação alta e investimento em declínio constante
Troca de comando - Enquanto os sócios do BTG Pactual tomam a decisão urgente de mudar o comando, tentando com isto acalmar clientes do banco e recuperar a imagem desgastada (sai André Esteves e entra Pérsio Arida na presidência), os eleitores brasileiros não conseguem fazer o mesmo. Ou seja, continuam sob o comando da presidente Dilma, que está envolvida até a medula nas decisões que levaram a Petrobras a uma situação pré-falimentar. Pode?
Democracia - Pois, ainda assim há quem diga que vivemos numa Democracia. É demais, não? A rigor, gostem ou não, o povo transfere aos seus representantes, pelo voto, a propriedade do país às mais diversas corporações, que mandam, pintam e bordam. Com um detalhe: dizem, em voz alta, que isto é Democracia. Que tal? (GSPires)
A ignorância é um direito de todos, e a maioria faz questão de exercer.

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