15 de dez de 2015

Ó Caminha, “em se plantando tudo dá”, no crivo.

• PF faz busca em casas de Cunha, de dois ministros e do senador Lobão. Além de Henrique Alves e Pansera, ação mira indicados do PMDB a cargos em estatais, como Fábio Cleto (ex-Caixa) e Sergio Machado (ex-Transpetro). A ação, batizada de Catilinária, foi pedida pela Procuradoria-Geral da República e teve aval do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki. O presidente da Câmara informou, por meio de sua assessoria, que não deve se pronunciar neste momento. Ele acompanhou pessoalmente a ação da Polícia Federal em sua residência. Polícia Federal chegou por volta de 7 horas à residência oficial de Eduardo Cunha. 
• Hum...! TCU pode inocentar Dilma de responsabilidade por pedaladas. Órgão puniria só ex-ministro Mantega e o ex-secretário do Tesouro Arno Augustin. 
• Temer acena valorização e assanha o Legislativo: A proposta do vice Michel Temer de semiparlamentarismo, insinuando sua adoção caso assuma a presidência da República, deixou animados senadores e deputados federais que apostam na valorização do Poder Legislativo como a melhor saída para crises políticas. Pela proposta de Temer, parlamentares participariam da execução do orçamento, no governo, certificando-se de que ações e projetos sejam cumpridos; Fim do presidencialismo: Parlamentarista, o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), elogia a ideia de Temer porque está convencido de que o presidencialismo se esgotou. 
• Governo tenta driblar pressão de partidos por definição de impeachment. 
• Cunha quer processo na estaca zero no Conselho de Ética. 
• Aneel deve elevar tarifas para pagar socorro a distribuidoras de energia. 
• Cesta de Natal este ano está 16,12% mais cara do que em 2014. Aumento de produtos natalinos foram afetado pela alta do dólar e dos combustíveis. 
• Levy reafirma compromisso com meta fiscal de 0,7% em 2016. Levy (Fazenda) quer manter meta de superavit de 2016 enquanto mercado não acredita. Governo e mercado financeiro estão com sinais trocados sobre meta fiscal de 2016. Tesouro já comprou dólar para pagar dívida de 2016, afirma Levy. Ministro destaca que não há risco de solvência ou não pagamento da dívida externa, que está em US$ 28 bi. 
• Ministra Rosa Weber nega restituição imediata de Pinato à relatoria de cassação de Cunha. 
• Líder do governo na CMO defende redução da meta fiscal de 2016. 
• Estudo da Samarco não previa impactos no rio Doce e outros vilarejos. Samarco recebeu licença para construir megabarragem. Cientistas acham metais pesados no Rio Doce. Análise detecta níveis de arsênio, manganês e chumbo acima do permitido. 
• Ao contrário da oposição, que planeja novos protestos para 13 de março -após a data prevista para a votação do impeachment na Câmara-, o deputado Paulo Pereira da Silva (SDD-SP) quer atos em 17 de janeiro para apelidar a manifestação de a marcha do 171
• Impeachment: Senado não pode revisar decisão dos deputados sobre impeachment, diz Cunha. 
• Sem reuniões marcadas, CPI do BNDES pode ser encerrada sem relatório. 
• Indústria naval do Rio demite 14 mil este ano. De acordo com a Confederação Nacional dos Metalúrgicos, já foram cortadas 14 mil vagas em 2015, reduzindo para 12 mil o total de empregados no segmento; nesta segunda-feira, o estaleiro Eisa, na Ilha do Governador, dispensou cerca de 3 mil funcionários e suspendeu as atividades. 
• Antes da eleição, vice rompe com Del Nero e ameaça levar denúncias à CBF. Justiça nega recurso e eleição na CBF continua suspensa. 

• Macri decide rever a Lei de Meios argentina. Brasil e Argentina buscam recomeço na economia. Argentina facilitará importações. 
• Arábia Saudita anuncia coalizão de 34 países islâmicos contra terrorismo. 

Nunca antes de março.
A previsão é de que amanhã o Supremo Tribunal Federal decida sobre o rito do processo de impeachment da presidente Dilma, anulando ou não a votação incompleta da semana passada na Comissão Especial da Câmara. Ou a tomada de votos continuará de forma secreta ou, se aberta, precisará ser refeita pelos seus 65 integrantes. Ignora-se como o ministro Edson Fachin se pronunciará, bem como o plenário da mais alta corte nacional de justiça. A decisão poderá demorar até o final da semana. Só então começará o processo, mas são longas as etapas, daí se imaginando que apenas depois de março haverá o desenlace, em favor ou contra Madame.
Caso a Comissão Especial opte pela abertura do impeachment, precisará notificar a presidente Dilma, que terá o prazo de dez sessões para defender-se.
Abrir-se-á então o período de mais cinco sessões até que a Comissão elabore o relatório final, contra ou a favor. Nesse caso, após a publicação, o plenário da Câmara decidirá. Serão necessários 342 votos pelo afastamento por 180 dias da presidente, devendo ela ser comunicada da decisão, substituída interinamente pelo vice Michel Temer.
Enquanto isso, no Senado, a ser presidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, começará o julgamento final, com tempo para acusação, defesa e oitiva de testemunhas. Para a condenação serão precisos 54 senadores. Se absolvida, Dilma reassume. Se condenada, Michel Temer será efetivado na chefia do governo.
Vale repetir, já estaremos em março ou mais adiante, com o país, até lá, paralisado. Nem governo nem Congresso cuidarão de outros temas, muito menos do combate à crise econômica ou da recomposição política.
Michel Temer, em sua interinidade, poderá mudar o ministério e, na teoria, elaborar planos e programas de governo, mas a cautela recomendará pouco movimento. Sem a condenação definitiva, sempre haverá o risco de tudo voltar atrás por decisão do Senado.
Até aqui alinha-se um roteiro político, sujeito às mutações decorrentes de acordos, entendimentos e desavenças. Saber mesmo o que vai acontecer, nem com bola de cristal, a partir da reunião de hoje no Supremo Tribunal Federal. O confronto é evidente, não apenas entre situação e oposição. Michel Temer tomou posição ostensiva pelo impeachment, ainda que o PMDB se encontrem dividido. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, trafega em faixa própria, mas contra Dilma. Renan Calheiros por enquanto apoia a permanência da presidente, mas poderá mudar, de acordo com o desenrolar das acusações contra ele. Imagina-se ser salvo pela presidente, mas se não puder salvá-la, perderá condições de sobrevivência. (Carlos Chagas) 

A insustentável leveza das ruas.
Numa escala de 0 a 10, o risco impeachment não passava de 3 quando Cunha aceitou o pedido. Com a ruptura de Temer e a rebelião do PMDB, o risco passou a um inquietante 6, que esquentaria para 8 ou 9 se o povo tivesse ido em massa às ruas. Não foi.
O domingo de manifestações pelo Brasil mostrou que o movimento pró-impeachment não tomou a forma avassaladora que o Planalto temia e pela qual a oposição torcia. Diversas razões podem ter concorrido para que os protestos tenham sido mais modestos do que suas versões anteriores, incluindo a temporada natalina e as condições meteorológicas. A principal, porém, parece estar relacionada ao crescente desencanto, para não dizer repulsa, da maioria das pessoas à política de modo geral e a qualquer político em particular - e não apenas em relação à presidente da República.
Depois de uma semana em que assistiu ao vivo a cenas de depredação, intimidação, cabeçadas, socos e pontapés no plenário da Câmara e no Conselho de Ética, ficou difícil ao distinto público identificar quem é o mocinho e quem é o bandido, e do lado de quem ficar. Talvez tenha percebido que há bandidos demais, e que o impeachment de Dilma não o livrará deles.
Para a grande maioria, é de perder o ânimo ver na figura de Eduardo Cunha o principal defensor do impeachment. Ele contaminou o processo ao acolhê-lo para retaliar o PT e o governo por não ter tido seu apoio contra o processo de cassação no Conselho. Com isso, pode ter funcionado a estratégia de Dilma Rousseff de reduzir a questão a uma guerra do bem contra o mal. Entre ela, que não sofre acusação de corrupção; e ele, denunciado no STF (Supremo Tribunal Federal) por depósitos suspeitos na Suíça.
Por outro lado, o fato de os atos pró-impeachment de domingo terem sido meio esvaziados não livra Dilma do impeachment. Afinal, o processo continua, a popularidade da presidente não melhora, a economia só tende a piorar e novas manifestações serão marcadas.
Mas se, neste fim de semana, grandes multidões tivessem acorrido às ruas contra ela, mais ou menos nos moldes do que aconteceu com Fernando Collor, poderia ter sido o fim da linha. A presidente da República vive situação política muito delicada e, nesse quesito, a situação continua a mesma.
Numa escala de 0 a 10, o risco impeachment não passava de 3 quando Cunha aceitou o pedido. Com a ruptura do vice Michel Temer, a rebelião do PMDB na Câmara e a perda do controle da comissão do impeachment, na semana passada, esse risco passou a um inquietante grau 6, que esquentaria para algo como 8 ou 9 se a população tivesse ido em massa às ruas. Não foi. A chance ainda é 6 e continua impossível prever o futuro.
A variável STF entra em campo nesta quarta-feira (16), e pode jogar o risco de volta aos patamares da improbabilidade ou esquentá-lo a níveis quase irreversíveis.
Conhecedores dos modos e manias da mais alta corte do país preveem muita emoção no espetáculo. Divergências e confrontos vão marcar o julgamento das ações que questionam os ritos do impeachment. Mas esses observadores apontam, acima de tudo, para um comportamento que deve unir os 11 ministros: o STF não vai entrar no mérito das acusações de pedaladas contra a presidente e nem quer passar à história como salvador ostensivo de seu mandato, já que esta não é a missão do Judiciário.
Pela Constituição, nos casos de impeachment, o Supremo tem papel de guardião da lei, vigilante do cumprimento de direitos e deveres - e não de protagonista. Por isso, há expectativa de que será cauteloso e não irá além das próprias chinelas.
Mas o STF chega a esta quarta (16) à vontade para decidir. Embora não admita, o Supremo é composto de seres humanos e também sofre a pressão das ruas. Tivesse sido avassalador o clamor popular pelo impeachment neste domingo, estaria numa sinuca mais complicada.
Tudo indica que seus ministros não fugirão à obrigação de resguardar direitos e garantir a lisura do processo. O que seria isso? Segundo esses supremólogos, não inventar normas que não estão claramente previstas - como a necessidade de apresentação de defesa da presidente da República antes da decisão do presidente da Câmara, como sustenta uma das ações que pretendem anular o ato de Cunha.
Ao mesmo tempo, isso significa garantir direitos contra decisões que os tenham ferido, como a votação secreta que elegeu os integrantes da Comissão, que tirou do distinto público o direito à transparência. Ao longo dos últimos anos, diversos dispositivos da Constituição a esse respeito foram modificados e o princípio agora é: se não estiver escrito expressamente que o voto é secreto, o voto é aberto.
Anular a tumultuada eleição da semana passada na Câmara não salvará Dilma da abertura do processo de impeachment se essa for a vontade da maioria. O Planalto pode até continuar sem o controle na nova eleição. Mas a transparência do rito estará garantida.
Da mesma forma, o Supremo pode confirmar que o afastamento da presidente da República do cargo, depois de aprovada abertura de processo pela Câmara, só se dará quando o Senado o aceitar e votar a favor de seu prosseguimento. Foi o que ocorreu com Collor, que só deixou o Planalto quando recebeu a intimação do Senado.
Nem o STF, nem força alguma poderá salvar o mandato de Dilma se o curso dos acontecimentos determinar o contrário. Mas a história não chegou a esse ponto, pelo menos ainda. A obrigação da mais alta corte do país hoje é derrubar manobras e avisar aos navegantes que o Legislativo tem todas as prerrogativas para destituir um presidente da República, mas deve fazê-lo dentro do estrito cumprimento da lei. (Helena Chagas) 

MPF denuncia Bumlai, Vaccari, Cerveró e mais 8 na Lava-Jato. 
. Os segredos dos empréstimos do BNDES para Bumlai.
. Apenas para lembrar, esse Fernando Carlos Bumlai é aquele amigo de Lula, que tinha acesso livre ao gabinete do presidente. Quando esse Bumlai, que está preso, decidir abrir o bico e dizer onde foi parar toda essa fortuna que pegou no BNDES, que era presidido pelo Luciano Coutinho, Lula terá pouco tempo para sair em desabalada rumo à Cuba. Aqui

Mais uma carta para Dilma. Esta também “vazou”.
Ela ataca novamente com nova postagem impagável, pela objetividade ao resumir as antagens da desgraça chamada PT, com toque de leveza e humor. Falo de Priscila Chamas, que já havia incendiado as redes sociais com umdesabafo contra o mimimi dos petistas escandalizados com o pedido de impeachment ser acatado por Eduardo Cunha. Eis a carta que escreveu agora para Dilma mas que, pasmem!, também vazou:
Salvador, 08 de dezembro de 2015.
Senhora mulher sapiens,
Carpe diem (disseram que é chique começar em latim)
Ao contrário do que está pensando, escrevo para agradecer. Sim, juro. Estou muito satisfeita com o bem que a sua gestão tem feito para o país. Em menos de 5 anos de governo, você fez mais oposição ao PT do que o PSDB em toda a sua existência. Seu governo é um case de sucesso na demonstração empírica de todos os princípios liberais. De um jeito meio torto, é verdade. Mas ajudou muito. Obrigada.
1) Você mostrou a merda que dá deixar empresas (Petrobras, Eletrobras, Correios, etc) sob a administração estatal;
2) Provou que interferir artificialmente em preços e juros definitivamente não dá certo, pois uma hora a bomba estoura;
3) Que incentivar o consumo por meio de crédito só gera uma multidão de endividados a médio prazo;
4) Demonstrou divinamente que Thatcher tinha razão: o dinheiro dos outros um dia acaba;
5) Cortou Bolsa Família, Ciência sem Fronteiras, Fies, Minha Casa Minha Vida, etc, apenas para mostrar que se não há produção de riquezas, também não há o que distribuir;
6) Acabou com a falácia de que regimes de esquerda são bons para os pobres a longo prazo;
7) Não tem a mesma habilidade do Molusco Al Capone da Silva para esconder os mal feitos e dizer que não sabia de nada (apesar de ser absolutamente crível que tenha assinado Pasadena sem ler);
8) Fazendo tudo errado, fez surgir/crescer no Brasil uma nova corrente de pensamento para se contrapor à intelectualidade de esquerda predominante desde a época da ditadura;
9) E como se não bastasse, ainda ganhou a eleição no ano passado e teve que pagar você mesma pelos erros cometidos, arrasando não apenas a sua própria popularidade, como respingando também no companheiro que fez tudo que você fez, mas era pós - graduado em cara-de-pau (Ok, a gente está tendo que pagar também, mas pelo menos assim ficou claro de quem é a culpa).
Obrigada, valeu mesmo, thank you e gracias!
Agora que já fez o seu papel, acabou a brincadeira. Se pique dessa cadeira e deixe alguém arrumar a bagunça.
Respeitosamente,
Priscila
Estou pensando se a carta que escrevi vai ou não vazar. O linguajar talvez seja impróprio para menores de idade, pois quando penso em Dilma, meus instintos mais primitivos afloram em mim… (Rodrigo Constantino) 
Para quê preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro. (Confúcio)

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