6 de dez de 2015

Crescimento: quebradeira geral...

• Governo venceu ao aprovar nova meta fiscal, mas medida terá pouco efeito para o futuro do país. 
Espero integral confiança de Temer, afirma Dilma sobre vice-presidente, 
• STF deve decidir o cronograma do impeachment contra Dilma. Planalto e oposição disputam para definir se Congresso entra ou não em recesso. 
• Renan sinaliza a Dilma que não atua para agravar crise. Presidente do Senado tem poder sobre a tramitação de impeachment. 
• Delcídio usou jato de empreiteiro do MS investigado. Senador do PT preso foi de Campo Grande a Florianópolis, diz piloto. 
• Hospital no Recife tem 20 suspeitas de microcefalia ao dia. Em 2014, foram 12 casos no Estado que lidera surto da má-formação em bebês. 

• Eleições neste domingo são maior ameaça ao chavismo. Em meio à crise, oposição lidera com folga todas as pesquisas na Venezuela. 
• Oposição nos EUA impõe entraves a acordo do clima. Republicanos prometem vetar tratado que inclua metas obrigatórias. 
• Homem esfaqueia três em estação do metrô de Londres. Autor teria agido em protesto contra bombardeios britânicos na Síria. 

A presidente está braba.
A presidente Dilma veio às falas e se declarou indignada. Ela, indignada. E nós, o quê? Nós, constrangidos a conviver com recessão, inflação e corrupção. Nós, sentenciados a acatar aumentos de impostos, solução indicada por quem sequer entendeu a natureza do problema. Somos notificados, nós, em cadeia nacional, de que a presidente está braba...
Ora, leitores, o Brasil cansou de Dilma, do seu partido, das enrolações, das mentiras e das mistificações que mantêm o PT no poder.
Hoje à tarde, quinta-feira (3), assisti a leitura do pedido de impeachment ao plenário da Câmara dos Deputados. Estarrecedora a lista de crimes de responsabilidade fiscal praticados pelo governo! Na origem de cada um deles a mesma motivação: ocultação da realidade, dissimulação dos fatos, enganação. A tais práticas, lembremo-nos, era dado o nome de contabilidade criativa. Valha-nos Deus!
A presidente espera enfrentar a crise acusando a oposição de conspirar contra o interesse público. Mas quem agiu prolongada e determinadamente contra a nação, olhos postos apenas no interesse próprio e nas parcerias ideológicas? Quem fez o diabo e todos os diabinhos possíveis para vencer a eleição gerando o caos subsequente, jogando o país em mais uma década perdida?
O Brasil precisa de união nacional para enfrentar a crise. A presidente não perdeu apenas 70% dos votos que fez no ano passado. Por não respeitar o interesse público, por valorizar mais a reeleição do que o bem do país, ela perdeu o respeito do país. E não há, tampouco, como seu partido unificar qualquer coisa politicamente consistente. Enquanto o governo jogava o país na valeta da estrada por onde outros avançam, o partido governante entesourava e tratava de dedicar o Estado, o governo e a administração à tarefa de construir conflitos e impor suas pautas.
A unidade, em torno de Dilma Rousseff, só pode ser na tarefa de nos enganarmos uns aos outros para que, ao final, estejamos todos vivendo o mesmo delírio. E a unidade, em torno do PT, é a guerra de todos contra todos, é a simultaneidade dos ódios provocados e a explosão de todos os conflitos existentes, inventados e ainda por inventar.
O impeachment no qual o país depositou suas esperanças neste ano que chega ao fim foi posto em marcha. Ao longo das próximas décadas estaremos falando destes dias, destas semanas, e saberemos que, em 2015, o povo brasileiro mobilizou-se para que se cumprisse a Constituição e fossem afastados do poder aqueles que se uniram na mentira e nela se abastaram.
Tanto semearam divisão que acabaram unindo o país contra si. (Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário e escritor) 

Abusando do besteirol, Lula acusa Cunha e defende Dilma após viabilizar pedido de impeachment. 
Responsável maior pelo período mais corrupto da história brasileira, Luiz Inácio da Silva, o lobista bravateiro, continua abusando dos discursos fantasiosos e recheados de embustes. Nesta quinta-feira (3), Lula acionou seu conhecido besteirol para atacar Eduardo Cunha, apesar de ter covardemente abandonado Dilma e operado nos bastidores para viabilizar a situação que culminou no pedido de impeachment da presidente da República.
No Rio de Janeiro, após reunião com o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), Lula disse que a insanidade e a loucura de Cunha não podem prevalecer no debate sobre o impeachment da presidente. Ora, Dilma incorre nos crimes previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, mas a culpa é do presidente da Câmara dos Deputados. Essa a estratégia do PT de empurrar para terceiros a responsabilidade pelos próprios crimes e transgressões é uma velha conhecida dos brasileiros de bem. Aliás, essa bazófia comunista começou com o próprio Lula, ainda no primeiro mandato, quando o ex-metalúrgico lançou a tese da herança maldita, como se FHC pudesse ser culpado pelas transgressões do sucessor.
Eu me sinto indignado com o que estão fazendo com o país. A presidenta fazendo um esforço incomensurável para que a gente aprove os ajustes que têm que ser aprovados nesse país, para ver se a gente consegue recuperar a economia e fazer a economia crescer, e tem muitos deputados querendo contribuir, mas o presidente da Câmara me parece que tomou a decisão de não se preocupar com o Brasil, disse Lula.
Como se não fosse um egocêntrico fanfarrão, Lula afirmou que Cunha pensa apenas nele: Me parece que a prioridade dele é se preocupar com ele, quando esse país de 210 milhões de habitantes é mais importante do que qualquer um de nós individualmente.
Parecia que o país estava andando pra normalidade. No dia que a presidenta consegue aprovar, novas bases para o orçamento de 2015, o que a gente percebe é que ela recebe como prêmio, um gesto de insanidade com o pedido do impeachment dela, emendou o petista. Ou seja, Lula exaltou a genuflexão criminosa do Congresso diante de um governo corrupto e incompetente, que acionou a base aliada para arrombar as contas públicas em R$ 120 bilhões. E ainda afirma que com isso o País estava caminhando para a normalidade.
Mas Lula parece que não se satisfaz com as besteiras que balbucia, por isso avançou em seu discurso insano. Subordinar um país inteiro, subordinar os interesses de mulheres, homens, brancos, negros, crianças nesse país a uma visão corporativa, pessoal, de vingança. Eu quero crer que não seja verdade, quero crer que não seja verdade. Porque, se isso for verdade, é muita leviandade.
Em suma, Lula submeteu o País à débâcle econômica e patrocinou o maior escândalo de corrupção da história da humanidade, o Petrolão, que levou a Petrobras às dificuldades extremas, mas mesmo assim insiste em aparecer em cena na condição de injustiçado. O lobista da Odebrecht deveria se contentar com a reles condição de ex-presidente, não sem antes fazer a gentileza de entregar-se ao silêncio, pois de malandros profissionais que se fazem passar de salvadores da pária o Brasil está cheio. (Ucho Haddad) 

Para Maduro, tudo vale para impedir a debacle eleitoral. 
 photo maduro1.jpg O presidente bolivariano Nicolás Maduro anunciou pela TV: Dedicaremos vários dias para que todo mundo saiba votar. Obviamente no partido dele, o Grande Polo Patriótico, e nos seus aliados. 
E já avisou que se perder, porá o exército nas ruas para salvar a democracia bolivariana.
Maduro se fez filmar numa curta metragem que o apresenta numa secção eleitoral onde a opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD) é a grande favorita. Encostada na papeleta da opção oposicionista aparecia uma desconhecida Min Unidad utilizando, destacada com a mesma cor, a mesma palavra Unidad
As duas opções são tão parecidas que qualquer cidadão pouco atento não saberia distinguir.
O presidente protagonizou a encenação pela TV para confundir ainda mais, dizendo: Aqui nós temos Unidad; é a oposição, não é verdade? Unidad, Min Unidad? Bom, aqui está.
Min Unidad é um partido filochavista fantasma cujo principal objetivo é desviar votos da aliança antichavista.
Trata-se de uma evidente indução ao erro aprovada pelo Consejo Nacional Electoral (CNE), equivalente ao TSE, explorada sem rubor pelo herdeiro de Chávez, escreveu La Nación de Buenos Aires. 
Um dos principais líderes do partido-enganação é William Ojeda, que em outras épocas apareceu dezenas de vezes junto com Maduro na TV.
E tem mais. Esse partido-trapaça escolheu como candidato um jovem que tem o mesmo nome do candidato da grande chapa oposicionista, Ismael García. 
A falta de vergonha é total, mas as intenções são muito claras, comenta La Nación: confundir os opositores na hora de votar e reduzir a diferença que a oposição abriu sobre a chapa governista.
Segundo todas as sondagens, a oposicionista MUD está na frente com vantagens que oscilam entre 18 e 30%, faltando menos de um mês para a eleição. A prestigiosa empresa de sondagens Datanálisis calcula uma diferença ainda maior, com 63% para a oposição e 28% para o chavismo.
Eis a explicação para os impulsos educativos do presidente socialista.
A perspectiva é de uma hecatombe política jamais imaginada desde que o chavismo se assenhoreou do poder em 1999. 80% dos venezuelanos consideram negativamente a situação do país.
Nunca vi uma cifra tão negativa como essa, diz José Antonio Gil Yepes, diretor da Datanálisis.
Mas o chavismo domina tecnologias eleitorais muito revolucionárias e confia na eficácia das urnas eletrônicas para tentar reverter o anunciado fracasso histórico.
Henry Ramos, líder de Acción Democrática (que integra a oposicionista MUD) e grande favorito para presidir o Legislativo venezuelano, adverte: O regime desesperado intensificará a atividade em seus laboratórios de guerra suja. Só há uma lista da oposição: MUD-UNIDAD. Todas as outras e seus candidatos são apoiados e financiados pelo regime.
O progresso da oposição é visto como um tsunami que deve ser interceptado de qualquer jeito. Os eurodeputados espanhóis que visitaram Venezuela ouviram a ameaça de uma suspensão das garantias constitucionais a pretexto dos problemas forjados pelo “socialismo do século XXI” na fronteira com a Colômbia.
A oposição também denuncia que o governo excogita uma artificial bonança econômica para tranquilizar e hipnotizar eleitores outrora chavistas e hoje indignados com uma inflação anual de 200%, com a ausência de produtos básicos e com a queda do PIB calculada em -9%.
O governo ordenou super-descontos socialistas de até 50%, forçou as lojas de eletrodomésticos a vender pela metade do preço. Mas desta vez o artifício não funcionou, pois a irritação popular está grande demais.
Denúncias insistem que Maduro esconde mais de 130.000 toneladas de alimentos nos portos do país, para liberá-los na iminência da eleição, dizer que ganhou a guerra econômica e que o futuro está garantido.
Nos Mercales [mercados do Estado] os compradores são identificados e, se não tiverem algum arranjo com o PSUV de Maduro, não comem!
O Estado financia a campanha de seus candidatos com dinheiro público e com os meios de comunicação sob o controle socialista. Canais de TV, rádios e jornais dançam maioritariamente ao ritmo das consignas da revolução nacional-socialista./ Situação muito diversa se vive na Internet e nas redes sociais, onde se luta voto por voto.
A desfaçatez oficial é tão grande, que Maduro não quer que seja vista nem pelos observadores de governos amigos, como o brasileiro. 
Mas o eco do primeiro turno argentino já chegou lá, e nos conciliábulos chavistas respira-se o ar pesado do fim de um reinado soprado por um bafo diabólico esgotado. (Luis Dufaur) 
Não sei o que vai acontecer daqui pra frente, mas por dias melhores eu vou lutar, sem ficar de braços cruzados esperando o tempo passar. (Eliedson McKinley)_

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